A competição hoje é global, e as pequenas empresas devem desenvolver diferenciais competitivos para sobreviverem e, além disso, se sobressaírem no mercado em relação a se mesma e a seus concorrentes. Para que essas diferenciações realmente aconteçam, as pequenas empresas devem desenvolver constantemente estratégias empresariais focadas em seus objetivos, de acordo com o seu campo de atuação, com a sua relação empresa e mercado e com suas competências. Daí surge três tipos de estratégias competitivas para as pequenas empresas, voltadas para: a excelência operacional, a inovação em produtos e a orientada para serviços. O novo cenário da economia mundial, o código de defesa do consumidor e a crescente conscientização das pessoas têm obrigado as pequenas empresas a reverterem suas posturas ou então a fecharem suas portas se não estiverem dispostas a mudar, como nenhum empresário quer fechar as portas de sua empresa, os mesmos devem aderir às estratégias empresariais com muito empenho em todas suas fazes de execução, pois são essas empresas de pequeno porte que empregam formalmente 50% da população brasileira inclusivo o próprio empresário.
Atualmente há mudanças claras nas ”regras do jogo”, como o mundo passou de um regime de mercado vendedor para mercado comprador, com a globalização dos mercados e da produção e com o advento da economia baseada em conhecimento. Essas três alterações deram origem a uma nova competição e as pequenas empresas devem estar atentas a esses pontos.
DO MERCADO REGIDO PELO VENDEDOR PARA O MERCADO REGIDO PELO COMPRADOR: Até aproximadamente a década de 70, o mercado era vendedor, com isso a demanda era maior que a oferta, e tudo o que fosse produzido teria compradores, desta forma os produtores ditavam as regras do negócio. Hoje o que ocorre é o inverso, a oferta tornou-se maior que a demanda, e à medida que o mercado tornou-se comprador, quem passou a “Ditar as regras” foram os clientes e os consumidores, e as empresas a partir daí iniciaram um profundo processo de reestruturação para manterem-se no mercado, as mesmas aderiram há estratégias empresariais, por exemplo: a grande busca por certificados de qualidade como a ISO 9001 que gera um enorme diferencial competitivo para as pequenas empresas em relação às outras, independente de seu porte.
O PROCESSO DE GLOBALIZAÇÃO DOS MERCADOS E DA PRODUÇÃO: O primeiro estágio foi o da globalização financeira, que foi potencializado pelo avanço das tecnologias de comunicação e computação, o segundo estágio foi a da globalização comercial, com a redução das barreiras nacionais ao comércio internacional e com os novos equipamentos e sistemas criados pelas tecnologias de transporte, o terceiro e atual estágio é o da globalização produtiva onde, as empresas internacionais procuram organizar-se segundo uma lógica de operações integrada globalmente. À agora uma uniformização dos mercados, ou seja, os padrões de consumo estão semelhantes nos diferentes países e regiões, há também a criação dos blocos comerciais como: Nafta, Mercosul e União Européia que fomentam mais ainda a globalização.
O ADVENTO DA ECONOMIA BASEADA EM CONHECIMENTO: Na economia baseada em conhecimento, o que mais adiciona valor são as atividades inteligentes. As atividades rotineiras, manuais, passaram a ser cada vez menos importantes.
Existem três tipos de trabalho nessa nova economia: O trabalho rotineiro de produção, o trabalho rotineiro de serviços e o trabalho intelectual, que é o trabalho que interessa e deve ser cada vez mais incentivado. (O trabalho das nações, Robert Reich - Harvard University).
As pequenas empresas que já estão operando nesse novo paradigma procuram focar suas atividades naquelas que sejam realmente agregadoras de valor, ou seja, nas atividades que são mais “Intensivas em inteligência”. Por exemplo, design, marketing, finanças etc. As atividades de produção muitas vezes podem e é melhor que sejam delegadas a terceiros.
AS MUDANÇAS GERADAS PELOS PRÓPRIOS JOGADORES: Não foi apenas o contexto que mudou, mas as próprias empresas também mudaram é isso ocorreu não apenas como reação às mudanças externas, mas também por que todas as empresas, no contexto de crescente competitividade, passaram a construírem suas vantagens competitivas em relação aos concorrentes. E as pequenas empresas que ainda não mudaram têm que fazer essas mudanças para ontem, pois, uma empresa competitiva precisa administrar esse processo de aprendizagem sistêmica, no qual se aprende em casa uma das áreas da atividade empresarial individualmente, e, ao mesmo tempo, repensa-se o conjunto, buscando desempenho cada vez mais eficiente. As pequenas empresas que estão sempre reinventando têm gigantescas possibilidades de aumentar o seu potencial competitivo. A aprendizagem sobre estruturas e sistemas administrativos está cada vez mais associada ao gerenciamento dos fluxos de informação que integram a empresa horizontalmente em suas diferentes funções e processos de negócios, e verticalmente desde os processos de formulação de estratégia até a operação. Outro ponto também importante a ser destacado dos demais, é a medição de desempenho que as pequenas empresas então cada vez mais fazendo em relação a inúmeros fatores internos ou externos, uma vez que, só se pode gerenciar o que se pode medir. Atualmente, é problemático competir individualmente, com isso as empresas estão cada vez mais se organizando em arranjos nos quais se busca a eficiência coletiva.


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