O PROFESSOR REFLEXIVO E SUA MEDIAÇÃO NA PRÁTICA PEDAGÓGICA: FORMANDO SUJEITOS CRÍTICOS (PARTE 2)

Publicado em: 16/07/2010 |Comentário: 0 | Acessos: 4,975 |

4 O PROFESSOR E A ESCOLA - COMPLEXIDADE, ANTAGONISMOS E CONTRADIÇÕES - UMA PARCERIA QUE DÁ CERTO.

Quero uma escola comunidade, dotada de pensamento e vida próprios, contextualizada na cultura local e integrada no contexto nacional e global mais abrangente. Não quero, pois, uma escola burocratizada que seja uma mera delegação ministerial. Desejo assim uma escola que conceba, projecte, actue e reflicta em vez de uma escola que apenas executa o que outros pensaram para ela. Uma escola que tenha uma ambição estratégica por oposição a uma escola que não tem visão e não sabe olhar-se no futuro. Não quero uma escola que se lamente do insucesso como um pesado e frustrante fardo a carregar, mas uma escola que questione o insucesso nas suas causas para, relativamente a elas, traçar planos de acção. Uma escola que reflicta sobre os seus próprios processos e as suas formas de actuar e funcionar. Uma escola que analise, desconstrua e refaça as suas opções e a sua acção curricular. Uma escola que saiba criar as suas próprias regras. Mas que, ciente da sua autonomia responsável, saiba prestar contas da sua actuação, justificar os seus resultados e auto-avaliar-se para definir o seu desenvolvimento. Em vez de uma escola que apenas cumpre as regras emanadas de outrem sem que ninguém avalie nada nem ninguém. Uma escola que se alimente do saber, da produção e da reflexão dos seus profissionais, os professores que, por isso mesmo, não se sentem meros assalariados. Uma escola à qual não é necessário ditar a formação requerida porque ela própria conhece as suas necessidades, cria os seus contextos de formação e integra a formação no seu desenvolvimento institucional. Uma escola onde tudo gira à volta da sua missão: educar novas gerações. Em suma, uma escola com cara, como diria Paulo Freire, e não apenas uma escola anónima. (Isabel Alarcão)

4.1 A COMPLEXIDADE, OS ANTAGONISMOS E AS CONTRADIÇÕES

Falamos sobre o professor reflexivo, sua formação, seu trabalho, suas competências e habilidades. Cabe-nos, porém, lembrar que sua atuação se dá num contexto muito peculiar, um local no qual o professor vai encontrar a complexidade, deparar com resistências, enfrentar situações adversas e, apesar disso, desempenhar seu papel da melhor forma, para construir sujeitos críticos, autônomos e preparados a enfrentar e vencer desafios.

Apesar de todos os problemas vivenciados pelo professor na sua faina, é exatamente na escola e no convívio com essas situações que ele encontrará campo propício para o seu crescimento, o aperfeiçoamento de sua prática e o domínio daquilo que Perrenoud (2001) designou "saberes a ensinar e saberes para ensinar". Para tanto, há necessidade de o professor buscar inserir-se no cotidiano da escola, conhecendo seus problemas, auxiliando na descoberta de soluções, interferindo com o coletivo, porém, sem descuidar-se da própria formação.

Se o professor se deixar levar pela complexidade que vai encontrar na escola, certamente esmorecerá. Só lhe será possível vencer as adversidades se buscar dentro de si próprio a motivação necessária para entrever, em seus educandos, a esperança de transformação da realidade, por meio de uma formação sólida que possibilitará o questionamento e a visão necessários à implementação de mudanças.

A educação é uma profissão impossível, porque é uma profissão complexa, que obriga a enfrentar contradições irredutíveis, tanto no espírito do ator quanto nas relações sociais. Se a tarefa de ensinar fosse apenas complicada, seria suficiente, como frisa Edgar Morin, decompô-la em tarefas mais elementares, dar uma resposta ótima a cada uma delas e reunir o todo, como faz a NASA quando constrói um foguete. Entre o desabrochar do indivíduo e sua integração na sociedade, entre o desejo de igualdade e o respeito pelas diferenças, entre os interesses do professor e os do aluno, entre o projeto pessoal do professor e sua fidelidade ao mandato recebido, existe uma tensão intransponível. O professor navega à deriva ou, se preferirmos, avança como um equilibrista, sem jamais estar certo de ter encontrado um equilíbrio estável, tentando conciliar o inconciliável, como misturar água e fogo. A tensão aumenta com a incoerência ou com a hipocrisia das políticas educacionais e das práticas institucionais, mas ninguém pode livrar completamente o professor da contradição, nem dissimular de forma duradoura seus limites. Por isso, a prática é, no final das contas, um jogo entre a razão e a paixão, entre julgamento e desejo, entre interesse e desinteresse. É importante captar a natureza profunda da complexidade para não se enganar sobre a natureza das competências. (PERRENOUD, 2001, p. 22).

Este texto nos mostra, de forma bastante nítida, a complexidade com que se depara o professor no desempenho de seu ofício, principalmente diante do que é viável realizar nas condições de trabalho que lhe são proporcionadas. Assim, durante a sua prática, o professor convive com situações que vão lhe exigir procedimentos coerentes com a realidade, como alunos indisciplinados, resistentes à aprendizagem, desestimulados, não-adaptados. São competências necessárias à sua atuação e que não provêm da sua formação, mas são adquiridas no exercício diário da docência. Mesmo que fosse elaborado um programa de formação para o professor, que buscasse englobar as situações mais inusitadas e passíveis de ser enfrentadas em uma sala de aula, certamente deixariam de ser incluídas inúmeras outras. Não é possível fugir da complexidade:

... é melhor falar dela, reconhecer que faz parte do mundo e também de nossa relação com o mundo, devido, por um lado, às nossas contradições, ambivalências, instabilidades e limites pessoais e, por outro, às divergências e conflitos entre atores sobre a situação e as decisões a serem tomadas (PERRENOUD, 2001, p. 30, grifo do autor).

O autor nos propõe, ainda, algumas formas de conduta para enfrentar a complexidade:

Reconhecer a Complexidade

 [...] Reconhecer a complexidade significa renunciar ao sonho de ver claramente e de fazer com que todos cheguem a um acordo de uma vez por todas, significa aceitar questionar constantemente os problemas e suas soluções, aceitar uma mudança periódica de paradigma, de maneira de pensar, para integrar novas perspectivas.

 Analisar e Domesticar Juntos a Complexidade

 Não basta reconhecer a complexidade, é preciso conhecê-la, ou seja, deixar de lado a imagem confusa de uma série de imbricações, contradições, incertezas e conflitos. O espírito não esta totalmente desprovido diante da complexidade; ele permite controlá-la parcialmente, na teoria e, de certo modo, também na prática. Assim, a tensão entre dependência e autonomia não pode ser transposta de uma vez por todas, nem na teoria nem na prática. No entanto, ela pode ser analisada e administrada para que possa ser vivida pelas pessoas e fecunda para as organizações. [...] Cada problema, cada conflito e cada crise são oportunidades para aprender a funcionar de forma conjunta.

 Criar Instituições Capazes de Pensar de Forma Sistêmica

 [...] Uma instituição capaz de pensar de forma sistêmica é uma instituição capaz de pensar em sua complexidade interna e em suas dependências externas, de construir uma visão de conjunto de seu funcionamento e de seu ambiente, bem como de propor linhas de ação coerentes. (PERRENOUD, 2001, p. 46 – 49, grifos do autor).

4.2 O PROFESSOR E A ESCOLA

A prática exige dos professores a capacidade de "... reinventar sua escola enquanto local de trabalho e reinventar a si próprios enquanto pessoas e membros de uma profissão" (Thurler, 2002, p. 89, grifos do autor). Isso nada mais é que conseqüência das exigências de suas relações com o coletivo: os alunos, os colegas e a escola, e o êxito do professor nesse contexto está diretamente ligado à sua contribuição para implementar o novo. É a mesma autora quem define isso:

Para ter êxito nessa operação difícil e delicada, hoje sabemos que é primordial que os professores não sejam mais vistos como indivíduos em formação, nem como executores, mas como autores plenos de um sistema que eles devem contribuir para transformar, no qual devem engajar-se ativamente, mobilizando o máximo de competências e fazendo o que for preciso para que possam ser construídas novas competências a curto ou médio prazo. Como parceiros tanto das autoridades políticas quanto das instâncias de pesquisa, eles se empenham coletivamente na definição de problemas, na exploração de soluções possíveis e em sua avaliação. Na medida em que eles são designados – ou se designam – como iniciadores do processo de mudança, transformam – ou mesmo sublimam – suas necessidades, seus problemas, sua nostalgia e seus objetivos pessoais, formulando projetos coletivos e investindo em sua implementação. Em contrapartida, sentem-se no direito de serem levados a sério como parceiros, aceitos em suas particularidades, sejam individuais ou coletivas (THURLER, 2002, p. 90).

Quando falamos da relação professor-escola-gestor, parece que tudo acontece como num passe de mágica e as coisas se encaixam perfeitamente, sem atritos, sem choques e sem confrontos. Se tudo acontecesse dessa forma, teríamos simplesmente a continuação de todo um sistema que impõe sua vontade e reproduz as coisas da forma como sempre foram. Não. Thurler chama isso de "caixa-preta", fazendo referência àquela parte do avião que não se destrói e que nunca se sabe o que contém até que haja um acidente e seus segredos são desvendados. Ela fala em "três fatores: pressão, ação comum e energia"; fala em "novas práticas" e em "fazer a diferença":

A "caixa-preta" da cooperação

 Embora ela encabece a grande maioria das listas que enumeram as características das escolas eficazes, embora tenha sido designada como eixo principal de muitas reformas, a cooperação profissional dos professores continua sendo um enigma, uma espécie de 'caixa-preta'. Quando ela existe, parece contribuir para o êxito das ações pedagógicas e estruturais que os estabelecimentos escolares empreendem para melhorar os resultados de seus alunos. Quando ela não existe, não há receitas simples para instaurá-la. Dados recentes (Earl e Lee, 1998; GPR, 1999) fazem supor que a cooperação profissional nos estabelecimentos inovadores é construída em torno de três fatores: pressão, ação comum e energia. Em algumas escolas, a pressão pode fazer com que os professores sucumbam ao estresse quando não conseguem fazer frente às dissonâncias intelectuais e emocionais que são o pão de cada dia de todos os que percebem a defasagem entre os objetivos visados e as realidades cotidianas. Em outras, a combinação entre pressão e ação coletiva produz a energia necessária para explorar e instaurar de forma duradoura novas práticas, para ir ao fundo dos problemas. Finalmente, a consciência de que 'a união faz a força' e de que é possível 'fazer a diferença', procedendo com método e obstinação, impulsionará as escolas a se aventurarem ainda mais longe na espiral do desenvolvimento (THURLER, 2002, p. 95).

Vemos, dessa forma, reforçada a necessidade de que o relacionamento professor-escola aconteça em benefício da educação. Exatamente como nos diz a autora, impulsionando a escola (que é constituída por todo o corpo de educadores, pelos alunos e pela comunidade) a se aventurar ainda mais longe (diversas cabeças são capazes de planejar as melhores ações) na espiral do desenvolvimento (professores reflexivos em uma escola reflexiva vão gerar alunos reflexivos capazes de transformar a educação).

4.3 A PARCERIA QUE DÁ CERTO

A reflexividade e a formação contínua do professor vão se mostrar tanto mais eficazes quanto houve sua integração no coletivo da escola. É na prática do dia-a-dia que o professor tem a oportunidade de se atualizar junto à equipe pedagógica. A relação professor-escola-gestor gera um intercâmbio de informações que traz ganhos significativos para todas as partes. Muito embora também se fale em perdas, se as analisarmos vamos perceber que se trata dos antagonismos gerados pela complexidade e que, antes de se constituírem em perdas, representam fonte de crescimento para todos.

Parafraseando Perrenoud[2], vamos constatar que quando falamos de trabalho em equipe não estamos nos referindo somente aos professores, porque os diretores dos estabelecimentos de ensino têm a responsabilidade do seu envolvimento, bem como cada integrante da comunidade escolar. Esse tipo de procedimento modifica o funcionamento de todo o conjunto e interfere nas relações de poder.

É interessante ressaltar que as modificações geradas acontecem em dois sentidos contraditórios, pois se de um lado proporcionam algum tipo de ganho, de outro traz algum tipo de perda ao estabelecimento. Isso porque ali convivem diversos tipos de pessoas, uns torcem para que nada mude e têm muito a perder com as mudanças, ao tempo que outros estão sempre querendo revitalizar a escola e têm muito a ganhar.

Como forma de ilustração, apresentamos abaixo alguns procedimentos que são considerados perdas quando a escola tem um coletivo que é equipe:

a) a gestão de pessoal torna-se mais complicada, pois os interesses mútuos dos professores precisam ser levados em conta;

b) existe grande interferência nos procedimentos burocráticos, pois sempre haverá influência nas atribuições de classes e na elaboração de horários;

c) ficarão evidentes as separações no corpo docente, pois sempre existem aqueles que trabalham em equipe e os individualistas;

d) deverão ser administrados separadamente casos de privilégios, alterações, providências e fontes suplementares;

e) quando a equipe adota posturas inovadoras, estas podem trazer risco ao estabelecimento se forem muito audaciosas;

f) o gestor escolar deverá enfrentar uma força maior, pois a união fortalece, ao tempo que pessoas isoladas são mais frágeis;

g) as regras comuns passam a ser contestadas e a ordem tradicional passa a ser ameaçada;

h) pode ocorrer o surgimento de grupos que estabeleçam suas próprias regras e adotem uma política particular, gerando conflitos.

Da mesma forma, vamos enumerar alguns pontos considerados positivos e, como tal, ganho em favor do estabelecimento escolar pelo fato de a equipe constituir-se em fonte de renovação e dinamismo:

a) os debates ocorridos no ambiente escolar serão mais animados, novas idéias surgirão e tudo o que for tradicional passará a ser contestado em benefício de inovações que servirão de estímulo;

b) contribui para que alguns professores rompam com o individualismo, resgatando-os para o convívio do grupo;

c) facilita a organização das classes e dos ensinamentos, pelo fato de proporcionar maior flexibilidade;

d) contribui para influenciar o clima geral, criando um ambiente mais otimista, e a forma de encarar o sistema terá menos passividade;

e) problemas e crises passam a ser encarados sob uma outra ótica, proporcionando sua solução de maneira mais fácil do que quando o grupo não tem o hábito de trabalhar junto;

f) há um maior entusiasmo com relação à direção a seguir, fazendo com que as coisas avancem com mais facilidade;

g) os poderes de gestão tendem a ser descentralizados e o clima passa a ser de mais descontração e confiança.

Analisando esses pressupostos, vamos identificar que a prática adotada por alguns diretores de escola, de incentivar a criação ou a manutenção das equipes pedagógicas, encontra fulcro nessas evidências de que os aspectos positivos, considerados de ganho, superam os negativos, e que estes muitas vezes são revertidos diante do bom desempenho da equipe. Também essa prática faz com que a equipe atue de forma unida, facilitando à escola ser reflexiva: uma escola autogerida; com projeto próprio, construído com a colaboração de seus membros; que sabe para onde quer ir e se avalia durante toda a caminhada.[3]

Alguns conceitos são necessários para nos esclarecer o que vem a ser uma escola e quando podemos denominá-la reflexiva:

... utilizarei palavras de Macedo que assim define a escola: "comunidade educativa, sistema local de aprendizagem e formação: grupo constituído por alunos, professores, pais/encarregados de educação, representantes do poder autárquico, económico e social que, compartilhando um mesmo território e participando de uma herança cultural comum, constituem um todo, com características específicas e com uma dinâmica própria" (1995: 68). Partilho com a autora a concepção de escola como comunidade. Comunidade em que participam vários actores sociais que nela desempenham papéis activos, embora diversificados". ALARCÃO, 2003, P. 80-81, grifos do autor).

 Uma escola reflexiva é uma comunidade de aprendizagem e é um local onde se produz conhecimento sobre educação. Nesta reflexão e no poder que dela retira toma consciência de que tem o dever de alertar a sociedade e as autoridades para que algumas mudanças a operar são absolutamente vitais para a formação do cidadão do século XXI". (ALARCÃO, 2003, p. 38).

 A uma escola desse tipo tenho vindo a chamar uma escola reflexiva que defino como "organização que continuadamente se pensa em si própria, na sua missão social e na sua organização e se confronte com o desenrolar da sua actividade num processo heurístico simultaneamente avaliativo e formativo" (ALARCÃO, 2001b: 25). Decorre dessa definição que a escola nunca está verdadeiramente feita. Encontra-se sempre em construção, em desenvolvimento. Não se trata da construção do edifício da escola, mas da comunidade social, dinâmica que ela quer ser. (ALARCÃO, 2003, P. 83).

Mais uma vez nos deparamos com a conceituação do coletivo para designar a escola, agora a vemos como comunidade e ao refletirmos sobre o sentido desse termo, não nos ficarão dúvidas acerca da correção de seu uso para denominar o ambiente escolar. Outro fato é tratar-se de uma comunidade dinâmica, sempre em construção, pois é por ali que desfilam os atores que nela convivem e são os protagonistas dos termos da própria definição de escola reflexiva: pensar, refletir, organizar, avaliar e formar. A escola é um ambiente em que circulam conhecimento, saber, informação e seus detentores; a escola é um ambiente em que circulam indivíduos ávidos para colher os frutos dessa convivência para descobrirem competências, capacidades, valores que os tornarão prontos e aptos para escreverem a própria história.

É na escola que o professor reflexivo vai encontrar o espaço propício para semear seus conhecimentos. Se também a escola é reflexiva, tudo se completa, os interesses se coadunam e os objetivos propostos serão atingidos com muito mais eficácia, e a Educação terá alcançado o intento de formar indivíduos autônomos, capazes de pensar, de decidir, de contribuir para a construção de um mundo melhor. Indivíduos preparados para os desafios do século XXI.

 CONCLUSÃO

Nossos professores, ao encerrarem sua formação acadêmica, detentores de uma teoria adquirida no intervalo de sua licenciatura, vêem-se, num repente, frente a uma realidade totalmente diversa daquela que poderiam imaginar, até mesmo porque o período de estágio, que teria a função de preencher essa lacuna, é reduzido a um número insuficiente de horas que apenas permite, quando não existem empecilhos por parte dos gestores das escolas, que se desenvolva e se aplique um projeto de pequena monta, voltado exclusivamente para uma área específica, o que não oferece uma visão global da escola, de seus problemas, de suas limitações e de seus desafios.

Trata-se de um quadro desolador que tolhe o entusiasmo do neófito, podendo conduzi-lo a uma situação de apatia e acomodação, contribuindo para a perpetuação do quadro atual que já está arraigado diante da premissa de que sempre foi assim. Esse risco será tanto menor quanto mais profissionais da educação estiverem conscientizados de que a solução do problema passa pelas suas mãos.

É nesse momento que floresce a figura do professor reflexivo, elemento que, desde o início da sua formação, questiona o quê e o porquê das coisas, inconformado pelo simples fato de não ser possível que tudo aconteça sempre da mesma maneira sem nunca haver alguém capaz de interferir nessa trajetória com o intuito de mudar, transformar, fazer novo, revolucionar e melhorar.

Esse inconformismo vai conduzi-lo por meandros que o levarão a enfrentar grandes desafios e inúmeras dificuldades, até mesmo algumas decepções, porém, se dentro de si existe o germe da reflexão, nada o fará desistir e nenhum obstáculo o impedirá de continuar em sua luta incessante na busca de novos horizontes.

O professor reflexivo, antes de tudo, é um educador e, como educador, persegue objetivos, acredita em sonhos, vence desafios e nunca desiste: tem em si a certeza de que é sua missão formar indivíduos capazes, críticos e autônomos, aptos a escreverem a própria história. E a história de cada um é a história de um povo, um povo que entende a relação do homem com o mundo e quer transformar essa relação e esse mundo, porque acredita em um mundo melhor.

O professor reflexivo busca constantemente o próprio aprimoramento, pois precisa conhecer-se. O autoconhecimento é a única forma de trabalhar a alteridade e, dessa forma, buscar descobrir, na escola, a competência necessária a desenvolver o seu trabalho em toda a sua extensão: o professor competente na escola competente.

Não nos é possível vislumbrar o que se pretende para daqui a 10 ou 20 anos na área da educação, mas é plenamente viável a opção de formar professores de acordo com a sociedade e o elemento humano que defendemos. Nossos professores, hoje, precisam contribuir para democratrizar a cultura e criar indivíduos autônomos. Assim, precisam desenvolver qualidades como: ser coerentes e confiáveis, proporcionar ao aluno a oportunidade de conversar, mostrar-se um mediador entre as diversas culturas e estimular de forma muito positiva a comunidade educativa.

O professor precisa respeitar regras, a palavra do outro, organizar uma vida democrática a partir da escola e saber tomar decisões conjuntas. Precisa, ainda, ser um intelectual, ou seja, ter uma relação com o saber e com o debate; organizar uma pedagogia construtivista, para proporcionar aos alunos condições de construir os próprios saberes; saber, ainda, administrar a heterogeneidade.

E onde irá nosso professor buscar tudo isso? Exatamente aí reside a necessidade de ele estar em constante aperfeiçoamento, uma "autoformação permanente", através de uma autocrítica que o levará a descobrir em quê e como precisa melhorar. O professor precisa gostar do que faz, aprender com a própria experiência e construir saberes nos percursos, sejam individuais ou coletivos. Um professor precisa discutir educação.

A atualização do professor deve dar-se em todos os níveis. O professor necessita ler jornais, participar de discussões políticas, entender o sentido da educação e, até mesmo, defender interesses sindicais e corporativos, porque somente os saberes práticos não satisfazem, precisam ser complementados com saberes teóricos, epistemológicos e filosóficos.

Formar sujeitos críticos, preparados para os desafios do século XXI, é uma tarefa que não permite parar para pensar. Quando trabalhamos com pessoas, não podemos nos esquecer que as mudanças ocorrem numa velocidade crescente e percorrem o mundo "on-line" através da rede mundial de computadores. A globalização é uma realidade que não tem retorno e a preparação do indivíduo para essa inserção é uma tarefa premente.

As escolas são, hoje, o ambiente propício à disseminação das condições necessárias à adaptação do homem a esse contexto e, para isso, deverão estar em constante aperfeiçoamento. A escola precisa ser reflexiva para atender a essa demanda, porém a escola é um ente que congrega uma coletividade. Se essa coletividade não estiver afinada com o conceito de escola reflexiva, todo o trabalho será em vão. Os professores, como membros dessa coletividade, precisam, eles também, entenderem essa verdade e assumirem sua parcela de responsabilidade, buscando seu constante aperfeiçoamento e seu crescimento pessoal, profissional e intelectual, porque nossos alunos não mais se contentam com respostas evasivas que não esclareçam seus questionamentos.

Há tempos, ao professor era permitido dizer ao aluno que existiam na escola duas obrigações: a do professor de ensinar e a do aluno de aprender. Hoje, nossos alunos são questionadores e, quando o fazem, estão devidamente embasados em dados atuais que muitas vezes ainda não chegaram ao conhecimento do professor. Logo, cabe ao professor entender que o conhecimento não mais é gestado na escola. Muito do que os alunos aprendem acontece fora das quatro paredes da sala de aula, cabendo ao professor tão-somente transformar informação em conhecimento pelo debate, pela problematização, pelo questionamento, pela reflexão, mas, para tanto, deverá estar devidamente preparado.

O conceito de professor reflexivo que tratamos neste trabalho, busca estimular uma meditação sobre a formação, o preparo, a atualização e o desempenho de nossos profissionais da educação que lidam diariamente com um sem-número de alunos, das mais diversas classes sociais e nos mais longínquos rincões desse Brasil e que têm sobre seus ombros a responsabilidade de formar os cidadãos que, num futuro próximo, exercerão o controle do mundo.

Ponderar os resultados do trabalho de cada professor-educador corresponde a visualizar aquilo que nos reserva o futuro, fruto de uma atividade realizada hoje, mas que exige crescimento e, principalmente, a conscientização da responsabilidade em legar à posteridade um mundo melhor.

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[1] Disponível em. 

[2]PERRENOUD, P. Ensinar: agir na urgência, decidir na incerteza. Porto Alegre: Artmed: 2001. p. 123-125.

[3]ALARCÃO, Isabel. Professores reflexivos em uma escola reflexiva. São Paulo: Cortez, 2003.

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    Apresentação de algumas questões referentes à formação docente universitária, mas precisamente, identificar as atitudes na prática docente que o transforme em um intelectual transformador. Para isso, foi tomado como base legal a legislação atual sobre a formação de professsor universitário. Destacou-se os processos seletivos nas universidades de âmbito públicas e privadas no Munícipio de Niterói, do Estado do Rio de Janeiro. Evidenciou-se as concepções de docente como intelectual transformador.

    Por: Ana Paula Moreira Machadol Educação> Ensino Superiorl 21/05/2009 lAcessos: 12,824 lComentário: 6

    O presente estudo tem como objetivo investigar as características que compõem o perfil do "bom professor" na percepção dos acadêmicos do curso de Pedagogia de uma Instituição de Ensino Superior em Anápolis, Go. identificando os métodos e linhas pedagógicas adotadas e a influência da atuação dos docentes na formação desses acadêmicos.

    Por: Ana Cláudia Oliveira Nunesl Educação> Ensino Superiorl 04/01/2011 lAcessos: 12,511 lComentário: 1
    Luana Souza

    O presente artigo vislumbra apresentar discussões e esclarecimentos sobre a teoria das representações sociais, sua relevância enquanto instrumento de pesquisa, principalmente, no campo educacional. Para tanto, fundamenta-se teoricamente sob a égide de MOSCOVICI (2013), SOUSA et all (2012), GUARESCHI (1996), apresentando breve conceituação e argumentos que tornam relevantes sua compreensão em contexto educacional.

    Por: Luana Souzal Educação> Ciêncial 18/10/2014

    A presente investigação teve como finalidade, realizar uma análise acerca da Teoria das Representações Sociais (TRS) e sua possível aplicação no âmbito de pesquisas em educação. Tratou-se, assim, de um texto especificamente teórico e de pesquisa qualitativa, o qual teve como embasamento teórico os textos em teoria das representações sociais de Prado e Azevedo (2011), Rateau et al (2012), Mazzotti (1994) e, a técnica de investigação empregada foi bibliográfica e documental.

    Por: Carla Anne Marques Fariasl Educação> Ciêncial 28/09/2014 lAcessos: 15

    Este trabalho teve como proposta de estudo os Hidrocarbonetos, através deles a matéria-prima do plástico a nafta que é um subproduto do petróleo. Para compreender de que são feitas as sacolas plásticas e se elas podem ser substituídas por outro material biodegradável, que não polua tanto o meio ambiente e conhecer alternativas contra o uso excessivo de sacolas de plástico no Brasil e demais países, realizou-se várias pesquisas bibliográficas com a contribuição de autores.

    Por: Carmeli Caetanol Educação> Ciêncial 20/09/2014
    Paulo Azze

    Explicações sobre a corrente elétrica alternada (CA), seus os componentes (ativos e reativos) e o seu cálculo de forma simplificada.

    Por: Paulo Azzel Educação> Ciêncial 15/09/2014 lAcessos: 11
    Paulo Azze

    Aborda aspectos relacionados ao comprimento das resistências de chuveiros, atendendo uma dúvida de amigo sobre questões do ENAD.

    Por: Paulo Azzel Educação> Ciêncial 15/09/2014
    Zilda Ap. S. Guerrero

    Atualmente a cidade de São Paulo passa por uma das piores crises de falta de água, todos os dias em diversos jornais do país, o mesmo jargão em torno da questão do consumo consciente da água é abordado de diversas chamadas à população. Sendo assim, urge a necessidade de orientar e conscientizar as crianças e a população em geral para o problema social que estamos enfrentando na cidade de São Paulo, e no mundo.

    Por: Zilda Ap. S. Guerrerol Educação> Ciêncial 10/09/2014
    Luddy Travassos

    Os indivíduos que sofreram lesão no Sistema Nervoso Central, que comprometeram os neurônios motores, na coordenação dos impulsos, demasias dos reflexos, espasmos, alterações da fala e conduções, também podem ser apercebidas pelos familiares do paciente através de alterações comportamentais cotidianas desde a sudorese, anestesia labial, tremor de mãos e pés, e qualquer anomalia derivada de distúrbios de estresses ou demais descargas de tensão.

    Por: Luddy Travassosl Educação> Ciêncial 31/08/2014 lAcessos: 11

    Sugestões com técnicas de estudo e leitura. Texto destinado a estudantes do ensino médio. pode ser aproveitado por todo leitor

    Por: NERI P. CARNEIROl Educação> Ciêncial 10/08/2014 lAcessos: 15
    Rogério Ferreira Leite

    Uma pequena homenagem aos professores, homens e mulheres abnegados que, apesar de todas as adversidades, tudo dão de si para formar novos cidadãos.

    Por: Rogério Ferreira Leitel Educação> Ciêncial 15/10/2010 lAcessos: 302
    Rogério Ferreira Leite

    Pretende este trabalho inserir o leitor no universo do Marketing de forma bastante sutil, não exigindo grandes conhecimentos. Busca mostrar as diversas facetas de um assunto que, à primeira vista, pode parecer cansativo e enfadonho, mas que no decorrer da leitura descobre-se interessante e envolvente, tanto para leigos quanto para expertos. Esse artifício foi utilizado para, juntamente com os fatos reais narrados, despertar o desejo de descobrir a novidade representada pelo "Efeito cata-vento".(PARTE 2)

    Por: Rogério Ferreira Leitel Marketing e Publicidade> Marketing Pessoall 16/07/2010 lAcessos: 1,283
    Rogério Ferreira Leite

    A formação de professores capacitados é primordial para que a qualidade do ensino esteja nos níveis mais elevados. Além de todo conhecimento teórico apreendido nos anos de faculdade, a participação em estágios é imprescindível para que o professor possa, como diz Rubem Alves, "nascer educador".

    Por: Rogério Ferreira Leitel Educação> Ciêncial 15/07/2010 lAcessos: 2,067
    Rogério Ferreira Leite

    Um tributo a minhas primeiras professoras. Lembro-me de quando há quase meio século fui conduzido à sala de aula antes mesmo da idade exigida, pois a convivência com os irmãos mais velhos me havia proporcionado conhecer as letras e arremedar a leitura, padrão considerado inusitado para a época e que me abriu os portões da escola com quase um ano de antecedência.

    Por: Rogério Ferreira Leitel Educação> Ciêncial 15/07/2010 lAcessos: 382
    Rogério Ferreira Leite

    Este trabalho contém as premissas básicas para que o educador atinja plenamente o objetivo de proporcionar aos seus alunos uma formação adequada às exigências do século XXI.(PARTE 1)

    Por: Rogério Ferreira Leitel Educação> Ciêncial 15/07/2010 lAcessos: 12,943
    Rogério Ferreira Leite

    Pretende este trabalho inserir o leitor no universo do Marketing de forma bastante sutil, não exigindo grandes conhecimentos. Busca mostrar as diversas facetas de um assunto que, à primeira vista, pode parecer cansativo e enfadonho, mas que no decorrer da leitura descobre-se interessante e envolvente, tanto para leigos quanto para expertos. Esse artifício foi utilizado para, juntamente com os fatos reais narrados, despertar o desejo de descobrir a novidade representada pelo "Efeito cata-vento". (PARTE 1)

    Por: Rogério Ferreira Leitel Marketing e Publicidade> Marketing Pessoall 15/07/2010 lAcessos: 1,490 lComentário: 1
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