Etica Nas Empresas

Publicado em: 09/10/2008 |Comentário: 6 | Acessos: 45,318 |

Ética nas Empresas

Por: Lucimara Terra

 

  

            O objetivo deste texto é refletir sobre a Ética nas Empresas no sentido de motivar ações, mudanças de conduta, e uma reavaliação do código de Ética aplicado pelas Empresas.

            A ética pode-se dizer que é na verdade como a educação de nosso caráter, temperamento ou vontade pela razão, em busca de um sentido na vida. Traduzindo é um processo consciente ou intuitivo em que vamos aprendendo ao longo de nossa  vida, que nos ajuda a escolher entre vícios e virtudes, entre o bem e o mal, entre o justo e o injusto. É a predisposição habitual e firme, fundamentada na inteligência e na vontade, de fazer o bem. Ser ético, portanto, é buscar sempre estar de bem consigo mesmo, combater vícios e fraquezas, cultivar virtudes, proteger e preservar a vida e a natureza, é buscar ser feliz.

            A prática da ética nas organizações requer convicção, vontade política e competências adequadas para tornar as ações empresariais concretas e objetivas, minimizando as resistências e as incompreensões.

            Há muitas formas não éticas de agir nas organizações, como, de resto, na vida em geral. Você pode fazer afirmações que não são verdadeiras, superestimar ou subestimar circunstâncias e situações, reter informações que deveriam ser compartilhadas, sonegar impostos e burlar leis, distorcer fatos em seu interesse, contar meias-verdades que redundam em mentiras dissimuladas com aparência de verdade.

            Segundo Nash (2001, pg. 3) "apesar de que a atividade de ganhar dinheiro sempre teve uma aliança meio desconfortável com o senso de moralidade nas pessoas".

 Num pais onde a cada dia surgem novos impostos, onde encontra-se  intrínseco na cultura dos colaboradores o "jeitinhos brasileiro ", cabe aos gestores a missão de tornar suas empresas éticas, e que ganhar sempre não é o melhor caminho para o crescimento.

No entendimento de Moreira (1999, p.28, apud, Ouvires, 2006, p3), que conceitua ética empresarial como "o comportamento da empresa entendida lucrativa quando age de conformidade com os princípios morais e as regras do bem  proceder aceitas pela coletividade (regras éticas)".

Na definição de Denny (2001, p.134), não há distinção entre moral e ética, a ética empresarial, para ele consiste na busca do interesse comum, ou seja, do empresário, do consumidor, do trabalhador e do governo. Os dois autores corroboram que as empresas devem seguir os princípios morais.

A sociedade sofre, dia após dia, mudanças nos aspectos legais, econômicos, sociais e organizacionais. Nesse ciclo de metamorfoses, as empresas começam a perceber que o sistema tradicional de remuneração - baseado apenas em aspectos hierárquicos - pode ser substituído por modelos que considerem a habilidade, competência e o desempenho dos profissionais.                       Ao contrario do modelo tradicional, a remuneração por competências e habilidades está ligada a uma estrutura organizacional mais horizontal, a uma segmentação menor dos cargos e um foco maior na pessoa do que na função, buscando desenvolver o indivíduo e a organização. Diz Ênio Resende autor do livro "Remuneração e Carreira Baseada em Competências e Habilidades".

"A remuneração por competências e habilidades permite dar mais objetividade e fazer justiça nos critérios de remuneração fixa, ou seja, no salário nominal".

         As empresas são temerosas quanto aos riscos trabalhistas de mexer nas políticas e práticas salariais, mas se  adotarem o modelo de competência criteriosamente não existe esse risco. O receio é injustificado, há muita acomodação. E por não adotarem critérios corretos de diferenciação salarial, as empresas acabam criando reais situações de injustiça salarial e reais motivos para reclamações trabalhistas.

            Quando a empresa tem em sua visão que o seu maior capital são seus colaboradores e proporciona para eles oportunidades de crescimento e desenvolvimento dentro da própria empresa, oferecendo salários dignos,  capacitação profissional e reconhecimento pelos serviços prestados a empresa.

As empresas devem ter uma postura ética independente dos fatores externos, e ter sempre focado os valores que ela defende. ETICA  é algo que todos precisam ter, alguns dizem que tem, mas na verdade poucos levam a sério, algumas se mostram preocupadas, mas muitas delas esquecem  o significado da palavra ETICA. ( Eduardo Botelho, 2000, p.5)

O resultado disso é a imagem de que algumas empresas não estão na realidade, voltada para os clientes, mas sim, que estão apenas dizendo isto, mas sem ética.

Algumas empresas, tem como missão a satisfação do cliente, mas esta satisfação acaba quando o cliente efetua o pagamento, o querer ganhar sempre faz com que muitas empresas estejam perdendo gradativamente espaço no mercado, pois  consumidores querem ser tratados com respeito, e buscam nas empresas confiança e garantia dos serviços prestados assim como foi acordado, quando isso não acontece, se rompe o elo empresa/cliente.

Focar a busca do lucro no interesse exclusivo dos acionistas da organização, com a exclusão explícita de todos os demais interesses das pessoas que participam do processo - empregados, clientes, público, concorrentes, etc - é uma forma de discriminação fundamentada na concentração da propriedade e da riqueza.

Nos conflitos cliente/empresa  deve se levar em consideração a lei vigente que determina os direitos e deveres de ambas as partes, mas o mais importante a manter o bom relacionamento com o cliente, reconhecer as falhas da empresas no processo, assumir os erros e agir de forma ética, entende-se Santos (1999, apud Ourives, 2006. p6) que nos dias de hoje é preciso pensar e pensar rápido, com coragem e ousadia, numa nova ética, para o desenvolvimento.

A globalização da economia fez com que a logística deixe de ser mais um departamento isolado dentro da empresa, mas sim, um desafio para melhor atender o Cliente.

O atendimento ao cliente, atualmente, pode ser considerado, sem dúvida, um dos grandes diferenciais competitivos do mercado. A principal causa disto é a crescente exigência do público consumidor e a concorrência acirrada entre as empresas do mesmo ramo onde o melhor preço nem é um diferencial.

A importância de cumprir os prazos de entrega, gera para empresa um grande desgaste e já há algum tempo os gerentes vêm se questionando sobre a questão dos atrasos de produtos, seja por fornecedores ou pelo próprio CD (Centro de Distribuição) o que vem gerando grande descontentamento entre os principais clientes e um desgaste dentro de empresa. E, diga-se de passagem, para uma empresa e incontestável melhoria no nível do serviço prestado ao cliente final, que quer prazos cumpridos.

A relação entre empresa e cliente vem sendo responsável pela sobrevivência ou pelo fracasso de muitas instituições em nosso país. Fidelizar o cliente, ou seja,  conquistá-lo e mantê-lo, é uma tarefa árdua para diversos empresários, pois sabemos que a satisfação de nossos clientes depende diretamente da superação de suas expectativas e da excelência no atendimento por parte das organizações.

Portanto, a logística requer também como pressuposto o melhor   atendimento ao cliente, ou seja, excelência no tratamento ao mesmo.
           Com a  evolução do mercado e com a preocupação das empresas em relação ao nível de serviço oferecido aos seus clientes, procurou-se indicativos de ética para a logística, que são  fatores necessários para a elaboração de novos níveis de serviço como: prazo de execução e respectivo nível de confiabilidade,  tempo de processamento de tarefas; disponibilidade de pessoal e dos equipamentos solicitados; atitude (serena) respeitosa, espírito conciliador, pontualidade, cordialidade, facilidade em sanar erros e falhas, agilidade e precisão em fornecer informações sobre os serviços em processamento, agilidade e precisão no rastreamento de cargas em processamento ou em trânsito, agilidade no atendimento de reclamações e no encaminhamento de soluções,  estrutura tarifária fácil de entender e simples de aplicar; rotas simplificadas.

No campo profissional são  condutas que  só é aceita, respeitada, admirada, se respaldada pelo comportamento que rege as ações da categoria profissional em uma sociedade específica que foi formada pelo conjunto de usos e costumes da mesma sociedade.

            A ética profissional tem como premissa o maior  relacionamento do profissional com seus clientes e com outros profissionais, levando em conta valores como dignidade humana, auto realização e sociabilidade.

            Enfim, a preocupação constante dos profissionais com a ética deve concentrar-se em dois grandes pontos:  o primeiro está no cumprimento das obrigações legais, dentro das normas preestabelecidas;  o segundo, nos clientes, que mesmo não tendo seus desejos atendidos, têm os procedimentos para com os demais, corretamente satisfeitos.

Quando a questão ética passa para o publico interno da organização uma serie erros está sujeitos a acontecer se a empresa não possui definido o seu código de ética, e mesmo se possui a necessidade de estar constantemente integrando a ética em suas tomadas de decisões.

Oferecer um programa de desenvolvimento administrativo que incorpore a ética nos treinamentos internos da empresa, pode ser uma solução para alcançar todos os níveis hierárquicos, fazendo com que o código de ética seja praticado amplamente por todos.

Na década de 80 a Administração Participativa era amplamente discutido no mundo empresarial, dando origem a Associação Nacional de Administração Participativa (ANPAR), que facilitou o intercambio entre dezenas de empresas com experiência neste campo.

A maior parte do processo da Administração Participativa porém se limita ao que podemos chamar de participação concedida, se abre espaço para opinar, discutir, sugerir, e até participar da tomada de decisão, porém não há participação no poder de decisão, geralmente a decisão já está tomada.

Por esta razão, talvez, a Gestão Participativa não conseguiu avançar  no meio empresarial, " o receio de entregar o poder de decisão e perder o Domínio".

O que as empresas podem adotar é o modelo da Sociocracia que garante que o poder de decisão seja compartilhado com parceiros e colaboradores, de forma que a influencia do proprietário se mantém,  enquanto para parceiros e colaboradores  não é apenas "concedida", e se torna  uma verdadeira co-gestão.

O termo Sociocracia foi usado pela primeira vez pelo Sociólogo - Filosofo Auguste Comte (1798 - 1857). No final dos anos 60  Gerard Endenburg cria na industria de sua família na Holanda o modelo de Gestão Participativa Sociocrático .

Pode-se afirmar que hoje as organizações são um dos maiores agentes transformadores da sociedade. Por isso tem que trabalhar buscando o melhor para a sociedade que as cercam. Afirma Milton Friedman "Se homens de negócios têm outra responsabilidade social que não a de obter o máximo de lucro para seus acionistas, como poderão saber qual seria ela ¿ Podem os indivíduos decidir o que constitui o interesse social" ¿

Pode-se responder as perguntas acima identificando meios de como os "homens de negócios" podem obter "o máximo de lucros", oferecendo para a sociedade o retorno de seus atos presentes preservando o futuro:

- Meio Ambiente: investindo na preservação dos recursos naturais, garantindo assim seu usufruto a longo prazo;

- Carga Tributária: cumprir com as abrigações legais, mesmo que não estejam de acordo. Usando de meios legais para mudar a situação para bem de todos;

- Comunidade: Participando de projetos sociais, incentivando a participação dos colaboradores nos projetos;

- Colaboradores: Proporcionando uma verdadeira Gestão Participativa, apostando nos talentos, aceitando as diferenças.

 

Conclusão: Este trabalho é para ressaltar o valor da Ética dentro das organizações, a importância da responsabilidade social.

Num cenário globalizado, percebe-se que há muitas cobranças e as exigências por parte da sociedade, pela transparência dentro das organizações, tanto no trato com os cliente, fornecedores, serviços prestados, para que não sejam enganados e que não prejudiquem o meio ambiente.

As empresas precisam utilizar métodos de fiscalização dos seus processos e a sociedade adotar medidas para inibir abusos cometidos pelas organizações.

Na minha opinião as empresas devem ser justa com os clientes, tratá-los com respeito, valorizando-os, sem enganá-los, agindo de forma ética, sabendo de suas responsabilidades e cumprindo-as de maneira correta.

Valorizar os colaboradores dando auxilio e oportunidades de crescimento, pois eles muitas vezes é o cartão de visita da empresa.

A ética empresarial pode ser a alma do negocio para combater a acirrada concorrência do mundo globalizado.

 

  

  

 

 

REFERENCIAS:

  

BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento, organização e logística empresarial. Tradução: Elias Pereira. 4 ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.

 BOTELHO, Eduardo, Disponível em: http://www.equifax.com.br/ Acessado em 22/07/2008.

DENNY, Ercílio A. Ética e sociedade. Capivari: Opinião E., 2001

ENDENBURG, Gerald, Sociocracy; As social design; Eduron, Delft Holanda, 1998.

FRIEDMAN, Milton.  "Capitalismo e Liberdade". 1984. São Paulo. Abril Cultural, coleção Os Economistas.

MOREIRA, Joaquim Manhães. A Ética Empresarial no Brasil. São Paulo. Pioneira, 1999.

NASH, Laura, Ética nas Empresas: boas intenções a parte. São Paulo: Makron Books, 2001.

 

 

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    Fonte do artigo: http://www.artigonal.com/administracao-artigos/etica-nas-empresas-596745.html

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    Flavio Andrade

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    PAULO RENATO A. ARAUJO

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    Muitas empresas simplesmente não sabem o que fazer para gerir pessoas. Comece a descobrir, o que o RH pode ajudar na produtividade de sua organização.

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    Eduardo Alencar

    O Presente artigo reflete a luz da análise do comportamento sobre o fenômeno do grito de guerras nas empresas enquanto ferramenta de RH para obetenção de resultados corporativos.

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    Alisson Lopes

    O objetivo deste artigo é analisar como a gestão do clima organizacional pode impactar nas negociações sindicais de forma positiva. Além disso, traçar os desdobramentos e resultados alcançados dentro de uma organização que possui a gestão do clima organizacional como estratégia de negócio.

    Por: Alisson Lopesl Carreira> Recursos Humanosl 24/01/2012 lAcessos: 388
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    Sergio Canossa

    como realizar a atividade de conteção no processo de solução de problemas aodtados nas organizações.

    Por: Sergio Canossal Negócios & Admin.> Administraçãol 06/05/2012
    Prof. Thiago Flores

    Poupança muda e pagará TR + 70% da Selic, consultoria online, consultoria empresarial, gestão empresarial, gestão administrativa, gestão financeira, gestão estratégica, análise estratégica, plano de negócios, business plan, captação de recursos, recursos financeiros, consultoria administrativa, consultoria financeira, consultoria estratégica, consultoria, co-gestão, gestão de caixa, análise financeira, análise financeira de empresas, avaliação de risco, avaliação de empresas, gestão de risco

    Por: Prof. Thiago Floresl Negócios & Admin.> Administraçãol 04/05/2012

    Existem diversos conceitos envolvendo liderança, com diversas definições e várias peculiariedades, mas não tem como se entender liderança sem entender qual a definição do que é poder. Apesar de ter definições muito próximas pois como a liderança, o poder também pode ser definido como “a aptidão de influenciar pessoas”.

    Por: Lucimara Terral Negócios & Admin.> Administraçãol 06/03/2009 lAcessos: 1,969

    Um estudo introdutório sobre a mudança da Tv Analogica para a TV Digital vai ocorrer em Dezembro de 2008 no Brasil.

    Por: Lucimara Terral Negócios & Admin.> Administraçãol 09/10/2008 lAcessos: 2,759 lComentário: 1

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    Comments on this article

    4
    fernando 17/05/2011
    queria saber um pouco mas sobre etica na empresa exemplo para apresentaçao de trabalho
    0
    geicy 18/02/2011
    e muito legal!!!!!!!!!!!!
    6
    patrícia 01/06/2010
    Na minha opinião, falta comprometimento de grande número de empresas, no sentido de ser ético, pois á uma deficiência muito grande, neste sentido ainda. Ética x Ética nas empresas, ou caso contrário, o Brasil continuará como sub.
    1
    Paulo Henrique 12/11/2009
    Muito importante sua colocação á respeito de ÈTICA
    1
    Geane 11/04/2009
    Este artigo retrata muito bem o cenário atual em que vivemos. Você está de parabéns!!!
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    Geane 11/04/2009
    Este artigo retrata muito bem o cenário atual em que vivemos. Você está de parabéns!!!
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