A utilização do jogo tri-lance como recurso didático em operações com números inteiros no ensino de matemática

Publicado em: 16/11/2013 |Comentário: 0 | Acessos: 95 |

1.   Introdução 

        São notáveis as dificuldades de alguns alunos do Ensino Fundamental em relação à conteúdos de matemática, muitos passam por esse nível de escolarização sem terem adquiridos conhecimentos necessários para seguir seus estudos. Foi pensando em trabalhar as dificuldades dos alunos no conteúdo de adição e subtração de números inteiros que sempre tive em mente desde semestres iniciais da faculdade, quando ainda tínhamos que fazer seminários sobre algum conteúdo que nos interessasse que faria um trabalho de conclusão de curso sobre jogos como material didático para o ensino de matemática. Pois acredito que a partir do momento que o aluno deixa de ser apenas um expectador as aulas se tornam mais atrativas possibilitando haver a interação aluno/conteúdo.

            Por meio de uma aula de observação de estágio pude perceber como são grandes as dificuldades dos alunos quando se trata de Adição e Subtração de Números Inteiros, então comecei a pesquisar sobre alguns jogos que poderiam auxiliar no ensino desse conteúdo para turmas de 6ª séries, e encontrei após várias pesquisas em livros e internet um jogo chamado TRI-LANCE desenvolvido por um aluno do curso de mestrado em Educação Tecnológica no CEFET-MG. Esse jogo além de muito criativo possibilita entendimento mais claro do conteúdo. Para obter maiores detalhes, entrei em contato com o mentor do jogo via email, o qual me forneceu materiais necessários para dar continuidade à pesquisa aqui apresentada.

            Tendo escolhido o Tri-lance como uma alternativa didática para o ensino de Adição e Subtração de Números Inteiros foi aplicado na turma da 6ª Série B do Ensino fundamental do Centro Municipal Antenor Soares da Cidade de Tangará da Serra - MT.

            Que possibilitou descrever como são as aulas ministradas com auxílio do jogo e levantar algumas conclusões sobre sua eficiência.

 

2. O Jogo como motivação da aprendizagem

 

            É notável que os alunos durante a vida escolar apresentam falta de interesse em relação a conteúdos matemáticos e possivelmente a causa dessa falta de motivação dos alunos deve-se ao pouco uso da ludicidade no processo de ensino aprendizagem. Ocorre por parte dos professores, na maioria das vezes a transmissão dos conteúdos de forma totalmente teórica sem uso de um material didático frente a tal fato os alunos não passam de receptores de informações e isso torna as aulas monótonas e desinteressantes.   No documento do Ministério da Educação e Cultura - MEC denominado Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN's (2006, p.80): ao reportar – se ao processo de ensino e aprendizagem faz a seguinte ressalva, "uma primeira corrente, historicamente a mais presente em nossas salas de aula de Matemática, identifica o ensino com transmissão de conhecimento, a aprendizagem como mera recepção de conteúdos (...)".

            Essa é uma das realidades que ainda estão presentes em nossas salas de aula, dessa forma o aluno só aprende se ele estiver totalmente interligado no que o professor está falando, do contrário a sua atenção se dispersa por inúmeros motivos e assim o aluno supõe que tenha aprendido a matéria sem havido entendimento da mesma.

            O jogo como motivação é o fator decisivo no processo de aprendizagem, mas se não houver por parte do professor essa motivação o aluno não desenvolverá a aprendizagem escolar e se têm obtido resultados eficazes quando o jogo é usado como motivador das aulas de forma correta pelo professor. E é aí que surge a necessidade de haver os jogos como motivação às atividades escolares para que haja esforço voluntário.  A maior falha de muitos professores está em não planejar aulas diferenciadas, ficando desse modo professor e aluno sem diálogo. O professor querendo ensinar e os alunos não querendo aprender.

            O jogo consiste em apresentar aos alunos estímulos e incentivos que lhes favoreçam determinado tipo de conduta. Para que o aluno aprenda é necessário que ele queira aprender, por isso é muito importante que o professor saiba motivar os alunos criando novas situações em que brincar proporciona estímulos ao aprender matemática.         O aluno deverá despertar a vontade de aprender a matemática, mas alguns dessesalunos sentem uma dificuldade que dificultando essa aprendizagem, encontramos uma citação onde explica melhor esse fato.

 

Motivo para a introdução de jogos nas aulas de matemática é a possibilidade de diminuir bloqueios apresentados por muitos   de nossos alunos que temem a Matemática e  sentem-se incapacitados para aprendê-la. Dentro da situação de jogo, onde é impossível uma   atitude passiva e a motivação é grande, notamos  que, ao mesmo tempo em que estes alunos falam Matemática, apresentam também um melhor desempenho e atitudes  mais positivas frente a seus processos de aprendizagem. (BORIN, 1996, pg. 9 apud GROENWALD e TIMM, 2004 p. 2).

 

 

            Muito de nossos alunos hoje possuem tem uma enorme dificuldade no que diz respeito à matéria de matemática, pois muitos sentem medo, desconforto e encaram a matemática como um monstro, dificultando o aprendizado. E pensando nisso o professor deve procurar interagir com o estudante deixando as mais atrativas e descontraídas, por meio de jogos, utilizando os mesmos como recurso metodológico, oferecendo várias situações favoráveis à aprendizagem.

            Mas o professor deverá ter muito cuidado ao escolher um material diferenciado, segundo PASSOS (2007), "Os autores enfatizam ainda que os professores não podem "subjugar sua metodologia de ensino a algum tipo de material porque ele é atraente ou lúdico"... nenhum material é valioso por si só."

            Não podemos descartar que a teoria e a prática devem andar juntas, pois não há uma maneira de o aluno entender somente por meios de jogos. Compreendemos que um melhor entendimento do aluno terá que ser decorrente de um embasamento teórico. A importância de se trazer jogos para a sala de aula é na preocupação de tirar o aluno da situação de simples expectador para um participante e mesmo realizador das aulas, assim os motivarem a trabalhar a teoria com a prática e até mesmo tirar dúvidas.

 

Segundo Ewbank (1977), o livro não ensina conceitos. Ele pode apenas tentar explicar certas regras e procedimentos e exercitar seu uso. Conceitos matemáticos são aprendidos somente por experiência. Nós todos sabemos que, por exemplo, o perfume de uma rosa ou a dissonância de sons não podem ser aprendidos lendo descrições verbais sobre eles em um livro. Você tem que experimentá-los. É o mesmo com idéias matemáticas. (PASSOS, 2007, Pg. 9)

 

            Sendo assim a teoria é muito importante na matemática, mas essas teorias não podem ser transmitidas apenas com leituras, é preciso que o aluno faça atividades para a fixação das mesmas e também para um conhecimento mais completo é ai que o jogo pode estar suprindo o que não foi entendido na teoria.

 

3. Tri – Lance Jogo alternativo para ensinar adição e subtração de números inteiros para alunos de 6ª Série.

 

            Esse é um jogo que foi desenvolvido por Bruno Bragança (Estudante de Mestrado em Educação Tecnológica no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, CEFET/MG, Brasil), cujo objetivo é auxiliar o ensino de adição e subtração de números inteiros, pois esse na visão do formador e inventor do jogo é um conteúdo de difícil aprendizagem por parte dos alunos. Nas palavras de Bragança temos:

 

O ensino de soma e subtração de números inteiros na 6ª série do ensino fundamental já tem várias formas inovadoras de ser feito. Mas essas formas inovadoras já não inovam tanto, porque não mexem mais com os alunos e principalmente com os professores. (BRAGANÇA, 2007, Pg. 1)

           

            A partir da preocupação de mexer com os alunos é que iremos desenvolver esse jogo o qual é constituído de uma trilha. Bragança (2007, p. 01) após inúmeras Discussões em aulas de laboratório de matemática no Centro Universitário de Caratinga – UNEC e de uma observação de crianças jogando um jogo de trilha decidiu sentar e montar esse jogo simples, mas eficiente, e que torna possível o ensino da soma e subtração de números inteiros. O mentor desse jogo afirma que o professor não deve "querer encontrar tudo pronto, a metodologia está aí, os textos, artigos, livros, resenhas, estão espalhados por bibliotecas, internet, etc." (Bragança 2007 p. 01).

            Na 6ª Série o aluno apresenta uma noção bastante elementar do conjunto dos números inteiros que são números positivos e negativos, e cabe ao professor nessa série aprofundar e tornar possível a compreensão desse conjunto numérico e das operações que envolvem os mesmos, posteriormente trabalhar o conteúdo de adições algébricas desses números e é nesse momento que surgem as barreiras no entendimento dos alunos da 6ª série.

            Para eles compreenderem o que significa o tal jogo dos sinais, em que na maioria das vezes se ouve dizer "mais com mais é mais, menos com menos é mais, mais com menos é menos e na soma ou subtração se conserva o sinal do maior". Esses conceitos nos parecem confusos para iniciantes no estudo de números inteiros. E no ensino atual nas escolas a grande maioria dos professores utiliza exemplos de extratos bancários, cartas de baralho, compras e vendas e tantos outros exemplos encontrados nos livros didáticos, frente a tal situação Bragança (2007, Pg. 02) nos alerta, "Mas os professores, em sua grande maioria, já se acomodaram com os exemplos usados pelos livros e não usam mais esse material concreto".

            É a partir dessa ideia que utilizaremos nessa pesquisa, o jogo TRI-LANCE como uma opção de auxílio no ensino da adição e subtração de números inteiros, no intuito de perceber se o jogo pode ser considerado uma alternativa metodológica para auxiliar no ensino e aprendizagem dos Números Inteiros.

 

4. O Tri-Lance

 

            A palavra Tri-Lance para o autor em foco significa pela etimologia da palavra o

seguinte: Tri – três jogadas Lance – as jogadas dos dados. Nas palavras de Bragança iremos descrever como o jogo surgiu:

 

Este jogo veio como resposta a uma indagação de uma turma do curso de Licenciatura em Matemática do Centro Universitário de Caratinga - UNEC no 2º semestre do ano de 2006 na disciplina Laboratório de Matemática. Ao discutirmos sobre o uso de jogos em sala de aula para o ensino de matemática, nos deparamos com uma realidade diferente, os livros didáticos trazem jogos sim, mas não para o "ensino" e sim para revisão de conteúdo. O Tri-Lance surge então como um jogo destinado ao ensino de soma e subtração de números inteiros seguindo também as 6ª etapas citadas por Dienes. (BRAGANÇA, 2007 Pg. 04)

 

 Esse é um jogo que comporta os seguintes materiais:

 

1 Tabuleiro com uma trilha

1 dado branco

1 dado verde

1 dado de sinais de mais (+) e menos (-)

2 pinos

 

 5. Metodologia

 

            O Tema da pesquisa surgiu através das aulas de estágio do curso de Licenciatura em Matemática onde nós tínhamos que fazer observações de aulas, e uma dessas observações foram feitas em uma turma de 6ª série onde o conteúdo apresentado pela professora regente da turma era adição e subtração de números inteiros, então pode presenciar a professora ensinando os alunos através de extrato bancário, dívidas e percebi que a turma pouco entendeu o conteúdo dessa maneira que estava sendo explicado. Após presenciar esse fato comecei a investigar algum jogo que pudesse auxiliar no ensino desse conteúdo, pois acredito que o jogo seja uma maneira de envolver o aluno com o conteúdo.

            Procurei na internet por vários dias até que encontrei um jogo chamado Tri-Lance desenvolvido por Bragança (2007), assim iniciei o estudo sobre o jogo, busquei entender como se jogava entrei em contado com o mentor do jogo por e-mail onde ele me deu todas as coordenadas necessárias para dar continuidade a pesquisa.

            Escolhido o jogo procurei uma escola que me liberasse para aplicar o jogo em uma turma de 6ª série, então como já conhecia o professor César que é efetivo no Centro Municipal de Ensino "Antenor Soares" entrei em contato com ele onde foi possível me ceder à sala da 6ª Série - B para aplicar e coletar os dados necessários para a pesquisa, tento a liberação das aulas preparei todo o material necessário para aula, onde montei 30 jogos Tri- Lance para os alunos.

            Essa pesquisa tem como propósito fazer uma análise qualitativa, método esse que melhor interpreta os dados que coletamos com os alunos durante o jogo Tri-lance. Segundo Demo (2000 p. 151):

 

São consideradas metodologias qualitativas, por exemplo, pesquisa participante, pesquisa ação, história oral, observação de cariz etnometodológico, hermenêutica, fenomenologia, levantamentos feitos com questionários abertos ou diretamente gravados, análises de grupo, que, como vemos, abrigam horizontes bastante heterogêneos.

 

            Com base na metodologia acima citada foi aplicado o jogo Tri-lance durante 3 (três) aulas na turma de 6ª série – B da Escola Municipal Antenor Soares na cidade de Tangará da Serra - MT, primeiramente retomamos alguns conceitos de Números inteiros, pois o aluno ao chegar na 6ª série ele tem uma idéia bastante elementar do conjunto dos números inteiros que são números positivos e negativos, e cabe a nós professores nessa série aprofundar e tornar possível a compreensão desse conjunto numérico e das operações que envolvem os mesmos.

            Depois que retomamos os conceitos de Números Inteiros entramos no conteúdo de soma e subtração desses números e é nesse momento que começa a barreira no ensino com números inteiros na 6ª série. Então nesse momento apresentamos o Jogo Tri-Lance que foi criado com intuito de auxiliar nesse conteúdo de matemática.

            Fizemos uma apresentação aos alunos de como o jogo funciona, qual é a idéia que o jogo propõe após essa apresentação começamos o jogo dentro da sala de aula. Foram formados pequenos grupos de 3 (três) alunos e distribuído o material, cada grupo recebeu o jogo que é composto por uma tabuleiro, 3 (três) dados sendo um verde, um branco e um com os sinais de mais (+) e menos (-), 3 (três) pinos para representar cada aluno na jogada, uma legenda onde terá as instruções do jogo e uma planilha para fazer as anotações das jogadas.

            No início para saber quem saia na frente no jogo, os três alunos que fazem parte do jogo, jogaram uma vez o dado branco e começou aquele que tirou o maior número, fizemos um treinamento antes de iniciarmos o jogo valendo para que as regras ficassem claras.

            Os alunos jogaram alternadamente seguindo a ordem que é ditada na cor da casa que está no tabuleiro todas as vezes que o aluno jogar um dado anota-se na tabela o resultado, por exemplo, o aluno joga o dado branco anota o valor que saiu, depois joga o dado de sinais e anota o sinal, depois joga o dado verde e anota o valor que saiu, seguindo as regras eles puderam analisar os resultados e verificaram se estava correto os resultados finais, para anotar esse resultado final o aluno observou se ele andou para trás utilizando o sinal de menos (-) ou se ele andou para frente utilizando o sinal de mais (+).

            E assim ganhava o jogo o aluno que chegava à última casa onde era chamada de FIM, ou quando o tempo se esgotava e aquele que estiva na frente era o vencedor.

            Após o jogo foi aplicado às atividades propostas pelo autor do Jogo Bragança (2007), com intuito de analisar o desempenho dos os alunos após a utilização do jogo no auxílio do ensino de adição e subtração de números inteiros.

            Ao término dessas aulas fizemos a análise dessas atividades desenvolvidas pelos alunos, onde relatamos os fatos vivenciados e os resultados dessas análises a seguir.

 

6. A experiência com o jogo Tri-Lance na turma de 6ª série B do Centro Municipal de Ensino "Antenor Soares" na cidade de Tangará da serra.

 

            Nesse momento da pesquisa falaremos de como foi à experiência dos dois momentos vivenciados na 6ª Série - B no Centro Municipal de Ensino "Antenor Soares", que localiza - se na Avenida Brasil, Jd. Europa da cidade de Tangará da Serra – MT. Região Sudoeste do Estado de Mato Grosso Tangará da Serra é uma das cinco maiores cidades do Mato Grosso conhecida como Médio Norte dista de Cuiabá 240 km, tendo sua economia baseada na pecuária e agricultura.

            O Centro Municipal de Ensino "Antenor Soares" começou a funcionar no início de 2001, o professor Antenor Soares foi escolhido para ser homenageado, emprestando seu nome à escola, por sua importância para a educação no Município, especialmente no distrito de São Jorge da Cidade de Tangará da Serra - MT, onde atuava inicialmente como professor numa sala de extensão, tendo sido depois o primeiro Diretor Escolar naquele Distrito, tendo como característica marcante o seu caráter correto e atitudes afáveis.

            Após conhecermos a origem do nome do Centro de Educação Municipal "Antenor Soares" iremos relatar os dois momentos presenciados dessa pesquisa com a turma da 6ª série-B desse Centro de Educação.

 

6.1 Primeiro Momento.

 

            Vejamos agora como foram às aulas, veremos também como o jogo foi realizado, as facilidades, desafios e dificuldades da turma para executar o mesmo.

            No primeiro momento o professor César, me acompanhou a sala de aula assim me apresentou para a turma, em seguida se retirou e iniciei a aula.

            Percebi que a sala era numerosa, com 32 alunos, e todos estavam muito agitados, mas logo consegui prender a atenção deles quando disse a eles que iríamos ter uma aula diferente através de um jogo, nesse momento os alunos ficaram em absoluto silêncio possibilitando a continuação da explicação falei com eles qual era o objetivo pelo qual estava lá para ministrar uma aula a ser desenvolvida com o Tri-lance.

            Iniciamos perguntando a eles se sabiam dizer o que são os números inteiros. Assim eles responderam: ...-2,-1-,0,1,2... Foi muito bonito quando eles me responderam, pois, parecia combinado todos disseram em uma só vez no mesmo momento tornando um coro agradável de ouvir.

            Como eles responderam corretamente quais eram os números inteiros, a próxima pergunta que fiz foi se sabiam somar e subtrair esses números inteiros, visto que o professor da turma já havia ensinado a eles, e a resposta foi diversificada muitos disseram já saber, outros ainda tinham dúvidas e outros não sabiam nada sobre o conteúdo.

            Fizemos juntos no quadro alguns exemplos como:

 

a) (+4) – (+3) = +1                b) (+6) + (-4) = +2                 c) (-5) – (-3) = -2

 

            Quando perguntava à eles qual era a resposta, alguns respondiam de imediato, então perguntei à eles como tinham aprendido à fazer o jogo dos sinais. E muitos só sabiam por que decoraram e não haviam entendido exatamente, isso se deve também ao lembrete afixado no quadro verde.

            Depois dessa exemplificação no quadro com ajuda deles, iniciei falando sobre o jogo Tri-lance expliquei a importância e a necessidade de que prestassem atenção, pois através do jogo eles poderiam tirar as dúvidas quanto ao jogo de sinal.

            Então solicitei que a sala organizadamente se dividisse em grupos de três alunos, eles levaram alguns minutos para se organizarem e feito isso distribui os materiais para cada grupo orientando a eles que após a distribuição do material iria explicar como eles jogariam.

            Enquanto distribuía o material notei que alguns alunos eram muito interessados. Começaram a ler legenda, as regras do jogo e assimilando o que eles iriam ter que fazer.

            Os alunos ficaram eufóricos querendo saber logo como eles iriam jogar, então tentei por diversas vezes falar com toda a turma de uma só vez, mas, a turma não me ouvia e a minha maior dificuldade foi esta, pois como a turma era grande foi um pouco difícil conter a euforia deles, mas após alguns instantes dei as coordenadas e pedi que eles treinassem antes de iniciar as jogadas para valer.

            Durante esse período que os alunos estavam treinando, eles me chamavam a fim de tirar dúvidas, pois muitos ainda não tinham entendido quando na regra falava que ao jogar o dado dos sinais cair o sinal de (-) menos, inverta-se o que manda fazer o dado seguinte, mas logo com algumas explicações em seu grupo tudo começou a ficar mais claro.

            Notei que a maior dificuldade dos alunos estava na interpretação, por isso é importante que se trabalhe o raciocínio da criança através de jogos, haja vista que através do jogo podemos trabalhar além do raciocínio, também a afetividade que de acordo com FERREIRA (2005), significa capacidade de demonstrar na linguagem a emoção que nos despertam as idéias enunciadas, e a motricidade que são fatores importantes segundo a teoria walloniana na construção conhecimento.

            Senti uma alegria muito grande, ao ver que os alunos estavam felizes realizando as jogadas, durante o treinamento do jogo os colegas corrigiam uns aos outros com as seguintes falas: "o dado verde anda para traz e não para frente, pois ele é dos sinais negativos", "você não inverteu a jogada e deveria, pois caiu o dado do sinal com o menos (-)" e assim eles se corrigiam e isso fazia com que aprimorassem seus conhecimentos.

            Depois de muito treino, marquei no relógio 30 minutos para que eles jogassem e quem chegar à última casa da trilha chamada FIM ganhava o jogo, solicitei que marcassem suas jogadas na folha de anotações que estava anexo às orientações do jogo, para que depois do jogo eles observassem os erros e acertos, assim deram início ao jogo.

            Durante o jogo os alunos estavam muito atentos para não errar e não deixar o colega trapacear, assim eles faziam as adições e subtrações da melhor forma, pois eles queriam mostrar que eram capazes de vencer o jogo com o máximo de acertos possíveis, eles anotavam conforme esta na foto 4 todas as jogadas, alguns estavam tão eufóricos que falavam alto sem perceber, davam risadas, outros ficavam nervosos por ter passado a vez.

            Alguns alunos me chamavam para corrigir o que os demais colegas estavam fazendo de errado, deixei eles bem livres, após ensinar que o jogo serve também para quebrar bloqueios que muitos alunos apresentavam quanto à matemática e com esse trabalho a minha preocupação foi que o aluno se sentisse tranquilo e que ele pudesse aprender matemática brincando, pois a intenção era mostrar à eles também que a matemática não é um monstro como muitos acham.

            O jogo serviu como motivação para que eles completassem a trilha, chegando ao fim do jogo com o mínimo de erros, a motivação como já falamos em capítulos anteriores é o elemento fundamental para que as aulas de matemática sejam atrativas, pois sem motivação é complicado aprender.

            Faltando poucos minutos para finalizar a aula, alguns antes mesmo do tempo terminar já tinham chegado ao fim do jogo, e outros tiveram que ver quem estava na frente, pois conseguiram terminar dentro do tempo proposto, logo após perguntei à eles se com o jogo ficou mais claro a resolução de adição e subtração de números inteiros, e responderam que sim, que ficou muito mais fácil entender com o jogo do que com a explicação que foi dado no método tradicional em que o professor dá exemplos de extratos bancários e dívidas, haja vista que muitos nem sabiam o que era "extrato bancário". Recolhi as anotações feitas por eles à fim de conferir como cada aluno se saiu nas jogadas.  

            No momento do jogo com o número de alunos que havia na sala não foi possível  fazer a verificação das mesmas. Sabemos que foi uma limitação nossa pela estratégia utilizada.

            Após as anotações recolhidas finalizamos a aula ficando para a próxima aula as atividades propostas por Bragança (2007).

 

 6.2. Segundo Momento.

 

            Ao iniciar a aula no dia seguinte, fizemos uma breve revisão do que aprendemos na aula do dia anterior, relembramos como foi à utilização do jogo e os alunos estavam animados, pois muitos perguntavam "- professora quando vamos ter mais aulas assim?".

            Essa aula serviu para que eles pudessem resolver as atividades propostas por Bragança (2007), então distribui aos alunos as atividades e assim começaram a resolver as mesmas atitudes que a turma teve durante o jogo eles repetiram ao resolver as atividades, alguns alunos sentiram preguiça de ler o que estava se pedindo então fizemos a leitura em conjunto.

            Após a leitura a turma começou a resolver as atividades, durante a resolução os alunos me chamava para tirar dúvidas, a aula estava tranquila até o momento, mas como a turma era muito numerosa todos começaram a me chamar na mesma hora e eles não tinham paciência em esperar um minuto, pedi que não falassem tão alto e levantasse a mão que logo iria ajudá-los, os alunos obedeceram facilitando o desenvolvimento da aula.

            Os alunos se saíram bem na resolução das expressões, podemos notar que alguns alunos não obtiveram o resultado esperado, mas a grande maioria da sala se empenhou durante a resolução das atividades, quando sentiam dificuldades lembravam como era o jogo Tri-lance, lembravam-se das jogadas e se corrigiam outros não se preocupavam muito deixando incorreta a resolução.

            Não foi possível trabalhar com essa turma, o motivo de seus erros no decorrer das atividades, mas podemos em outra oportunidade aprofundar mais essa questão, ao final da aula foi possível comprovar que os alunos gostaram muito de terem a aula como propomos, eles sentiam alegria, prazer em desenvolver as atividades, pois eles sentiam motivados pelo jogo Tri-Lance.

            Fizemos uma pergunta a eles: Qual a sua opinião como aluno sobre a utilização de jogos no auxilio do ensino de matemática

             Os alunos tentaram dizer de várias formas que as aulas de matemática com jogos são importantes para o desenvolvimento deles. Diante disso finalizamos essa pesquisa com a satisfação, pois o jogo levou aos alunos na 6º série B do Centro Municipal de Educação "Antenor Soares" à despertar alegria e a motivação em estudar a matemática brincando através do jogo Tri-lance.

 

Considerações Finais

 

            Respondendo nosso problema de pesquisa: Através do Jogo Tri-Lance os alunos da 6ª Série-B do Centro Municipal de Ensino Antenor Soares conseguem ter um entendimento satisfatório no conteúdo de Adição e Subtração de Números Inteiros no Ensino de Matemática?

            Após a aplicação do jogo foi possível observar que: se as turmas tivessem um menor número de alunos possivelmente a aprendizagem seria otimizada; não há um hábito de participarem de atividades que requerem um envolvimento do sujeito na sua totalidade, pois são morosos para acatar regras e determinação e acabam pecando em sua ansiedade que pode ser trabalhada pelo professor e no desenvolvimento desse trabalho isso foi feito.

            Quanto ao entendimento do conteúdo a grande maioria dos alunos executou os registros corretamente, classificando de forma adequada os jogadores o que é um resultado do entendimento. Souberam transformar uma informação que estava em uma tabela em uma expressão e a resolveram de forma correta na maioria dos casos; além de compreender de forma satisfatória as operações do conjunto dos números inteiros eles colocaram esses resultados em tabelas e leram adequadamente evidenciando um conhecimento no bloco temático dos PCN'S tratamento da informação.

            Também podemos dizer que foi de grande importância estudar as teorias de Henri Wallon, ele que é um autor importante por ter sido um dos precursores na valorização da pessoa com um todo, a afetividade, motricidade, emoções, envolvimento do sujeito na educação. Os educadores possuem ainda pouco conhecimento sobre o que sua teoria diz, para ele, a criança deve ser analisada por completo, ou seja, a cognição é importante, mas é preciso analisar também a afetividade e a motricidade que são elementos fundamentais para o desenvolvimento da criança nessa pesquisa por meio do jogo foi possível observar de perto esses elementos.

            Afetividade e a motricidade estão totalmente interligadas no jogo, haja vista que por meio do jogo podemos notar as suas atitudes na relação com os demais colegas estão sempre presentes e o aluno é livre para expor seus pensamentos e atitudes. Esses momentos de descontração são ricos e podem ser utilizados na aprendizagem de conceitos matemáticos.

            No momento em que o professor deixa de utilizar os métodos tradicionais e passa a trabalhar com atividades que envolvem afetividade, movimento e o envolvimento pessoal os alunos passam a produzir um conhecimento de extrema importância. O mentor do Tri-Lance não só elaborou um jogo no qual pode compreender as regras como também usar as convenções matemáticas no jogo. Exemplo, o jogo de sinais foram transformados em direções no deslocamento do pino.

            Comprovamos através do jogo Tri-lance que com o material lúdico os alunos dão espaço à imaginação, manipulam os dados da realidade, reelaboram e transformam seu conhecimento fazendo com que o ensino se torne mais interessante e prazeroso.

            O jogo é uma alternativa de auxílio para o ensino de matemática, importante e eficaz quando trabalhado com turmas pequenas, em turmas grandes como a que trabalhamos com alunos é um tanto difícil, pois os alunos causam muito tumultuo, eles querem aprender, sentimos a força de vontade, mas eles não têm calma em aguardar a explicação, assim foi à experiência na 6ª série B, da escola estadual Antenor Soares então sugerimos que para um trabalho com mais qualidade o jogo poderá ser utilizado no auxilio de reforço de crianças que necessitam de um atendimento especial sendo que no reforço podemos dizer que haverá poucos alunos e os mesmos estarão presente por que realmente querem aprender.

            O jogo tri-lance desenvolvido por Bragança (2007), foi muito bem aceito pelos alunos, eles se sentiram motivados a estudar e com muita alegria em aprender jogando, brincado, podemos observar nas respostas dadas por eles nas questões anexadas a pesquisa que os resultados encontrados, na grande maioria das vezes estavam corretos. Quando o resultado não estava correto eram formuladas observações pelos próprios colegas que ao observar as jogadas fuçavam atentos, pois poderiam ser prejudicados.

            Como reflexão posterior à experiência vivida sugerimos o incremento de alguns itens a serem conversados com os alunos: os colegas devem ficar atentos às jogadas e às operações desenvolvidas corretamente a quantidade de jogadas não interfere no resultado final, então é importante alertar sobre o fazer o registro correto e não atribuir resultados aleatórios como observados na tabela 2 dessa pesquisa realizada; haver por parte do professor algumas indagações reflexivas sobre as jogadas que tem haver com o dado do sinal e o deslocamento dos pinos onde os dados podem mudar ou não a direção.

            Por fim desejamos que esta pesquisa possa ser utilizada como fonte inicial de consulta e investigação aos que se aventurarem pelos campos dos jogos na educação matemática. Na condição de pesquisadora-aprendiz realizar esta pesquisa foi bastante enriquecedor, tendo em vista que pouco conhecia à respeito do teórico francês Henri Wallon suas contribuições para o desenvolvimento da criança e o jogo Tri-Lance desenvolvido com o objetivo de contribuir com o ensino do conteúdo matemático com números inteiros.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

 

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DEMO, Pedro; Metodologia do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 2000. 216 p.

 

FERRARI, Marcio. Henri Wallon - O educador integral. Revista Nova Escola Edição

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FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Miniaurélio: o dicionário da língua portuguesa. Curitiba: Positivo, 2005.

 

FREIRE Cleudo Alves et al. O jogo (Segundo a Teoria de Wallon). Disponível em: http://primeiro-educacao.blogspot.com/2008/11/o-jogo-segunda-teoria-de-allon.html Acesso em: 15 de Junho de 2012.

 

GROENWALD, Claudia Lisete Oliveira e TIMM Ursula Tatiana. Utilizando Curiosidades e Jogos Matemáticos em Sala de Aula. Disponível em: <http://www.colegiocascavelense.com.br/arquivos_download/matematica/Jogos.doc>. Acesso em: 05 de Julho de 2012.

 

GALVÃO, Izabel. Henri Wallon Uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. 18ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1195.

 

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PASSOS, C. L. B. Recursos didáticos na formação de professores de Matemática In: Anais Encontro Nacional de Educação Matemática. Belo Horizonte, 2007. Filme "A língua das Mariposas".

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/ciencia-artigos/a-utilizacao-do-jogo-tri-lance-como-recurso-didatico-em-operacoes-com-numeros-inteiros-no-ensino-de-matematica-6831138.html

    Palavras-chave do artigo:

    jogo tri lance

    ,

    adicao e subtracao de numeros inteiros

    ,

    afetividade

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    Por um longo tempo, as ciências formaram uma grande unidade conhecida como filosofia Natural. Praticamente qualquer atividade desenvolvida no mundo atual envolve uma inter-relação entre as várias ciências e foi pensando nisso que o presente trabalho foi proposto para alguns alunos do 1° ano do ensino médio inovador, visando uma relação entre a física e a Biologia "Biofísica" .

    Por: anacleil Educação> Ciêncial 17/11/2014 lAcessos: 13

    Cientistas não encontraram registros escritos, mas desenhos em grutas, desenhos em objetos, construções, pinturas e outros. Surgimento da civilização no mundo e que os filósofos também ajudaram no conhecimento científico.

    Por: ANA MARIA LIBARDIl Educação> Ciêncial 16/11/2014

    Novos conceitos e procedimentos na área de Ciência explicações, mudanças, identificação do Universo. Primeiros aperfeiçoamentos de novas técnicas,contribuições e avanços.

    Por: ANA MARIA LIBARDIl Educação> Ciêncial 16/11/2014
    JORGE FLOQUET

    Necessariamente faço aqui a observação de que não estou fazendo nenhuma apologia ao tema referenciado, uma vez que nem se quer faço uso de quaisquer tipos de drogas lícitas (ex.: não bebo e nem fumo cigarro de qualquer espécie). Todavia, fico abismado como o governo federal e suas agências reguladoras tomam decisões somente quando uma rede de TV aberta se pronuncia, insistentemente, sobre um determinado assunto. Isso é ser governo ou ser governado?

    Por: JORGE FLOQUETl Educação> Ciêncial 13/11/2014
    Marcos Eleveen

    Em tempos de internet em todos os lugares e ao alcance de pessoas de todas as idades, a tecnologia fica cada dia mais acessível. Já postamos diversos projetos que ensinam programação à crianças, não que todos seremos programadores, mas se familiarizar com a linguagem das máquinas será tão importante quanto foi aprender inglês a 20 anos.

    Por: Marcos Eleveenl Educação> Ciêncial 10/11/2014

    Veja formas de elevar ao quadrado sistemas de equação.métodos Bascara e métodos desconhecidos...

    Por: Edvaldo morais dos santosl Educação> Ciêncial 06/11/2014 lAcessos: 14
    Luana Souza

    O presente artigo vislumbra apresentar discussões e esclarecimentos sobre a teoria das representações sociais, sua relevância enquanto instrumento de pesquisa, principalmente, no campo educacional. Para tanto, fundamenta-se teoricamente sob a égide de MOSCOVICI (2013), SOUSA et all (2012), GUARESCHI (1996), apresentando breve conceituação e argumentos que tornam relevantes sua compreensão em contexto educacional.

    Por: Luana Souzal Educação> Ciêncial 18/10/2014 lAcessos: 16

    Vejamos casos de proporções em equações: (2,1) 2x+3y=7 3x+2y=8 Somasse as igualdades.7+8=15 Em seguida divide-se com a soma da equação . 15:5:2=6 será o cruzamento do 2. 15:5:3=9 será o cruzamento do 3.

    Por: Edvaldo morais dos santosl Educação> Ciêncial 09/10/2014 lAcessos: 27

    Por um longo tempo, as ciências formaram uma grande unidade conhecida como filosofia Natural. Praticamente qualquer atividade desenvolvida no mundo atual envolve uma inter-relação entre as várias ciências e foi pensando nisso que o presente trabalho foi proposto para alguns alunos do 1° ano do ensino médio inovador, visando uma relação entre a física e a Biologia "Biofísica" .

    Por: anacleil Educação> Ciêncial 17/11/2014 lAcessos: 13

    Velocidade escalar média é a relação entre uma variação de espaço e o intervalo de tempo no qual ocorreu esta variação. Os alunos no inicio do estudo referente a velocidade média tendem a ter um bloqueio de conhecimento, pois se trata de algo novo para eles pois os mesmos acabaram de sair do ensino fundamental.

    Por: anacleil Educaçãol 17/11/2014

    O projeto "Conquistando um sorriso" está sendo desenvolvido no segundo semestre do ano de 2014 na Escola Estadual 29 de Novembro pelos professores e alunos do ensino médio, turno matutino, visando ampliá-lo para o ano de 2015. Ele tem a perspectiva de mostrar aos alunos a importância de doar um pouco de si em projetos sociais, e ainda percebendo que a escola assume hoje um papel importante na sociedade é que nós decidimos colocar em prática este projeto.

    Por: anacleil Educaçãol 13/11/2014 lAcessos: 11

    Nesse experimento foi analisado o comportamento da luz ao passar por aberturas de diferentes larguras. Utilizando um cartão telefônico com duas fendas muito finas com larguras diferentes e uma fonte luminosa podemos observar que a fenda de largura menor é que apresentou a mancha luminosa maior.

    Por: anacleil Educação> Ciêncial 16/11/2013 lAcessos: 81

    Esse texto vem relatar a importância da avaliação no dia-a-dia do profissional da educação. A avaliação tem por finalidade acompanhar os processos de aprendizagem escolar, compreender como eles estão se concretizando, oferecer informações relevantes para o próprio desenvolvimento do ensino na sala de aula em seu dia-a-dia, para o planejamento e replanejamento contínuo da atividade de professores e alunos, como para a aferição de graus.

    Por: anacleil Educaçãol 16/11/2013 lAcessos: 52
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