Três Princípios Básicos Da Comunicação Altamente Eficaz

23/09/2009 • Por • 3,094 Acessos

TRÊS PRINCÍPIOS BÁSICOS DA COMUNICAÇÃO ALTAMENTE EFICAZ

Por Daniel Caraúna da Mota, setembro de 2009

A comunicação com maior poder de impacto e altamente eficaz, se dá por meio de palavras verbalizadas concomitantemente acompanhadas da comunicação não-verbal como: expressão facial, inflexão de voz, expressão corporal etc. No entanto, a influência da comunicação verbal, não se respalda no uso louco ou desordenado de palavras e idéias, mas por meio da ordenação bem dirigida das escolhas de palavras, construção de frases e elaboração do raciocínio lógico, que de forma inteligente possam trabalhar com os três aspectos da tria oficia, segundo Cícero: A razão, a emoção e a afetividade.

Razão: as pessoas tendem a depositar maior credibilidade a tudo que pareça ser lógico. Como sabemos lógica é uma questão de coerência entre os elementos de um argumento e que depende nesse caso da criatividade e esta do nivel e grau de conhecimento especifico e diverso. A lógica argumentativa estabelece credibelidade, segurança e acrescenta a confiabilidade em quem a apresenta. Porque ninguem fará nada sem primeiro acreditar em você.

Emoção: as emoções são as nossas razões de vida e são elas que em grande medida determinam o que devemos ou não fazer. Elas despertam o desejo, a cobiça e a vontade por vezes descontrolada da posse. Se a emoção for forte a razão será arrastada cativa pelo desejo ardente, o que fará com que o interlocutor reflita menos nas conseqüências e racionalize pouco quanto as suas próprias escolhas.

Afetividade: como se torna difícil falar "não" para uma pessoa de quem gostamos. Se o interlocutor criar laços afetivos com o seu interlocutor se tornará mais dificil de negar um pedido. Se você aplica a razão a emoção, mas é uma pessoa de pouco carisma, o desafio de fazerem o que você pede ou oferece será ainda maior. Quando uma pessoa gosta e simpatiza com uma outra, se torna mais pré-disposta a querer agrada-la.

Quando fazemos pouco emprego da inteligência, os erros são mais propensos de ocorrerem. Existe um embate entre inteligência e ações condicionadas. Nas ações condicionadas, ou melhor, habituais, as nossas respostas aos estímulos (reativo), ou, nossas ações que intentam um objetivo, geralmente são pouco pensadas e muito, digamos, instintivas. Nas práticas inteligentes, as ações são mais bem pensadas e refletidas em relação às possíveis previsões e consequências ou resultados advindos dos estímulos e respostas que são mutuamente transmitidos (locutor x interlocutor). Na persusão não falamos ou verbalizamos o que sentimos desejo, de forma instintiva e condicionada pelo hábito ou costume, mas falamos exatamente o que mais proporcionará o alcance dos resultados esperados. Esquecendo ad hoc, ou seja, temporariamente, as expectativas causadas por nossas necessidades tanto inatas como emocionais, ou mesmo sócio-culturais.

O emprego da inteligência na comunicação requer antes de todos os conhecimentos, o total equilíbrio emocional; o que não é nada fácil e se distingue como um dos maiores desafios da humanidade. Concentre sua atenção em satisfazer primeiro as necessidades do seu próximo e como resultado procurarão satisfazer às suas. Mas, lembre-se: não atue instintivamente, pense, idealize suas ações, reflita no que você pretende falar, avalie os estímulos e aplique a inteligência na comunicação. Estude no livro (As 7 habilidades para influenciar pessoas) os capítulos 3, 5 e 7, os princípios e técnicas para geração estratégica de argumentos (razão), atribuir ou despertar emoções e desenvolver uma personalidade mais carismática e se tornar uma atração afetiva. Lembre-se quando falar com uma pessoa procure se comunicar com a pessoa toda: Razão, emoção e afetividade.

Sucesso a todos.

Amplexos do Prof. Daniel Carauna

Contato para PALESTRAS E CURSOS - danielcmotta@yahoo.com.br

Perfil do Autor

Daniel Caraúna da Motta

 Daniel Caraúna - Autor da Obra (As 7 Habilidades Para Influenciar Pessoas), Psicanálista Clínico, Especialista em Comunicação Social e Psicopedagogia Clínica e Intitucional, Bacharel em Teologia e palestrante.