Salve meus dados neste computador

O Que É Estratégia? - Parte-2


2. A estratégia depende das atividades únicas.

A estratégia competitiva consiste em ser diferente de seus concorrentes. Escolher deliberadamente um conjunto diferente de atividades para fornecer uma combinação única de valor. A maioria dos administradores descreve seu posicionamento estratégico em relação aos seus clientes. Mas a essência da estratégia esta nas atividades, exercer atividades de modo diferente ou exercer atividades diferentes de seus concorrentes, senão, uma estratégia não seria mais do que um SLOGAN publicitário que não sobreviveria à concorrência.

O posicionamento estratégico surge de três formas diferentes, mutuamente exclusivas e, por vezes, sobrepostas.

Em primeiro lugar, pode basear-se na produção de um vasto conjunto de produtos ou serviços de uma indústria. Chama-se de posicionamento baseado na variedade. Este tipo faz sentido, em termos econômicos, quando uma empresa produz melhor um produto ou serviço do que seus concorrentes utilizando, conjuntos distinto de atividades.

O segundo tipo de posicionamento consiste em servir a maioria ou a totalidade das necessidades de um segmento especifico de consumidores. Chama-se posicionamento baseado nas necessidades, e já aproxima-se mais da visão tradicional sobre segmentação de mercado. Surge quando existem grupos de consumidores com diferentes necessidades e quando um conjunto integrado de atividades satisfaz melhor suas necessidades.

Alguns grupos de consumidores são mais sensíveis ao preço, outros exigem características diferentes de produtos e necessitam de maiores informações e serviços de apoio.

Uma variação do posicionamento baseado em necessidades aparece quando o mesmo consumidor tem necessidades diferentes em situações diferentes. Por exemplo, a mesma pessoa tem necessidades diferentes quando viaja sozinho em negócios, do que quando viaja coma a família em férias.

A satisfação das necessidades do consumidor é sempre o objetivo de todo GESTOR, mas, às vezes é esquecido um elemento critico do posicionamento baseado nas necessidades; as diferenças nas necessidades só resultam em posicionamentos corretos quando o melhor conjunto de atividades para a satisfação do consumidor também variar.

Se não fosse assim, todas as organizações conseguiriam satisfazer as mesmas necessidades dos consumidores e não haveria nada único e original em seus posicionamentos.

O terceiro tipo é de segmentar clientes, que são acessíveis de maneiras diferentes. Apesar de suas necessidades serem parecidas com as de outros clientes, a configuração de atividades que melhor satisfaz é diferente. Isso chama-se de posicionamento baseado no acesso, que é menos comum e menos compreendido do que os outros dois tipos.

Posicionar-se, não é apenas inventar um nicho. Uma posição que apareça de qualquer destes tipos pode ser estreita ou alargada.

Um competidor, focado em satisfazer um conjunto de necessidades especificas de um conjunto de consumidores desenha suas atividades com esse propósito. Os competidores focados lidam com grupos de consumidores com excesso de oferta proveniente de empresas concorrentes ou com grupos de consumidores mal servidos.

Qualquer que seja o tipo de posicionamento adotado – variedade, necessidade,acesso ou uma combinação dos três – requer um conjunto integrado de atividades.

Definindo o posicionamento, começa-se a responder á pergunta: “O QUE É ESTRATEGIA?”

Estratégia é a criação de uma posição única e valiosa que engloba um conjunto diferente de atividades.

Se houvesse apenas um posicionamento ideal, não haveria a necessidade de estratégia. A essência do posicionamento estratégico é o de escolher atividades diferentes dos seus concorrentes. Se o mesmo conjunto de atividades fosse o melhor para produzir todo e qualquer tipo de variedade, satisfazer todas as necessidades e de ter acesso a todo tipo de consumidores, então as empresas poderiam muito facilmente substituir-se entre si e a eficiência operacional determinaria os resultados, as que sobrevivem e as que não.

3. Uma posição estratégica sustentável requer trade-offs.

Ter um posicionamento único não garante uma vantagem sustentável. Uma posição valiosa irá com certesa atrair os imitadores de duas maneiras.

Em primeiro lugar, um concorrente poderá reposicionar-se para igualar o seu nível de desempenho.

Outro tipo de imitação, é quando o concorrente procura copiar as técnicas de quem se encontra em vantagem, ou seja, adiciona novas características, serviços ou tecnologias á atividade que já desenvolve. Para os que defendem que a concorrência pode copiar qualquer posição de mercado, um exemplo clássico e o da indústria de aviação. Qualquer companhia pode comprar os mesmos aviões, alugar as portas de embarque e copiar as ofertas de itinerários, sistemas de reservas e controle de bagagem.

Mas uma posição estratégica de mercado não é sustentável, se não houver trade-offs. Fazer as duas coisas resultará em quebras de eficiência. O tarde-offs criam a necessidade de escolha e protegem as empresas contra reposicionamentos e imitadores. Aparecem três motivos: Primeiro, deve-se a inconsistências na imagem e reputação. Uma empresa conhecida por fornecer um tipo de produto ou serviço poderá arruinar a sua credibilidade e confundir seus clientes se tentar oferecer outro tipo de produto ou serviço, ou oferecer em simultâneo, dois serviços incompatíveis.

A criação de uma nova imagem custa muito dinheiro o que é uma forte barreira à imitação.

O segundo motivo, é que os trade-offs surgem das próprias atividades. Quanto mais você configura sua atividade para baixar custos, menos capaz é de satisfazer seus clientes que exigem elevados níveis de produtos ou serviços.

E finalmente, os trade-offs surgem de limitações na coordenação interna e no controle. Ao optar por competir de uma forma e não da outra, a gestão de topo torna claro quais são as prioridades e objetivos da empresa. As que tentam ser todas as coisas para todos clientes, arriscam-se a que só GESTORES tomem decisões sem terem linhas de referencias concretas.

Posicionar os trade-offs é fundamental para competir e é essencial á estratégia. Eles criam a necessidade de escolha e impõe limites para aquilo que a empresa oferece. Evitam a imitação e o reposicionamento dos concorrentes. Em regra os falsos trade-offs entre custo e qualidade ocorrem quando existem esforços redundantes, baixo controle ou fraca coordenação.

Na última década, à medida que Gestores aperfeiçoaram a eficiência operacional, aprenderam também que a eliminação de trade-offs é uma excelente idéia. Mas se não houver trade-offs, as organizações nunca terão uma vantagem sustentável sobre seus concorrentes. Terão que correr cada vez mais rápido, para se manterem na mesma posição que ocupam.

A essência da estratégia é decidir o que não devemos fazer. Sem trade-offs não haveria necessidades de fazer escolhas e por tanto de ter ESTRATÉGIAS. Qualquer boa idéia que aparecesse poderia facilmente ser imitada, e mais uma vez os resultados só dependeriam da eficiência operacional.

 

NBDESOUSA

26 anos de experiência na área de Gestão Comercial e Vendas.
Formação em Administração de Empresas e Negócios.
Cursos de Atualização em
ÉTICA - e -
RECURSOS HUMANOS - FACULDADE GETULIO VARGAS-2008.

Gestão Comercial,
Gestão de Pessoas.
Gestão de equipes comerciais.
Acompanhamento de Desempenho e feedbacks.
Gestão de Grandes Contas.
Fidelização de clientes.
Gestão de Trade Marketing.
Gestão voltada em resultados.
Elaboração e Gestão de Campanhas de Vendas e Divulgação de produtos e Empresas..
CONSULTORIA EMPRESARIAL.
Oreganização e Reestruturação da Area Comercial.

Contatos, através do

email:nbs.administracao@gmail.com
msn: nbsousa_2005@hotmail.com

Avalie este artigo: 5 / 5 Estrelas - 61 Votos
Imprimir Email Publicar

Fonte Artigos - Artigonal.com
Comentar



Captcha

  • Últimos Administração - Geral artigos
  • Artigos Relacionados
  • Mais artigos de NBDESOUSA

Abrir Mão De Direitos Trabalhistas Ou Perder O Emprego?

Por: Claudio Raza | 30/12/2008
Com as novas mudanças de consumo, de créditos gerados pela crise mundial, as empresas e empregados ainda estão esbarrando nos direitos trabalhistas adquiridos, que às vezes prejudica a empresa que fica com um empregado desmotivado e caro, e o empregado por causa da multa e do saque do FGTS não pede demissão para buscar novas oportunidades.

Treinamento E Desenvolvimento De Pessoas

Por: NBDESOUSA | 22/12/2008
Este artigo tem como objetivo transmitir mais algumas informações sobre uma teoria que defendo, onde chamo à participar, discutir, e saber das opiniões dos profissionais da área de Administração de Empresas.

O Mundo Do Trabalho E A Empregabilidade

Por: NBDESOUSA | 22/12/2008
Com a mudança da relação capital versus trabalho e empregador versus empregado; e, por conta dos novos fatores econômicos, a realidade do emprego nas duas últimas décadas, no Brasil, vem mudando de foco e de face. Nos séculos recentes os trabalhadores eram leais à seus empregos, as suas empresas e a seus empregadores.

Emoções No Trabalho E Suas Contradições

Por: NBDESOUSA | 22/12/2008
O presente artigo pretende apresentar algumas linhas do pensamento acadêmico, as questões ligadas às emoções subjacentes no trabalho (nos ambientes organizacionais), bem como as contradições que essas emoções geram na produtividade e na qualidade (do trabalhador e do trabalho) do terceiro milênio.

Influência Da Raiva No Ambiente De Trabalho

Por: NBDESOUSA | 22/12/2008
Várias informações são encontradas em textos de diversos pensadores, sociólogos, psicólogos, as que particularmente eu acredito que sejam de relevância para o conhecimento e aperfeiçoamento de Gestores e Administradores de Empresas, são expostas para que vocês que leiam e possam debater e discutir.

Gestão De Pessoas E Subjetividade

Por: NBDESOUSA | 22/12/2008
Espero que esta leitura continue trazendo à tona a verdadeira função do Departamento de Rh de empresas, além de uma posição mais humanística de Gestores e Administradores a respeito das pessoas envolvidas na conquista de um objetivo comum.

Reflexão Sobre Os Escritórios Da Era Taylorista

Por: NBDESOUSA | 22/12/2008
Se fizermos um breve passeio pela história (e evolução histórica) dos escritórios, à luz de Braverman (1981), vamos conseguir entender um pouco mais e melhor do porque de nossas organizações ainda serem palcos da opressão que são hoje. Ainda, entenderemos com melhor acuidade a questão do sofrimento, bem como veremos que é uma falácia que na modernidade este sofrimento foi minimizado (ou eliminado) a partir dos novos processos que vieram a reboque da tecnologia e da informatização.

Processos E Práticas De Rh. “A Entrevista Do Desligamento”

Por: NBDESOUSA | 22/12/2008
Volta e meia as empresas são pegas de surpresa com um grande profissional, que faz parte de sua equipe principal pedindo as contas. Os motivos alegados por estes profissionais, que nos são muito raros na maioria das vezes, dado que as organizações da pós-modernidade estão funcionando com seus quadros funcionais enxutos, são diversos, mas seja qual for o motivo, é um grande baque para a organização.

Amigos Virtuais Ou Irreais?

Por: Reinaldo Luz Santos | 08/09/2008 | Relacionamentos
Meu protesto de uma vida moderna é contra os amigos virtuais! Mas não aqueles bons amigos virtuais, e sim aqueles única e exclusivamente virtuais. Sim, aqueles que de tão virtuais e ausentes parecem mesmo IRREAIS.

Faça Amigos! Pratique Networking!

Por: Fábio Azevedo | 05/12/2008 | Negócios
Inúmeras pessoas têm me perguntado a respeito do que realmente é Networking, então vamos lá! Costumo ministrar muitas palestras sobre este assunto, e também incluo este tema como ponto obrigatório em meus cursos e treinamentos. Construir redes de relacionamento não é tarefa fácil, exige disciplina, dedicação e estratégia; é um trabalho árduo mas extremamente prazeroso, principalmente quando se pensa em acumular amigos, e não simplesmente favores!

Seja Um Grande Amigo De Seu Cliente

Por: Fábio Azevedo | 15/04/2008 | Vendas
O mundo das vendas, muitas vezes nos empurra para a beira de um abismo de egoísmo e desespero pelo dinheiro, sem contar com a severa cobrança pelo cumprimento das metas, que faz com que muitos vendedores enxerguem apenas um cifrão bem grande na testa do cliente, e se esqueçam que aquela pessoa que esta ali é um ser humano comum, com anseios, necessidades, carências, inseguranças, e que muitas vezes querem apenas uma opinião, a sua! Independente se você é um vendedor.

Meu Amigo Fiel

Por: NBDESOUSA | 31/10/2008 | Relacionamentos
Este lista abaixo é para quem admira e entende os amigos fiéis. MEU AMIGO PET (CÃO) Alguns pontos a ponderar... ou, os DEZ MANDAMENTOS (do ponto de vista do cachorro). Lembre-se: É um ser com vida, que por mais que você não entenda, ele tem sentimentos.

O Mais Importante Em Uma Relação É Ser Amigo

Por: Ruben Zevallos Jr. | 19/07/2008 | Auto-Ajuda
Durante meus mais de 41 anos de vida, tenho vivenciado, presenciado e ouvido de amigos queixas comuns nos relacionamentos, onde o casal não consegue chegar a um acordo devido a discussões e brigas bobas no dia-a-dia. No meu último relacionamento foi algo parecido, tanto que sempre dizia que parecíamos que estávamos fazendo uma contínua queda de braço, em vez de passar os momentos gostosos juntos.

AO MEU AMIGO MAESTRO LINS

Por: Vera Helena | 01/03/2008 | Poesia
Homenagem póstuma ao maestro Jaciguay Lins. Não nasceu no Espirito Santo mas se sentia capixaba. Em vida atuou em várias frentes como maestro da orquestra Sinfônica do ES; foi um pesquisador sobre o folclore capixaba, principalmente o Congo, deixando um livro pra ser editado sobre o assunto. Morreu em agosto de 2006, vítma de um câncer na garganta

Dilema: Matar Ou Não Matar Um Amigo

Por: Evalin Alves Salomão | 28/06/2008 | Biologia
As doenças epidêmicas se alastram, no Brasil.Mas não é só aqui que elas ocorrem. A leishmaniose tem incidência na França, Espanha, só que, lá, eles buscam tratar do cachorro e também protegê-lo do mosquito, assim como também se protegem, evitando se exporem com pouca roupa nas áreas de risco nos horários noturnos, quando eles gostam de se alimentar.

Os Diamantes São Os Melhores Amigos Das Mulheres

Por: Miriam de sales oliveira da rocha | 09/10/2008 | Jóia
O QUE É UM DIAMANTE?POR QUE ESSE FASCINIO ,PRINCIPALMENTE SOBRE AS MULHERES?OS MAIS FAMOSOS DIAMANTES,OS MALDITOS.A COMPOSIÇÃO.OS DIAMANTES DA COROA INGLESA.A MÍSTICA.A PEDRA DA ESSENCIA HUMANA.

Treinamento E Desenvolvimento De Pessoas

Por: NBDESOUSA | 22/12/2008 | Administração - Geral
Este artigo tem como objetivo transmitir mais algumas informações sobre uma teoria que defendo, onde chamo à participar, discutir, e saber das opiniões dos profissionais da área de Administração de Empresas.

O Mundo Do Trabalho E A Empregabilidade

Por: NBDESOUSA | 22/12/2008 | Administração - Geral
Com a mudança da relação capital versus trabalho e empregador versus empregado; e, por conta dos novos fatores econômicos, a realidade do emprego nas duas últimas décadas, no Brasil, vem mudando de foco e de face. Nos séculos recentes os trabalhadores eram leais à seus empregos, as suas empresas e a seus empregadores.

Emoções No Trabalho E Suas Contradições

Por: NBDESOUSA | 22/12/2008 | Administração - Geral
O presente artigo pretende apresentar algumas linhas do pensamento acadêmico, as questões ligadas às emoções subjacentes no trabalho (nos ambientes organizacionais), bem como as contradições que essas emoções geram na produtividade e na qualidade (do trabalhador e do trabalho) do terceiro milênio.

Influência Da Raiva No Ambiente De Trabalho

Por: NBDESOUSA | 22/12/2008 | Administração - Geral
Várias informações são encontradas em textos de diversos pensadores, sociólogos, psicólogos, as que particularmente eu acredito que sejam de relevância para o conhecimento e aperfeiçoamento de Gestores e Administradores de Empresas, são expostas para que vocês que leiam e possam debater e discutir.

Gestão De Pessoas E Subjetividade

Por: NBDESOUSA | 22/12/2008 | Administração - Geral
Espero que esta leitura continue trazendo à tona a verdadeira função do Departamento de Rh de empresas, além de uma posição mais humanística de Gestores e Administradores a respeito das pessoas envolvidas na conquista de um objetivo comum.

Reflexão Sobre Os Escritórios Da Era Taylorista

Por: NBDESOUSA | 22/12/2008 | Administração - Geral
Se fizermos um breve passeio pela história (e evolução histórica) dos escritórios, à luz de Braverman (1981), vamos conseguir entender um pouco mais e melhor do porque de nossas organizações ainda serem palcos da opressão que são hoje. Ainda, entenderemos com melhor acuidade a questão do sofrimento, bem como veremos que é uma falácia que na modernidade este sofrimento foi minimizado (ou eliminado) a partir dos novos processos que vieram a reboque da tecnologia e da informatização.

Processos E Práticas De Rh. “A Entrevista Do Desligamento”

Por: NBDESOUSA | 22/12/2008 | Administração - Geral
Volta e meia as empresas são pegas de surpresa com um grande profissional, que faz parte de sua equipe principal pedindo as contas. Os motivos alegados por estes profissionais, que nos são muito raros na maioria das vezes, dado que as organizações da pós-modernidade estão funcionando com seus quadros funcionais enxutos, são diversos, mas seja qual for o motivo, é um grande baque para a organização.

Plano De Negócios - E Os Profissionais De Recursos Humanos

Por: NBDESOUSA | 22/12/2008 | Administração - Geral
De uma maneira geral, na montagem de um plano de negócios, não é uma prática da direção da organização convidar o profissional de RH para participar da modelagem e estruturação inicial desse plano. Geralmente, o que acontece, é a área ser envolvida num segundo momento ou numa fase mais adiantada de montagem do Plano de Negócios.

Categorias



Webmasters
Leitor de RSS
RSS
Links
Business Info
Anunciar

© Copyright 2005-2007 Artigos Gratuitos por Artigonal.com, todos os direitos reservados. (0.19, 13)