Crianças Africanas - Entretenimento e Diversão para as Crianças

16/08/2010 • Por • 2,459 Acessos

África, em uma região marcada pela pobreza e pela desigualdade fica difícil imaginar o que significa a palavra diversão. Fonte de brincadeiras milenares que envolviam cantigas trazidas até o Brasil, à África é o epicentro da precocidade adulta.

Até existem jogos desenvolvidos por eles, como Yoté, muito popular no oeste da região, capaz de desenvolver raciocínio e ponto estratégico, similar ao que encontramos aqui em um tabuleiro de damas.

Contudo, não são essas as imagens que nos são passadas, pelo contrário, crianças assoladas pela fome e pela miséria, em meio a um conflito socioeconômico pelo qual elas nem sabem o motivo e arcam algumas consequências.

Neste furacão social, o que se vê são crianças trabalhando para ajudar o máximo possível no desenvolvimento da família. Quando não estão na labuta precocemente, o que se enxerga é um epicentro de desnutrição e do maior índice de doenças transmitidas ainda no ventre da mãe, contabilizado pela ONU.

Um conjunto de fatores que nos faz afastar qualquer perspectiva de divertimento na fase em que as crianças mais precisam e gostam de brincar.

O outro lado da moeda apresenta crianças do norte da África têm uma infância melhor aproveitada, com brincadeiras e acesso à educação, abominando a ideia do trabalho infantil.

Neste caso, as melhores brincadeiras são como aqui: os esportes e os jogos eletrônicos. Os rios de dinheiro que inundam a infância da África branca assistem à escassez de diversão da África subsaariana.

A falta de recursos faz com que, quando se tem tempo para se divertir, os negros africanos brincam em roda, com cânticos dos antepassados, para esquecer, por alguns instantes, o cenário do presente. As brincadeiras são desenvolvidas no chão ensinadas por pais e passadas de geração a geração.

Retrata da diferença de um mesmo continente, em que uma criança é levada a um campo agrícola para trabalhar quase de graça, e outra, é cercada de conforto e comodidade para brincar. Essa diferença nos faz concluir que existem a infância do prazer e a infância do sofrimento.