CFC - Clorofluorcarbono e a camada de ozônio

19/12/2010 • Por • 4,603 Acessos

CFC – Clorofluorcarbono e a Camada de Ozônio

Produção do gás que prejudica camada de ozônio caiu 99% desde 1986, desde 1 de janeiro de 2010 esta proibido sua fabricação, mas substância demora décadas para se dissipar na atmosfera.

CFC – aplicação

Os CFCs foram sintetizados em laboratórios, em 1912, para ser uma substância estável e segura para o uso humano, inicialmente usado para substituir, como fluido de refrigeração, a amônia e os hidrocarbonetos - substâncias mais tóxicas e inflamáveis-, os CFCs – clorofluorcarbonos - acabaram tendo seu uso amplamente difundido na indústria de eletrodomésticos. Mas só na década de 1970 os pesquisadores começaram a perceber os riscos trazidos por este gás à atmosfera, como a redução da espessura da camada de ozônio. Isso porque o poder destrutivo dos clorofluorcarbonos em relação ao ozônio é alarmante: cada molécula de CFC pode destruir até 3.000 moléculas de O3.

Protocolo de Montreal

Desde 1987, os países signatários do Protocolo de Montreal, um documento que estabelece normas para o controle das emissões de substâncias que destroem a camada de ozônio da Terra, comemoram a diminuição desses gases nocivos liberados para a atmosfera. Em termos concretos, a produção de CFCs caiu 99,7% entre 1986 e 2008: de 1,07 milhão de toneladas para 2.746. Desde 1 de janeiro de 2010, fica proibida a produção de CFC, em todo o mundo.

Os efeitos da redução podem demorar 100 anos

Esta redução, porém, vai demorar a ser sentida na própria atmosfera. Especialistas estimam que somente entre 2050 e 2075 a camada de ozônio voltará aos níveis da década de 1990. Pois tem como características ser uma molécula estável, o que faz com que demore até um século para se dissipar na atmosfera, somente podendo ser degradada pelo Sol, e por ser uma molécula pesada é influenciada pelas de correntes de ar sendo levada até a estratosfera – camada da Terra situada aproximadamente entre 12 quilômetros e 50 quilômetros acima do solo.

Depleção(*) do ozônio

Enquanto não é destruída pelo Sol, fica na atmosfera contribuindo para à depleção do ozônio, que acontece quando o Cloro da substância reage com um oxigênio presente no O3, espessando a camada, com o espessamento da camada de ozônio, a incidência de radiação ultravioleta fica mais nociva. Estas moléculas têm um comportamento anômalo, elas tendem a se atrair, ou seja, ficam praticamente em uma mesma região. E enquanto não são dissipadas, causam um grande estrago na atmosfera. Isso porque o poder destrutivo dos clorofluorcarbonos em relação ao ozônio é alarmante. Atualmente, o chamado "buraco na camada de ozônio" tem o tamanho da América do Norte.

Riscos à saúde

A camada de ozônio funciona como um "escudo protetor" da Terra, já que filtra os raios ultravioleta que o Sol emite em direção à Terra. Estes raios UV são ionizantes, e podem alterar as moléculas de DNA. Com o espessamento da camada de ozônio, a incidência de radiação ultravioleta fica mais nociva, e isso pode dar origem a doenças como catarata, conjuntivite, herpes, queimaduras e até mesmo o câncer.

Tipos de Radiação - UVA

Os raios UV são divididos de acordo com seu comprimento de onda. Os raios UVA são os que possuem de 320 a 400 nanômetros(**) de tamanho. Ao longo dos anos, este tipo de radiação provoca alterações das fibras colágenas e elásticas, favorecendo o envelhecimento precoce. A pele mais frágil também fica mais suscetível a queimaduras.

Tipos de Radiação – UVB

Esse tipo de radiação (UVB) é o mais perigoso, que tem têm entre 280 e 320 nanômetros, e são eritematosas, ou seja, geram uma reação de defesa do organismo que é o nosso famoso bronzeamento. Isso mesmo, aquela cor morena derivada de uma exposição prolongada ao Sol é uma resposta do corpo contra os raios UVB, considerados uma ameaça. O bronzeamento é uma defesa da pele para impedir que os malefícios da radiação penetrem. Nos olhos, este tipo de raio é particularmente danoso, podendo causar até catarata. Mas o maior risco de uma exposição prolongada aos raios UVB é o câncer de pele. E, ao contrário do que muita gente pensa, este tipo de radiação tem efeito cumulativo, ou seja, a chance de apresentar a doença aumenta conforme a pessoa se expõe mais ao Sol. Estes raios alteram as células dérmicas, propiciando estes tumores malignos. Procure logo um médico, porque se a doença for tratada em seus estágios iniciais, a chance de cura aumenta.

Tipos de Radiação – UVC

A radiação UVC, tem comprimento de onda de 200 a 280 nanômetros, são germicidas e esterilizantes, sendo quase totalmente filtrados pela camada de ozônio.

 

Texto adaptado com finalidades pedagógicas

Texto original em; http://www.pnud.org.br - documento gerado : 20/03/2010 - 12:43:35

http://www.pnud.org.br/meio_ambiente/reportagens/index.php?id01=3426&lay=mam

Glossário

(*)Depleção do ozônio - refere-se ao lento e constante declínio no volume total de ozônio na estratosfera da Terra (a camada de ozônio) desde o final da década de 1970.

(**)Nanômetro - Um nanômetro é uma unidade de medida. Por definição, um nanômetro é um bilionésimo de um metro. É uma medida tão pequeno que não se pode ver alguma coisa do tamanho de um nanômetro a não ser que se use microscópios muito poderosos, como os microscópios de força atômica. Átomos e moléculas, as menores parte de tudo ao nosso redor, são medidos em nanômetros. Por exemplo, uma molécula de água é menor que um nanômetro. Um germe típico tem cerca de 1.000 nanômetros.

Perfil do Autor

Silvio Araujo de Sousa

Professor de Geografia para o ensino médio da Secretaria de educação do Estado de São Paulo em exercício na Escola Estadual Professor Renê...