O Homem E O Limite Da Biosfera

29/09/2008 • Por • 3,103 Acessos

LIMITE HUMANO E BIOSFERA

Por: João H. L. Ferreira.

            A biosfera do planeta funciona em perfeito equilíbrio; de certa forma delimitando um espaço para cada espécie. Pelo processo evolutivo, cada espécie se adaptou a um determinado meio (Os peixes ao meio aquático; os mamíferos no terrestre, em sua maior parte, etc....).

            A evolução é a capacidade desenvolvida por uma espécie em sobreviver dentro de um determinado meio ambiente. É através da evolução que uma espécie se adapta às mudanças do meio ou se expande a novos ambientes que lhe eram hostis.

            Além da evolução, existe um processo pelo qual os mais aptos sobrevivem e perpetuam as características que permitiram a sobrevivência aos seus descendentes; suplantando os menos aptos, chamando-se esse processo de seleção natural.

            O Homem, hoje, é a única espécie que conseguiu suplantar a evolução e a seleção natural, no sentido de que é a única espécie que conseguiu se expandir aos vários meio-ambientes do planeta; bem como também é a única espécie onde tanto o mais como os menos aptos garantiram a possibilidade de perpetuação do seu código genético. Se de um lado isso é maravilhoso, no sentido de obtermos mais espaço e um pool genético mais abrangente, do outro é preocupante.

            A cada meio-ambiente o qual “invade”, o Homem toma contato com organismos que não lhe eram familiar; e que, por conseguinte, não tem imunidade natural. De certa forma, as “ilhas” de biodiversidade do planeta funcionam como seres vivos, onde certos organismos atuam como sistemas de defesa, infectando os “invasores”, impedindo que penetrem nos mesmos. Os casos recentes de embola são um exemplo disso. Micros organismos que existem em ambientes da selva africana, e que não são fatais aos animais que ali existem (Como macacos), são fatais ao Homem. Ao adentrarem selva adentro, fica o Homem exposto a esses organismos, aumentando a possibilidade de aparecimento de novas doenças.

            Dessa maneira, nas biosferas terrestre, existe uma espécie de “barreira natural” à expansão de espécies não naturais a ela, onde os micro-organismos ali existentes, através de doenças, ao se verem invadidos por espécies alienígenas, atacam os indivíduos sob forma de doença, funcionando como uma espécie de limitador natural quando uma determinada espécie se expande demais.

            Constatado essa espécie de “mecanismo de defesa” à expansão das espécies para outros eco-sistemas, pergunta-se se não haveria um instrumento semelhante para deter as espécies quando estivessem saindo de seu próprio planeta (Que é uma biosfera); prestes a se expandir para a próxima.

            Certa vez, um matemático, ao estimar o número de planetas no Universo, chegou a conclusão, por probabilidade, que muitos mundos seriam habitados. Continuando o calculo, um número razoável seria de vida inteligente e um número grande teria alcançado a tecnologia necessária para sair do próprio planeta. Então, viria a pergunta: Por que ainda não contatamos outras formas de vida? Seria o nosso planeta tão insignificante? A resposta a isso é não. A Terra, se comparada com outros planetas conhecidos, é um oásis de vida pulsante, detentora de matérias primas diversas em abundância. Então, por que estamos tão “sozinhos”?

            Alguns cientistas acham que, a única explicação é: Ao atingir a tecnologia para viagens espaciais as civilizações (Formas de vida inteligente) entram em colapso e morrem; seja pelo esgotar dos recursos naturais do seu próprio planeta, seja por entrarem em conflitos entre os seus indivíduos e se aniquilarem, seja por encontrarem um organismo estranho à elas e serem exterminadas no processo.

            Se a expectativa está correta; a humanidade já se encontra a ponto de sair da sua biosfera natal, que é a Terra. Como não nos destruímos, então o perigo agora seria a exaustão dos recursos, sejam os necessários à manutenção da vida ou aqueles necessários à própria saída nossa da biosfera planetária. Se conseguirmos ultrapassar esses limitantes, restaria o cuidado de evitar as “armadilhas” destinadas a proteger os ambientes externos à própria terra.

            Aos meus netos,.boa sorte nessa viagem emocionante.....

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Joao H L Ferreira

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