Planejamento Estratégico: Sobrevivência Das Empresas?

Publicado em: 11/03/2009 | Comentário: 0 | Acessos: 1,994

 

É preciso deixar claro que qualquer planejamento estratégico só vale a pena se ele ajudar aos principais tomadores de decisão a pensar e agir estrategicamente.

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO: SOBREVIVÊNCIA DAS EMPRESAS?

Planejamento estratégico não é um fim em si mesmo, mas meramente um conjunto de conceitos para ajudar líderes a tomarem decisões a adotarem ações importantes.

No mundo moderno, o planejamento existe para antecipar demandas e necessidades, proporcionar respostas rápidas às crises e enfrentar melhor os riscos e as incertezas. Planejamento, antes de ser uma forma de globalizar, uniformizar e formalizar, é uma forma de se saber tomar decisões num processo fragmentado e descontínuo, garantindo um sentido de direção mais adequado à organização.

Sendo o planejamento, portanto, um processo de identificar e definir objetivos que jamais serão perfeitamente definidos, torna-se um grande processo de aprendizado sobre a organização. Mesmo quando o planejamento não possibilita o direcionamento da organização, segundo objetivos claros, ensina os dirigentes sobre ausência de informações, demandas externas e capacidade interna de respostas. Só isso já o justificaria!

Contudo, existem alguns princípios básicos para que o planejamento estratégico seja bem sucedido numa empresa e viabilize sua sobrevivência no mercado.

 

  • Não basta apenas que um homem tenha uma visão estratégica do futuro. Ela precisa ser compartilhada por todos da alta administração. Somente dessa forma se cria na empresa a "postura" estratégica, essencial à transposição do planejamento estratégico para o gerenciamento estratégico, atingindo, dessa forma, pleno êxito.
  • Enquanto planejamento estratégico é definido como sendo a alocação de recursos calculados para atingir determinados objetivos, num ambiente competitivo e dinâmico, gerenciamento estratégico, por sua vez, encara o pensamento estratégico como fator inerente à condução dos negócios, e o planejamento estratégico como instrumento em torno do qual todos os demais sistemas de controle podem ser integrados.
  • A qualidade do planejamento estratégico nas empresas pode ser pobre, devido à falta de visão que resulta numa ausência de motivação para adquirir e interpretar informações.Essa falta de interpretações está ligada a ausência de criatividade. Dessa forma, o gerenciamento estratégico não é plenamente executado, o que acaba prejudicando a organização.
  • Existe diferença entre planejar e pensar estrategicamente. O planejamento se refere à análise e o pensamento estratégico é relacionado com a síntese. Ele envolve intuição e criatividade. O resultado do pensamento estratégico é uma perspectiva integrada da empresa.

 

Portanto, o planejamento como programação estratégica não pode gerar estratégias, mas pode programá-las e torná-las operacionais.

Vivemos um momento com mudanças econômicas, sociais e políticas muito freqüentes, criando para as empresas novas situações: consumidores passivos passam a ser exigentes; competidores tímidos tornam-se agressivos, economias regionais internacionalizam-se. O novo ambiente pode exigir maior agressividade, maior exploração das habilidades e potenciais da organização, conquista de novos mercados ou diversificação para novos negócios.

A competição pelo futuro é uma competição pela criação e domínio das oportunidades. Criar o futuro é um desafio maior do que acompanhá-lo, para o qual é preciso criar seu próprio mapa. A meta é desenvolver uma visão independente de quais são as oportunidades de amanhã e como explorá-las. Abrir o caminho é muito mais recompensador do que seguir o dos outros. Não se pode chegar ao futuro deixando outra empresa abrir o caminho. É preciso uma arquitetura estratégica que elabore a planta para construção das competências necessárias para dominar os mercados futuros.

Algumas considerações são de extrema importância para acabar com possíveis dúvidas na implementação de um sistema formal de planejamento estratégico:

  • como metodologia gerencial, o planejamento estratégico é perfeitamente aplicável em pequenas, médias e grandes organizações;
  • o planejamento estratégico é aplicável também ao setor público e às empresas sem fins lucrativos;
  • a formulação do planejamento estratégico não é reservada somente a alta administração;
  • o planejamento estratégico não está divorciado do processo de administração e não pode ser considerado como uma opção gerencial.

A arquitetura estratégica de uma empresa e sua intenção precisam estar alicerçadas sobre uma profunda compreensão das intenções da concorrência e necessidades dos clientes, em constante mudança. Entretanto, a intenção estratégica de uma empresa deve representar uma ambição que vá além dos atuais recursos e capacidades da firma. Infelizmente, os critérios de planejamento e definição de orçamentos conspiram contra o comprometimento da empresa com um objetivo que esteja além da gama de recursos disponíveis no momento.

 

O que é imediatamente viável afasta o que é desejável. Trabalhem e planejem estratégicamente com mais paixão! BOA SEMANA!!!


(Artigonal SC #812777)

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