Profissional atuante a mais de vinte e seis anos na área de Gestão Comercial e Vendas.
Como não poderia deixar de ser, volto a comentar sobre o objetivo que as empresas buscam que, nada mais é do que obter a maior lucratividade com o menor gasto. Certo? Aí alguns podem perguntar: mas onde entra a questão do transito na lucratividade das empresas? Vamos então fazer algumas observações.
Nos últimos cinco anos vem aumentando o comércio de automóveis devido às facilidades que estão sendo oferecidas aos consumidores que sempre sonharam em adquirir o carro zero km da família, mas não estão sendo feito os investimentos necessários, pelos órgãos competentes, para a melhoria de ruas e avenidas nem o planejamento para ampliar a malha viária, pelos menos em São Paulo. Nosso trânsito vem crescendo de forma geométrica.
Isso influência no lucro de empresas? SIM.
A mais ou menos 10 anos atrás, e os profissionais de vendas que dependem de locomoção através de veículos próprios vão se recordar, levava-se em média 1h a 1.20h para atravessar a cidade de São Paulo, da zona norte à zona sul utilizando-se das marginais, havia alguns contratempos no percurso mas em média o tempo gasto era esse.
Hoje o mesmo percurso se leva mais de 2hs, se não houver nenhum acidente ou caminhão quebrado nas marginais. Isso em virtude no aumento contínuo de veículos pelas ruas e avenidas. Eu particularmente fazia um trajeto saindo de onde moro até o ponto onde queria chegar, 6 km, em 15 minutos saindo às 8hs da manhã. Hoje o mesmo trajeto no mesmo horário, levo em torno de 45 minutos. Inacreditável.
Então analisemos essa situação aplicada às empresas que dependem de caminhões ou vans para entrega de seus produtos ou serviços. Passa-se mais de 3 a 4 horas por dia parado no trânsito. O que isso ocasiona?
Ás empresas tem maior gasto com suas entregas, despesas com horas extras com seus motoristas ajudantes, maior desgaste de seus veículos, maior consumo de combustível. Logo menor numero de entregas diárias. Isso acarreta na queda de faturamento, pois há que se calcular o tempo e o numero de entregas diárias a serem feitas. E nós todos sabemos que o cliente não quer saber se é ou não por causa do trânsito que seu pedido demorou. Ele quer receber no máximo em 48 horas.
O depto comercial agora também começa a se preocupar com mais esse fator. Caindo o faturamento e aumentando as despesas, cai á lucratividade. Aí começam os problemas. Objetivos e metas que não são alcançados, horários que não são cumpridos, funcionários que se atrasam, volume de vendas que caí, as comissões dos profissionais de vendas que diminui, produção diminuída e por ai a fora. Passa-se a rever todo o planejamento. E a cada dia isso vai complicando cada vez mais. Afinal, como vender mais se não conseguimos entregar? Como produzir mais se não conseguimos vender? Como melhorar salários se não conseguimos faturar? Como contratar mais funcionários se não conseguimos produzir e vender? Reação em cadeia.
A única alternativa que poderá vir a ser encontrada com o passar do tempo, são medidas que deverão ser adotadas não só pelos órgãos competentes mas também pelas empresas, que contribuam para uma aliviar de alguma forma o transito que aí se encontra. Os órgãos competentes com planejamento e reestruturação de malhas viárias que tornem o trânsito mais rápido, transportes públicos de maior qualidade e conforto, para que o cidadão possa utilizar-se deles, novas ruas e avenidas ligando bairros e regiões entre si aliviando tráfego das marginais e por aí vai.
Agora as empresas, que comessem a pensar e avaliar mudanças no horário de expediente talvez, quem sabe, só mediante uma avaliação profunda de custos, dispor de transporte próprio para seus funcionários em um ponto estratégico e pré-determinado para que estes deixem seus carros em casa e evitem usá-los durante o período de expediente, regionalizar suas entregas. Avaliar os custos de pequenos pontos de distribuição, evitando que seus veículos percorram grandes distâncias para entregas. Evitar o deslocamento de seus profissionais de vendas, diminuindo a freqüência e adequando dias de reuniões, palestras, e mantê-los mais tempo nas suas regiões de atuação, orientando e treinando-os para que eles passem a utilizar os meios de comunicações existentes hoje em dia para entrega de pedidos, relatórios. Criar sites institucionais, com áreas exclusivas de acesso para o departamento comercial, onde possam descarregar seus pedidos diários agilizando a entrega e faturamento. O atendimento aos clientes via site também pode ser utilizado de forma que otimize tempo, onde cada cliente cadastrado receberá uma senha de acesso para contatar a empresa solicitar produtos e serviços, acompanhar o andamento de seus pedidos.
Enfim, vários métodos poderão ser utilizados para aumentar a lucratividade e economia da empresa, evitando desperdícios por causa de trânsito ou tempo, basta que uma boa pesquisa e um bom planejamento seja utilizado e com certeza haverá uma melhoria significativa, não só na lucratividade de empresas mas também no desempenho de seus funcionários. Quanto menos tempo se perde no trânsito, menos estresse se causa, além das doenças que são adquiridas por causa da poluição que é provocada pela queima de combustível desnecessário.
Se houver alguém que concorde comigo ou até discorde, poderá enviar seu comentário por que gostaria de conhecer o pensamento, e até mesmo novas idéias para melhoria da lucratividade, que no momento não me recordo.
Nelson B de Sousa.
GESTÃO COMERCIAL


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