O Tabaco E Suas Conseqüências

26/10/2008 • Por • 14,887 Acessos

            Você teria coragem de adquirir um produto comestível que tivesse escrito na embalagem a seguinte frase; “Cuidado, este produto é prejudicial à sua saúde”? Você pagaria por um produto que indiscutivelmente faz mal à sua saúde? Pode parecer idiotice fazer isto, mas o pior é que milhões de pessoas estão no exato momento consumindo um produto que causa dezenas de doenças. O cigarro é portador de substâncias tóxicas muito perigosas e podemos dizer que elas são venenos tão poderosos que provocam inapelavelmente câncer pulmonar em todos os indivíduos fumantes, caso não morram de alguma outra doença. Encontramos, num cigarro, o monóxido e o bióxido de carbono, a nicotina, a piridina, o furfurol, a colidina e a acroleína. Ao ser aspirada a fumaça do cigarro, os venenos são absorvidos pelos alvéolos, indo através do sangue percorrer todo o organismo do fumante, até atingir as células mais nobres do sistema nervoso. A nicotina tem uma ação constritora sobre os vasos sangüíneos, dificultando assim a irrigação do tecido nervoso, ao mesmo tempo que intoxica as células cerebrais. A pressão arterial aumenta e os batimentos cardíacos se tornam mais rápidos pela excitação dos gânglios nervosos do coração. Agindo sobre os centros respiratórios e outros centros nervosos, vai ocasionar dificuldade na respiração.


            Entretanto, não é só a nicotina do cigarro que age de forma nociva contra o sistema nervoso. O furfurol tem uma ação irritante sobre esse sistema e conforme a quantidade absorvida, dependendo do número de cigarros fumados, teremos pela irritação causada aos centros nervosos convulsões e até paralisia respiratória por inibição do comando nervoso.


            Quando um fumante sente angústia, náuseas, vômitos, suores frios, saliva abundante, tonturas, cefaléias, zumbidos no ouvido, que muitos atribuem ao nervosismo, são provocados na verdade pelo cigarro. Embora o fumante imagine que ao fumar ele se acalma, isto não passa de uma auto-sugestão. Não há um único cientista no mundo, nem médico ou pesquisador que discorde deste ponto de vista. O fumo produz melancolia, depressão e mesmo nervosismo. Reduz a capacidade de raciocinar e mesmo a memória.


            A acroleína, presente no fumo, causa degeneração das células nervosas, tendo ação semelhante à da nicotina. O monóxido de carbono entorpece os centros nervosos, tendo ainda ação nociva em todo sistema circulatório.


            O tabaco ou os produtos de combustão do cigarro tendem a paralisar os movimentos dos cílio que forram a mucosa dos brônquios. Com o tempo a mucosa brônquica perde esse mecanismo protetor, e suas células ficam expostas a agressões diretas, sofrendo transformações que podem chegar ao câncer brônquico ou carcinoma brocogênico.


            Nos últimos 10 anos o número de pessoas acometidas de câncer de pulmão aumentou em 500%, o que significa uma quantidade de indivíduos fumantes muito alarmante. Eis uma pequena lista dos riscos que todo fumante corre todas as vezes que fuma um cigarro aparentemente inofensivo.



-         Contrair câncer de pulmão


-         Contrair bronquite e efisema


-         Contrair câncer de laringe


-         Contrair câncer da boca


-         Contrair câncer do esôfago


-         Contrair úlceras do estômago



            Pesquisadores encontraram as seguintes substâncias venenosas num único cigarro:


            Fenol, Cresol, Paracrisol, Naftol, Catecol, Resorcinol, Quinol, Quaiacol, Pireno, Azuleno, Benzantracena, Piridina, Furfurol, Acroleína, Benzopirina, Picolina, Lutilina, Mentol, Glicerina, Cianeto de amônio, substâncias radioativas.


            Creio que eu poderia encher páginas e mais páginas falando sobre os males causados pelo fumo, mais ainda assim não me tornaria suficientemente convincente para induzir alguém a parar de fumar.


            Normalmente um fumante ouve do seu médico: “Você precisa parar de fumar, caso contrário agravará seus problemas respiratórios e cardíacos.” Mas, enquanto dá estes conselhos, o médico mantém sobre sua mesa de trabalho um maço de cigarros. Como conseguir induzir alguém a abandonar um vício prejudicial, quando não se dá o exemplo? De que modo pais, educadores, podem encaminhar jovens para a libertação do vício de fumar, quando eles próprio vivem com um cigarro entre os dedos? Falar apenas, sem dar o exemplo, não funciona.


            O medo da morte e das doenças não são argumentos suficientemente fortes para reduzir o desejo de fumar. Uma vez que o indivíduo experimentou uma sensação agradável, mesmo que seja algo venenoso, ele irá experimentar outras vezes.


            Não adianta discutir com um fumante, um alcoólatra ou toxicômano. Eles não ouvirão a voz da razão, apenas o chamamento da aveludada voz do vício.


            Que força empurra uma pessoa para viciar-se e mesmo usando toda a força de vontade, não conseguem desvencilhar-se dele? Há uma explicação satisfatória para estes fatos? Há sim, mas não são elas que irão fazer com que você ou outra pessoa qualquer abandone um determinado vício cultivado a anos, meses ou dias.


            As instruções que você encontrará neste livro são genéricas, servirão para qualquer pessoa, desde que aplique-as confiantemente.


Perfil do Autor

Mathias Gonzalez

Mathias Gonzalez, brasileiro e naturalizado australiano, autor de 132 livros dedicados à filosofia, psicologia e educação. -> Psicólogo clínico, organizacional e escolar. -> Pós-graduado em Psicopedagogia. -> Especialista em Educação a Distânci. -> Mestre em Gerontologia; -> Mestre em Tecnologia de Comunicação e Informação.