Diga Não À Baixaria Na Tv
Introdução: Já na década de 40 Adorno colocava que a indústria cultural produz bens de massa impondo estandardização, estereótipos e baixa qualidade aos produtos culturais oferecidos excluindo o que é novo como risco inútil, processo em que o consumidor é menos sujeito e mais seu objeto.
Segundo Scheff, neste contexto, uma maioria não participativa pode partilhar, em silêncio, de um mesmo ponto de vista, deixando que a minoria que tem acesso aos meios de comunicação imponha um falso conceito cultural alimentando a chamada “espiral do silêncio”.
Todavia a noção, mais recente, de interatividade – entendida como a possibilidade do indivíduo interferir na programação dos meios de comunicação, de acordo com seus interesses pessoais – entra em choque com a idéia de que o público consome passivamente produtos culturais alienantes.
Objetivos: 1- compreender a percepção de crianças e jovens sobre as informações transmitidas pela mídia e 2- como utilizariam o meio vídeo como instrumento de reflexão e expressão artística.
Metodologia: As oficinas de vídeo foram realizadas em bairros periféricos de Santo André, com crianças (6-12 anos) e jovens (13-28) durante as atividades preparatórias para a 28 Pré- conferência do Projeto Santo André-2020, Cidade Futuro. Cada oficina foi composta de 12 horas de noções básicas de linguagem de vídeo; no plano de aulas foi incluída a discussão sobre ética no uso de imagens pela mídia televisiva. As aulas aconteceram em Centros Comunitários e em escolas da rede pública. A análise dos resultados foi baseada em observação participativa. As oficinas foram totalmente financiadas pela Prefeitura Municipal de Santo André.
Resultados: Foram produzidos seis vídeos documentários a partir dos seis eixos temáticos propostos pelo Projeto Cidade Futuro: inclusão social, educação, qualidade ambiental, desenvolvimento urbano, desenvolvimento econômico e identidade cultural.
Observamos que o jovem de Santo André vive atualmente um período de transformação no que tange ao seu espaço sócio-cultural e ao perfil econômico da região, o que faz dele consumidor específico, com particularidades muitas vezes incompatíveis com o modelo de juventude que é veiculado pela mídia, nesse sentido percebemos um genuíno desejo de reapropriação imagética manifestado através das escolhas dos assuntos que foram abordados e das locações para a gravação dos programas.
O meio vídeo foi percebido pelos participantes como modo de expressão para além das fronteiras do bairro, os vídeos realizados denunciavam ou reivindicavam causas a partir da comunidade.
Conclusão: A interatividade é uma realidade tornada possível graças ao avanço tecnológico e sua existência traz conseqüências para a comunicação que precisam ser avaliadas, entretanto é necessária a avaliação da ideologia que está por trás da formação do chamado gosto popular que, em tese, permitiria algumas previsões sobre os hábitos de televisão dos consumidores.
É fato que a chamada “espiral do silêncio” distorce a imagem da realidade, porém, também é fato que o acesso cada vez mais facilitado aos meios de produção audiovisual, bem como a reflexão sobre o uso desses meios, pode funcionar como antídoto ao falso consenso imposto pela minoria barulhenta que têm dominado os meios de comunicação.
Videotraquitanas - Relato de experiência com jovens e crianças participantes do Projeto Santo André-2020, Cidade Futuro. Co-autoria: Sergio Sanches, publicitário e videomaker.
Apresentado durante a 53ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Universidade Federal da Bahia, 2001.
(Artigonal SC #1218835)
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Mostra terá início na próxima semana na Regional do Ciesp
um relato interessante a respeito do filme.
Dizem ser o carnaval uma festa popular, mas para que tenhamos uma ideia dessa festa é de suma importância que voltemos no tempo e no espaço há uns 10.000 antes de Cristo. Dez mil amos correspondem ao final da última glaciação da Terra. Só para ser ter uma concepção do tempo 4.000 A.C., foi o mais antigo calendário do mundo. Em 3.761 A.C., corresponde à criação do calendário Judeu, os egípcios fazem a descoberta da agricultura e começa a iniciação das festas. Em 2.000 A.C.,
Uma pessoa não é uma doença. Não pode ser reconhecida como aquela patologia, como o idoso depressivo, como a criança abandonada. É alguém que tem nome e que pode assumir a co-produção da própria saúde.
A maioria das pessoas está dividida entre o desejo de se entregar a essa experiência amorosa e o medo da solidão que pode vir a sentir se um dia o amor acabar.
Estudiosas e determinadas, elas se tornam profissionais muito bem sucedidas e, por trabalhar excessivamente, a vida social é sacrificada, o que pode ser um problema para os namorados, que se sentem preteridos e abandonados.
A Síndrome de Burnout está cada vez mais disseminada entre os profissionais. Responsável por um grande número de doenças como a fibromialgia, depressão e até ataques de pânico.
A pessoa pode estar parada ou em movimento, falando ou em silêncio, de braços cruzados ou dando um forte abraço, ela estará sempre comunicando algo.
Quanto melhor a habilidade para compreender comunicações não-verbais, maior a capacidade de vislumbrar os efeitos e antecipar o julgamento que os outros farão de suas palavras.
Vivemos o paradoxo de que a mesma tecnologia que nos transporta para qualquer lugar do mundo via satélite, possibilita também uma conquista ainda maior e mais importante: a informação regional.
O que os jovens estão vendo na TV reflete a juventude do Brasil?

