Denuncie o Abuso dos Bancos no Banco Central

08/05/2010 • Por • 817 Acessos

Uma situação bem corriqueira está acontecendo com o sistema bancário em relação aos seus clientes que deixam suas contas inativas.

 

Vou narrar o fato ocorrido comigo dentro de uma entidade bancária:

 

Eu tinha uma conta salário (sem taxa de manutenção mensal)  de uma empresa que trabalhei durante 4 anos. Desliguei-me da empresa e por ser uma conta salário, não me preocupei em fazer o fechamento oficial da mesma através de uma carta.

 

No período de quase dois anos, nunca recebi uma única correspondência do banco informando-me a situação desta conta corrente que para mim já estava encerrada.

 

Após este período, um dia recebo uma correspondência do banco informando-me que estava com um débito de R$ 527,00 reais e se não saldasse, meu nome seria encaminhado ao Serasa e SCPC.

 

Liguei então para a agência a qual tinha esta conta corrente, falei com a gerente então encarregada pela mesma e me foi informado os seguintes fatos:

 

1)      O Banco me deu um cheque especial de R$ 500,00 após a minha saída da empresa;

2)      A minha conta corrente teria se transformado em uma conta normal;

3)      Foi me cobrada a taxa mensal de R% 27,00 pela manutenção da mesma até que atingisse o limite;

4)      Meu limite de cheque especial havia "estourado o limite" e o banco estaria me cobrando pela manutenção da mesma.

 

Diante do caso, solicitei o fechamento de minha conta por nunca ter recebido sequer um único aviso do banco, ou, em último caso, transformasse esta conta em serviços essenciais.

 

Durante 20 dias, eu entrei em contato com a gerente responsável pela conta e a mesma sempre me informava que estava esperando receber a microfilmagem da movimentação para a resolução do meu caso.

 

Foi neste período que recebi uma carta do Serasa e do SCPC, informando-me que se não resolvesse o débito em 10 dias, meu nome estaria incluso nestas entidades.

 

Tentei um último contato com o call center do banco e a gerente da conta, sem sucesso.

 

Não tive dúvidas, fiz uma reclamação e denunciei o banco para o Banco Central pelo telefone 08009792345, a mesma foi protocolada e deram o prazo para que o banco respondesse a denúncia em 10 dias.

 

Daí, a situação se inverteu, o banco passou a me ligar várias vezes, tentou algumas vezes que eu reconhecesse a divida e que a saldasse.

 

Diante do acontecido, tinha certeza que não devia nada ao banco, dado aos seguintes fatos:

 

1)      Eu tinha uma conta salário (sem taxa de manutenção);

2)      Foi só eu me desligar da empresa, o banco me deu um cheque especial com limite de R$ 500,00, sem me informar e sem  minha autorização;

3)      Passaram a debitar mensalmente R$ 27,00 reais pela manutenção da conta, e enquanto havia o saldo do cheque especial, não me informaram absolutamente nada;

4)      Após, me enviaram um telegrama informando que o meu limite de cheque especial havia "estourado" e que estava negativo em R$ 527,00 reais e caso eu não saldasse o débito, meu nome seria encaminhado ao Serasa.

5)      Tentei contato com o banco  durante 20 dias e me informaram que precisavam esperar a microfilmagem da movimentação da conta para análise;

6)      Recebi o telegrama do Serasa e SCPC me informando que tinha 10 dias para saldar a divida ou estaria com meu nome protestado;

7)      Fiz uma denúncia no banco Central, onde o mesmo deu ao banco 10 dias para se posicionar diante do acontecido.

 

Enfim, o banco reconheceu que eu não tinha divida alguma com ele, mas este processo não só nos causou estress como uma infinita perda de tempo.

 

Por isso, não cedam ás armadilhas dos bancos, isso é má fé e funciona muito com pessoas que não possuem conhecimento dos seus direitos.

 

Não aceite os abusos das entidades bancárias, denuncie-os no Banco Central através do telefone 08009792345.

 

 

Perfil do Autor

Sandra Regina da Luz Inácio

•PhD em Administração de Empresas pela Flórida Christian University (EUA) •PhD em Psicologia Clínica pela Flórida Christian University (EUA) •Psicanalista e Diretora de Assessoria Geral da Sociedade de Psicanálise Transcendental. •Mestre em Administração de Empresas, Especialista em Estratégias de Marketing em Turismo e Hotelaria, MBA em Gestão de Pessoas e Especialista em Informática Gerencial. •Psicanalista voluntária na Casa de Apoio à Criança Carente com Câncer e na Universidade da Terceira Idade. •Professora da FGV do Rio de Janeiro e de mais 03 universidades. •Empresária no ramo moveleiro •Responsável e Membro do Conselho Editorial da Revista Empresa Familiar. •Coordenadora do grupo de Excelência de Empresa Familiar do Conselho Regional de Administração de São Paulo - CRA. •Diretora da DS Consultoria S/S Ltda, especializada em Empresas Familiares. •Conciliadora, Mediadora e Árbitra Empresarial. •Membro do Conselho Editorial e responsável pela Revista Empresa Familiar. •Autora do livro O Perfil do Empreendedor e co-autora do livro Empresa Familiar: Conflitos e Soluções, juntamente com Domingos Ricca, Roberto Gonzalez e José Bernardo Enéas Oliveira. •Vários artigos publicados na área de Administração e Psicanálise em revistas especializadas. e-mail: sandra@empresafamiliar.com.br