A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR COM DEFICIÊNCIA

Publicado em: 06/05/2010 |Comentário: 0 | Acessos: 580 |

 

INTRODUÇÃO

 

 

Nos últimos anos a Educação Física tem sido marcada por uma significativa evolução, as propostas pedagógicas demonstram um grande crescimento acerca do ensino, mesmo com influência das velhas tendências. È importante ressaltar que na pratica as abordagens utilizadas na escola, estão presentes com misturas entre tendências que não são seguidas à risca, tendo em vista que a ação de cada professor é moldada conforme a necessidade dos alunos, visando à melhor forma de ensino-aprendizagem.

 

Desde o inicio a Educação Física sofreu preconceitos, até ser aceita como componente extracurricular.  Assim como a Educação Física, as pessoas com deficiência ainda hoje são encaradas com preconceito, são vistas como incapazes, na realidade elas são pessoas como qualquer outra que tem limites e possibilidades, mas que pode estar na sociedade e exercendo sua cidadania.

 

 Existem vários tipos de deficiências algumas mais severas que outras, que podem ocorrer desde a geração do feto ou paralisia após o nascimento ou ainda bebê, como a Cegueira, a Surdez, Físico, Mental etc.

 

 Essas pessoas podem trabalhar e desenvolver atividades dentro dos seus limites como qualquer outra pessoa dita "normal". Pessoas com deficiência passaram a ver a vida de outra forma, entrando no mercado de trabalho, no meio acadêmico exercendo e estudando como qualquer outro, neste trabalho mostrará a pratica pedagógica do professor de Educação Física com deficiência.

 

Acreditamos ser de suma importância pesquisar sobre a inclusão profissional de um professor com deficiência e as dificuldades enfrentadas por ele. "De que forma o professor de Educação Física com deficiência exerce sua prática pedagógica?".

 

A Educação Física enquanto componente curricular da educação Básica tem que assumir uma nova postura, incluir e integrar o aluno as culturas corporais do movimento, formando o cidadão que irá reproduzi-la, voltando-se para lúdico, a socialização, envolvendo vários conteúdos, como, luta, dança jogos e brincadeiras, aptidão física e esportes em geral, em virtude da qualidade de vida (BETTI e ZULIANI, 2002 p.75).

 

As Problemáticas da Educação são temas que vem sendo discutidas nos últimos tempos, em relação à Educação Física estas problemáticas se relacionam com a precariedade de investimentos materiais e profissionais qualificados, diante destas problemáticas observamos um abismo entre o que é a prática e o que deveria ser, onde sabemos que existem investimentos e não são repassados e muitos profissionais qualificados, mas acomodados.

 

Esta problemática nos impulsionou a pesquisar como ocorre a pratica pedagógica de um professor com deficiência, quando se pensa em Educação Física é só para os ditos "normais", compreendendo que a Educação Física para pessoas com deficiência ocorre como dificuldade, e como conseqüência a exclusão e o preconceito, os espaços arquitetônicos geralmente não são adaptados, o profissional preciso de formação continuada para receber o diverso, dificultando assim no ensino-aprendizagem de todos.

 

Esta pesquisa tem como objetivo geral analisar a pratica pedagógica de um professor de Educação Física com deficiência. E específicos:

 

-Identificar as dificuldades enfrentadas pelo professor com deficiência na ação escolar.

 

Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência, estes já conseguem conquistar o seu espaço e fazem grande diferença no mercado de trabalho. Através deste trabalho teremos a oportunidades de mostrar que as pessoas com deficiência são capazes como os ditos "normais", pois não são deficientes e chamaremos sim de corpos deficientes.

 

Este trabalho busca fornecer subsídios para uma Educação Física e para a pratica pedagógica de professores com deficiência que é de grande importância para a Educação do nosso país.

 

Esta pesquisa torna-se relevante por ser uma pesquisa inovadora, na qual se investigou a pratica pedagógica de um professor com deficiência, esperamos que esta pesquisa contribua neste assunto e fomente outras intervenções sobre esta temática.

 

Para uma melhor apresentação o trabalho esta dividido em sete partes: Tema; Introdução na qual compõe: Problema; objetivos; justificativas; Revisão de Literatura; Metodologia que incluem os sub-temas: Tipo de estudo, População / amostra, Instrumentos de coleta e Procedimentos metodológicos e considerações finais.

 

 

 

 

 

PRATICA PEDAGÓGICA DE EDUCAÇÃO FISICA ESCOLAR

 

 

A pratica pedagógica é a maneira na qual o professor de Educação Física ou de qualquer outra área usara para aplicação de conteúdos para um melhor ensino-aprendizagem, planejando antes da pratica, como alguns conteúdos que os estimulem a pensar, ou seja, uma pratica reflexiva, adaptando a aula a todos, envolvendo atividades motoras, jogos e brincadeiras, dança, lutas, ou seja, valorizando a cultura corporal do movimento.

 

Essa pratica vem evoluindo bastante nos últimos anos, o professor passou a ser mediador onde é valida a participação do aluno nas aulas e não mais o professor que comanda e os alunos repetem, numa pratica que visa à aptidão física que não tem nenhum significado para o aluno, que por sua vez tem que reproduzir modelos e fazer exatamente o que o professor mandar (RESENDE E SOARES, 1997 p.27).

 

A educação na teoria é algo bem organizado que poderia atingir todos os objetivos, mas aplicada, não consegue se adaptar a realidade seja por falta de estrutura, tanto do professor, como da escola ou até mesmo do aluno.

A educação física escolar constitui um excelente espaço para que ocorra essa harmonia dos domínios, ao proporcionar aos alunos diferentes situações, em aula, que lhes possibilitem vivenciar, por meio do movimento corporal, variadas formas de organização, resolução de problemas, emoções, sentimentos, participações individuais ou em grupo.

Essa é a Educação física que não só deve ser pensada, mas executada nos dias de hoje, diante das necessidades da época e da evolução tecnológica, onde o aluno tem total liberdade de opinião, de debate, pesquisa, relatórios sobre a aula, tornando a aula mais interativa e de satisfação a todos, evitando a evasão escolar.

Através das abordagens pedagógicas podem observar que a educação física escolar é uma área muito complexa, podendo ser vista de varias maneiras, vale ressaltar que o ponto chave de uma aula bem estruturada, sendo relevantes às necessidades e características da turma, depende muito do professor, pois só ele sabe os objetivos a serem alcançados.

 

A DEFICIÊNCIA E A INCLUSÃO

 

 

A Deficiência é concebida como redução na capacidade ou desempenho, e as características particulares de cada tipo de deficiência efetivamente apresentadas. Isso nos mostra que a pratica na atenção da pessoa com deficiência é influenciada por varias concepções, e localizam as Deficiências num plano individual e diferenciam as pessoas conforme sua categoria especifica de deficiência onde podem ser encaixadas.

Mais especificamente, a deficiência seria uma lacuna entre as capacidades da pessoa para uma determinada atividade e a demanda dessa atividade. Assim seria definida em relação a atividades especificas e a redução das necessidades poderia ser buscada mediante o aumento da capacidade pessoal e a redução da demanda (OMOTE, 1994 p.130).

Pessoas com deficiência são aquelas que, por alguma espécie de limitação requerem certas modificações ou adaptações no programa educacional, para que possam atingir todo o seu potencial. Essas limitações podem advir de problemas visuais, auditivos, mentais ou motores, bem como de condições ambientais desfavoráveis. (BRASIL, 2006 apud SOLER, 2005 p.77).

 

Mesmo com suas limitações são capazes de cumprir com tarefas de maneira satisfatória, tendo os outros sentidos bem aflorados, dependendo apenas de auxilio para desenvolver outras habilidades e adaptações no ambiente, a interação social com outras pessoas, mesmo sendo normal ou com alguma limitação o aluno ao se apropriar dos conteúdos escolares sejam eles teóricos ou práticos, movimentam e transformam as funções psicológicas, ou seja, é por meio da socialização e do meio cultural que há um desenvolvimento observável das funções psicológicas e fisiológicas, não é torná-las normais, mas da a ela o direito de ser diferente e ter suas necessidades reconhecidas e respeitadas.

Diante do exposto, não é a deficiência que impede o desenvolvimento do sujeito, mas as condições que lhes são proporcionadas podem ou não assegurar a transmissão e aquisição do saber sistematizado. Cabe, então, a educação fazer com que o sujeito com deficiência aprenda a utilizar-se de vias colaterais, tendo acesso aos mesmos conteúdos que os demais, pois o que deve ser valorizado são as potencialidades e não o defeito (MAZARO et al, 2008).

 

Inicialmente surgiu a Educação física adaptada, oficialmente nos cursos de graduação, por meio da Resolução numero 03/87, do Conselho Federal de Educação, que prevê atuação de professores de Educação Física com pessoas com Necessidades Especiais. Na qual DUARTE E WERNER (1994) apud SOLER (2005 p.105) define:

 

A Educação Física Adaptada é uma área da Educação Física que tem como objetivo de estudo a motricidade humana para pessoas com Necessidades Educativas Especiais, adequando metodologias de ensino para o atendimento as características de cada portador de deficiência, respeitando suas diferenças individuais.

 

 E o que se entende por Educação Inclusiva, é um compromisso social no qual os alunos com Necessidades Especiais são recebidos nas salas de aulas do ensino regular, assim tendo um melhor desenvolvimento, pois estão entrosados com os alunos do ensino regular os dito "normais", tendo uma troca de experienciais, este ensino regular buscando subsídios para a interação, socialização e desenvolvimento dos alunos com necessidades especiais (MASINI, 2005 apud MONTEIRO E LUSTOSA, 2008).

 

Mas devemos destacar que o Ensino especial não pode ser desprezado, ainda algumas crianças freqüentam e precisam dele e têm o direito de frequentar tais escolas.

A participação dos alunos com deficiência nas aulas de Educação Física é de extrema importância, assim elas desenvolverão as capacidades, perceptivas, afetivas, favorecendo a sua autonomia, criticidade e independência (SOLER, 2005 p.105).

 

Chegada à hora em que os profissionais deveriam abandonar as práticas excludentes de integração, como as salas especiais e adotar práticas pedagógicas inclusivas na sua essência, planejando atividades que desenvolva a cooperação e o respeito. Hoje a educação inclusiva apesar de ainda tímida é uma realidade no Brasil, temos que investir cada vez mais nessa idéia.

 

METODOLOGIA

 

Este é um estudo de caso que de acordo com GIL (2006, p.72) é caracterizado pelo estudo profundo e exaustivo de um ou de poucos objetos, de maneira a permitir o seu conhecimento amplo e detalhado, tarefa praticamente impossível mediante os outros tipos de delineamentos considerados. E Caracteriza-se como sendo do tipo descritivo, que tem como objetivo primordial à descrição das características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis (GIL, 2006 p.44).

Considerando que deve existir uma coerência entre o referencial teórico e os procedimentos metodológicos, sendo assim a proposta metodológica será do tipo qualitativo. Os estudos que empregam uma metodologia qualitativa podem descrever a complexidade de determinado problema, analisar a interação de certas variáveis, compreender e classificar processos dinâmicos vividos por grupos sociais contribuir no processo de mudança de determinado grupo e possibilitar, em maior nível de profundidade o entendimento das particularidades do comportamento dos indivíduos (RICHARDSON, 1999 p.157).

A partir da problemática deste trabalho em buscar como se da a prática pedagógica do Professor de Educação Física Escolar com deficiente, mostra-se de suma relevância o contato direto e prolongado com o professor, tornando-se assim uma rica fonte de dados.

 

POPULAÇÃO E AMOSTRA

 

A pesquisa foi realizada em uma escola da rede Municipal de ensino situado na cidade de Aracaju-Se, com um professor com deficiência.

De acordo com LAKATOS (2001 p.108) População é o conjunto de seres animados ou inanimados que apresentam pelo menos uma característica em comum. A delimitação do universo consiste em explicar que pessoas ou coisas, fenômenos etc. serão pesquisados, enumerando suas características comuns, como, por exemplo, sexo, faixa etária, organização a que pertencem. A pesquisa foi realizada em uma escola da rede Municipal de ensino situado na cidade de Aracaju-Se, com um professor com deficiência.

A pesquisa ora apresentada, o estudo de caso foi utilizado devido à dificuldade em encontrarmos professores que estivessem exercendo a pratica pedagógica em Educação Física Escolar. Buscamos professores, mas efetivamente só encontramos um professor em atividade na rede de ensino municipal de Aracaju-se.

O estudo de caso é um estudo empírico que investiga um fenômeno atual dentro do seu contexto de realidade, quando as fronteiras entre o fenômeno e o contexto não são claramente definidas e no qual são utilizadas varias fontes de evidencia (YIN, 1981 apud GIL, 2006 P.73).

 

 

INSTRUMENTO DE COLETA

 

Adotaremos como instrumento de coleta a observação e a entrevista, usaremos dois instrumentos pelo fato da amostra ser Professor com Deficiência visual, pois existe limitação na nossa amostra, assim tornará mais fácil à coleta dos dados.   

Observação utiliza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade. Não consiste apenas em ver e ouvir, mas também em examinar fatos ou fenômenos que deseja estudar (LAKATOS, 2001 p. 107), e a entrevista.

Entrevista é uma conversação efetuada face a face, de maneira metódica; proporciona ao entrevistador, verbalmente a informação necessária (LAKATOS, 2001 p.107).

Formulamos perguntas curtas e objetivas e estruturadas, para obtermos um resultado significativo para a conclusão de nossa pesquisa. Instrumento de coleta, ainda indicando como a pesquisa será realizada, deve-se anexar ao projeto os instrumentos referentes às técnicas selecionadas para a coleta de dados.

 Desde os tópicos da entrevista, passando pelo questionário e formulário, a apresentação dos instrumentos de pesquisa deve ser feita, dispensando-se tal quesito apenas no caso em que a técnica escolhida for à observação (LAKATOS, 2001 p.113).

Utilizamos a analise de conteúdo trabalhamos para explicitarmos um melhor resultado. A Analise de conteúdo pode ser quantitativa e qualitativa. Existe uma diferença entre essas duas abordagens: na abordagem quantitativa se trata de freqüência das características que se repetem no conteúdo do texto. Na abordagem qualitativa se "considera a presença ou a ausência de uma dada característica de conteúdo ou conjunto de características num determinado fragmento da mensagem" (FRANCO, 2003 p.165).

Depois de formulado a estrutura da entrevista, foi testada para ter uma idéia da eficácia para nossa pesquisa, fomos até a secretaria municipal de Educação para solicitar permissão para coleta de dados e foi concedida à liberação para aplicação da entrevista com o professor de Educação Física com deficiência, fomos a campo, visitamos uma escola da rede Municipal de Ensino da cidade de Aracaju-se, por sinal fomos muito bem recebidos. O professor entrevistado respondeu a entrevista e expressou o tema interessante o tema da pesquisa. Após a coleta fomos para a analise dos dados que serão apresentados abaixo.

 

ANALISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

 

Para analise dos resultados foi utilizada a técnica de Analise de conteúdo de Franco (2003 p.165). Foram coletados dados apenas de um informante por dificuldade de contato com outros professores que possuem deficiência. Os dados coletados nesta pesquisa serão explicitados por meio descritivo, por acreditarmos que facilitam a compreensão do fenômeno estudado.

 

A primeira pergunta da entrevista que esta em anexo; Foi sobre o que o incentivou a estudar Licenciatura em Educação Física devido a sua deficiência, transcrevendo sua resposta.

Inicialmente, foi porque procurando área para trabalhar devido à deficiência visual, e foi dito a mim que a Educação Física era uma área mais fácil de trabalhar, porque ia lidar diretamente com gente e não com tantos papeis leitura, por essas coisas, então lhe dando diretamente com pessoas o trabalho era facilitado por não necessitar tanto do órgão visual. A Educação Física seria uma área mais fácil de trabalhar, em detrimento da deficiência (INFORMANTE D1).

 

 

Para a escolha da profissão é de extrema relevância a identificação com a área, mas não é o que vemos no dia a dia, muitas vezes é escolhido o que lhe renderá mais, neste caso na procura por uma área que lhe aceitasse devido à deficiência, se identificou com a Educação Física, na qual cumpre com total satisfação o seu papel é o que foi nos demonstrado em nossa observação.

 

Educação Física como área do conhecimento (disciplina acadêmica) ou ciência, que seria responsável pela produção de conhecimentos científicos sobre o "homem em movimento", nas perspectivas biológicas, psicológicas, sociológicas, etc. [...] Por conta desta concepção, de um lado, e de outro por causa da ampliação e diversificação do mercado de trabalho, já não mais restrito a Escola, surgiu à proposição, e implantação, do Bacharelado em educação Física. Na ânsia de atender ao mercado de trabalho, os currículos de Licenciatura em educação física, baseados neste modelo, sofreram um "inchaço", provocado pela incorporação de conteúdos ligados a novas áreas de atuação (musculação, ginástica aeróbica, educação física adaptada, etc) (BETTI E ZULIANI, 2002 p.75).

 

A segunda pergunta da entrevista refere-se ao receio ao se deparar com a realidade profissional, o qual nos respondeu:

Tive porque assim quando a gente esta fazendo faculdade, a gente trabalha num ambiente controlado, um ambiente pequeno, uma sala de aula, simulações, ou trabalhar em algum lugar, mas são ambientes controlados, quando chega aqui na escola publica, por exemplo, que a quadra é do tamanho oficial, uma quadra grande que no meu caso as crianças se distanciam do meu campo visual e fica difícil de controlar elas, me deparei com essa dificuldade porque para controlar as crianças num ambiente grande, da medo, da receio, até acostumar, para controlar num ambiente tão aberto, tão informal é perigoso e deu receio  realmente porque as dificuldades da visão atrapalha e as crianças também já não são crianças que tem educação tão bem feita porque os pais não tem um compromisso tão grande (INFORMANTE D1).

 

 

A realidade às vezes nos impõe receio, medo principalmente a alguém que possui algum tipo de deficiência, mas na pratica ao passar dos dias adquire confiança tanto em si como dos outros e é o que pudemos conferir nas aulas observadas, o Informante D1 tem um controle de turma, característica nem sempre observada nos professores que não tem deficiência, diante desta realidade compreendemos como o ser humano possui perspectivas e possibilidades de adaptação na diversidade.

 

Eu agora diria a nós, como educadores e educadoras: ai daqueles e daquelas, entre nós, que pararem com a sua capacidade de sonhar, de inventar a sua coragem de denunciar e anunciar. Ai daqueles e daquelas que, em lugar de visitar de vez em quando o amanhã, o futuro, pelo profundo engajamento com o hoje, com o aqui e com o agora, ai daqueles que em lugar desta viagem constante ao amanhã, se atrelarem a um passado de exploração e de rotina (PAULO FREIRE, 1980 apud VICENTE, 2006).

 

A terceira pergunta da entrevista, trata da resistência que enfrentou para atuar na área profissional escolhida, pontua o entrevistado:

Tive porque assim, quando eu estava na faculdade ainda, me formei na UNIT, as escolas particulares, elas ao perceber a deficiência se sentiam um pouco incomodadas e até amedrontadas, porque não confiavam na capacidade de um professor de Educação Física, deficiente visual dominar uma turma, então as escolas particulares só consegui trabalhar em uma durante a graduação, depois que me formei foi que eu fiz o concurso e como é um concurso não tem como negar, não tem como rejeitar a entrada na escola mas mesmo assim tiveram professores e ate algumas pessoas da equipe diretiva da escola que tinham receio e ate comentavam alguns diretamente comigo em nível de aconselhamento, em nível de conversar e saber se eu conseguiria e outros por trás comentando que talvez eu não conseguisse que não confiavam que era perigoso, isso foi acontecendo e com o tempo foi ganhando confiança do pessoal, fui mostrando que dava para trabalhar, não teve acidente, não teve nada, teve uma rotina normal de Educação Física , a criança se rala, cai se machuca mais coisas normais da aula de Educação Física, nada relacionado a deficiência (INFORMANTE D1).

 

 

Ainda há um grande preconceito diante das deficiências, há resistência, principalmente em escolas particulares, mas quem possui algum tipo de dificuldade ou alguma deficiência tem que insistir e mostrar que é capaz, o Informante D1 enfrentou varias resistência ao longo de sua carreia e acreditamos que ainda enfrenta, mas nem por isso desistiu e hoje é um profissional dedicado, criativo e reflexivo.

 

A quarta pergunta da entrevista refere se o professor enfrentou preconceitos e quais foram, ao exercer sua profissão:

Já sim porque em qualquer ambiente que você chega para trabalhar, por exemplo, em academia para você fazer a leitura de uma ficha, aproximando o rosto do papel, para fazer a leitura, na hora rola preconceito, rola piada, rola chacota e ate a desconfiança pela qualidade de trabalho seja escola ou academia, qualquer ambiente que um deficiente vá trabalhar e precise expor a sua deficiência durante o trabalho vai haver o preconceito é difícil não ter (INFORMANTE D1).

 

Hoje principalmente as deficiências ainda são tratadas com preconceito, são vistos como pessoas incapazes, fracas, tratadas como doentes, é preciso ser forte e enfrentar, sempre haverá algum tipo de preconceito, mas é com profissionalismo e dedicação que será vencido, procurar e se disponibilizar a adaptação ir a procura de métodos que os auxiliem na profissão escolhida, não basta apenas à inclusão profissional tem que haver interesse e perseverança para enfrentar as dificuldades.

 

Na quinta pergunta da entrevista, foi perguntado sobre o conceito de Inclusão e exclusão:

 

 

Eu acho assim que hoje em dia a gente tenta fazer a inclusão só que esta acontecendo o empurrão social e não a inclusão social, porque você pega uma pessoa deficiente física, por exemplo, e coloca ela numa atividade onde tem 30 pessoas que tem uma normalidade física você não esta fazendo uma inclusão social, você esta fazendo um empurrão social, ta incutindo aquela pessoa naquele ambiente mais aquela pessoa não esta conseguindo se adaptar. para haver inclusão  tem quer ter adaptação não das pessoas ao deficiente mas sim do deficiente as pessoas, porque as pessoas tem a vida normal delas e dificilmente vão querer retroceder, vão querer agir de maneira sem expectativa, vão querer crescer, agora tem que ser um ambiente controlado e que a atividade possa ser homogênea e que todos possam participar de uma maneira tranqüila. E a exclusão seria você tentar estar num ambiente e simplesmente por uma analise de quem esta de fora, você ser retirado ou evitar que você participe simplesmente por uma analise de alguém só isso, isso é exclusão (INFORMANTE D1).

 

 

Hoje vem se tentando botar em pratica a inclusão social na escola regular, só que não se trata apenas do fato de incluir, vários fatores tem que se modificar, a precariedade das escolas, vamos destacar as publicas, é grande a falta de estrutura física para receber pessoas com deficiência, a falta de profissionais preparados ou até preparados, mas acomodados, desta forma não esta incluindo e sim excluindo, diante das dificuldades as famílias acabam não incluindo seus filhos na escola normal.

 

[...] O professor que deverá trabalhar na escola inclusiva deve estar apto e conhecer os vários tipos de necessidades especiais, pois só assim poderá propor atividades integradoras (SOLER, 2005 p.105).

 

Na sexta pergunta da entrevista solicitamos, quais as dificuldades pedagógicas encontras ao ministrar as aulas de EDF:

 

A primeira é a percepção muito grande das crianças, porque quando as crianças percebem a deficiência, elas começam a se utilizar disso às vezes de maneira boa, com carinho, às vezes com apego e às vezes percebem uma distancia da acuidade visual, se afastam e às vezes aprontam longe o que não fariam perto, porque sabem que eu não estaria enxergando. Tem dificuldade de preenchimento de alguns documentos burocráticos, diários, fichas, essas coisas que tem que ser auxiliado por outra pessoa da coordenação e tem também a aquisição de materiais didáticos que hoje em dia ainda são impressos, seja no papel ou na visualização no computador ainda requer leitura a dificuldade de adquirir material didático também é complicado, mas dá se um jeito (INFORMANTE D1).

 

 

As dificuldades ao ministrar as aulas sempre haverá para qualquer professor, primeiro planejar uma aula para que atinja a todos, que seja interativa e com total participação, pensando nesta pratica ministrada por um professor com deficiência, é que haverá mesmo dificuldades, como foi mostrado pelo Informante, muitas vezes as crianças se aproveitam da situação, com a experiência do dia a dia, terá maturidade para contornar as dificuldades.

 

A sétima pergunta da entrevista refere-se aos métodos pedagógicos utilizados pelo professor ao elaborar as aulas teóricas e praticas:

 

Na teoria eu to utilizando oficina de produção, passo atividade eles produzem em sala, textos, desenhos ou montagem com massa escolar quando tem o material, porque escola publica nem sempre tem e depois eles tem oportunidade de mostrar aos colegas o que eles produziram, então isso é bom porque eles acabam criando uma relação de interatividade maior com os colegas.

Na aula pratica, há uma aula pratica relacionada a aula teórica se for o corpo humano, uma aula pratica de demonstração anatômica, se for uma aula de sistema cardio-respiratorio, um exercício que vá fazer  com que eles tenham uma freqüência cardíaca maior ou respiração mais forçada, para que sinta aquele órgão, se for uma aula do tipo esportiva var ter uma aula daquele esporte e a 3ª aula, que são 3 aulas por semana que a 3ª também é pratica, 1ª teórica a 2ª pratica relacionada ao conteúdo teórico e a 3ª recreação livre futebol ou queimado que é o que eles buscam, o que eles tiveram antigamente com outros professores, não pode deixar de ter, então a atividade simplesmente recreativa eles tem também, a ultima aula da semana deles (INFORMANTE D1).

 

 

O método utilizado pelo professor é o da cultura corporal, sendo adaptado à realidade da comunidade em que a escola esta inserida, onde para cada aula teórica ele aplica uma aula pratica para que o conteúdo seja assimilado pelos alunos com maior clareza, forçando assim ao professor ter criatividade para expor as aulas.

 

A oitava pergunta da entrevista refere-se aos conteúdos trabalhados nas aulas de EDF, descrita a seguir:

 

Eu comecei esse ano o corpo humano a gente parte para sistema cardio-respiratorio, sistema de defesa do corpo em relação a microorganismos por causa da dengue, tipos de gripe, como é uma comunidade que não tem um saneamento muito bom então tem que ser trabalhado isso, conscientização social, conteúdos desportivos, para que possam ser aplicados aqui na quadra, todos tipos de conteúdo que possam se relacionar com a sociedade, qualquer conteúdo que possam utilizar em casa, nada que vá ficar na sala (INFORMANTE D1).

 

 

O Informante D1 vem aplicando devidamente seus conteúdos levando em consideração a comunidade e os alunos que dali fazem parte, como citou em sua resposta é uma comunidade carente, então começou o ano letivo explanando sobre o corpo e das doenças, para que desde de criança se conscientizem dos cuidados a serem tomados desde a saúde aos jogos.

 

A nona pergunta da entrevista foi sobre se sente dificuldade em controlar a turma e de que tipo:

 

Sinto dificuldade do tipo da acuidade visual, você esta num ambiente grande, as crianças se afastam corre, você perceber de longe o que esta acontecendo é tranqüilo, mas para uma pessoa que tem uma deficiência visual é mais complicado porque tem que ter movimentação quase que cem por cento do tempo da aula, tenho que alcançar os 2 pontos da quadra para poder observar o que esta acontecendo, mas já criei um mecanismo com os alunos que alguns deles viraram dedo duro durante a aula, porque se alguns deles perceber que alguém esta fazendo alguma coisa errada ai eles falam "tio"... e como já percebem o fato da deficiência, falam oi tio é aquele ali de camisa azul que ta lá longe no cantinho, então eles já se adaptaram também os que já me conhecem desde o ano passado, viraram digamos os meus dedo duro também já me ajudam, tive que criar esse mecanismo para poder trabalhar com eles e quebrar essa dificuldade (INFORMANTE D1).

 

 

O professor mantém um controle da turma de uma forma admirável, em relação às deficiências as dificuldades são visíveis, e devido à experiência acabam criando mecanismos para superar tais dificuldades, é o que foi observado nas aulas do Informante D1, ele se movimenta todo o tempo pela quadra e com a ajuda de alguns alunos consegue controlar sua turma.

 

A décima pergunta da entrevista buscou averiguar se os alunos são mais participativos nas aulas de EDF, pela deficiência.

 

São participativos porque posso falar da realidade que trabalho e que já trabalhei também, não posso falar nem das escolas do estado nem da particular, mais as escolas da prefeitura as crianças participativas, elas vem de comunidades onde não tem muito lazer não tem muita atenção das pessoas nem do bairro, tem dos pais dos parentes, mas das pessoas da rua, do bairro, e chegam num ambiente onde os professores estão ali para dar atenção, estão ali para aplicar atividades, então elas terminam se entregando, para aproveitar aquele momento de atenção, de atividade, de uma boa merenda que eles tem, tem tido um tempo regular de merenda boa, eles vem para um ambiente propicio a colaborar e como já vem com esse pensamento eles colaboram e participam bem da aula as vezes até demais, onde ate enche a cabeça da gente um pouco, porque querem demais a gente termina não agüentando, porque a gente da aula todo dia o dia todo e termina não agüentando (INFORMANTE D1).

 

Para uma total participação dos alunos, principalmente de crianças existem vários fatores, por exemplo: a realidade em que vive a aula ser atrativa e a interação professor/ aluno. Neste contexto trata-se de uma comunidade carente onde pouco possui em relação a lazer e atenção diretamente a elas por parte da sociedade, então a escola em especial as aulas de EDF, onde tem um momento de aprendizagem e lazer num só ambiente e referindo-se a comunidade carente a merenda torna-se um grande atrativo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

 

As pessoas com deficiência vêm tomando seu espaço, que por muitos anos restringiu-se à exclusão social, hoje é vista de outra maneira, com menos preconceito e inclusão, aceita em diversas profissões. Em relação a pratica pedagógica foco principal deste artigo, realmente a prática é difícil como é para qualquer pessoa, basta ter força de vontade e compromisso em aprender e ensinar, pois é a realidade um professor de Educação Física com deficiência, numa pratica bem organizada, assim como as aulas teóricas, o professor demonstra ter conhecimento e interesse da área e um controle de turma invejável.

 

Procurando resposta para problemática deste artigo, observamos que a pratica pedagógica e desenvoltura do professor deficiente é bem elaborada, enfrenta alguns obstáculos, mas superados, ele procurou desenvolver mecanismos com ajuda de alguns alunos e assim vem crescendo sua experiência e com total participação da turma, tal responsabilidade e interesse por sua profissão serve como espelho para qualquer profissional é uma lição de vida.

 

Este artigo busca fornecer subsídios para uma nova Educação Física, por ser uma pesquisa inovadora. Que através da observação da Prática Pedagógica do professor deficiente, sirva de lição e conscientize as pessoas a respeitá-los e dar oportunidades, pois todos somos capazes e sejam encarados do jeito que realmente são, profissionais competentes e dedicados. Que seja de grande relevância para os acadêmicos da área, despertando pesquisas através desta temática.

 

Desta forma buscaremos trabalhar uma Educação Física inclusiva, recebendo e incentivando a todos sem distinção, é uma tarefa árdua mais não impossível e é através de nossas mãos que trabalharemos numa educação transformadora.

SOBRE OS AUTORES: Cândida Luísa Pinto Cruz, Professora da Universidade Tiradentes do curso de Educação Física, e-mail: candida@infonet.com.br;

José Irlan das Graças, graduando do curso de Educação Física em Licenciatura da Universidade Tiradentes, e-mail: irlan_gracas@hotmail.com;

 

REFERÊNCIAS

 

BETTI, Mauro; ZULIANI, Luiz Roberto. Educação Física Escolar: Uma proposta de Diretrizes Pedagógicas. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte. Bauru, 2002.

 

 

FRANCO, Maria Laura Puglisi Barbosa. Analise de conteúdo. – Brasília: Plano Editora, 2003.

 

GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 2006.

 

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do trabalho Cientifico: Procedimentos básicos, pesquisa bibliográficas, projeto e relatório, publicações e trabalhos científicos. 6ª Ed. São Paulo: Atlas, 2001.

 

MAZARO, Leonete Dalla Vecchia [ et. al.]. Algumas discussões sobre o trabalho docente na perspectiva do desenvolvimento e da escolarização da pessoa com Deficiência. Congresso Brasileiro de Educação Especial, 3. , 2008, São Carlos, Anais 2008.

 

MONTEIRO, Rafaella Lobato C. Sá; LUSTOSA, Ana Valeria m. Fortes. Educação Inclusiva : E os Professores o que pensam?. Congresso Brasileiro de Educação Especial, 3. , 2008, São Carlos, Anais 2008.

 

OMOTE, Sadao. Perspectivas para conceituação de deficiência. Araraquara, 1994.

RESENDE, Helder Guerra; SOARES, Antonio Jorge Gonçalves. Elementos Constitutivos de uma proposta curricular para o Ensino-Aprendizagem da Educação Física na Escola: Um Estudo de caso. Revista Perspectivas em Educação Física Escolar. Niterói: EDUFF, 1997.

 

RICHARDSON, Roberto Jarry. Pesquisa Social: Métodos e Técnicas. São Paulo: Atlas, 1999.      

 

SOLER, Reinaldo. Educação Física Inclusiva: em busca de uma escola plural. Editora Sprint: Rio de Janeiro, 2005.

VICENTE, Nazaré de Fátima Miguel. Relação Professor Aluno. Brasília, 2006.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/ciencia-artigos/a-pratica-pedagogica-do-professor-de-educacao-fisica-escolar-com-deficiencia-2313703.html

    Palavras-chave do artigo:

    deficiencia

    ,

    pratica pedagogica

    ,

    professores

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    shirleidy de sousa freire

    Elencam-se questões referentes a uma temática bastante polêmica no mundo de hoje. Refere-se à inclusão de alunos com necessidades especiais que estão inclusos no ensino regular. Enfocaram-se algumas infoemações referentes ao histórico da educação especial no contexto brasileitro.

    Por: shirleidy de sousa freirel Educação> Educação Onlinel 25/06/2011 lAcessos: 2,955

    Este trabalho cita as principais características que um coordenador deve possuir a fim de que possa acompanhar o funcionamento e desempenho de toda unidade escolar, assim como as atitudes que o mesmo deve tomar para que este trabalho seja proveitoso e possa integrar a gestão escolar, professores, alunos e comunidade local oferecendo sugestões, levantando discussões, sugerindo mudanças e solucionando conflitos de forma profissional, sem deixar que o lado humano o guie por entre esses caminhos.

    Por: Ertha Vianal Educaçãol 19/02/2011 lAcessos: 354
    Erineia nascimento da Silva

    O professor que atua com alunos especiais, precisa ter o perfil de um profissional pesquisador preocupado em desenvolver um bom trabalho não esquecendo de levar em consideração fatores que são sem duvida relevante e que contribuirá de forma efetiva na organização e na rotina de suas atividades pedagógicas, para isso, o primeiro passo a ser dado afim de minimizar o problema de aprendizagem e convívio social com a turma e conhecer o perfil do aluno, a deficiência que ele tem.

    Por: Erineia nascimento da Silval Educaçãol 13/08/2014 lAcessos: 12

    As disciplinas da área de educação são essenciais à formação do docente além de obrigatórias nos cursos de licenciatura. A determinação do perfil do docente e a discussão dos aspectos didáticos e metodológicos do professor nas disciplinas específicas do curso de Ciências Biológicas são objetivos principais dessa pesquisa. O Projeto procura valorizar a formação dos professores/alunos,sob a visão de um professor reflexivo, em que deve ter competências mais amplas para lidar no processo educacional

    Por: Kelley Cristiny Pereira Piresl Educação> Ensino Superiorl 16/03/2009 lAcessos: 5,436

    O presente estudo tem como objetivo investigar as características que compõem o perfil do "bom professor" na percepção dos acadêmicos do curso de Pedagogia de uma Instituição de Ensino Superior em Anápolis, Go. identificando os métodos e linhas pedagógicas adotadas e a influência da atuação dos docentes na formação desses acadêmicos.

    Por: Ana Cláudia Oliveira Nunesl Educação> Ensino Superiorl 04/01/2011 lAcessos: 12,287 lComentário: 1

    Este trabalho tem como ponto de partida a coleta de informações a cerca da deficiência. Partindo do histórico das deficiências, buscou-se fazer um retrospecto histórico, abrangendo como foco a Deficiência Intelectual. Tendo assim como objetivo compreender a importância do jogo enquanto atividade lúdica, no desenvolvimento e aprendizagem da criança com Deficiência Intelectual.

    Por: Carina Heil Albrechtl Educaçãol 09/09/2010 lAcessos: 7,683 lComentário: 4

    Esta pesquisa teve como objetivo investigar a experiência de inclusão escolar de uma criança com deficiência física. Partindo do processo histórico de construção das políticas públicas voltadas às necessidades educacionais especiais, problematizou-se o modo de formulação e implementação das políticas de inclusão, atentando para a necessidade de compreender sua efetivação concreta. Partindo de uma perspectiva fenomenológica, a pesquisa recorreu à reconstrução biográfica do processo de inclusão.

    Por: Flainyl Educação> Educação Infantill 09/01/2014 lAcessos: 76

    Este estudo focaliza a formação do professor na educação infantil, visando analisar como ocorre esta formação num contexto escolar. A pesquisa teve como objetivo investigar quais estratégias didáticas são necessárias para que um professor seja bem sucedido na educação infantil.

    Por: Rosimar Nádila O. Saraival Educação> Educação Infantill 19/10/2010 lAcessos: 7,197
    Ilma Aparecida Gonçalves

    Este trabalho busca investigar os conflitos, condições de trabalho e o bem estar dos professores, bem como verificar seus suas angústias e, principalmente, sua autoestima no cotidiano escolar. Com o interesse de conhecer e mostrar a realidade docente, o presente estudo verifica se as condições de trabalho e saúde relacionam-se com a com a construção da práxis docente. Os resultados demonstraram que há uma precariedade nas condições de trabalho docente e algumas considerações a mais.

    Por: Ilma Aparecida Gonçalvesl Educação> Ensino Superiorl 21/06/2010 lAcessos: 779 lComentário: 1
    Paulo Azze

    Explicações sobre a corrente elétrica alternada (CA), seus os componentes (ativos e reativos) e o seu cálculo de forma simplificada.

    Por: Paulo Azzel Educação> Ciêncial 15/09/2014
    Paulo Azze

    Aborda aspectos relacionados ao comprimento das resistências de chuveiros, atendendo uma dúvida de amigo sobre questões do ENAD.

    Por: Paulo Azzel Educação> Ciêncial 15/09/2014
    Ademar dos Santos Lima

    Este trabalho teve como objetivo o estudo e esclarecimento sobre o dilema da teoria social, por meio de pesquisas bibliográficas e documental, com base nos artigos científicos de Dalbosco (2010), Carvalho (2013), Lília (2009), Morigi (2004), Netto (2012 e Maia in Connell (2009).

    Por: Ademar dos Santos Limal Educação> Ciêncial 04/09/2014 lAcessos: 23
    Ademar dos Santos Lima

    Resumo O presente artigo teve como finalidade, efetuar uma análise acerca da Teoria das Representações Sociais (TRS) e possível aplicação desta no âmbito de pesquisas em educação. Tratou-se, portanto, de um texto especificamente teórico e de pesquisa qualitativa, o qual teve como embasamento teórico os textos em teoria das representações sociais de Prado e Azevedo (2011), Rateau et al (2012), Mazzotti (1994) e, a técnica de investigação empregada foi bibliográfica e documental. Palav

    Por: Ademar dos Santos Limal Educação> Ciêncial 04/09/2014
    Luddy Travassos

    Os indivíduos que sofreram lesão no Sistema Nervoso Central, que comprometeram os neurônios motores, na coordenação dos impulsos, demasias dos reflexos, espasmos, alterações da fala e conduções, também podem ser apercebidas pelos familiares do paciente através de alterações comportamentais cotidianas desde a sudorese, anestesia labial, tremor de mãos e pés, e qualquer anomalia derivada de distúrbios de estresses ou demais descargas de tensão.

    Por: Luddy Travassosl Educação> Ciêncial 31/08/2014

    Sugestões com técnicas de estudo e leitura. Texto destinado a estudantes do ensino médio. pode ser aproveitado por todo leitor

    Por: NERI P. CARNEIROl Educação> Ciêncial 10/08/2014

    Ensinar as crianças a ler, a escrever e a se expressar de maneira competente na língua portuguesa é o grande desafio dos professores das quatro primeiras séries do Ensino Fundamental. Existem mudanças importantes sendo realizadas: vários Estados estão remodelando seus currículos e investe-se mais na atualização dos professores.

    Por: Lecy Aparecida Martinsl Educação> Ciêncial 28/07/2014 lAcessos: 30
    Milene Macedo

    O mundo e os seres vivos não são constituídos por substâncias puras, no dia a dia a maioria dos sólidos, líquidos e gases aos quais se conhece são formados por misturas. Essas são constituídas por duas ou mais substâncias, e estão presentes no cotidiano de um laboratório e de indústrias. As misturas podem ser classificadas de diversas maneiras, por exemplo, como heterogêneas ou homogêneas. Muitas vezes os componentes de uma mistura são aplicáveis apenas quando separados.

    Por: Milene Macedol Educação> Ciêncial 15/07/2014 lAcessos: 46
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