A Contabilidade, O Contabilista E A Empresa

05/05/2009 • Por • 5,067 Acessos

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Cícero A. Rocha.

 “Lembre-se: a terra é redonda e gira,

 então se você ficar parado, corre o grande risco de não

conseguir ficar em pé”.

Cícero A. Rocha

 Este é um trio que deveria andar em consonância, pois a contabilidade é a única ferramenta elaborada, entendida e compreendida pelo contabilista e que toda empresa necessita para balizar aquisições, investimentos e crescimento. É esta ferramenta que após a classificação dos documentos - todos - por contas e escrituração dos mesmos é possível obter um balanço patrimonial e gerencial, onde é verificado, se a empresa teve lucro ou prejuízo. Sendo também permitido realizar uma Análise de Balanço, metodologia que possibilita verificar de forma minunciosa os índices de rentabilidade por contas.

 Mas por que uma coisa tão simples e fácil para o profissional da contabilidade realizar não é praticado por eles em todas as empresas, então vejamos:

 Nossa legislação cria - dificulta - critérios de enquadramento, classificação e tributação das empresas em porte, ramo de atividade etc...

 as nenhum destes critérios de enquadramento desobriga as empresas de terem contabilidade segundo o nosso Código Comercial, o que existe é que as empresas em alguns tipos de enquadramento determinado pela Secretaria da Receita Federal, não são obrigadas a apresentar anualmente balanço patrimonial. Perfeito! Ou seria Perfeito? Ou ainda Perfeito.

 Porém pergunto: E quando estas empresas falirem ou necessitarem de uma recuperação judicial, situações em que se é obrigado a apresentar o balanço patrimonial, desde que as empresas realizem suas operações através de documentos fiscais - Notas Fiscais -, caso contrário às mesmas não estão e nem estarão aptas a apresentarem e demonstrarem através do balanço patrimonial seu endividamento e serão incapazes de cumprir a exigência de sua apresentação no prazo que o Juiz determinar, pois certamente será necessário elaborar o balanço dos últimos cinco anos. O que fazer? Milagres? Pagar a Multa? Subornar? Trabalhar dia e noite? Forjar um Balanço? Criar números?

 Para que nada disto aconteça é aconselhável que o contabilista seja encarado pela empresa não como um mal necessário e sim como o profissional - seja ele terceirizado ou não - que domina as técnicas da contabilidade para enquadrar, analisar e apurar os tributos de forma adequada, bem como de forma cientifica e clara classificar e escriturar toda documentação da empresa, apresentando o balancete mensalmente, mostrando a situação fisco-contabil-financeira da empresa ao empresário, com todas as suas explicações e nuances, onde a consultoria e assessoria contábil-fisco-tributária seriam à base do sucesso da empresa.

 Mas como fazer que o empresário considere o contabilista como necessidade fundamental e de crescimento de sua empresa? Bem, na minha opinião é necessário que o contabilista esteja e seja altamente preparado e capacitado em sua função, bem como exista alto grau do comportamento empreendedor do empresário. Some-se a isto a falta de planejamento prévio da empresa e problemas pessoais dos sócios da empresa.

 Então cabe ao contabilista que com o conhecimento aprofundado da gestão contábil mostre ao empresário o quanto importante é a contabilidade, como ferramenta de decisão na aquisição de estoque, ativo, contratação de pessoal e investimentos.

 Se o empresário soubesse que sonegar ou tentar sonegar com formas amadoras de administração custa muito mais do que a utilização de um contabilista competente e preparado, pois somente ele é capaz de instruir qual a melhor forma tributária a ser utilizada pela empresa dentro da legislação - e muitos pensaram que eu iria dizer que o contabilista é o único capaz de sonegar honestamente, bem se isto acontecer é porque ele não é contabilista e sim um mágico, mesmo tendo o diploma de contabilista -, evitando assim que a empresa corra riscos desnecessários que podem leva-la a bancarrota, aumentando assim o número de empresas que fecham nos primeiros cinco anos de atividade, por falta de uma excelente e segura assessoria fisco-contábil.

 Os pessimistas devem a esta altura estar dizendo, mas para que fazer contabilidade do “Botequim” do seu Zé da Esquina, com o alto grau da tecnologia disponível hoje é possível sem muito esforço e a utilização de sistemas integrados criar balanços/balancetes com níveis de contas simplificadas que atenderiam as necessidades dessas empresas tidas como pequenas, acredito que se isto fosse aplicado, às empresas sentiriam muito mais confiança no profissional contábil, continuando, o pessimista ainda estará dizendo, mas todo este serviço tem um preço e este tipo de empresário não pagaria. E, eu pergunto será? Alguns profissionais dizem que seus clientes não pagariam mais. Por que? Então é preciso que paradigmas sejam mudados, que a capacidade de inovação dos contabilistas mude a imagem de que a maioria dos empresários tem, ou seja, a contabilidade - o contabilista - é uma despesa necessária, e eu digo, não, não é, é um investimento, e muito necessário para a melhor gestão da empresa, que garante crescimento, solidez e perenidade das empresas de seus clientes.

 O contabilista preparado e ativamente atuante junto ao seu cliente - não obstante o serviço sem remuneração que é prestado ao nosso governo, por incompetência do mesmo - é um elemento que pode trazer lucro para empresa, ele é como o médico que após uma minunciosa analise e atendimento do paciente sabe o que receitar e acompanhar o efeito do medicamento e muda-lo sempre que necessário e possível. Então empresários acreditem no seu contabilista e se ele não fizer o que você acha que deve ser feito para sua empresa crescer - o remédio não for eficaz -, mude de contabilista, pois o seu deve der um contador de história. Mas se o seu remédio fizer efeito, valorize por que o que ele faz, somente ele é capaz, e se sua empresa não tiver um bom parceiro contábil corre o risco de virar pó. Então vale a pena pagar mais por um trabalho mais elaborado. Contrate um profissional competente e não um mágico.

 Acreditem, pois isto é viável e possível e vale muito, muito mesmo para sua empresa. E com isto o padrão qualidade de sua empresa será sempre elogiado.

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Cícero A. Rocha