Chacina de pms: menino de 13 anos é julgado e condenado sem nenhum fato concreto

19/08/2013 • Por • 27 Acessos

Chocada! Essa é a palavra que pode expressar um pouco do meu sentimento agora. Será que alguém aceita a versão tão imediatista apresentada pela polícia, do tipo, "tudo está esclarecido sociedade" que um menino de 13 anos Marcelo Pesseghini, sozinho conseguiria matar primeiramente o pai um sargento da Rondas Ostensivas Robias de Aguiar (Rota), Luís Marcelo Pesseghini, muito bem treinado, a mãe outra policial a cabo da PM Andreia Regina Bovo Pesseghini, mais a avó, uma tia-avó e a ele mesmo.

Gente sou leiga em casos policiais, mas tenho consciência suficiente que não se pode acusar uma criança que está morta para elucidar rapidamente um crime tão bárbaro, onde já apareceram testemunhas que disseram ter visto 2 pessoas (uma fardada) pulando na casa entre 12:00 e 13:00, afirmando após saírem da casa que estava todo mundo morto. E porque que essas pessoas não chamariam a polícia? e por que a polícia só chegou as 18hs? Muito estranho, pois a mesma testemunha informou ter visto um carro rondando a casa e fazendo perguntas antes dos assassinatos. Pois bem, os familiares são unânimes em relatar a relação de amor e o caráter dócil desta criança, ouvi o avô relatar no Programa Cidade Alerta que enquanto ele estava na casa após as mortes, atendeu o telefone por volta das 19hs, onde alguém dizendo ser da escola onde Marcelo estudava, perguntando por que ele não teria ido a aula naquele dia. 

Ainda tem uma informação muito séria: Marcelo sofria de fibrose cística, que é uma doença hereditária e reduz a expectativa de vida. No caso de Marcelo, ele tinha esperança de viver só até os quatro anos, mas conseguiu mais tempo de vida graças ao controle da fibrose pelos pais. Não há cura para a fibrose cística, mas ela pode ser controlada.

Voltando ao caso, gente pelo amor de Deus, se alguém desse um tiro de uma pistola 40, os vizinhos não ouviriam? Ele poderia até matar um dos familiares, mas matar 4 sem que esses não ouvissem um estampido tão grande e não iriam tentar fugir, gritar, se defender? Isso é muito ilógico. 

Uma informação ainda mais relevante é que a cabo Andréia estava investigando uma quadrilha de roubos a caixas eletrônicos, onde haviam policiais envolvidos. Isso deveria ter sido a primeira hipótese a ser jogada na mídia. Os peritos têm que vasculhar até o limite do possível, pois ainda acredito em policiais honestos, que se vêem nessa situação e devem nesse caso específico pensar em sua família e em sua própria vida.

A sociedade EXIGE a elucidação desse caso, porque todos nós sabemos que existem bandidos fardados, que extorquem pessoas, praticam assassinatos e outros delitos e nada fica esclarecido. Mais um motivo PARA PROTESTARMOS, IR ÀS RUAS: EXIGIR A MUDANÇA URGENTE NO NOSSO CÓDIGO PENAL. PENAS MAIS SEVERAS NÃO ACABARIAM COM O CRIME COMO ACONTECE NOS EUA, MAS AO MENOS SERIAM CUMPRIDAS A RISCO. 

Vamos parar com esses "privilégios" de diminuição da pena por bom comportamento; Os presos têm obrigação de ter bom comportamento, eles violaram a sociedade, têm que pagar por seus erros e não premiados por serem "bonzinhos" e em crimes hediondos não podem ter nenhum privilégio, nem indultos favorecendo monstros que assassinam, estupram e cometem outros crimes bárbaros. Vejo julgamentos que condenam os réus a 400 anos de prisão, sendo que o nosso código só mantém alguém preso por 30 anos e desses 30, eles vão apelando, recursando e não cumprem nem a metade. Hoje estamos presenciando essa família assassinada, amanhã podemos estar sofrendo pela a família de um amigo ou pior ainda por nossa família. Ajam com muita cautela pois Marcelo Pesseghini in memoriam não pode se defender ou falar o que realmente aconteceu com ele e sua família.

Perfil do Autor

Lucinha Lino

A impressão que eu tenho de mim mesma é que nasci a dez mil anos atrás e ainda guardo certas informações na memória rs. Sou como autora, leitora e pessoa totalmente relativa, sei que nada é absoluto, nem eterno e que tudo dura o tempo certo. Cristã, aceito e estudo várias religiões, totalmente contra todo tipo de opressão, violência, racismo e preconceitos. Uma mania: ouvir todas as pessoas, ter atenção no que elas falam em suas histórias sem distinguir ninguém de doutores a mendigos. Essa sou eu.