AVALIAR versus EXAMINAR: Qual a diferença?

Publicado em: 26/04/2011 |Comentário: 0 | Acessos: 1,185 |

AVALIAR versus EXAMINAR:

Qual a DIFERENÇA?

 

Os AUTORES
desse artigo entendem que existem diferentes concepções acerca da AVALIAÇÃO, muitas vezes associadas ao
conceito de EXAME. É claro que cada
conceito de avaliação expressa uma visão de homem, de mundo e de sociedade. A
avaliação é indispensável em qualquer atividade humana e em qualquer projeto
educativo. Nesse sentido, José Dias
Sobrinho
(2003) esclarece que "um conceito de avaliação revela o
posicionamento POLÍTICO, IDEOLÓGICO, ou melhor, a VISÃO DE MUNDO DE QUEM O EMITE" (p.
50).

E o que significa avaliação? Para que serve? Por que
avaliar? Será que as escolas e as universidades avaliam ou examinam? Por que a
avaliação praticada nas instituições de ensino vem recebendo duras críticas de
muitos estudiosos dessa temática? Ela está a serviço de um processo de
dominação imposto pelos organismos internacionais de fomento a educação dos
países periféricos ou da libertação? Há algumas TESES que contribuem para refletir sobre essas questões.

PRIMEIRA TESE. A avaliação não deve representar só instrumentos de verificação do
aprendizado, mas fornecer subsídios ao TRABALHO
DOCENTE
, direcionando o esforço empreendido no processo de ensino e
aprendizagem de maneira a contemplar a melhor abordagem pedagógica e o mais
pertinente método didático adequado à disciplina - mas não somente, à medida
que considerem, igualmente, o contexto sócio-político no qual o grupo está
inserido e as condições individuais do aluno, sempre que possível.

SEGUNDA TESE. A avaliação possui, sem dúvida, relevância no conjunto das práticas
pedagógicas aplicadas aos PROCESSOS de
ENSINO e APRENDIZAGEM. Na universidade, tal relevância assume proporções ainda mais críticas,
uma vez que as expectativas em torno do graduando – dele próprio e da sociedade
como um todo - são elevadas e múltiplas: aguarda-se o homem culto, o
profissional competente, enfim, o indivíduo capacitado à resolução de problemas
pertinentes a uma ou mais áreas de conhecimento.

TERCEIRA TESE. Avaliar
exige PROFISSIONALISMO e INTENCIONALIDADE. Atestar que um aluno
teve uma nota SETE, OITO, NOVE ou DEZ sem emitir
um parecer por escrito sobre o porquê desse resultado, para que o aluno possa,
enfim, buscar as melhores estratégias de melhorar seu desempenho é uma prática
no mínimo antiprofissional (para não dizer autoritária) que leva, com certeza,
a um processo intencionalmente direcionado para o não esclarecimento, pois esse
tipo de prática não pode ser considerado ingênuo.

QUARTA TESE. Avaliar exige ACIONALIDADE consubstanciada
a uma EPISTEMOLOGIA. O que acontece
com a grande maioria das práticas pedagógicas que ocorrem nas escolas públicas
(e privadas) e nas Instituições de Ensino
Superior
(Universidades, Faculdades etc.), porém é que, em vez de serem
valorizados em seus aspectos educacionais, o planejamento do ensino e a
avaliação da aprendizagem são transformados em atividades burocráticas, formais
e que contribuem para a naturalização do status
quo
dominante.

QUINTA TESE. Avaliar exige o reconhecimento da COMPLEXIDADE
que repousa sobre o SER e o ESTAR no mundo. O que se percebe quando
a avaliação é uma prática direcionada para o esclarecimento é que quanto mais
se leva o aluno a atingir níveis mais complexos de raciocínio, maior grau de
autonomia e participação ele consegue. Um aluno que sabe avaliar seu trabalho,
certamente está muito mais preparado, em termos de aprendizagem, do que um
aluno que apenas desenvolve uma tarefa sem julgá-la.

Outro aspecto
que nos parece fundamental, quando se fala em avaliação, é o de ressaltar a
importância do professor no processo de ensino-aprendizagem, a quem devem ser
dadas todas as condições materiais e espirituais de não só transmitir
conhecimentos (pedagogia direcionada para o não esclarecimento, ou seja, para a
inculcação massificada), mas também de materializar uma postura crítica direcionada
a quem produziu os conhecimentos, e, acima de tudo, sobre as circunstâncias nas
quais tais conhecimentos foram incorporados ao senso comum acadêmico.

Quando o processo de avaliação está sendo historicamente
consubstanciado a um processo de não esclarecimento é uma clara evidência que
uma nova patologia está ganhando dimensões sociais. Philippe Meirieu (1949), um dos defensores da Educação Popular, ensina que "a avaliação não é tudo; não deve ser o todo,
nem na escola nem fora dela; e se o frenesi avaliativo se apoderar dos
espíritos, absorver e destruir as práticas, paralisar a imaginação,
desencorajar o desejo, então a patologia espreita-nos e a falta de perspectivas,
também".

No Brasil a prática da avaliação é historicamente assumida
como exercício do AUTORITARISMO: os
de cima – os colonizadores – são os avaliadores (ou examinadores); os de baixo
– os colonizados – são os avaliados. Neste esquema é que o superior é quem
avalia os inferiores; os comandantes avaliam os comandados; os pais avaliam os
filhos; os mais velhos avaliam os mais novos; os professores avaliam os alunos
e ponto final. Com essa mentalidade avaliativa, só os de cima fazem o processo;
os de baixo sofrem o processo já determinado.

 

Rubens
da Silva Castro
é Professor da Faculdade de Educação da UFAM.

Elizeu
Vieira Moreira
é Professor da SEDUC e do PARFOR/FACED/UFAM.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/ciencia-artigos/avaliar-versus-examinar-qual-a-diferenca-4678786.html

    Palavras-chave do artigo:

    avaliacao

    ,

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    ,

    visao

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    shirleidy de sousa freire

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    Elizeu Vieira Moreira

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    Por: Walderclaudio Nascimento Santosl Educação> Ensino Superiorl 03/10/2008 lAcessos: 93,440 lComentário: 3
    SANDRA VAZ DE LIMA

    Há tempo que o processo de aprendizagem vem sendo discutido entre vários estudiosos. Tendo em vista a sua relevância na vida do ser humano, a qual se processa através da ação sobre o meio físico e a interação com o meio social. No âmbito escolar a aprendizagem acontece de forma sistematizada, embora não atinja a todos de forma homogênea, devido a diversidade cultural presente na sala de aula. Ressalta também, a existência de fatores que interferem na aprendizagem dos alunos, sendo estes: escolares, familiares e individuais, porém, geralmente a escola não leva em consideração estas situações, podendo muitas vezes, dificultar a aprendizagem, sobretudo, na medida em que a escola desconhece essas situações particulares e trata os alunos como se fossem todos iguais, com os mesmos problemas, as mesmas aspirações, as mesmas situações familiares.

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    Este texto tem por objetivo mostrar ao professor que não se deve apenas aprovar ou reprovar o aluno mas sim servir como base para o professor descobrir as dificuldades do aluno e procurar técnicas diferenciadas para ajudar o aluno na aprendizagem.

    Por: João do Rozario Limal Educaçãol 11/04/2008 lAcessos: 96,234 lComentário: 7
    GUTEMBERG MARTINS DE SALES

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    Eduardo Luis Ferreira

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    Por: Eduardo Luis Ferreiral Educaçãol 20/07/2010 lAcessos: 6,986

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    Por: perolal Educação> Ciêncial 11/12/2014

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    Por: Andréia Camargo Fleckl Educação> Ciêncial 29/11/2014
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    A palavra tempo pode referir-se a um período do definido com maior ou menor precisão, desde pouco tempo, que significa de breve duração, até o tempo dos faraós, que foi há três mil anos; pode igualmente designar uma duração contínua indefinida, tal como está expresso nos dicionários, no âmbito de qual todos os acontecimentos tiveram lugar, estão a ter lugar e irão ter lugar.

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    Constituição de 1937. A Carta foi instituída durante o governo de Getúlio D. Vargas (1882* 1954†) inspirou-se nas constituições fascistas. Muitos dispositivos não foram implementados, posto que seu "segredo estava nas disposições finais e transitórias", que concedia amplos poderes ao Presidente da República para nomear os interventores nos Estados; demitir funcionários civis e militares; governar mediante expedição de decretos-leis; etc.

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    Elizeu Vieira Moreira

    Apresentamos três concepções na análise das crises cíclicas no processo de desenvolvimento de um projeto educativo na Região Amazônica: o abandono da região e a aplicação de políticas incompetentes. Apresenta-se uma terceira concepção, que não é dominante: as crises cíclicas como conseqüências vinculadas a escolhas de políticas educacionais comprometidas com o acúmulo rápido e em alta escala de capitais, principalmente através da especulação e não do trabalho.

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    O livro "Novos comentários à LDB: 15 anos depois", produzido intencionalmente pelos professores amazonenses Jorge Gregório da Silva e Rubens da Silva Castro, é uma espécie de "magna scientifica opus" a serviço daqueles que se põem historicamente a enfrentar o estado de riqueza e pobreza em que se encontram homens e mulheres no século XXI e, também, um registro...

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    Elizeu Vieira Moreira

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    Por: Elizeu Vieira Moreiral Notícias & Sociedade> Cotidianol 07/01/2014 lAcessos: 17
    Elizeu Vieira Moreira

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    Elizeu Vieira Moreira

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