Materialismo Prejudicial

15/06/2008 • Por • 17,943 Acessos
MATERIALISMO PREJUDICIAL

“Não sobrecarregueis teus dias com preocupações desnecessárias, a fim de que não percas a oportunidade de viver com alegria.” (Chico Xavier).

A palavra materialismo sempre esteve em voga. Vem da junção da palavra material, acrescida do sufixo ismo. Tem uma vasta sinonímia essa palavra, e os materialistas estão sempre atrelados aos ditames religiosos. Pessoas muito apegadas às coisas do orbe em que vivemos são consideradas materialistas. Existem outros significados representando a vida voltada unicamente para os gozos e bens materiais. Na filosofia a materialidade mostra a tendência, atitude ou doutrina que admite, ou que a matéria, concebida segundo o desenvolvimento paralelo das ciências, ou que as chamadas condições concretas materiais, são suficientes para explicar todos os fenômenos que se apresentem à investigação, inclusive os fenômenos mentais, sociais ou históricos. O materialismo se afirma, sobretudo ante o problema da origem do mundo (que dispensa a criação divina e se explica em termos evolutivos), o problema ético (dele resultando moral hedonística), o problema psicológico (orientando a pesquisa no sentido de estabelecer as relações diretas entre os fenômenos psíquicos e as reações do organismo aos estímulos ambientais), e o problema do conhecimento (em que afirma a adequação da razão ao conhecimento do mundo, adequação que se evidencia pelo incessante progresso do conhecimento científico). Nesta acepção podemos delineá-la como idealismo. Existe uma variação ou classificação quando se fala de materialismo.
Ele pode ser o dialético tendo como doutrina fundamental do marxismo, cuja idéia central é que o mundo não pode ser considerado como um complexo de coisas acabadas, mas de processos, onde as coisas e os reflexos delas na consciência, e os conceitos, estão em incessante movimento, gerado pelas mudanças qualitativas que decorrem necessariamente do aumento de complicação quantitativa. Já no materialismo histórico a doutrina do marxismo que afirma que o modo de produção da vida material condiciona o conjunto de todos os processos da vida social, política e espiritual. No materialismo mecanicista. Filosoficamente falando é a doutrina que explica os fenômenos da natureza reduzindo-os a processos mecânicos, e, a processos que se explicam pelas leis do movimento dos corpos no espaço e por mudanças puramente quantitativas. Pode está ligado ao Positivismo de Augusto Comte. No Brasil ele esteve presente na época da Proclamação da República, destacando-se o coronel Benjamim Constant. “Segundo Comte, o ser humano é "total", isto é, uma realidade completa e o seu sistema deve se referir à totalidade humana: afetiva, intelectual e prática, individual e coletiva, etc. Comte concluiu - na obra "Sistema de Política Positiva" (1851-1854)- que deveria criar uma religião - pois, de seu ponto de vista, as religiões não se caracterizam pelo sobrenatural, mas pela busca da unidade moral humana.
Daí o surgimento de uma religião agnóstica ou sem deus, a Religião da Humanidade. Foi profundamente influenciado - pela figura de sua amada Clotilde de Vaux, e elaborou um sistema ético, centrado em diversos cultos da história da Humanidade. Os ensinamentos éticos são resumidos por acrósticos tais como: "Viver às Claras. “Viver para outrem”. O idealismo, a fenomenologia, marxismo, filosófico, dialético, o pseudomaterialismo, juntando-se ao existencialismo foram fortes em termos de materialidade. Na concepção de mundo A Ciência, ao se defrontar com um novo problema, busca solucioná-lo através de um método: o da experiência. O cientista observa, experimenta, faz hipóteses e tira conclusões. Confirmadas as conclusões, os fatos observados transformam-se em teoria. Por exemplo: há a hipótese de que o calor dilata os corpos. O cientista fará uma série de experiências, a fim de estabelecer os limites de tal hipótese. Depois, transforma-a em lei. Significa dizer que nas mesmas circunstâncias, as conclusões serão sempre as mesmas. O oposto ocorre no campo da filosofia, pois não existe uma concepção de mundo admitida por todos, como existe na Física, na Química, na Biologia. (Centro Espírita Ismael). Já em relação à religião podemos ver o seguinte: “Com efeito, uma religião é, em certo modo, uma concepção de mundo. Elas são em grande número e cada uma pretende estar na posse exclusiva da verdade.

“Somente essa mostra aos homens o caminho a seguir na vida e o meio de alcançar outra vida feliz depois da morte”. (Thalheimer, 1934, p.13) O caráter fundamental da religião pode ser assim definido: é um produto da fantasia, da inspiração, contrariamente à concepção do mundo moderno, que é um produto da ciência. A diferença entre ciência e religião pode ser visualizada da seguinte forma: suponha o fenômeno chuva. Para as religiões primitivas, havia o Deus da chuva ou o Deus do trovão. Quer dizer, uma força sobrenatural fazia trovejar e chover. A ciência busca as causas: o que faz chover e o que faz trovejar. E o que descobre faz parte das leis naturais. O materialismo deixa ou transforma o ser humano em egoísta, invejoso, quanto mais tem mais quer e esse quadro puramente material estava convivendo com ele todos os dias, quando relatamos fatos ligados a política, distribuição de bens, troca de favores entre outras mazelas que transforma o homem num animal irracional, esquecendo que em seu convívio estão seres iguais a ele, pessoas de sua família, amigos e seres do ciclo da sociedade em que vive. É difícil convencer o homem a uma mudança radical. O dinheiro, o poder sempre esteve no escalão mais alto do materialismo que inócua o homem deixando-lhe as expensas da maldita materialidade.
Dizer que os ateus são materialistas, não é bem assim, na realidade eles são agnósticos, visto que a sinonímia ateísta pode ser decifrada como (A e Téo) (a=procura e Téo, do grego theós, oû =Deus), está sempre à procura de Deus. O agnóstico não acredita na existência de Deus e é materialista desde pequenininho. Existem pessoas que pensem e defendem arduamente que Deus foi uma figura antropormofisada pelo homem. Acrescentando mais detalhes podemos dizer que o “materialismo” provém do latim materialis, aquilo que é feito de matéria. Possui como denominador comum - idéia de que a matéria é ou a substância, negando peremptoriamente o que seja supramaterial. A matéria é decisiva e está presente nos processos psicológicos históricos e sociais. Difundiu-se nas expressões “materialismo Histórico”, e dialético da doutrina de Marx (Maxista). Frederic Engels (1820 – 1895) criou o materialismo histórico para sinonimizar a doutrina econômica de Karl Marx (1818-1883), afirmando que Oe fatos econômicos, materiais sobre todos os aspectos, foi à causa que determinou todos os fenômenos sociais e históricos. Desenvolve a teoria marxista da evolução geral do Universo. Com isso, um homem imperfeito como nós joga a figura de Deus para escanteio. O dialético no plano das idéias comanda a evolução da matéria e da história. Ainda bem que esses mitos perniciosos foram derrubados, os paradigmas foram quebrados e estraçalhados e assim o homem pode se achegar a Deus ter Jesus como seu Mestre.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI E ACADÊMICO DA ALOMERCE



 

Perfil do Autor

Antonio Paiva Rodrigues

Jornalista, Radialista, Acadêmico da Alomerce, Membro da Associação Cearense de Imprensa(ACI), Bacharel em Segurança Pública, Membro da Associação dos Ouvintes de Rádio do Ceará (AOUVIR), Coronel da PM, Poeta, Escritor, Membro da Academia Virtual Sala dos Poetas e escritores(AVSPE).