Como será o futuro dos recursos naturais?

18/11/2011 • Por • 1,344 Acessos

Introdução

 A crescente preocupação com a qualidade de vida, está fazendo com que a preocupação ambiental se difunda cada vez mais. A sociedade passou a considerar as condições ambientais como de principal importância para o seu bem-estar. Devido a esta nova visão da relação entre meio ambiente e o homem, tudo isto, permitiu ao Homem, maior conforto e melhores condições de vida. Contudo, este sempre pensou que tudo o que a Terra nos oferecia era inesgotável, o que fez com que agisse de uma forma bastante irresponsável.

Recursos naturais

Os recursos naturais são componentes, materiais ou não da paisagem geográfica, mas que ainda não tenham sofrido importantes transformações pelo trabalho humano e cuja própria geneses é independente do Homem, mas aos quais lhes foram atribuídos, historicamente, valores econômicos, sociais e culturais. Portanto, só podem ser compreendidos a partir da relação homem-natureza.

Recurso natural é qualquer insumos de que os organismos, as populações e os ecossistemas necessitam para sua manutenção. Portanto, recurso natural é algo útil. Existe em envolvimento entre recursos naturais e tecnologia, uma vez que há a necessidade da existência de processo tecnológicos para utilização de um recurso. Exemplo típico é o magnésio, que até pouco tempo não era recurso natural e passou a sê-lo quando se descobriu como utilizá-lo na confecção de ligas metálicas de aviões. Recursos naturais e economia interagem de modo bastante evidente, uma vez que algo é recurso na medida em que sua exploração é economicamente viável. Exemplo dessa situação é o álcool, que, antes da crise do petróleo de 1973, apresentava custos de produção extremamente elevados ante os custos de exploração do petróleo. Hoje, no Brasil, apesar da diminuição do Proálcool, o álcool ainda pode ser considerado um importante combustível para automóveis e um recurso natural estratégico e de alta significância, por causa de sua possibilidade de renovação e consequente disponibilidade. Sua utilização efetiva depende de análises políticas e econômicas que poderão ser revistas sempre que necessário.

Nem todos os recursos que a natureza oferece ao ser humano podem ser aproveitados em seu estado natural. Quase sempre o ser humano precisa trabalhar para transformar os recursos naturais em bens capazes de satisfazer alguma necessidade humana. Os recursos hídricos, por exemplo, têm de ser armazenados e canalizados, quer para consumo humano direto, para irrigação, ou para geração de energia hidrelétrica.

Os recursos podem ser:        

renováveis: elementos naturais que usados da forma correta podem se renovar. Exemplos: animais, vegetação, água.

não-renováveis: São aqueles que de maneira alguma não se renovam, ou demoram muito tempo para se produzir. Exemplos: petróleo, ferro, ouro.

inesgotáveis: Recursos que não se acabam, como o Sol e o vento.

Frequentemente são classificados como recursos renováveis e não-renováveis, quando se tem em conta o tempo necessário para que se dê a sua reposição. Os não-renováveis incluem substâncias que não podem ser recuperadas em um curto período de tempo, como por exemplo, o petróleo e minérios em geral. Os renováveis são aqueles que podem se renovar ou serem recuperados, com ou sem interferência humana, como as florestas, luz solar, ventos e a água.

Também podem ser classificados de energéticos e não energéticos, se atendermos à sua capacidade de produzir energia. Os carvões e o petróleo são recursos naturais energéticos. Por vezes a água é também considerada um recurso energético, pois as barragens transformam a força da água em energia.

A maioria dos minerais são recursos não energéticos, com exceção do volfrâmio, o urânio e o plutônio por se tratarem de substâncias radioativas e usadas para a geração de energia.

Há situações nas quais um recurso renovável passa a ser não-renovável. Essa condição ocorre quando a taxa de utilização supera a máxima capacidade de sustentação e renovação do sistema.

 

 Ações do homem


No último século, o nosso planeta tem vindo a sofrer várias alterações devido ao avanço da ciência e da tecnologia.

Tudo isto, permitiu ao Homem, maior conforto e melhores condições de vida., Contudo, este sempre pensou que tudo o que a Terra nos oferecia era inesgotável, o que fez com que agisse de uma forma bastante irresponsável.

Desflorestação, poluição das águas, dos solos e do ar, esgotamento dos recursos naturais, estão a levar o nosso planeta para um estado de degradação incrível.

 Desflorestação

A Desflorestação tem diversas causas. Vamos aqui tentar expor de forma clara e esquematizada as causas e algumas conseqüências diretas da Desflorestação.

Causas:

- Desbaste comercial
Realizado através de maquinaria pesada que para além de destruir a flora provoca a compactação do solo.
- Agricultura intensiva
A agricultura nos terrenos desflorestados não é compensadora, pois ao fim de 6/7 anos os solos encontram-se inférteis; dá-se o desgaste do solo; e leva à destruição do habitat natural dos animais.
- Exploração de minas, de pedreiras e de petróleo
Para além de destruírem a zona onde estão implantadas contaminam os solos e a água com produtos tóxicos.
- Construção de barragens, túneis e estradas
Vai encorajar a exploração de madeira e muitas vezes leva à deslocação de populações.
- Economia / política dos países
Para as nações tropicais a madeira é uma importante fonte de capital estrangeiro. São os países desenvolvidos que em parte obrigam ao abate das florestas uma vez que são eles que mais precisam de matéria-prima.

Consequências

- Redução da biodiversidade. A biodiversidade é responsável pela variedade de genes existentes no mundo; estes são necessários para produção de medicamentos, alimentos e outros produtos (recursos biológicos).
- Desaparecimento de culturas. Ao entrarem em contacto com outros povos perdem hábitos importantes que os têm acompanhado desde sempre.
- Infertilidade do solo. Com a desflorestação os solos ficam desprotegidos do vento e das chuvas (erosão do solo) o que provoca o arrastamento de minerais para outros locais.
- Diminuição de oxigênio-> aumento de dióxido de carbono. Na fotossíntese as árvores consomem CO2 e produzem O2; logo se as cortarmos estaremos  aumentando  os níveis de dióxido de carbono (vai contribuir para o efeito de estufa) e a diminuir o oxigênio de que tanto necessitamos para viver.
O aumento de CO2 é também provocado pela queima dos combustíveis fósseis. Os incêndios são muitas vezes usados como meio de desflorestação, o que aumenta ainda mais os níveis de dióxido de carbono.

Poluição das águas

Quando se fala em poluição das águas, devem ser abrangidas não só as águas superficiais como também as subterrâneas.

Causas:

Uma das principais fontes de poluição das águas são os resíduos urbanos entre estes:
- Resíduos industriais. Neste tipo de resíduos abunda as descargas de efluentes das fábricas.
- Resíduos rurais. O lançamento de esgotos diretamente nas águas sem que tenham sido devidamente tratadas; a deposição de lixos domésticos nas águas dos rios ou mares; o uso de produtos químicos na agricultura que acabam por ser transportados pela chuva para as águas dos rios e mares, contaminando-os e pondo em perigo toda a fauna e flora.
Ambos os tipos de resíduos podem ser despejados num sentido voluntário ou involuntário.

Consequências:

Estes poluentes representam grande ameaça à qualidade da água, à saúde e ao meio ambiente, pois são capazes de provocar enormes danos aos organismos vivos, e, conseqüentemente à cadeia alimentar e à nossa saúde.

Poluição dos solos

O solo é um recurso finito, limitado e não renovável, face às suas taxas de degradação potencialmente rápidas, que têm vindo a aumentar nas últimas décadas.

Causas:

As principais fontes de poluição dos solos são:
- Agricultura. Na agricultura é usado os fertilizantes, os inseticidas para o combate às pragas, como também é utilizado a queima da vegetação para depois começar a plantação.
- Lixões. O lixo também tem o seu papel importante na degradação do solo. Devido à sua grande quantidade e composição (como é o caso dos aterros sanitários).

Consequências:

O uso de fertilizantes e inseticidas prejudicam o solo, a vegetação e os animais. Com a queima da vegetação, o terreno fica exposto ao sol e ao vento ocasionando a perda de nutrientes e a erosão do solo.
Os lixões, contaminam o terreno chegando até a contaminar os lençóis de água subterrâneos.

Poluição da atmosfera

Pode-se considerar poluição atmosférica qualquer contaminação do ar oriunda de desperdícios gasosos, líquidos, sólidos ou outros produtos que podem pôr em risco a saúde humana, animal ou vegetal. A atmosfera tem uma certa capacidade depuradora que garante a eliminação, em condições naturais, dos materiais nela descarregados pelos seres vivos. O desequilíbrio deste sistema natural, levado a cabo pelo Homem, conduz à acumulação na atmosfera de substâncias nocivas à vida.

Causas:

Os principais fatores que tem vindo a contribuir para o aumento da poluição atmosférica destacam-se entre:

- Atividade industrial. Esta atividade lança para o ar gases e poeiras em quantidades superiores à capacidade de absorção do meio ambiente, ficando assim estas substâncias acumuladas na atmosfera.
- Circulação rodoviária. Os gases e as substâncias químicas libertadas pelos veículos motorizados, derivam do consume de combustíveis fosseis utilizados, como é o caso do petróleo.

Consequências:

-O Smog. Define-se como uma combinação de fumo e de nevoeiro em áreas urbanas/industriais, ou seja, o aumento da temperatura durante o dia, e em condições de grande arrefecimento noturno. Provoca diretamente nas pessoas asma, bronquite, problemas respiratórios e cardíacos. E leva a uma elevada concentração de fumos à superfície.
-Chuvas ácidas. As chuvas ácidas formam-se com a libertação de dióxido de enxofre e de óxido de azoto (provenientes de fábricas e automóveis) para a atmosfera, ou seja, ocorrendo precipitação, as chuvas ácidas originam a acidificação dos solos, que vai prejudicar a agricultura e as espécies de árvores e plantas que vão nascer. Outra consequência é a destruição da vegetação e a contaminação da água, que é muito prejudicial para a vegetação assim como para os animais.
-O Efeito de Estufa. O efeito de estufa tem duas consequências, o aquecimento global do planeta, o que pode provocar a fusão do gelo das regiões polares e a subida dos oceanos e alterações climáticas.
- A destruição da camada de ozônio. A existência de ozônio na estratosfera é vital para a Terra, pois absorve grande parte da radiação ultravioleta. O ozônio é assim indispensável, protegendo-nos do excesso de radiação ultravioleta, embora ao nível do solo seja prejudicial para a saúde e para o ambiente. A destruição da camada de ozônio provocada pelo cloro origina variações do clima (aquecimento global) e poderá acabar com a vida na terra.

Esgotamento dos recursos naturais

Recursos naturais são elementos da natureza com utilidade para o Homem, com o objetivo do desenvolvimento da civilização, sobrevivência e conforto da sociedade em geral. Podem ser renováveis, como a energia do Sol e do vento. Já a água, o solo e as árvores, são consideradas limitadas.
E ainda não renováveis, como os recursos energéticos fósseis, como o petróleo e o gás natural.

                                         
Causas:
O abuso e destruição dos recursos naturais do nosso planeta pela mão do homem podem contribuir a curto prazo para o esgotamento dos recursos não renováveis da Terra.

Consequências:
Independentemente do grau de desenvolvimento das sociedades, os modelos de crescimento com base na exploração dos recursos naturais provocam um ciclo de degradação e destruição de todo o ecossistema Terra.

O que é consumo sustentável 

O consumo sustentável é um conjunto de práticas relacionadas à aquisição de produtos e serviços que visam diminuir ou até mesmo eliminar os impactos ao meio ambiente. São atitudes positivas que preservam os recursos naturais, mantendo o equilíbrio ecológico em nosso planeta. Estas práticas estão relacionadas a diminuição da poluição, incentivo à reciclagem e eliminação do desperdício. Através delas poderemos, um dia, atingir o sonhado desenvolvimento sustentável do nosso planeta.

Principais práticas de consumo sustentável que podem ser adotadas em nosso dia a dia:

- Fazer a reciclagem de lixo material (plástico, metais, papéis).

- Realizar compostagem, transformando resíduos orgânicos em adubo;

- Diminuir o consumo de energia:  tomar banhos rápidos, desligar luzes de cômodos que não tem pessoas, optar por aparelhos de baixo consumo de energia;

- Levar sacolas ecológicas ao supermercado, não utilizando as sacolas plásticas oferecidas;

- Urinar durante o banho: desta forma é possível economizar água da descarga do vaso sanitário;

- Diminuir a impressão de documentos e utilizar papel reciclável;

- Trocar o transporte individual por coletivo ou bicicleta. Outra solução é optar por carros híbridos.

- Não descartar óleo de frituras na pia da cozinha;

- Optar, quando possível, pelo consumo de frutas, verduras e legumes orgânicos;

- Comprar móveis de madeira certificada;

- Usar lâmpadas eletrônicas ou LED, pois consomem menos energia elétrica do que as incandescentes;

- Utilizar aquecedores solares dentro de casa, pois diminuem o consumo de energia elétrica.

ECOTURISMO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Uma das formas de preservar o meio ambiente e conscientizar a importância de preservá-lo é o ecoturismo. A Amazônia já possui hotéis onde é possível conhecer uma parte da imensa Amazônia sem destruí-la.

Se bem implementado o ecoturismo pode ser fonte rentável, principalmente do ponto de vista de distribuição de riqueza, privilegiando as populações ribeirinhas, silvícolas e não grandes corporações que induzem ao ecoturismo elitista, que pode degringolar para o turismo em massa, prejudicial à natureza e ao meio ambiente.

O turismo em massa é extremamente prejudicial, principalmente se não houver controle. Temos tristes exemplos de paraísos naturais hoje transformados em resorts com praias particulares, acessível apenas ao ricos que podem agredir e poluir à vontade, sob o argumento de que é patrimônio particular.

Soluções para um mundo melhor

Sendo tanto destes desastres claramente provocados pela mão do Homem, será urgente criar e estabelecer limites. Limites estes como, reduzir o uso e abuso dos recursos naturais indispensáveis à sobrevivência da população mundial. Sendo o ar, solo, água, vida e energia essencial para a vida humana e para a sobrevivência do sistema econômico será obrigatório repensar nos sistemas atuais.
Para acabarmos com tantos desastres temos diversas soluções tais como:
- em relação à desflorestação, devemos devastar em igual proporção ao crescimento; plantar árvores, cada árvore absorve até 10kg de CO2 por ano; conservar as plantas e animais das florestas tropicais, através da proteção dos habitat; investir no reflorestamento de modo a criar novas fontes de madeira e reabilitar as áreas florestais degradadas.
-em relação à poluição das águas, recuperação dos rios e mares atingidos pela poluição para que se garanta à população o abastecimento de água não infectada. Entre essas medidas, ressalta-se o tratamento dos esgotos urbanos.
- em relação à poluição dos solos, Elaboração de substitutos para os inseticidas; saneamentos básicos; instalação de estações de tratamento e reciclagem de lixo, em relação aos aterros sanitários estes deveriam ser cobertos para que não fossem expostos a céu aberto nem que entrassem em contacto com o solo.
- em relação à poluição atmosférica, deveria existir uma redução das emissões de dióxido de carbono para a atmosfera; utilização de filtros nas chaminés das fábricas; promoção de energias alternativas, não poluentes; utilização de tecnologias "limpas"; promoção da reciclagem; reutilização de determinados produtos, por exemplo a utilização de garrafas de vidro em substituição das de plástico descartáveis.
- em relação ao esgotamento dos recursos naturais, poupar energia substituindo as lâmpadas incandescentes por lâmpadas economizadoras, com estas lâmpadas obtêm-se a mesma luz poupando 80% de energia; aproveitar toda a energia natural que se puder; utilizar os transportes públicos; comprar carros híbridos, são mais amigo do ambiente;utilizar painéis solares em casa, etc.

CONCLUSÃO

A interação do homem com a natureza levamos a crer que estamos num processo inverso, ou seja, estamos a nos aproximar da natureza, procurando nos integrar e fazer parte dela. Nesse sentido, o direito ambiental vai ganhando força e vem sendo criadas várias leis de preservação, que vem a beneficiar o meio ambiente, mas, porém se não gerida de acordo com o desenvolvimento sustentável  a natureza sofrerá  sérios danos . Por isso é necessário o despertar da consciência cidadão e ambiental do povo brasileiro e dos demais povos  a quem dedico este singelo estudo.

Segundo Paulo Freire Vieira -"A noção de recurso natural renovável vem se impondo com um ponto de referência central dos debates travados sobre a crise do meio ambiente desde o início da década de 70. Exprimindo a relatividade do olhar lançado pelos homens sobre a natureza, um olhar orientado por suas necessidades, seus conhecimentos e seu "savoir faire", o uso desta noção permite iluminar a reflexão atual sobre a complexidade envolvido nas relações de interdependência entre produção social e reprodução ecológica."

 Referencias bibliograficas

 AMABIS, J.M.; MARTHO, G.R. 2004. Biologia das Populações. 2ª Ed. São Paulo, Moderna. 438p.

CAVALCANTI, C. Desenvolvimento e natureza: estudos para uma sociedade sustentável. São Paulo: Cortez Editora, 1995.

SATO, M.; SANTOS, J. E. Agenda 21 em sinopse. Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais. Universidade Federal de São Carlos. São Carlos, 1996.

Perfil do Autor

EDSON LUIZ GASPAR

Professor da rede estadual da escola  Regina Tenório de Oliveira graduado em biologia pela Faculdade de Filosofia Ciência e Letras de Jales...