O Império Invisível Da Nanociência Na Fronteira Da Nanobioética E Da Nanobiopirataria
O império invisível da nanociência na fronteira da nanobioética e da nanobiopirataria.
Carlos André. Cursino Roriz é mestre em desenvolvimento Sustentável pelo Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Universidade de Brasília, Bacharel em Ciências Econômica pelo UniCEUB - DF
A pouco tempo o mundo começou a se “maravilhar” com a nova expressão denominada Nanociência, palavra originada na CalTech – Califórnia, EUA.
Entretanto, poucos sabem, como diria Darcy Ribeiro, que o Nono Marco civilizatório que sucedeu o Oitavo (comunicação virtual) é a nanociência que nasceu antes da inauguração do Distrito Federal, em 1959, há 48 anos.
A nanociência despontou em 29/12/1959, quando o físico Richard Feynman, prêmio nobel em 1965, proferiu a palestra Anual American Physical Society, intitulada "There's plenty of room at the bottom” - há mais espaços lá embaixo.
Essa revelação ocorreu quando Feynman (1918–1988), sustentou que é “possível condensar na cabeça de um alfinete as páginas dos 24 volumes da Enciclopédia Britânica”.
Esse fato possibilitou pesquisas para produção de materiais em escala atômica e molecular, despontando a ciência para outros horizontes - a nanotecnologia.
O neologismo nano “é um prefixo que vem do grego nanós que significa “excessiva pequenez”, também adotado em 1960, pela 11ª Conferência Geral de Pesos e Medidas, Houais (2007, CNPq - Intranet).
Conforme divulga o site http://www.online.unisanta.br/2007/03-10/ciencia-5.htm, a medida de um (1) nanometro (1nm) é igual a 0,000000001 do metro, equivalente a 10 elevado a menos 9 do metro.
Sendo assim, um nanômetro, símbolo nm, é um bilionésimo de metro, e a nanociência passou estudar a natureza nessa escala atômica.
Imagine uma cabeça de um alfinete que tem 1mm e ponha nele 10.000 a 100.000 alfinetes! Na escala nanométrica, um fio de cabelo mede cerca de 30.000 nanômetros.
A interação desta ciência com outras áreas evoluíram para derivações do tipo: nanomedicina, nanorobótica, nanopirataria, e no meu neologismo a nanobioética.
O distanciamento de países desenvolvidos no avanço da ciência e tecnologia cresce em escala bilionésima nos estudos e aplicação da nanociência, a ponto de prometer a vanguarda do conhecimento por séculos.
Embora a nanociência exista a pouco tempo, a cinqüenta anos, a maior parte da sociedade brasileira pouco sabe sobre seus efeitos na vida diária, em termos de transformações na saúde humana, na moradia, na segurança pública, na liberdade e privacidade, no emprego profissional, na vestimenta, na alimentação, na renda, e no meio ambiente.
Na realidade, esta pós-Nova Era veio com o paradigma da “saber” - o pais é desenvolvido ou retardatário, ou é cego, pobre, analfabeto no mundo nanométrico ou conhece, enxerga e tem o ”cérebro expandido” nessa escala.
Com a nanociência, o poder científico se instala estabelecendo novos segredos tecnológicos de Estado aonde o conhecimento e’ privilegio de poucos, pertence a quem possui a maturidade tecnológica.
Nanociência é a ciência detentora de poder tecnológico numa escala além do mundo objetivo, que possibilita ao homem comum confundir explicações de fenômenos nanocientífico – a realidade, com crenças e mistérios inerentes a religiões.
A nanociência dá maior credibilidade à ciência, uma vez que desmistifica a transmutação da matéria; o domínio maior das dimensões; reduz riscos de doenças e aumenta a expectativa de vida; melhora o tratamento de doenças genéticas; prever doenças antes de suas manifestações; e muitas outras.
Esta Pòs-Nova Era exige conhecimento profundo de ciência desenvolvida de tecnologia atrelada a alto investimento.
Assim como toda nova experiência humana é cercada de surpresas e imprevisões, sob o entusiasmo e o desafio do avanço do conhecimento, de igual modo há forte preocupação com os aspectos da Ética na Bioética das pesquisas.
Há preocupação com os efeitos e conseqüências sem domínio que poderão desnortear as intenções cientificas quanto a resultados não esperados, a dignidade humana e quanto a ímpetos de pesquisadores pela ânsia das descobertas.
A extraordinária descoberta da importância das células-tronco para a reconstituição de células e` fortalecida com o uso da nanotecnologia.
A nanociência promove uma verdadeira revolução em hospitais, universidades, laboratórios, segurança pública e particular, vestimentas, saúde, alimentação, computadores, medicamentos, farmacêutica, e no ensino de todos os níveis.
De conformidade com o site http://www.colegiobetel.com.br/artigos.php?cod=6, uma universidade americana desenvolveu nanoparticulas que consertam neurônios danificados do cérebro de doenças como mal de Parkinson e de Alzheimer. Assim como estão sendo realizadas experiências nanométrica com a AIDS.
Mecanismos de nanotecnologia dá sinais com possibilidade de conhecer e modificar o DNA humano, e há receios de mutações celulares na estrutura das espécies vivas.
Medicamentos e alimentos produzidos com a nanotecnologia serão colocados no mercado sem o aval da sociedade e sem o conhecimento consagrado e tradicional da ciência, inspirando duvidas e incertezas na população consumidora.
A nanotecnologia possibilita ser utilizada como arma de guerra atuando em escala nanométrica e gerando efeitos e fenômenos no mundo material de forma inexplicável.
A área de fármacos conta com recursos da nanotecnologia para produção de medicamentos experimentais em estruturas celulares de seres humanos com possibilidades de gerar efeitos adversos imprevisíveis tais como alterações no DNA.
Líderes de Governo são alvo de espionagem detentores de tecnologia de nanorobôs – objetos tão minúsculos que se tornam invisíveis a olho nu, que penetram em locais restritos gabinetes, aposentos, fornecendo informações do ambiente em tempo real, tais como fotos, filmagens, voz, etc, sem que se perceba.
Por outro lado, pacientes poderão ingerir cápsulas robótica que penetrarão nas entranhas do corpo humano diagnosticando, operando células doentes, consertando neurônios, dispensando cirurgias atuais.
Pacientes sem livre consentimento em pesquisas, como toda espécie de vida animal e vegetal, são potencialmente “sujeitos de pesquisa” para experiências nanométricas de transplante de órgãos e correções orgânicas humanas.
Nanorobôs possibilita passear em reservas ambientais analisando o meio ambiente, transferindo “em tempo real” informações em escala nanométrica de espécies da flora, da fauna, numa missão espetacular de nanobiopirataria.
A privacidade do cidadão cessa diante de equipamentos remotos e imperceptíveis a olho humano, enquanto que os países adiantados trabalham em projetos de construção de estações de sensoramento e detecção destas armas na escala nanométrica.
Todavia, efeitos colaterais estimados na maioria dos medicamentos são a preocupação da nanobioética pouco discutida no Brasil, e é assunto obscuro para países que apenas assistem os avanços e não se lançam parceiros nesta nanoaventura.
Se na época de Hitler se cometeu atrocidade com o ser humano com experiências nazistas, o que resultou nos acordos de Helsing e outros, foi porque essas barbáries foram feitas à luz do sol, perceptíveis por meios objetivos.
Naquela época, os movimentos em favor do Ethos da ciência rejeitaram essas experiências como testemunhas oculares da falta de ética em pesquisa com seres humanos.
Mas na escala nanométrica com quase cinqüenta anos de existência o Pais ainda não possui uma política adequada para, através de legislação especifica, controlar essas experiências em território e em instituições de saúde brasileira.
Se um país, a exemplo do Brasil, não vier possuir estrutura tecnológica para acompanhar pesquisas realizadas com a nanociência, que utilize seres humanos, como se poderá avaliar a ética nas experiências por estrangeiras em escala nanobioética?
Mas na escala "nano métrica" quem, senão, os países da vanguarda da ciência e da tecnologia, integrantes do clube de ricos, competirão para vigiar esse mundo imperceptível pelo olho humano!
A tendência da Era dos “nanos” pelos integrantes do grupo G7, mais os países Rússia e China, constituírem o império invisível da nanociência, ao se agruparem na nova denominação do Grupo dos “Super-Nanos” - GSn.
Entramos na sociedade do “Poder dos nanicos” contrariando a própria acepção da palavra “anão” que em nosso idioma também confirma o significado atribuído pelos gregos como “excessiva pequenez” .
O Brasil necessita de mais investimentos e de uma legislação especifica para experiências na escala nanométrica, para poder acompanhar a nonomedicina, a nanorobótica, a nanobioética, a nanotecnologia.
(Artigonal SC #368893)
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O império invisível da nanociência na fronteira da nanobioética e da nanobiopirataria.
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