Sem comparação

29/10/2012 • Por • 34 Acessos

Você gosta de ser comparado?

Nem eu. Ficava doida quando a minha mãe me comparava com alguém. Tipo: "Olha! A Fulana ajuda a mãe dela a fazer tudo dentro de casa e você não faz nada!"

Isso me deixava bem #chatiada, até porque era um exagero, pois eu sempre ajudei nas tarefas domésticas. Então, logo aprendi a me defender e até mesmo a usar a comparação a meu favor. Por exemplo, uma vez ficamos sabendo que uma menina roubava dinheiro na bolsa da avó. Então eu aproveitava o ensejo, e dizia: Nossa, eu não faço isso. Você não vai me comparar com ela? Porque você só me compara com a Fulana?

Comparar, de acordo com o Aurélio, é estabelecer confronto entre; confrontar, igualar-se, rivalizar. Na prática, parece que comparar é uma "coisa", uma tradição de família que temos que passar de geração em geração, não é mesmo?!

Primeiro fazemos nossas comparações entre nós, mães. Podemos ficar por horas conversando (ou competindo), comparando nossos filhos. Se dorme melhor, se mama bem, se ja desmamou, se engordou, se come bem, se já tem dente, se ja desfraldou, se ja sabe falar, se ja aprendeu a ler, se ja sabe escrever... E a lista de atributos segue infinitamente por toda a vida!

E quando não se trata de um filho único, a comparação é aquela clássica, entre irmãos. E se forem gêmeos?! Coitados!!!

Bom, não sou psicóloga, mas tenho observado em muitas famílias irmãos que simplesmente não se suportam, aparentemente sem motivo, mas que de acordo com a "minha própria" opinião, a culpa foi da mãe, sim! Que comparou além do limite, que tinha um filho preferido, e que não soube administrar a situação.

É sabido que a comparação afeta o valor que a pessoa tem de si mesma, sua autoestima, fazendo-a sentir-se desprezada e inferior, mas as comparações sempre existirão, o importante é que não seja frequente, exagerada, que não seja humilhante, principalmente em momentos de conflito.

Tarefa árdua para qualquer mãe, mas não para mim, é claro! (cof, cof) Afinal, o Davi não tem irmãos, não tem muitos parentes próximos, não brinca com vizinhos, ainda não vai à escola, e... Ops! Calma aí, lembrei de uma coisa... Adivinha?! Eu o comparo com o CACHORRO!!!

Poxa, a tarefa é mais árdua do que eu imaginava, pois nem assim o Davi escapou de ser comparado: "Tá vendo, Davi?! Eu falo só uma vez com o Enzo e ele obedece, e com você eu tenho que falar UM MILHÃO de vezes!"

Ok. Às vezes até brinco dizendo que o Enzo é o meu primogênito e irmãozinho mais velho do Davi, mas nesse caso assumo que tenho um filho preferido, e que meu amor por ele, esse sim, é sem comparação!viagens e turismo

Perfil do Autor

Line Sena

Autora do blog Mamãe Moderna.