A Formação Do Caráter De Grupo E A Concepção De Poder Do Policial, Parte II

Publicado em: 01/09/2008 |Comentário: 1 | Acessos: 1,078 |

A formação do caráter de grupo e a concepção de poder do policial, Parte II do ensaio "a cronologia do banditismo policial" 

            Após introjectar em seu âmago o mais profundo sentimento de subserviência a ideais que não sabe bem ao certo o que realmente vem a ser, o policial passa a reconhecer no superior hierárquico (e mesmo nos pares mais antigos) características que deseja possuir, traços que deseja sinceramente inserir em sua personalidade profissional. Isto se dá em resposta a mobilidade sofrida de uma condição profissional vivida para outra oposta, pregada até por alguns de seus educadores como drasticamente distinta da experimentada na formação, este reconhecimento parte da firme convicção do neófito em observar a sua necessidade de adquirir caracteres que o socializem em seu novo grupo, que o permitam pertencer a um corpo forte e uno, ainda que desconhecido. Parte desse processo dá-se na formação, todavia, a maior parte dessa construção acontece na vivencia cotidiana prática, durante a atividade policial.

No período de formação do policial não há ligação suficiente do idealizado nos manuais a exemplos empíricos-observacionais, pois, mesmo durante os estágios o policial é inserido num universo à parte, num macro-sistema distinto do ideário criado no ambiente acadêmico e, em muitos casos até em condições diferenciadas da realidade, assim, passa a entender erroneamente que o processo pelo qual passa, ou passou, não é ou era, senão fragmentos desconexos do pensamento daqueles que não conheciam ou não conhecem a atividade em sua prática diária. Esse processo educacional empregado não está errado, o que está cabalmente falido é o modelo empírico do dia-a-dia, completamente distinto do processo empregado. Todo esse fenômeno é efeito do que temos em sociologia como socialização-ressocialização do policial, um fenômeno deveras intrigante, pois, submete-nos cientificamente a crença de que após a formação inicial há para este profissional uma "mobilidade sócio-profissional", içando-o de uma condição à outra dentro do mesmo universo institucional, sujeitando-o, via de regra, a uma nova postura a ser "conquistada", em suma, impondo-lhe o dever de transformar-se aos moldes de seus novos congêneres, adaptando-se tão somente a uma identidade retrógrada e já conhecida, outrora tão combatida em seu ambiente acadêmico, em muitos casos até por esse mesmo policial.

Esta ressocialização não é uma verdade imperativa, temos tão somente que a referida teoria promove uma explicação, até então, definitiva em relação ao que se observa na realidade prática cotidiana, ou seja, policiais afastados de seus pilares existenciais cultivados na formação (....)

As teorias que procuram explicar essa aceitação brusca de um modelo em detrimento de outro, ademais, em muitos casos tais modelos serem diametralmente opostos, são contundentes no sentido de oferecer-nos duas linhas de raciocino, conforme o sociólogo Mohamed Cherkaoui, a) hiperconformismo das atitudes das pessoas face às normas de comportamento do grupo de acolhimento e b) ao isolamento social que exprime as tensões contraditórias entre os valores da classe de origem e os valores da classe de acolhimento; explicitemo-nos em relação ao caso estudado:

A primeira linha teórica nos informa que, para o policial esse "hiperconformismo" não seria nada além do que uma "hiper-permissividade" ao meio posto, pois, após o choque com o meio apossado o indivíduo terá como prioridade inicial abeberar-se da fonte que lhe dará um novo status, uma fonte que lhe fará subsumir a velha condição experimentada, condição em que esteve na situação de oprimido, relegado a condições "culturais-institucionais" de mediocridade, de ultraje, como a inteligência que têm-se nas instituições militares dos termos "aluno","bicho" sempre associado a tarefas simbólicas a sua condição de profissional e até mesmo de homem, de cidadão. Muito embora, saiba este profissional que o ideal não é abandonar a totalidade dos frutos de seu processo de formação, que bem sabe, lhe ensinaram, no que tange a atividade profissional, o moral e o legal, temos dentro desse quadro de hiperconformismo, que o policial se conforma a realidade encontrada na prática, divergindo da atividade teorizada, assim passa a se comportar conforme sua nova classe, numa espécie de gratidão a "hospitalidade generosa" (Cherkaoui, 1995).

Já no isolamento social há uma ruptura, uma desagregação com o meio de origem e uma não integração no grupo de acolhimento, para este policial, há um descrédito da verdade que filtrou em seu famigerado processo de formação, que diferentemente do policial sujeito ao hiperconformismo conseguiu levar até a prática, tal descrédito da verdade, porém, não o habilita a se inserir no novo ambiente social dado a preservação de sua crença, embora mínima. Para este grupo há um conseqüente penoso que é a completa retração profissional, a perda da motivação enquanto elemento introspectivo do policial, de sorte que, tal circunstância psico-social abre campo a atitudes extremistas como a indisciplina ou até mesmo a violência, acobertadas por uma moralidade torta e por uma revolta reprimida.

Não obstante, os modelos de Cherkaoui serem de constituição teórica eminentemente pura, em sociologia nos cabe a defesa da interpretação analógica, tarefa muita mais grata e oportuna, em que pese às agruras da análise temos o Norte-Americano Thompson em 1971, ter delineado matematicamente através de matrizes o comportamento nas urnas de eleitores em função da mobilidade sofrida, correlacionando ascendentes e descendentes. Nossa tarefa, entretanto, é mais singela.

A prova ao primeiro caso é o policial que se desprende sensivelmente do seu universo pretérito, de sorte que, qualquer miliciano experiente reconhece neste que após ser "solto" das amarras do rigor passa deliberadamente quando em "liberdade" a se portar de maneira radicalmente diversa, não são raros os exemplos de policiais que se associam ideologicamente ao velho modelo quase que instantaneamente ao encontro com essa "liberdade", esta "associação" é o resultado do desprendimento teórico sugestionado por Cherkaoui, de sorte que, esta ressocialização opera-se profundamente no policial à ponto de, em casos extremos, também não raros, pensar e agir o policial de acordo com um modelo que não aprendera na escola. Os policiais não repetem, tampouco aprendem em suas escolas de formação o modelo violento, truculento e corrupto tão vasto nas ruas, eles os compram quando saem das escolas ao preço de uma estereotipação medíocre do poder e da força tão cultuado no seio da tropa.

Para o segundo modelo há também uma ressocialização, mas, esta opera-se de maneira forçada, de forma lenta e gradual. Para o policial que não aceita à princípio uma realidade tão oposta a cativada anteriormente existe um afastamento do convívio participativo, passa este policial a ser mais um no cumprimento estrito de sua missão, num pensamento malgrado de cumprir suas atribuições sem qualquer propósito de eficiência ou aprimoramento na atividade, para este há uma genuína decepção com a realidade encontrada nas ruas, tal decepção não ocorre porque sua concepção fora construída de forma ingênua, fora construída calcada no sonho de com suas mãos a fazê-la mudar proficientemente, ao menos em seu âmbito, o que ocorre é que na atividade policial militar não há ação una, singular, toda ação demanda pluralidade de gêneros hierárquicos e pluralidade de entendimentos (o que não deveria existir), logo, qualquer mudança decorre da união entre homens de ideais comuns, portanto, qualquer tentativa de mudança deve nascer de uma comunhão de vontades.

Vê-se claramente que o encontro desastroso do neófito policial com às ruas é uma constatação de que o dever de casa fora deixado de lado, muitos, graças a uma romantizada visão da atividade construída sobre a égide do poder irrestrito se vendem a uma ideologia falida, outros tantos como na visão de Cherkaoui se conformam e se inserem propagando o velho modelo e outros sobreviventes começam a ser tragados dia-a-dia pela nefasta teia que engodou os demais.

Nenhum policial neófito sai às ruas matando, torturando ou roubando; em princípio, claro. Há casos sim, de bandidos prontos já no primeiro contato com a "rua", porém, casos não tão vastos como os que se vêem, seguindo a cartilha que a seguir exporemos. 

             A permissividade que existe por parte dos que são tragados pela atividade policial espúria tão disseminada nas ruas não nasce do dia para noite, tampouco tem um prazo específico para eclodir ou tomar forma — Ela acontece sim, deixemos isso claro, reafirmando a teoria pujante de Cherkaoui sobre Ressocialização discutida anteriormente. Esta adequação à estrutura dominante (velho modelo) ocorre respeitando diversos caracteres geradores. Dimensionando didaticamente a questão, poderíamos dizer que ocorre um desencadeamento natural causa-efeito englobando alguns fatores a serem discutidos linhas abaixo. O que vem a baila por ora é o processo em que se dá o desencadeamento dos caracteres causa-efeito resultante na dita ressocialização, momento onde já temos, inexoravelmente, o policial refém do velho modelo de polícia.

            O primeiro contato do policial com a prática ilegal é o encontro com a violência. Esse contato acontece bruscamente, paradoxalmente ao seu processo explicativo que requer alguns entendimentos e elucidações prévias, como: a) o poder na ótica do policial, b) o exercício do poder e c) uso da força como meio de imposição do poder; para compreendermos essas três questões precisamos destrinchá-las no âmago de suas concepções sociológicas, antes, porém, de explicarmos a ótica do policial (visão) expliquemos o estrabismo ocasionador da ótica distorcida.

            Em sociologia entende-se que o surgimento da sociedade prescinde de alguns requisitos sem os quais a "com-vivência" (vida em comunhão) entre os homens se torna impraticável, de sorte que, tais requisitos são os sustentáculos da sociedade, princípios aceitos pela pluralidade como estacas demarcadoras do certo e errado. Rousseau, o grande sociólogo suíço, baseou-se em uma dessas estacas para encampar o pensamento de algumas de suas obras, erigindo a propriedade como fundamento mater da injustiça social ou mais especificamente como o motivo gerador da desigualdade entre os homens, vê-se uma relação "causa-efeito" singular no curso da história das ciências sociais em que um pensador dinamizou uma problemática à partir da gênese da questão, concluída por Rousseau como sendo a propriedade a força motriz da desigualdade entre os homens. Para boa parte dos cientistas sociais uma sociedade depende para existir basicamente de normas, regras, códigos éticos-morais e leis que unifiquem o limite do exercício da atividade dos homens, buscando-se assim a dita "com-vivência" harmoniosa, tais regulamentos a curto, médio ou longo prazo desencadeiam (não por si só, mas pela complexa teia de interação homem-norma-economia-política) diversos fenômenos como a miséria, a violência bem como a própria desigualdade em sentido latu (desigualdade de bens, de capital, de moral, de valores etc.) tão pormenorizada por Rousseau.

Dado a essa desigualdade desencadeadora de fenômenos sociais é que temos à margem da aceitação plurilateral do poder constituído movimentos, podemos assim dizer, teóricos (também chamados de utópicos) que informam uma vida desapegada a qualquer regra de convivência, uma vida sem qualquer convenção social, sem limites de expressão da vontade humana, ou seja, uma vida eminentemente presa, única é exclusivamente, à obediência a natureza livre do homem, para tais movimentos fora dado o nome de anarquismo que no curso da história teve concepções ideológicas diversas, originando-se na Grécia de V a VI AC com os Cínicos e os Estóicos, posteriormente frutificou-se no Cristianismo e seus grandes teóricos (Santo Agostinho) e chegou ao apogeu ganhando formas diversas desde o extremismo (Bakunin) ao meio termo, (Proudhon) do radicalismo (Stirner) ao consenso partidário (Marx).

            Essa negação do poder, em parte, explica sua má utilização, pois, temos ao longo das mais diversas experiências sociais conhecidas não o uso do poder, mas seu abuso, constituindo na maioria dos casos uma relação de exploração-dominação de homens sobre homens, o que, via de regra, não deveria ocorrer. Entender esse ponto em ciências sociais é lançar mão de um leque de teorias que buscam dentre outras coisas explicar de forma fundamentada as inúmeras matizes do termo poder, daí buscarmos tão somente o entendimento que subsidie ao leitor compreender porque o policial encara o poder como uma ferramenta de dominação e exploração de seu próximo e não como um dever adquirido, uma responsabilidade a ser desfrutada. Por isso, quando se fala em anarquismo têm-se a primeira impressão de "contra-sistema" de "ante-sistema", sendo o anarquismo (Teórico científico) nessa pesquisa mostrado apenas como uma manobra intelectual e política em resposta a alienação do poder, a alienação do capital e da propriedade. 

            A noção de Estado carrega a idéia de soberania (Dallari), e não há como fugir disso, e não são raras as ocasiões em que ouvimos as locuções "Estado Soberano" ou a "soberania do Estado" trazendo em seu bojo essa conotação, daí compreender que àqueles que dessa estrutura são partes viventes dispõe para o exercício de suas atividades de determinado poder de mando não é nenhuma novidade, entretanto, o poder que informa a legitimidade do "mando" é que torna o estudo mais aprofundado, dado que, para determinados Agentes do Estado esse poder representa bem mais que um respaldo sobre determinada ação, mas, um respaldo para a repressão, para a coerção, para a restrição em muitos casos absoluta de Direitos das pessoas em geral (Meirelles). Com efeito, é possível dizer que o poder que informa a atividade policial é absorvido e cultivado como um poder deveras mistificado, um poder com fisionomia tirânica o que conseqüentemente ao mal formado policial denota em muitos casos no modelo que veste sua aspiração mais despótica. Mas o que há de errado com o poder de polícia? Tecnicamente não há nada de errado com ele, sua compleição jurídica atual o transformou num razoável e aquilatado poder do Estado frente aos interesses particulares em beneficio do interesse público, dessa forma não há que se olvidar de sua feição técnico-jurídica, em que pese ocorrer um sério problema na nomenclatura já debatido por alguns publicistas (Celso Antonio Bandeira de Mello).

            O que vem ao caso para o policial em sua noção de poder não é nem nunca foi a magnitude ou a compleição jurídica do poder de polícia, de sorte que, raríssimos policiais poderiam, sem titubear, dizer quais são os atributos do poder de polícia ou dizer ao menos o que é ou para que serve o dito poder de maneira técnica ou ao menos convincente; — Não, definitivamente não é esse o problema. O problema que cabe ressaltar faz referência ao binômio tão cultuado pelo capitalismo: Exploração-dominação, esse é o cerne da questão, pois, a busca do oprimido em sair dessa condição o transforma, inexoravelmente, num novo opressor em maior ou menor grau (Paulo Freire), independente da sua vontade, pois, essa é a lógica do capitalismo.

 Agora o que podemos discutir são as formas de como o poder é interpretado ou, os meios pelos quais são absorvidos pelo policial, pois, vejamos: um policial armado não está para o cidadão numa relação direta de imposição de autoridade e sim para defendê-lo caso algo ou alguém obste a execução de seus direitos; não há poder mas sim dever; continuemos: um policial não determina que o seu veículo pare porque tem poder para isso, mas sim porque alguém num carro semelhante ao abordado poderá impedir que o cidadão continue a trafegar sem problemas; há uma relação de servidão (servir) do policial para com a sociedade, para com as pessoas que em último caso com a própria vida deverá defender. O policial em tese tem ciência desses conceitos, entretanto, o seu contato na realidade prática o faz enxergar um poder demasiadamente limitado a demonstração abusiva da força e da coerção, como explicaremos a seguir.

            O ambiente da caserna policial reflete as tradições adquiridas pela tropa ao longo da história. Mitos são construídos e, verdadeiras lendas nascem e são repassadas aos novos policiais perfazendo um ciclo que cultiva e promove valores simbólicos dentro da corporação que acabam por constituir no curso da história a cultura do grupo. O Sociólogo R. Linton pesquisou a fundo em seu livro The study of man a estreita relação existente entre a personalidade de um indivíduo e a cultura do meio ao qual pertence:

A cultura na medida em que representa algo mais do que uma abstração construída, só existe no espírito dos indivíduos que formam uma sociedade. As características que possui advêm-lhe das personalidades desses indivíduos e da interação dessas personalidades. Inversamente, a personalidade de cada indivíduo é elaborada e funciona em permanente associação com a cultura da sociedade. (1968, p.491) [grifo nosso]

 Ademais que as teorias por si só fundamentam a realidade observacional, infelizmente nas polícias os "heróis" (personalidades que geram cultura, segundo Linton) geralmente são aqueles que mais mataram em combate (ou não, o que é pior), são aqueles que mais promoveram em sua respectiva esfera de ação, mais temor! Devido a imposição da crueldade e do medo. São honrados os policiais que abatiam pardais disparando canhões, eufemismo do que seria executar a sangue frio criminosos capturados e rendidos, no interregno dessa constatação é bom lembrar que bons exemplos também são cultuados, entretanto, na grande maioria não com a mesma magia simbológica. Esse raciocínio levará a uma pergunta cuja resposta é inconteste, qual polícia não tem um "assassino fardado" cuja lenda é motivo de orgulho dado sua representatividade social e institucional?

            Logo, o poder na ótica do policial é cultivado na exegese da brutalidade, da truculência e do temor. Ocorre uma encarnação pelo policial desse modelo cativado, como no protótipo do Sociólogo Wittgenstein, que em seu livro Investigações Filosóficas nos informa com o exemplo das peças de xadrez que são "investidas de poder aos olhos do jogador que as enxerga como uma encarnação viva das regras do jogo", assim o é o policial, uma encarnação viva dos "mitos" que absorve em seu íntimo como estereótipos ideais, pois, pela tropa são cultuados. O valor realmente adquirido é aquele que determina em primeiro momento uma ação rude e agressiva num plano inicial ao criminoso e com o passar do tempo o critério torna-se elástico chegando até mesmo ao próprio cidadão.

            Dessa forma, não é difícil esperar outra maneira de exercício do poder senão o ilegal, o desprovido de técnica e proporcionalidade, assim diante de qualquer cena de ação o policial tem em sua mente somente o espectro da imposição de autoridade, da afirmação da supremacia que supostamente possui em detrimento do cidadão. Consentâneo ao uso ilegal do poder temos o meio empregado para efetivá-lo que é a violência, o imoderado uso da força.   

            O crime a que nos referimos no titulo do tópico não é propriamente o emprego da violência, embora, tão somente a violência já se constitua em ultraje legal, porém, o que pretendemos mostrar é a incursão completa (e o processo) do policial na teia do crime, compondo além da violência, a corrupção, a condescendência e a prevaricação bem como toda sorte de cooptação que o leva dentre outras coisas a traficar, a matar, a roubar etc. Sendo assim, o ponto defendido é de que o policial passa a ser ressocializado de acordo com o velho modelo de polícia à partir do momento em que se torna violento ou minimamente truculento em sua rotina de trabalho, pois, em que pese uma seqüência de tapas no rosto ou uma pressão psicológica em determinado grau, configurarem o mesmo crime (tortura), na visão do policial uma coisa é a tortura outra coisa é um tapa no rosto.                      

 Bibliografia e obras consultadas

Adorno, Sérgio. 1988. Os aprendizes do poder: o bacharelismo liberal na política brasileira. Rio de Janeiro, Paz e Terra.

Chauí, Marilena. Cultura e democracia. 4º Ed. Revista e ampliada. São Paulo, Ed. Cortez.

Faoro, Raimundo. Os donos do poder: formação do patronato político brasileiro. Vol I, 10ºed. São Paulo Ed. Globo.

Freire, Paulo. Educação e mudança. 2ºed. 1979. Ed. Paz e Terra.

__________ Pedagogia do Oprimido. 14ºed. 2001. Ed. Paz e Terra.

Freyre, Gilberto. Casa Grande e Senzala. 49º Ed. 2005. Ed. Global.

Marx, Karl. Manuscritos econômicos e filosóficos. 1ºed 1864. in Fhromm, Erich. Rio de janeiro, 1964. Zahar editores.

Muniz, Jacqueline. Ser policial é, sobretudo uma razão de ser. Rio de Janeiro 1999. Tese de doutorado a IUPERJ.

           

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/ciencia-artigos/a-formacao-do-carater-de-grupo-e-a-concepcao-de-poder-do-policial-parte-ii-543995.html

    Palavras-chave do artigo:

    educacao

    ,

    seguranca publica

    ,

    sociologia

    Comentar sobre o artigo

    Lucivania da Silva

    O Código de Trânsito brasileiro (CTB), lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, passou a vigorar a partir de 22 de janeiro de 1998, é considerado como um dos códigos mais avançados do mundo, pois trouxe consigo muitas inovações. Uma das mais significativas é que, pela primeira vez, o código traz um capítulo exclusivo à educação, determinando, entre outros aspectos, a educação para o trânsito.

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    MOISÉS PEIXOTO

    As greves da educação que se faz em Rondônia não tem mais moral junto a sociedade e entre quem leva a sério a Educação. Isso por causa dos seus vícios sindicais. O sindicato transformou a greve em forma de se afirmar politicamente e meio de ascensão social. O artigo aponta alguns dos motivos disso tudo.

    Por: MOISÉS PEIXOTOl Educaçãol 27/06/2013 lAcessos: 31
    Antonio Cunha

    O presente trabalho tem como objetivo, rever as referências teóricas sobre o tema “emancipação” associadas à análise das políticas públicas educacionais adotadas pelo Governo Brasileiro, focando Curitiba-Pr, considerando a desigualdade e a diferença social da clientela das escolas públicas estaduais e federais, diante das demandas sociais e de mercado de trabalho, numa perspectiva de emancipação e esforços públicos.

    Por: Antonio Cunhal Educaçãol 10/08/2009 lAcessos: 4,816
    Victor Hugo Oliveira dos Anjos

    Como trabalho de conclusão do Técnico em Gestão de Políticas Públicas é pertinente estudar a mobilização da sociedade civil para reivindicação de seus direitos e participação na criação de políticas públicas por meio das associações de bairro, a fim de entender a contribuição popular neste processo. Assim, investigar o papel das associações de bairro como mediador entre a população e o Estado é relevante para a compreensão da democratização dos agentes públicos e da efetivação dos direitos.

    Por: Victor Hugo Oliveira dos Anjosl Negóciosl 13/10/2014
    Manoel Aparecido Martins

    Este estudo tem por objetivo identificar os motivos que levavam vários candidatos/trabalhadores a serem reprovados em processos seletivos na cidade de Camaçari, região metropolitana de Salvador – Bahia. A pesquisa apresenta, pela ótica marxista aplicada à realidade contemporânea, os resultados das atividades sociais de inserção e reinserção de trabalhadores no mercado, realizados pelo Posto de Atendimento ao Trabalhador – PAT/CAMAÇARI.

    Por: Manoel Aparecido Martinsl Educaçãol 14/06/2009 lAcessos: 7,792 lComentário: 1

    O presente artigo fundamenta-se em trazer considerações a cerca do lúdico e sua importância na educação infantil.

    Por: Edlene Maria da Silval Educação> Educação Infantill 02/11/2011 lAcessos: 1,812
    Ivan Dionizio: Sociologo.

    Tribunal de Contas e Ministério Público, também faz com que haja um maior controle das contas públicas para que pratiquem com maior intensidade o principio da transparência, e com isso, o cidadão possam também fiscalizar a aplicação dos recursos. O fato dos recursos públicos serem de origem coletiva e a necessidade de suprir ao bem comum, além da obrigação de atender o interesse da população, criam a necessidade de uma permanente avaliação dos resultados obtidos.

    Por: Ivan Dionizio: Sociologo.l Saúde e Bem Estar> Medicinal 08/03/2012 lAcessos: 618
    Sonaly Beatriz Frazão Silva

    O artigo é uma reflexão que mira conjeturar e indicar um dos caminhos possíveis e a importância de duas áreas inter-relacionadas (meio ambiente e trânsito), que flagelam na carência de cidadania, produção científica, políticas públicas mais direcionadas e comportamentos / atitudes eficazes para reversão das respectivas problemáticas.

    Por: Sonaly Beatriz Frazão Silval Educaçãol 31/01/2010 lAcessos: 2,522 lComentário: 4

    Trata-se de um texto que produzi para orientar minhas reflexões no 2♂ Painel - Família e Educação Cidadã, no XX ENCONTRO ESTADUAL DE POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO DA EDUCAÇÃO, realizado em fortaleza/Ce. Tema: Escola, Família e Educação Cidadã. Período: 16 a 18/09/2009 2º Painel: Família e Educação Cidadã.

    Por: Francisca Francineide Cândidol Educaçãol 08/12/2009 lAcessos: 2,114 lComentário: 2
    Luana Souza

    O presente artigo vislumbra apresentar discussões e esclarecimentos sobre a teoria das representações sociais, sua relevância enquanto instrumento de pesquisa, principalmente, no campo educacional. Para tanto, fundamenta-se teoricamente sob a égide de MOSCOVICI (2013), SOUSA et all (2012), GUARESCHI (1996), apresentando breve conceituação e argumentos que tornam relevantes sua compreensão em contexto educacional.

    Por: Luana Souzal Educação> Ciêncial 18/10/2014

    A presente investigação teve como finalidade, realizar uma análise acerca da Teoria das Representações Sociais (TRS) e sua possível aplicação no âmbito de pesquisas em educação. Tratou-se, assim, de um texto especificamente teórico e de pesquisa qualitativa, o qual teve como embasamento teórico os textos em teoria das representações sociais de Prado e Azevedo (2011), Rateau et al (2012), Mazzotti (1994) e, a técnica de investigação empregada foi bibliográfica e documental.

    Por: Carla Anne Marques Fariasl Educação> Ciêncial 28/09/2014 lAcessos: 15

    Este trabalho teve como proposta de estudo os Hidrocarbonetos, através deles a matéria-prima do plástico a nafta que é um subproduto do petróleo. Para compreender de que são feitas as sacolas plásticas e se elas podem ser substituídas por outro material biodegradável, que não polua tanto o meio ambiente e conhecer alternativas contra o uso excessivo de sacolas de plástico no Brasil e demais países, realizou-se várias pesquisas bibliográficas com a contribuição de autores.

    Por: Carmeli Caetanol Educação> Ciêncial 20/09/2014
    Paulo Azze

    Explicações sobre a corrente elétrica alternada (CA), seus os componentes (ativos e reativos) e o seu cálculo de forma simplificada.

    Por: Paulo Azzel Educação> Ciêncial 15/09/2014 lAcessos: 11
    Paulo Azze

    Aborda aspectos relacionados ao comprimento das resistências de chuveiros, atendendo uma dúvida de amigo sobre questões do ENAD.

    Por: Paulo Azzel Educação> Ciêncial 15/09/2014
    Zilda Ap. S. Guerrero

    Atualmente a cidade de São Paulo passa por uma das piores crises de falta de água, todos os dias em diversos jornais do país, o mesmo jargão em torno da questão do consumo consciente da água é abordado de diversas chamadas à população. Sendo assim, urge a necessidade de orientar e conscientizar as crianças e a população em geral para o problema social que estamos enfrentando na cidade de São Paulo, e no mundo.

    Por: Zilda Ap. S. Guerrerol Educação> Ciêncial 10/09/2014
    Luddy Travassos

    Os indivíduos que sofreram lesão no Sistema Nervoso Central, que comprometeram os neurônios motores, na coordenação dos impulsos, demasias dos reflexos, espasmos, alterações da fala e conduções, também podem ser apercebidas pelos familiares do paciente através de alterações comportamentais cotidianas desde a sudorese, anestesia labial, tremor de mãos e pés, e qualquer anomalia derivada de distúrbios de estresses ou demais descargas de tensão.

    Por: Luddy Travassosl Educação> Ciêncial 31/08/2014 lAcessos: 11

    Sugestões com técnicas de estudo e leitura. Texto destinado a estudantes do ensino médio. pode ser aproveitado por todo leitor

    Por: NERI P. CARNEIROl Educação> Ciêncial 10/08/2014 lAcessos: 15

    o caminho do policial ao crime O ideal (e exigível) em matéria acadêmica é que determinado conhecimento se ampare (ou se vincule) em fundamento criterioso, calcado no método científico. Este axioma absoluto da "verdade científica" submete seu operador ao rigor do "baseado em...", "conforme...", "segundo..." conseqüência essa que imperiosamente infere ao conhecimento acadêmico a possibilidade de se estigmatizar (ou de forma positiva preencher lacunas doutrinárias, criar ramos interdisciplinares etc) trazendo ao real e inexorável mundo da verdade do cotidiano o requisito tosco da pré-análise, do pré-juízo e do pré-estudo. Essa estigmatização (ou sistematização) do pensamento científico em dada matéria não é fronteira a expressão do pensamento acadêmico, apenas força o operador a enxergar determinado assunto de forma peculiar, particular, em alguns casos até trascendentalmente (como Jung e Freud na psicanálise).

    Por: Gabriel Rodrigues Leall Educação> Educação Onlinel 01/09/2008 lAcessos: 406 lComentário: 1

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    Al OF PM Brito 20/02/2010
    Exprimo em poucas palavras a necessidade que vejo de que o CFO (Curso de Formação de Oficiais), cujo faço parte, seja feito em apenas dois anos (teoria) e um ano de pratica profissional em vários áreas da PM. Para que o processo de ambientalização entre o que se vê no centro de formação e o que se tem nas ruas do Mato Grosso seja continuo. Temos fardas, mas seu uso é condicionado. Temos porte de arma, mas não temos o direito de comprar nossa própria arma. Temos que aguardar o tão sonhado aspirantado. O que se vê é que o excesso de limites existentes nos 3 anos de curso, faz com que a expirência de "liberdade" após esse período seja inconcidionada a nada. Um acompanhamento de perto por oficiais qualificados no inicio do ultimo ano até o seu término faria com que a adaptação à essa "liberdade" fosse gradualmente inserida na personalidade e ações desses novos oficiais. Logo o hiperconformismo seria substituido por uma gradual responsabilidade ambientalizada no mundo verdadeiramente real; e no caso de isolamento social poderia ser revertido em decorrência de um maior tempo de acompanhamento.
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