Somos todos diferentes uns dos outros

22/10/2010 • Por • 659 Acessos

Cada um de nós tem sua própria forma de ver e de valorizar o mundo.
Só que na prática não somos conscientes disso.
Com o nosso olhar apressado e pouco atento, nos achamos decepcionados ou injustiçados quando alguém nos faz algo diferente do que esperávamos em resposta ao bem e a dedicação que tivemos com ele. 
Sua reação pode não ter tido a intenção de ferir ou nos desapontar.
Cada um é cada um.
Pode ser apenas que seja nossa a dificuldade de perceber que cada um agirá a seu próprio modo.
Desilusões, desencontros, mal-entendidos?
Sim, vários.
Colocamos muita expectativa e apego ao que fazemos e vivemos.
... E nos tornamos cativos.
Precisamos soltar, sempre... Libertar!
Temos que nos desapegar do que fazemos e até do que sentimos.
Seguir em frente.
Não se trata de frieza ou estratégia para sofrermos menos.
Se não conseguirmos ou pelo menos tentarmos, experimentaremos muita indignação,desencanto e desânimo.
Somos marcados por uma sensação de falta, incompletude.
Queremos encontrar um sentido para viver.
Buscamos nos sentir inteiramente compreendidos.
Seguimos o caminho mais longo para a difícil, mas necessária constatação: 
SOMOS TODOS DIFERENTES!
Só entendendo isto poderemos conseguir amar de verdade.
Será a única forma de não nos bloquearmos ou desanimarmos a cada reação alheia.
O outro, a princípio, tenderá a nos desapontar. Ele é ele, diferente de nós.
Se dele depender a nossa felicidade e motivação para viver, desanimaremos ou nos tornaremos agressivos. "Perdoai-os, eles não sabem o que fazem". Nem nós o sabemos. Também fazemos coisas que desagradam ou magoam os outros sem percebermos. 

O grande exercício consiste em compreendermos na prática esta realidade, não tirando conclusões apressadas ou nos fechando em nossas verdades e papéis.
Não é ruim que sejamos diferentes.
Ameaça, cria dúvidas e desconfortos, tudo isto porque queremos as coisas ao nosso jeito.
Cada um tem o seu tempo e o seu nível de entendimento. Não se pode padronizar nada. Não podemos pretender mudar o mundo, mas temos que pensar a vida a partir das experiências com as outras pessoas. 
Há que vencermos também o medo de ficarmos sozinho. Precisamos aprender a estar sós, não dependermos tanto do movimento do outro.
Como amarmos, se nos sentimos tão dependentes e afetados a cada reação que nos desagrada?
Temos muito medo das diferenças!
Elas nos deixam sós. Quando não comungamos das mesmas idéias e preferências
sentimo-nos desacompanhados.
Quando nos desentendemos é como se nos perdêssemos e tivéssemos que arrumar toda a casa de novo.
Temos com os outros algumas afinidades, mas não somos iguais a NINGUÉM.
Há que vencermos o medo da solidão e a ameaça à auto-estima.
Acharmos que está tudo bem e que todos pensamos e agimos de forma parecida, nos tranqüiliza, ilusoriamente...
Mas quando algo nos chama à realidade mais crua dos fatos, sentimo-nos traídos ou desiludidos.
Foram os outros que nos fizeram estas coisas ou quisemos acreditar no que para nós era mais tranqüilo e desejado?
Acordemos.
A vida não foi feita para nós sobre medida.
Cabe a nós a difícil tarefa de sairmos de nossos sonhos e nos alegrarmos com a nossa realidade, a que conseguirmos delinear, após as varias interações e experiências de vida.

Perfil do Autor

Larissa Tâmara

Auditora Fiscal da Receita Federal, Pós Graduada em Direito pela USP, Bacharel em Psicologia pela UNIMAR. Atua em diversas palestras,...