Sociologia e metodologia de ensino: reflexão

Publicado em: 24/05/2013 |Comentário: 0 | Acessos: 128 |

SOCIOLOGIA E METODOLOGIA DE ENSINO: REFLEXÃO.

RESUMO
Pretendo abordar aqui, sob um olhar sociológico, a relação ensino-aprendizagem no Ensino Médio, considerando como objeto de análise a escola pública. Para tanto, considerarei variáveis como, metodologias de ensino, teorias pedagógicas, políticas educacionais e tecnologias educacionais, apresentados através de revisão bibliográfica, somadas às observações realizadas em salada de aula, procurando desta forma, contextualizar a prática docente de sociologia, na sua recente retomada como disciplina do Ensino Médio. A ênfase se dará em torno do método ou da falta de uma metodologia de ensino alternativa e eficaz para o ensino da sociologia, questão esta vista como de primeira ordem quando se fala em Ensino de Sociologia. Como pressuposto metodológico, guiar-me-ei, analogamente, através do conceito da pedagogia histórico-crítica como metodologia didática, uma vez que a disciplina sociologia hoje é fortemente associada ao desenvolvimento de um espirito crítico no educando, e ao exercício da(s) cidadania(s).
Palavras Chave: Ensino de Sociologia, Metodologia de Ensino, Ensino Médio.
INTRODUÇÃO
Ao mencionarmos a palavra sociologia, logo percebemos que há um vigoroso desafio posto para nós, profissionais das Ciências Sociais, que é o de dar continuidade a um projeto, que no Brasil, é permeado pela descontinuidade. A sociologia foi recebida com entusiasmo no país, vista como uma ciência inovadora fortemente influenciada pelo positivismo, um campo do conhecimento que seria capaz de dar conta de uma sociedade, que iluminado por ideais republicanas, deixava de ser escravocrata e senhorial. Neste contexto, as Ciências Sociais são acolhidas pela burguesia emergente e incorporadas à educação, iniciando seu processo de institucionalização. No
decorrer do século XX, as sucessões de reformas e políticas educacionais, foram as responsáveis pela sua ausência ou permanência nos currículos do ensino, influenciando, sobremaneira, a formação dos profissionais e as pesquisas1.
No contexto contemporâneo, a disciplina de sociologia faz parte da grade curricular do Ensino Básico, sendo sua oferta obrigatória por parte das instituições de ensino, no entanto, a Sociologia trilha ainda um incipiente caminho, fruto também da descontinuidade que macula seu percurso, o que a impede de gozar da maturação que outras disciplinas alcançaram no decorrer dos séculos XX e XXI. Estas intermitências político-pedagógicas, de certa forma contribuíram para carência de materiais didáticos e metodologias de ensino apropriadas para o ensino da sociologia no Ensino Médio, porém, mesmo à margem dos grandes debates que norteiam a Educação, professores e instituições num esforços quase que "contra a maré", protagonizaram seu regresso demostrando sua importância como disciplina de formação dos saberes.
DESENVOLVIMENTO
O texto da LDB (1996) afirma que "ao final do ensino médio o educando demonstre: domínio de conhecimentos de filosofia e sociologia necessários ao exercício da cidadania." (BRASIL, 1996), o que não implica em obrigatoriedade da disciplina sociologia no ensino médio. Em nível nacional, a reintrodução da disciplina ocorre com a homologação do Parecer 38/2006 do Conselho Nacional de Educação (CNE), de 11 de agosto de 2006, que torna obrigatório o ensino de Filosofia e Sociologia no Ensino Médio de todas as escolas públicas e privadas do país (JINKINGS, 2007).
1MEUCCI, S. A Institucionalização da Sociologia no Brasil: os primeiros manuais e cursos. 2000. Dissertação (Mestrado em Sociologia). Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2000.
FERNANDES, F. A Sociologia no Brasil. Petrópolis: Editora Vozes, 1977.
CARVALHO, L.M.G. A trajetória histórica da luta pela introdução da disciplina de sociologia no Ensino Médio do Brasil. In: CARVALHO, L.M.G. (Org.). Sociologia e ensino em debate. Experiências e discussão de Sociologia no ensino médio. Ijuí: Editora Unijuí, 2004. p. 17-60.
No estado do Paraná há um movimento que desde meados dos anos 1980 se mobiliza historicamente para sistematizar a disciplina de sociologia no Ensino Médio, com destaque para as cidades de Londrina e Curitiba. Dentre os eventos que se consagraram neste processo destacam-se, o 1° Seminário Estadual de Reorganização do Ensino nos níveis Fundamental e Médio, realizado em 1983, (SILVA, 2006). Em 1991, foi implantada a proposta de conteúdos e metodologias para a Sociologia da Educação nos cursos de magistério da rede estadual. Neste mesmo ano, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná, realizou-se um concurso público para o ensino de sociologia, "cujo resultado foi o baixo número de inscritos e aprovados", (SILVA, 2006).
Em 1998, na Universidade Estadual de Londrina, foi desenvolvido um projeto de extensão denominado "A Sociologia no Ensino Médio" que resultou na implementação da disciplina de sociologia em todas as escolas do Núcleo Regional da Educação de Londrina no ano de 1999. No entanto, em 2000 a determinação da diminuição da carga horária total das aulas semanais, fez com que a Sociologia fosse uma das primeiras a ser extinta ou ter sua carga horária diminuída, (SILVA, 2006). Em 2001 foi retirada da base nacional comum e voltou a compor a parte diversificada do currículo escolar. Em 2002 e 2003 a Sociologia se manteve em praticamente 50% das escolas paranaenses, que a partir de 2005 receberam os professores concursados em 2004.
Através de toda esta árdua trajetória, de intermitências e percursos mal caminhados, somente em 2008 que uma nova Lei, de número 11.684, altera a disposição presente na LDB de 1996, e apresenta a obrigatoriedade da disciplina de Sociologia no Ensino Médio. Assim, segundo o "Art. 36. Inciso IV – serão incluídas a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas as séries do ensino médio" (BRASIL,1996).
Estes dados fornecem um panorama que coloca o Estado do Paraná na vanguarda da luta pelo ensino da sociologia no ensino médio, conquistas estas frutos de pesquisas, engajamento político e persistência de profissionais que atuaram em um senário adverso, para que fosse possível o estabelecimento do quadro atual, o qual, nós das Ciências Sociais temos como dever prosseguir.
Compreender a historicidade da disciplina de Sociologia no país, suas múltiplas interpretações, finalidades e intencionalidades, direciona a ideia de
que na educação brasileira, a organização curricular, a disposição e retirada de disciplinas e conteúdos não é constituída de propósitos neutros. A educação é permeada e dirigida por interesses, sejam eles de classe, institucionais, governamentais, que em cada período projetam políticas em prol de uma determinada demanda social, legitimadas pelos discursos pedagógicos hegemônicos vigentes, portanto, históricas.
Partindo deste pressuposto, que Saviani (1991), desenvolveu o método da pedagogia histórico-crítica, isto é, um proposta pedagógica que fosse de encontro à estrutura escolar (re)produtora das condições de dominação presentes na sociedade capitalista e viabilizada pela educação. "Dada uma sociedade capitalista, a educação apenas e tão somente reproduz os interesses do capital" (SAVIANI, 1991). O autor crê que é viável, mesmo numa sociedade capitalista, "uma educação que não seja, necessariamente, reprodutora da situação vigente, e sim adequada aos interesses da maioria, aos interesses daquele grande contingente da sociedade brasileira", (SAVIANI, 1991. p.94).
A construção teórico-metodológica que embasa a visão de Saviani2, esta relacionada com a relação de dominação ideológica. Para Althusser (1974), a escola é um aparelho ideológico do Estado burguês, e é por sua via que a ideologia da classe dominante é inculcada, com o objetivo de reproduzir as relações de exploração que caracterizam a sociedade capitalista, embora este processo não seja deliberado.
Em sua análise sobre o sistema educacional francês, Bourdieu (1981), relata, que "onde se via igualdade de oportunidades, meritocracia, justiça social, ele passa a ver reprodução e legitimação das desigualdades sociais". Na visão de Bourdieu, a educação perde o papel que lhe fora atribuído de instância transformadora e democratizadora das sociedades e passa a ser vista como uma das principais instituições por meio da qual se mantêm e se legitimam os privilégios sociais. Para embasar seu estudo Bourdieu, parte dos
2 SAVIANI, D. - "Analise Critica da Organização Escolar Brasileira Através das Leis 5540/ 68 e 5692/71, in GARCIA, WE. (organizador) Educação Brasileira Contemporânea: Organização e Funcionamento. São Paulo, McGraw Hill do Brasil, 1976.
SAVIANI, D. - Dimensão Filosófica da Educação. Mimeografado, PUC/SP 1971.
SAVIANI, D. - Educação Brasileira: Estrutura e Sistema. São Paulo, Saraiva, 3a. ed. 1978.
SAVIANI, D. - Esboço de Formulação de uma Ideologia Educacional para o Brasil. Mimeografado, 1969.
conceitos de ethos de classe, que são instâncias relacionadas com as referencia da classe a qual o indivíduo pertence, através da qual pode fazer uma leitura das situações. E do conceito de capital cultural, o que ele classifica como uma "competência linguística e cultural", socialmente herdada que facilita o desempenho escolar, sendo este distribuído de foram desigual na sociedade3. Bourdieu procura com esta análise, demostrar como se constrói as diferenças de condições, uma vez que, "a transmissão cultural", ocorre através de uma (ação pedagógica), que estruturam o comportamento dos indivíduos e dos grupos, reproduzindo as relações de poder. Uma classe controla os significados culturais e os legitimam a partir da educação, onde serão reconhecidos como válidos polos grupos subordinados, (BOURDIEU, 1981).
O método proposto por Saviani tem por finalidade a transformação da realidade, portanto histórico, a partir, do desenvolvimento da visão crítica, tendo o professor como mediador do conhecimento. No entanto, este conhecimento precisa encontrar "eco" na realidade do aluno, iniciando o processo de estranhamento e desnaturalização de suas práticas sociais, o que Libanêo (1985), descreveu como, "ultrapassar a experiência, os estereótipos, as pressões difusas da ideologia dominante".
Este método, ganha amplitude nos meios de produção do conhecimento, como uma alternativa capaz de romper com uma prática escolar cumplice desta dominação ideológica. Esta ruptura esta associada a uma transcendência social por parte do educando, que se engaja no que Gramsci (1996), descreveu como a superação do senso comum rumo à consciência filosófica. Gramsci, (1996) propunha a superação do senso comum através do ensino escolar, onde os alunos fossem dotados de entendimento das bases ideológicas e estruturais da sociedade em que operam, sendo desta forma, capacitados a compreender os mecanismos de dominação hegemônica, desenvolvendo desta forma a consciência filosófica.

No método proposto por Saviani (1991), o processo de assimilação e transformação se dá através do desenvolvimento das funções psicológicas superiores, (VIGOTSK, 2001), um processo que relaciona aspectos biológicos
3 BOURDIEU, P - A Economia das Trocas Simbólicas. São Paulo, Ed. Perspectiva, 1974.
BOURDIEU, P e PASSERON, j.C. - A Reprodução. Rio de janeiro, Francisco Alves, 1975.
e histórico-culturais, onde a mediação é a chave para a transformação das funções psicológica elementar (memória natural, reflexos, atenção involuntária, formas naturais de pensamento e de linguagem, reações automáticas etc.), em funções psicológicas superiores (memória lógica, atenção voluntária, pensamento verbal, linguagem intelectual, domínio de conceitos, planejamento etc.).
A educação em cada momento da história assume feições que procuram suprir as demandas de uma dada sociedade em um tempo e lugar determinados, Durkheim (2010. p. 28), afirma que na sociedade moderna a educação se esforça para tornar a personalidade autônoma. Não obstante, a (re)estruturação da educação necessita articular o estágio de desenvolvimento econômico, cabendo aos profissionais da educação fazer a leitura destes novos elementos e compartilha-los de forma crítica e dinâmica.
É justamente neste ponto que se atesta a efetivação das ferramentas didáticas, ou seja, a metodologia de ensino, por parte do professor na sua pratica docente. Neste sentido, a pedagogia histórico-crítica desenvolvida por Saviani (1996), foi sistematizada por Gasparin (2005), na inspiração de torna-la prática. O método da pedagogia histórico-crítica consiste no movimento dialético prática/teoria/prática, ou seja, consideram-se previamente os conhecimentos do aluno sobre o assunto, para que o educador poça tomar conhecimento do ponto onde deve iniciar sua ação. A partir, deste panorama, ocorre a problematização, que tem por objetivo despertar a consciência crítica dos alunos. Este processo ocorre através da aproximação do conteúdo, apresentado pelo professor, da prática real dos educandos, pois é através dessa aproximação e assimilação, que este método pretende que ocorra o "estranhamento" e o questionamento por parte do aluno.
O professor deve a partir do que o aluno sabe introduzir os conteúdos como uma interface de sua visão prévia da realidade, apresentando o conhecimento de forma científica e sistematizada. No entanto, após esta aproximação, teoricamente, o aluno carrega consigo estes novos significados para sua práxis. O princípio básico da lógica dialética é a contradição (tese, antítese e síncrese), (GASPARIN, 2005).
A valorização das vivências cotidianas, segundo Gasparin (2005), é relevante, pois as organizações culturais, artísticas, políticas, econômicas,
religiosas, jurídicas etc. são expressões sociais que interferem na construção do conhecimento. O conhecimento é construído a partir da transformação da natureza pelo homem através de suas práticas sociais, em uma relação dialética onde ele a transforma e é transformado por ela. Da mesma forma que o homem domina a natureza por meio da mediação dos instrumentos de trabalho, domina sua própria natureza, controla seu comportamento por meio da mediação dos instrumentos simbólicos, (VIGOTSK, 2000).
Existe um conjunto de máximas que regem a educação formal, produto das gerações anteriores, somados aos costumes e ideais de outras gerações que deixam suas marcas em cumplicidade com as instituições sociais que permanecem. Sendo que, as variáveis que influenciam tais mudanças podem ser religiosas, políticas, o desenvolvimento da ciência, do estado e da indústria. Isto implica que, para que possamos agir em uma dada sociedade é preciso compreender, através da educação, sua natureza e condições. "Do mesmo modo, os organismos superiores trazem em si o eco de toda a evolução biológica da qual resultam", (DURKHEIM, 2010, p. 31).
Quando juntamos, a teoria com a prática, temos a práxis. Tanto o conceito histórico cultural de Vigotski, como a teoria do materialismo histórico dialético de Marx, partem da perspectiva de uma realidade dada, passando por um processo de ruptura, associada ao conhecimento, e partindo para uma ação diferenciada, inspirada pela elevação da consciência. No entanto, este processo não ocorre de forma linear, ou mesmo positivista. O concreto a partir da abstração é que fornece os subsídios para a ação, ou seja, quando há apropriação do conhecimento. Existe o fazer, uma possibilidade e um novo fazer. Segundo Gasparin (2005), o conhecimento sistematizado, o conhecimento científico, teórico, cultural é função da escola, não cabendo esta função a outra instituição.
A pedagogia proposta como prática por Gasparin é amplamente explorada e o método da pedagogia histórico-crítica é um método que procura fornecer subsídios teóricos para a prática docente, auxiliando, sobremaneira, na relação aluno-professor, ensino-aprendizagem. Na Universidade Estadual de Londrina, este método é trabalhado como metodologia de ensino válido para os desafios contemporâneos da educação, no curso de Licenciatura em Sociologia, e desenvolvido em projetos mediados pela PROEX (Pró-reitora de
Extensão) e de núcleos como, por exemplo, o LENPES (Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão de Sociologia).
A complexidade que envolve a educação e principalmente o educar, é que produz as demandas de métodos e ferramentas didáticas que auxiliem na superação das dificuldades presentes hoje na escola pública brasileira. Esta relação é permeada por questões como, por que aprender este conteúdo? Qual o interesse do aluno? Neste sentido Gasparin, apresenta a problematização como um caminho possível, através da formulação de algumas questões sobre o conteúdo, que permitam o diálogo, entre o que o aluno possui e as dimensões do conteúdo, sejam elas, científicas, culturais, sociais, interdisciplinaridades, econômicas, históricas, filosóficas. Iniciei esta explanação falando sobre um grande desafio, e contextualizando o ensino da sociologia. Deste modo, percebo que o grande desafio é o de envolver o aluno e compartilhar os conhecimentos sociológicos, adaptados ao ensino médio, de maneira criativa e reflexiva, tornando-os relevantes, através da valorização dos contextos sociais. Este processo implica em um universo de possibilidades didática, que devem constantemente ser reavaliado e adaptado frente à pluralidade das realidades e subjetividades presentes na escola, no entanto, deve ocorrer sob a égide de conteúdos estruturantes e princípios metodológicos, que forneçam unidade à disciplina.
Em entrevista concedida durante o Congresso Conhecer 2008, cujo tema foi Educação, Escola: um espaço de construção, o professor Pedro Demo - UNB, respondendo a algumas questões destacou que, "o professor deve produzir o conhecimento que pretende transmitir, para que não sejam as copias gerando cópias", ou seja, produzir material didático próprio, para que os alunos possam sair da prática, passando pela teoria e levar isto para sua práxis, isto é, um movimento dialético do conhecimento. Pedro Demo destacou também que "o professor precisa também aplicar este processo, quem não pesquisa, não tem nada pra ensinar", "professor que não se atualiza fica dando aula". No entanto isto passa pela valorização do professor. Em síntese o que Demo diz é que o professor deve estudar mais.
Disponível em: (http://youtu.be/5M3aTST4yQs).
Florestan Fernandes no I Congresso Brasileiro de Sociologia, em 1954, debatendo questões sobre O Ensino de Sociologia na Escola Secundária
Brasileira, onde afirmou que o Ensino Secundário, hoje Ensino Médio, é formativo por Excelência; ele não deve visar a uma acumulação enciclopédica de conhecimentos, ou seja, um tipo de ensino meramente aquisitivo, estático que visa unicamente à conservação da ordem social, incapaz, portanto, de proporcionar uma educação dinâmica (FERNANDES, 1977, p.110), ou seja, este pensamento também está afinado com a ideia de transformação.
O ensino secundário é formativo por excelência; ele não deve visar a acumulação enciclopédica de conhecimentos, mas a formação do espírito dos que os recebem. Torna-se, assim, mais importante a maneira pela qual os conhecimentos são transmitidos, que o conteúdo da transmissão. (FERNANDES, 1977, p. 110)
Não obstante, hoje nos deparamos com diferentes projetos educacionais, que vão desde a carência de recursos básicos como materiais didáticos e espaço físico adequado, ao emprego de novos recursos como, por exemplo, TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação), aplicadas à educação através de recursos como: teleconferências de áudio e vídeo, multimeios e/ou hipermeios apoiados no computador, comunicações mediante computadores através de redes locais ou mundiais (Internet), utilização do correio eletrônico, chat, netmeeting e a expansão do ensino a distância, que não exigem a presença física do estudante nem do professor nas instituições, considerando o sujeito capaz de construir a sua própria experiência.
Estas práticas e mediações, não excluem o papel do professor, mas propõem outras formas de ensino, sendo que sua ampla utilização precisa ser atestada como frutíferas, uma vez, que não utiliza-las é estar na contramão de um processo já em curso, porém fazer uso delas sem incorrer em inovação conservadora, também é um desafio.
Nas observações que tenho efetuado, como futuro professor de sociologia, fruto do estágio curricular, tenho me deparado com uma mescla de analfabetos funcionais com talentos mal lapidados, filhos de um sistema onde, como já foi mencionado, prevalecem políticas educacionais em detrimento das reais demandas do ensino público e esta é um das realidades, embora peculiar, da escola pública no Brasil, e o ambiente onde se pretende operacionalizar as transformações e inclusive com o emprego destes novos recursos.
De acordo com Silva, educar significa "educar para a vida", "educar para o trabalho", "ensinar valores", entre outros. "Essas metas, em geral, ainda não informam como os professores ensinam de fato, mas, indicam orientações teóricas e pressupostos políticos." (SILVA, 2009, p.16). A situação do Brasil atualmente é bem diferente, a começar pela população, em sua maioria urbana e, além disso, a Constituição de 1988 garantiu aos brasileiros direitos civis, políticos e sociais. Dentre os direitos sociais destacamos a educação, um dos pontos em que podemos apontar diferenças sobre o desenvolvimento da cidadania. Marshall aponta como essencial, a esse respeito, a educação primária obrigatória para o desenvolvimento da cidadania, o que já se configurava como preocupação na Inglaterra desde o século XIX, enquanto no Brasil este quesito embora tenha sido constantemente afirmado legalmente, na prática foi negligenciado. E atualmente, mesmo com praticamente todas as crianças nas escolas, a qualidade da educação ofertada deixa a desejar, não sendo raro encontrarmos analfabetos funcionais inseridos no ensino médio (CARVALHO, 2002).
Ao acompanhar as atividades de uma turma de 3°ano do Ensino Médio, na maior escola pública de Ensino Médio de Londrina no estado do Paraná, Colégio Estadual Vicente Rijo, deparei-me com alunos que não são capazes de articular um pensamento em forma de texto, mas também tive a oportunidade de ler redações muito bem articuladas e argumentadas. Em uma das atividades que acompanhei, pude perceber que o desinteresse dos alunos estava mais associado ao desconhecimento dos conteúdos, do que à desmotivação propriamente dita. No entanto devo salientar que esta é uma leitura contextualizada e particular, não servindo de diagnóstico para panoramas mais amplos.
O processo de ensinar algo envolve práticas e fundamentos que elegem a dialética como ferramenta por excelência. Conforme Libanêo, (1994. p. 53), a Didática reúne uma série de técnicas, princípios e práticas, isto é, "tecnologia educacional", que orientam e dão suporte à ação docente, para que seja possível à apreensão de conteúdos por parte dos alunos. Neste ponto reside o mistério e a magia envoltos no ensinar, que proporcionam a outrem a retenção e apropriação de conteúdos. Os conteúdos propostos, assim como, os métodos utilizados em sala de aula, isto é, na relação aluno-professor, neste caso,
voltado para o ensino da sociologia, que se pretende entender, a partir de uma perspectiva contemporânea, onde se considerem as mudanças curriculares propostas para o ensino no Brasil.
Em que pesem as conquistas relacionadas ao Ensino de Sociologia no Ensino Médio, ser professor de sociologia, nesse nível de ensino, tem sido um desafio para esses sujeitos. Eles não têm ainda clareza quanto à sua identidade profissional, como apresentado em estudos recentes (SANTOS, 2002; MOTA, 2003; SARANDY, 2004; LEITHÄUSER e WEBER, 2010). Essa característica expõe a fragilidade da profissão docente em Sociologia.
De acordo com um estudo da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior), órgão que atualmente responde pela formação dos docentes para a educação básica, no Brasil, existiam em 2011, 20.339 profissionais atuando como professores de Sociologia, sendo que apenas 2.499 deles eram licenciados na área.
O desenvolvimento das sociedades, assim como a capacidade de fazer com que o conhecimento acumulado ultrapasse a temporalidade da vida humana, encontrou na educação o meio para materializá-lo. A Pedagogia investiga a natureza das finalidades da educação, como processo social, no seio de uma determinada sociedade, bem como as metodologias apropriadas para a formação dos indivíduos, tendo em vista seu desenvolvimento humano para tarefas na vida em sociedade. (LIBANÊO, 1994. p, 52).
Sendo assim, a Didática assume um papel fundamental para que este processo histórico prossiga e se desenvolva. O processo de ensino se constitui, a priori, como o objeto da Didática, que busca regular e lançar as diretrizes do processo de ensino-aprendizagem. Este processo que engloba partilhar conhecimentos e experiências acumuladas de uma dada realidade social necessita de investigações e metodologias para construir "métodos seguros e eficazes para a assimilação de conhecimentos".
O desenvolvimento histórico da didática e suas tendências pedagógicas são diretamente proporcionais ao desenvolvimento da produção científica e do planejamento institucional, da instrução e do ensino. O que caracteriza a Didática é a intenção pedagógica na atividade de ensino, a partir da institucionalização do ensino e sistematização em níveis, visando adequar o ensino ao público.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O processo ensino-aprendizado envolve instâncias mais complexas que a simples transmissão assimilação, envolve, por exemplo, o que Vigotski (1995) classificou no processo de retenção como espontânea e científica.
O trabalho docente pode ser entendido como atividade pedagógica que busca assegurar aos alunos o domínio mais seguro e duradouro dos conhecimentos científicos; criar condições e meios para os alunos desenvolvam capacidades e habilidades intelectuais; orientar as tarefas de ensino para objetivos educativos de formação da personalidade, ajudar os alunos a escolherem um caminho na vida, a terem atitudes e convicções que norteiem suas opções diante dos problemas e situações da vida real.
O exercício do, ser professor, passa pela apropriação, por parte do professor, da Didática enquanto método que efetive seu papel como intermediador social. Se Planejar é o ato de pensar a ação, (GIORDANI, 2010), então isso implica desenvolvimento prévio, que passam pela elaboração, execução e avaliação. O fato de conhecer determinado assunto, não se configura por si só como um sinônimo de capacidade docente. É preciso além de tudo, colocar em pauta, toda a complexidade que envolve o processo de ensino-aprendizagem.
Para isso é preciso considerar as dimensões da didática, conhecimento, habilidades, hábitos e atitudes, porém não apenas como teoremas, mas como atividade, passíveis de avaliação e resultados. É primordial estabelecer Objetivos, pautados em planos de ensino, utilizar-se de ferramentas que efetivamente aproximem o conhecimento das realidades e subjetividades, tão diversas, as quais os professores se deparam diuturnamente.
Ensinar exige criatividade, é a elevação da curiosidade ingênua a um patamar que a supere a partir de indagações que a aproxime do objeto cognoscível. É a busca de esclarecimentos a cerca do mundo e de seus processos. Não obstante, é condição precípua para a prática da educação-progressista, isto é, produção e reprodução da curiosidade crítica, (FREIRE, 1996).
O método da Pedagogia Histórico-crítica, parte do pressuposto da problematização, associada às práticas reais dos educandos, bom, penso que a sociologia é, a priori, o campo do conhecimento por excelência para promover esta reflexão e aprofundar o debate em torno das realidades, a partir das teorias e conceitos, (re)elaboradas para o contexto da escola, através do desenvolvimento de uma metodologia de ensino que promova esta leitura e não esteja em dissonância com a realidade da escola pública no Brasil e com os projetos de educação que se apresentam no horizonte por vir.
REFERÊNCIAS
ALTHUSSER, L. Ideologia e aparelhos ideológicos do Estado. Lisboa: Presença, 1974.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 9394, de 20 de dezembro de 1996.
BOURDIEU, P. A transmissão cultural das desigualdades sociais. 1981.
CARVALHO, José Murilo de. 2002, Cidadania no Brasil. O longo Caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
DURKHEIM, Émile. Educação e Sociologia. Tradução do Professor Lourenço Filho. Rio de Janeiro: Melhoramentos e Fundação Nacional de Material Escolar, 1978.
FERNANDES, Florestan. A Sociologia no Brasil. Petrópolis: Rio de Janeiro: Vozes, 1977.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia - saberes necessários à política educativa. 34ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GASPARIN, J. L. Aprender, Desaprender, Reaprender. 2005. Texto digitalizado.
________. Uma Didática para a Pedagogia Histórico-Crítica. 3. ed. Campinas: Autores Associados, 2005.GIORDANI, E. M. Didática da Sociologia I. Universidade Federal de Santa Maria. Caderno didático, 2010.
GRAMSCI, A. Os intelectuais e a organização da cultura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.
_________. Cartas do Cárcere. V.1 1926-1930. Civilização Brasileira. Rio de Janeiro: 2005
JINKINGS, N. Ensino de sociologia: particularidades e desafios contemporâneos. Mediações – Revista de Ciências Sociais, Londrina, vol. 12, n.1, p.113-130, jan./jun. 2007.
LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
MOTA, Kelly Cristine Corrêa da Silva. 2005, Os lugares da sociologia na formação de estudantes do ensino médio: as perspectivas de professores. Revista Brasileira de Educação, n 29, p 88-107.
PARANÁ, Secretária de Estado da Educação. Diretrizes curriculares de sociologia para o ensino médio. Curitiba: SEED-PR, 2008.
Parecer CNE/CEB Nº 38/2006. Brasília, 2006.
SANTOS, Mario Bispo dos. 2002, A Sociologia no Ensino Médio: o que pensam os professores da rede pública do Distrito Federal. Dissertação de Mestrado em Sociologia. Brasília: Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Brasília (UnB).
SARANDY, F. M. S. 2004, A Sociologia volta à Escola: um estudo dos manuais de Sociologia para o ensino Médio no Brasil. Dissertação de Mestrado em Sociologia. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
SAVIANI, D. Educação: do senso comum à consciência filosófica. 10. ed. São Paulo: Cortez, 1991.
________. Escola e Democracia. 39. ed. Campinas: Autores Associados, 2007.
________. Pedagogia Histórico-Crítica: Primeiras aproximações. 9. ed. Campinas: Autores Associados, 2005.
SILVA, Ileizi L. F.. Por uma sociologia do ensino de sociologia. 2006. Tese (Doutorado em Sociologia) - Universidade de São Paulo
SILVA, Ileizi Luciana Fiorelli. Fundamentos e metodologias do ensino de sociologia na Educação Básica. In: SILVA, Ileizi L. Fiorelli; LIMA, Angela Maria de Sousa; NUNES, Nataly; LIMA, Alexandre Jerônimo Correia (org). Caderno de metodologias de ensino e de pesquisa de Sociologia. SETI-PR, 2009. p. 15 a 35.ISBN 978-85-7846-056-3
VIGOTSKI, L. S. Pensamento e linguagem. Martins Fontes: São Paulo, 2000.
VIGOTSKI, L. S. Psicologia pedagógica. São Paulo: Martins Fontes. 2001.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/ciencia-artigos/sociologia-e-metodologia-de-ensino-reflexao-6609382.html

    Palavras-chave do artigo:

    ensino de sociologia

    ,

    metodologia de ensino

    ,

    ensino medio

    Comentar sobre o artigo

    Jaime Teles dos Santos

    RESUMO O presente artigo é resultante de uma pesquisa de campo acerca dos limites e possibilidades do ensino da língua inglesa no primeiro ano do ensino médio em duas escolas públicas do município de Monte Alegre Pará, em que busca-se analisar os fatores que estão diretamente ligados tanto aos limites desse processo educativo quanto às suas possibilidades. Para tanto, inicia-se uma reflexão tomando a expectativa de uma educação com um padrão de qualidade real como ponto de partida.

    Por: Jaime Teles dos Santosl Educação> Línguasl 19/10/2009 lAcessos: 4,544
    Soraya Mendonça

    LDB PASSO A PASSO – 3ª EDIÇÃO ATUALIZADA ATUALIZAÇÕES ATÉ 31/AGOSTO/2009 Legislação e Comentários Nota da Editora: Os acréscimos de texto no livro em relação à 3ª edição atualizada estão grafados aqui em vermelho, respeitando a ordem cronológica de publicação das leis. PÁG. 86: LEI Nº 11.525 DE 25 DE SETEMBRO DE 2007 Acrescenta § [...]

    Por: Soraya Mendonçal Educação> Educação Infantill 23/02/2011 lAcessos: 10,650 lComentário: 1

    Com interesse de descrever as características das teorias psicogenéticas em adolescentes, foi realizado este estudo com alunos da rede pública do ensino médio. Foi utilizado o método de observação para registrar fatos e acontecimentos que ajudaram a entender os métodos utilizados no aprendizado. Questionamento feito aos educadores mostram um desempenho desfavorável da educação.

    Por: Patrícia Ballonel Ciências> Biologial 04/12/2009 lAcessos: 1,353

    Artigo, que procura fazer uma reflexão sobre o emprego da pedagogia histórico-crítica, para o ensino de sociologia, e versa sobre a instrumentalizaçao e possíveis caminhos para o desenvolvimento de uma metodologia de ensino própria para a sociologia.

    Por: Cristiano Pinheiro Corrêal Educação> Ciêncial 25/05/2013 lAcessos: 121

    Objetivou-se neste estudo, reconstruir a história do ensino de enfermagem no Brasil desde a criação da Escola de Alfredo Pinto, em 1890, pelo decreto 791/1890, assinando pelo então Presidente da República, Marechal Deodoro da Fonseca até os dias atuais. Embora alguns autores já tenham dissertado sobre este tema, o objetivo neste estudo foi abranger fatos da literatura em um só trabalho, como subsídio complementar para os futuros enfermeiros no Brasil.

    Por: Andrea M.Payal Saúde e Bem Estar> Medicinal 20/10/2012 lAcessos: 321

    Os problemas ambientais cresceram nas últimas décadas em decorrência da expansão das atividades econômicas que se concentram nas cidades. A E. E.André Avelino Ribeiro desenvolveu um projeto envolvendo o ensino médio o qual teve como objetivo dar aos estudantes condições de entender a sociedade em que vive, dando oportunidades para que modifiquem atitudes e práticas pessoais através da utilização do conhecimento sobre o meio ambiente e os problema do lixo, nas formas de coleta e destino do mesmo

    Por: Raélita de Oliveira Resendel Educação> Ciêncial 29/06/2010 lAcessos: 567

    Este trabalho trata-se de uma pesquisa qualitativa, que tem como objetivo identificar quais as tendências didático-pedagógicas para o ensino de geometria, a partir dos trabalhos apresentados nos anais dos VIII e IX ENEM's. Na tentativa de mostrar quais as abordagens estão sendo utilizadas para o ensino de geometria, levando em consideração os Encontros Nacionais da Sociedade Brasileira de Educação Matemática, que é um evento conceituado na área de Educação.

    Por: Eliane Nascimentol Educação> Educação Onlinel 12/11/2013 lAcessos: 97
    ROBSON LIMA DE ARRUDA

    O presente artigo propõe uma reflexão sobre a formação didática dos professores. Discutimos sobre o professor, a formação inicial e continuada, os saberes empíricos e pedagógicos e a Didática, buscando suporte em autores como Pimenta, Libaneo, Luckesi, entre outros. Apresentamos dados de uma pesquisa realizada com professores formados e em formação com e sem exercício na docência para entender como os cursos de formação em nível médio e superior trabalham com a didática.

    Por: ROBSON LIMA DE ARRUDAl Educaçãol 02/11/2009 lAcessos: 16,479 lComentário: 2

    A grande política norteadora das ações à educação, atualmente, no Brasil é o PDE, que vem com programas e ações que visam a atingir as metas do PNE. Neste, o governo propõe diversas ações, dentre elas serão enfatizadas: a Olimpíada da Língua Portuguesa, o Pró-Letramento e a Provinha Brasil, como ações regulamentadoras da Educação.

    Por: Cristiano Pinheiro Corrêal Educação> Ensino Superiorl 29/11/2011 lAcessos: 156
    Luana Souza

    O presente artigo vislumbra apresentar discussões e esclarecimentos sobre a teoria das representações sociais, sua relevância enquanto instrumento de pesquisa, principalmente, no campo educacional. Para tanto, fundamenta-se teoricamente sob a égide de MOSCOVICI (2013), SOUSA et all (2012), GUARESCHI (1996), apresentando breve conceituação e argumentos que tornam relevantes sua compreensão em contexto educacional.

    Por: Luana Souzal Educação> Ciêncial 18/10/2014

    Vejamos casos de proporções em equações: (2,1) 2x+3y=7 3x+2y=8 Somasse as igualdades.7+8=15 Em seguida divide-se com a soma da equação . 15:5:2=6 será o cruzamento do 2. 15:5:3=9 será o cruzamento do 3.

    Por: Edvaldo morais dos santosl Educação> Ciêncial 09/10/2014 lAcessos: 21

    A presente investigação teve como finalidade, realizar uma análise acerca da Teoria das Representações Sociais (TRS) e sua possível aplicação no âmbito de pesquisas em educação. Tratou-se, assim, de um texto especificamente teórico e de pesquisa qualitativa, o qual teve como embasamento teórico os textos em teoria das representações sociais de Prado e Azevedo (2011), Rateau et al (2012), Mazzotti (1994) e, a técnica de investigação empregada foi bibliográfica e documental.

    Por: Carla Anne Marques Fariasl Educação> Ciêncial 28/09/2014 lAcessos: 18

    Este trabalho teve como proposta de estudo os Hidrocarbonetos, através deles a matéria-prima do plástico a nafta que é um subproduto do petróleo. Para compreender de que são feitas as sacolas plásticas e se elas podem ser substituídas por outro material biodegradável, que não polua tanto o meio ambiente e conhecer alternativas contra o uso excessivo de sacolas de plástico no Brasil e demais países, realizou-se várias pesquisas bibliográficas com a contribuição de autores.

    Por: Carmeli Caetanol Educação> Ciêncial 20/09/2014
    Paulo Azze

    Explicações sobre a corrente elétrica alternada (CA), seus os componentes (ativos e reativos) e o seu cálculo de forma simplificada.

    Por: Paulo Azzel Educação> Ciêncial 15/09/2014 lAcessos: 13
    Paulo Azze

    Aborda aspectos relacionados ao comprimento das resistências de chuveiros, atendendo uma dúvida de amigo sobre questões do ENAD.

    Por: Paulo Azzel Educação> Ciêncial 15/09/2014 lAcessos: 11
    Zilda Ap. S. Guerrero

    Atualmente a cidade de São Paulo passa por uma das piores crises de falta de água, todos os dias em diversos jornais do país, o mesmo jargão em torno da questão do consumo consciente da água é abordado de diversas chamadas à população. Sendo assim, urge a necessidade de orientar e conscientizar as crianças e a população em geral para o problema social que estamos enfrentando na cidade de São Paulo, e no mundo.

    Por: Zilda Ap. S. Guerrerol Educação> Ciêncial 10/09/2014
    Luddy Travassos

    Os indivíduos que sofreram lesão no Sistema Nervoso Central, que comprometeram os neurônios motores, na coordenação dos impulsos, demasias dos reflexos, espasmos, alterações da fala e conduções, também podem ser apercebidas pelos familiares do paciente através de alterações comportamentais cotidianas desde a sudorese, anestesia labial, tremor de mãos e pés, e qualquer anomalia derivada de distúrbios de estresses ou demais descargas de tensão.

    Por: Luddy Travassosl Educação> Ciêncial 31/08/2014 lAcessos: 11

    Artigo, que procura fazer uma reflexão sobre o emprego da pedagogia histórico-crítica, para o ensino de sociologia, e versa sobre a instrumentalizaçao e possíveis caminhos para o desenvolvimento de uma metodologia de ensino própria para a sociologia.

    Por: Cristiano Pinheiro Corrêal Educação> Ciêncial 25/05/2013 lAcessos: 121

    O mundo do trabalho e as implicações que seus processos engendram, certamente afetam diretamente o desenvolvimento da vida dos seres humanos em sociedade, as mudanças ocorridas na sua estrutura, projetam reflexos nas dimensões subjetivas e objetivas do ser social. Nas últimas décadas do século passado e neste início do terceiro milênio, vivenciamos profundas alterações ocorridas nas estruturas do mundo do trabalho, acompanhadas por um momento que se habituou chamar de globalização.

    Por: Cristiano Pinheiro Corrêal Educação> Ensino Superiorl 30/11/2011 lAcessos: 511

    Talvez em nenhum outro momento da história, se tenha reunido um mosaico tão grande de ritmos e gêneros musicais em um mesmo ambiente, o ciberespaço, onde é possível encontrar os hits do momento, os sucessos das décadas passadas e as criações de um grupo da vizinhança. A partir desta perspectiva é possível relacionar os conceitos de, indústria cultural, cultura de massa, democracia e Cibercultura.

    Por: Cristiano Pinheiro Corrêal Educação> Ensino Superiorl 30/11/2011 lAcessos: 116

    Este estudo procura descrever as relações políticas envolvendo as forças políticas regionais e nacionais e os papeis dos personagens. No senso comum destaca-se um nítido conflito entre Vargas e Pasqualini, respectivamente o pragmatismo e a ideologia doutrinária no seio do PTB. Segundo PETERSEN & LUCA (1992), a relação entre estes atores se da em torno de uma divisão de tarefas, complementares e conflitivas.

    Por: Cristiano Pinheiro Corrêal Educação> Ensino Superiorl 30/11/2011 lAcessos: 141

    BAUMAN (2001) ao analisar a configuração atual dos moldes sociais e suas tendências, projeta-se sobre o conceito de modernidade líquida ou "modernidade fluida", no intuito de demonstrar um avançado processo de desintegração das estruturas que permearam a modernidade. Portanto estaríamos diante de um momento onde as formas ditas "sólidas", estão se "fundindo", produzindo como consequências a reestruturação das instâncias sociais, porém sob uma nova ótica.

    Por: Cristiano Pinheiro Corrêal Educação> Ensino Superiorl 30/11/2011 lAcessos: 190

    A tradição clássica da sociologia burguesa e da sociologia marxista compartilham a visão de que o trabalho constitui o fato sociológico fundamental; que constrói a sociedade moderna e sua dinâmica central como uma "sociedade do trabalho".

    Por: Cristiano Pinheiro Corrêal Educação> Ensino Superiorl 30/11/2011 lAcessos: 511

    Giddens (1991), abre o discurso questionando se "'e possível obter conhecimento sistemático sobre a organização social". Muitos de nós somos acompanhados por um universo de eventos que não compreendemos plenamente, e que parecem em grande parte estarem fora de nosso controle. Para analisar como isto veio a ocorrer, não basta meramente inventar novos termos como pós-modernidade e o resto. O que o autor sugere como recurso, é que devemos nos voltar para a modernidade e compreender suas consequênci

    Por: Cristiano Pinheiro Corrêal Educação> Ensino Superiorl 30/11/2011 lAcessos: 1,226

    Em 1990, o tempo médio de vida de um brasileiro não superava os 40 anos de idade, em sua grande maioria estavam desassistidos por regras sociais trabalhistas, que em tese não existiam. Em sua grande maioria, os brasileiros iniciavam no trabalho com 6 ou 7 anos, com predominância no setor agropecuário.

    Por: Cristiano Pinheiro Corrêal Educação> Ensino Superiorl 30/11/2011 lAcessos: 97
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