Bacharel em Administração de Empresas; Certificação em: Gestão em Marketing, Gestão de Pessoas pelo INEPAD-UNB-DF; \Cronista dos jornais \\\"ATOS E FATOS\\\" no noroeste do Rio Grande do Sul, há 11 anos; e \\\"CAPITAL DAS PRAIAS\\\"No litoral norte do Rio Grande do Sul, há 6 anos. Poeta com livro publicado \\\"INTERVALO\\\". Possui contos ainda não publicados e um romance em gestação. Visitem meu blog: http://verboesubstantivo.blogspot.com/
No dia seguinte, ainda ecoava em nossos ouvidos o refrão hipnótico: “Ô maluquete, de quem você é tiete?” cutucava a baiana. E a galera respondia: “Eu sou tiete, sou tiete da Ivete”. E não é que nós também?
Só nós conhecemos nossa funcionalidade. Se não admitimos a existência de outras formas de enxergar que não a nossa, sempre bateremos de frente com quem interpretar a vida, ter atitudes diferentes daquelas que entendemos corretas.
Um frio de 10 graus positivos nos recebeu em Bogotá. Para Marluce e eu, oriundas do calor amazônico, o ventinho acolhedor era de gelar os ossos. Ceci, nossa anfitriã, era dona do El Goce Pagano, uma casa noturna de música caribenha. Um mojito preparado por ela pôs fim à tremedeira e nos deu as boas vindas.
Não há necessidade de sentir dor física. Sabemos que ela é o sinal de alerta do organismo, que precisamos dar-lhe a atenção necessária para que a doença não se alastre. Se não sentíssemos dor, nosso corpo se deterioraria sem que percebêssemos e não haveria como evitar a morte.
É assim o meio termo entre a infância e a adolescência. Pessoal e intransferível, com momentos próprios de amadurecimento. Mas ao contrário das frutas, não está disponível para consumo, mas para a vida, para ser sujeito na construção de uma sociedade saudável, cidadã.
Tudo o que não é aparente é complexo provar. Ficamos com o sentimento de sermos os únicos a enxergar um demônio por trás daquela capa de sedução. Tem que ter muita precisão para perceber que aquele(a) que gosta de “tirar casca de ferida”. Não há antídoto, já que a ausência de escrúpulos demonstra tratar-se de pessoas determinadas, que sabem muito bem o que querem.
Loucura só é loucura quando são os outros que fazem e você fica com uma pontinha de inveja recôndita por não ter tido coragem de fazer o mesmo. Mas pode ser também sinônimo de lazer.
É muito bom quando há uma reversão de expectativas em relação a pessoas com quem inicialmente havíamos nos antipatizado. Neste caso a inversão de posicionamentos é positiva e refere-se à síndrome da primeira impressão. Deixamo-nos levar precipitadamente pelo reflexo que o primeiro contato nos causou e por ele passamos a moldar todo o nosso comportamento em relação a alguém.
Existem pessoas que passam pela nossa vida durante um período curto e deixam um rastro de cometa a iluminar o céu da nossa existência, a nos inspirar e deixar saudade por um longo tempo, ansiados por tê-las novamente.
O blues não é a música do inferno astral, mas a lendária Janis Joplin parecia se imolar em praça pública a cada show com seu canto lancinante.
Cada ser humano tem um jeito próprio de pensar, de conduzir as situações e principalmente uma maneira peculiar de se “doer”. Se a nossa forma de falar coincide com aquela que o outro também utiliza, o impacto tende a ser menor, porém não deixa de existir a ponta de ressentimento, quando alguém nos insinua transferir a culpa pela dificuldade de entendimento.
Não percebemos os efeitos da fofoca na vida pessoal,profissional e na autoestima das pessoas. É algo arraigado, esporte nacional, mas que não é privilégio só do Brasil. Seja de forma individual ou institucional, a investigação e divulgação da vida alheia, merece um olhar mais cuidadoso. Cito Platão: “Os sábios falam porque tem algo a dizer; os tolos, porque tem de dizer algo”.
Cada pessoa age de uma forma diferente diante de uma história que está sendo contada, num filme e com isto está abrindo uma janela para o inconsciente. Fora isso, cenas nas telas podem servir de exemplo de como reagir na vida diária. Uma identificação a ponto de viver o personagem como se nós estivéssemos fazendo parte do enredo, certamente nos fará liberar emoções represadas.
Nós não nos contentamos com a fugacidade do ápice que os grandes momentos proporcionam e achamos que felicidade é sinônimo de auge, quando na prática não o é. Não se trata aqui de apologia ao comodismo, de ausência de sonhos ou projetos para nortear nossa vida. Afinal, precisamos de um motor a nos impulsionar e levar a vida adiante. Se não for um grande amor, daqueles de tirar o fôlego, que seja um grande projeto.
Não dava para competir com aquela emoção. O tempo passou e a razão permeia nossa cabeça. Não viemos para os shows em sua plenitude., viemos pelos nossos filhos, esforçando-nos para sermos iguais e compartilharmos a emoção deles de viver este momento, como nós tantas vezes fizemos outrora. A emoção é desviada para a preocupação de saber se eles estão seguros, se estão felizes, se divertindo e isto nos realiza.
As pessoas adoram que façamos sacrifícios por elas. Principalmente aquelas atitudes que tenham um algo mais, que estejam além do usual, que tenham um quê de transgressão, que demonstrem a elas que são distintas das demais. Não podíamos fazer, mas fizemos.
Quando tomamos decisões sem pensar, cremos naquilo que queremos que seja verdade, revelando nossa natureza impulsiva. Quando há algo em jogo, a tendência a acreditar é reforçada. Criamos um viés inconsciente para ignorar sinais que sustentem a credulidade pessoal e bloqueamos por um momento as indagações que a desafiem.
Carregamos as marcas dos nossos erros ao longo da vida, fazendo um esforço muito grande para minimizá-las. Nunca é tarde para voltar atrás e pedir desculpas por erros cometidos. Mais que isso porém, é o esforço de não ficar só nas desculpas e se firmar no propósito do respeito à maneira como aqueles que nos rodeiam escolhem para direcionar suas vidas.
É dificílimo ser amigo no sentido amplo da palavra de muitas pessoas. Quando Roberto Carlos canta “eu quero ter um milhão de amigos”, quer dizer admiradores. Quando uma bancada no legislativo une-se à outra, associam-se pessoas de alguma forma simpatizantes, seja por idéias, propósitos comuns ou acordos partidários, mas não deixa de ser um tipo de cooperação. Não basta o objetivo em comum. Quando pessoas juntam-se para planejar um assalto não se trata de amigos, mas de cúmplices.
Saber o ponto de equilíbrio é estabelecer o limite entre o masoquismo e a tolerância. É transformar os obstáculos em objetivos a serem solucionados sem abrir mão de nossas crenças e valores mais caros.
Cada pessoa age de uma forma diferente diante de uma história que está sendo contada, num filme e com isto está abrindo uma janela para o inconsciente. Fora isso, cenas nas telas podem servir de exemplo de como reagir na vida diária. Uma identificação a ponto de viver o personagem como se nós estivéssemos fazendo parte do enredo, certamente nos fará liberar emoções represadas.
Para quem é desajeitado o senso espacial e a memória visual são suficientes para andar por aí com segurança. Não se lembra de carros ou rostos que viu pouco e crê piamente que a sua parte do cérebro responsável por espaço e formas só tem só neurônio paralisado. Deve ser por isso que não achamos a menor graça naquele mico que pagamos na infância ou adolescência, quando fomos ridicularizados na frente de todo mundo e aquela amiga insiste ainda hoje em dar gargalhadas homéricas só de lembrar.
A rede de hipocrisias existe em qualquer sociedade, seja ela pequena ao ponto de ser cúmplice ou grande num jogo selvagem de aparências e busca pelo poder. Mas a cada dificuldade lá vamos nós de volta à infância, morrendo de saudades da polenta com leite tirado na horinha, do pão caseiro, do fogão à lenha e aquele cheirinho maravilhoso da comida sendo feita sem pressa.
Alguém poderia perguntar de que adianta tanto esforço investido para gerar o supérfluo, para não se construir... nada? É a mania do lado utilitário do conhecimento. Só valorizamos se for para dar forma ao concreto que satisfaz necessidades básicas. Comida, moradia, emprego e saúde não são suficientes para aplacar nossa ânsia. Prazer e lazer também caminham juntos e fazem parte do inevitável primordial, contribuindo para a harmonia das demais condições que cremos imprescindíveis.
Loucura só é loucura quando são os outros que fazem e você fica com uma pontinha de inveja recôndita por não ter tido coragem de fazer o mesmo. Mas pode ser também sinônimo de lazer.
A luta permanente do vice-presidente brasileiro contra o câncer que o acompanha há anos é motivo de admiração pela maioria de nós.Paralelo à sua obstinação em lutar, nós que o acompanhamos pela mídia, insistimos em procurar naquele sorriso permanente dele, um ar de representação. É inevitável especular sobre qual papel ele está desempenhando, se é para nós ou para ele próprio buscar forças e assim dominar o inimigo instalado em seu corpo. Domínio, esta parece ser a palavra. E que venga el toro.
Quando atingimos o estágio de integração, fluímos. Quando estabelecemos a comunhão, permanecemos íntegros. Não há perdas. Somos parte do todo e cada um é universo único, autônomo por si, mas que interage, troca e se revitaliza com o que recebe e o que doa, oxigenando-se e permitindo o crescimento pessoal concomitante com o avanço dos seres que estão ao redor.
Ficamos de coração partido ao impor limites aos nossos filhos. E a palavrinha mágica está em todos os manuais de educação de criança e adolescentes. Principalmente esta última que é uma fase particularmente conturbada. Podemos até não admitir para eles que também tivemos nossos períodos que o Nenhum de Nós canta em uma das suas músicas: “...adolescência vazia, eu tinha quase dezesseis.Ninguém me compreendia e eu não compreendia ninguém..."
Tudo o que não é aparente é complexo provar. Ficamos com o sentimento de sermos os únicos a enxergar um demônio por trás daquela capa de sedução. Tem que ter muita precisão para perceber que aquele(a) que gosta de “tirar casca de ferida”. Não há antídoto, já que a ausência de escrúpulos demonstra tratar-se de pessoas determinadas, que sabem muito bem o que querem.
Quem vive e enxerga a vida de modo diferente não porque quer, mas porque algum ingrediente faz com que ele veja daquela forma, trava uma batalha diuturna contra um inimigo silencioso para garantir a qualidade de vida a si e aos seus. Nossa contribuição enquanto sociedade vai desde a compreensão, o entendimento até a ausência de preconceitos, dentre outras.

