O COMPORTAMENTO DOS FUNCIONÁRIOS EM UMA EMPRESA

04/12/2010 • Por • 2,071 Acessos

Cada indivíduo se comporta de maneira totalmente diferente.Neste artigo vamos conhecer alguns tipos de comportamento de indivíduos que compõem uma organização.

Segundo Bergamini (1990) entre as variáveis que afetam o comportamento dos indivíduos na organização estão as individuais e ambientais.

Nas variáveis individuais estão a infância, a adolescência e a fase adulta de cada um.

Nas ambientais estão os grupos sociais,cultura,fatores do ambiente físico,etc.As pessoas apresentam diferenças individuais no desempenho do trabalho por dois motivos principais: O primeiro é por cada um nascer diferente do outro e o segundo é por terem tido experiências de vida diferentes. E a personalidade do ser humano é resultante disto, ou seja, a vida das pessoas irá depender desde como nasceram e foram criadas.

Os profissionais de recursos humanos nas organizações verificam o comportamento no trabalho e tentam aumentar os comportamentos que estão contribuindo para o desempenho organizacional. Os comportamentos que não estão contribuindo são eliminados através de técnicas: treinamentos e dinâmicas de grupo.

Um profissional problemático pode levar um departamento ou uma empresa inteira a padecer de enorme dificuldade organizacional, desunindo equipes de trabalho, gerando intrigas e discórdia, expondo informações confidenciais, perseguindo colegas de trabalho ou subordinados e gerando baixa produtividade, desmotivação e prejuízo financeiro.

Tais comportamentos devem ser estudados, pois alguns são de fatores pessoais dos colaboradores, a tecnologia da empresa, as políticas da empresa ou aos estilos de liderança. Quando os objetivos do indivíduo não são atingidos, ocorre a frustração não encontrando outra saída a não ser mudar as pretensões iniciais e adotar outro comportamento. Através da frustração o indivíduo não desempenha seu próprio papel estando desmotivado.

Administrar pessoas em contextos de trabalho significa controlar os fatores que interferem nas condições de trabalho e de vida dos trabalhadores, não no sentido de manipulação de seus comportamentos, mas ajudando-as a melhorar seu próprio comportamento.

É necessário enfrentar este grave problema através de três procedimentos:

  • Conhecer o perfil destes funcionários problemáticos;
  • Saber como identificá-los nas organizações;
  • Aprender a lidar com eles de maneira adequada.

Algumas características de comportamento nas organizações:

O insatisfeito: São pessoas que costumam reclamar excessivamente, gostam de apontar falhas nos outros e culpam a todos.

O controlador: Este comportamento é mais freqüente em homens. Normalmente são pessoas excessivamente organizadas, presas a detalhes e perfeccionistas. 

O manipulador: São pessoas normalmente inteligentes, sedutoras e comunicativas. Utilizam estas habilidades para envolver as pessoas e atingir seus objetivos pessoais, valendo qualquer coisa para realizar seus propósitos.

O paranóico: São pessoas com manias de perseguição, megalomaníacas e provocam intrigas e confusão. Têm dificuldades sociais e de relacionamento. Suas histórias normalmente são bem construídas e elaboradas, por isto as pessoas desavisadas acreditam facilmente em suas invenções.

O instável: São pessoas que mudam de maneira freqüente e radical seus estados de espíritos. Oscilam entre a euforia e a depressão sem motivo aparente ou relevante. Suas instabilidades geram desconforto para todos que convivem com este profissional na organização.

O excêntrico: São pessoas com comportamento estranho, anti-social, demonstrando atitudes esquisitas e são introspectivos. Costumam imaginar coisas.Dentro das organizações elas têm dificuldade de socialização e adaptação, e por isto não trabalham bem em equipe, nem têm condições de assumir responsabilidade de chefia.

Conclusão

É preciso que os responsáveis pelo setor de Recursos Humanos das organizações compreendam que dificilmente poderão mudar estas pessoas, portanto, é necessário identificar estes profissionais problemáticos e fazer uma avaliação do nível de desajuste em seus comportamentos.

Deve-se pensar na possibilidade de manter estes profissionais dentro das empresas, entretanto, apenas se o nível de comprometimento for aceitável, e mesmo assim, é preciso atenção, acompanhamento e até tratamento se necessário.

Referências bibliográficas: Cyro Bernardes, Reynaldo C. Marcondes; Gerenciando Organizações.

           

Perfil do Autor

Josimary de Araujo Alves

Josimary de Araújo Alves curso de Administração de Empresas - Fatin - Faculdade de Teologia Integrada  Orientador: Prof. Jorge Rocha Gonçalves