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Fragilidade Do Homem Por: Antonio Paiva Rodrigues
![]() Fragilidade do Homem
Antônio Paiva Rodrigues
“Eu quero na minha pobreza, conservar livres para as grandes campanhas em favor dos humildes, a minha consciência, a minha voz e a minha pena”. (Humberto de Campos).
Por tudo que nós devemos compreender bem, o homem é mais frágil fisicamente do que grande parte dos animais; no entanto, é capaz de ampliar as possibilidades de seu próprio corpo construindo ferramentas, armas e utensílios diversos, que o tornam aptos a viver em qualquer ambiente. Sua fragilidade obrigou-o a ser criativo, a desenvolver meios artificiais para substituir as inexistentes defesas físicas. Isso o tornou “dono do mundo!” Dono de tudo que existe, e todos os seres humanos sentiam isso. De pronto vem uma indagação: Por quê? Tomando consciência de si mesmo e de tudo que o cercava, conseguiu perceber sua própria existência à medida que teve que usar a Natureza para preservar essa existência. O homem sente a vida vibrando dentro de si e isso o faz construir, criar coisas, ou melhor, dar vida às coisas. Tudo vai tomando formas: na Natureza e na sua mente, formas que ele próprio criou. Manifestando a vida a seu modo, de acordo com sua maneira de sentir e pensar o mundo. O homem ao trabalhar se torna um ser pensante e sensível. Acontece porque está criando, dando formas novas a tudo que encontra e, principalmente, porque sua criatividade está estreitamente ligada a uma atividade social: está criando objetos que serão usados pelo grupo, que serão extremamente úteis a esse grupo. Mesmo assim, o homem pode ser considerado um ser hominal, sem script (modelo), vivendo num mundo aberto, diferente dos animais que estão a mercês de um mundo fechando, surgindo daí uma diferença primordial; enquanto o animal mata para se defender e para saciar sua fome, o homem apesar de todas as sinonímias colocadas nas entrelinhas desta matéria, mata por prazer. Não têm complacência com um ser idêntico a ele. Um amigo, um colega e até um parente. Age pela inteligência, dom natural dado por Deus e pelo instinto, quando perde a Razão, surgindo depois em outra escala o arrependimento. No mundo atual dominado pela tecnologia e pelo conhecimento intelectual, que discordando da teologia dogmática leva a humanidade ao ateísmo, só existe uma esperança: o espiritualismo verdadeiramente sincero e atuante. E o Espiritismo, crença que redivive o Cristianismo Primitivo, abrangendo também Ciência e filosofia, é esperança para os crentes em Deus que repudiam o Cristianismo imposto pela dogmática dos concílios Romanos e pela intolerância de nossos irmãos protestantes que só aceitam a Bíblia como fonte de inspiração divina, e o pior na forma literal sem subtrair uma vírgula sequer. A Doutrina espírita explica que o mal existe porque foi criado pelo próprio homem, alegam que o homem é produto do meio, e, esquecem quem faz o meio é o próprio homem. Há pessoas que vivem saudosamente suspirando num eterno lamento o tempo que passou. Aqui me lembro da figura inestimável de nosso grande Francisco de Paula Cândido Xavier, quando afirmava com muita simplicidade, tudo passa. Dizem os tempos são outros, os velhos saudosistas, outros costumes, outros padrões de comportamento! Tudo mudou. Será? Só porque adentramos ao terceiro milênio? Apesar da tecnologia, o avanço na educação, o rigor das leis, o homem não se apercebeu deste detalhe, continua matando seu próximo, sendo orgulhoso e egoísta, denotando voltar ao tempo primitivo, afirmando que mata em nome de Deus. Que as guerras são religiosas; é o fanatismo dominador que dilacera a mente humana e faz com que o homem se torne o ser mais sanguinário deste orbe. Falando em violência: é lícito matar os malfeitores por autoridade pública. A pena de morte é um meio necessário para a promoção do bem comum de toda a sociedade, e até para a própria conservação da sociedade; o que na verdade ordinariamente não se pode obter, senão pela morte dos homens malvados. Digo no meu parco entendimento que um erro não justifica o outro. Muita gente pensa o contrário; se matar deve morrer. Não é bem assim, somente o Pai Maior decide o destino das pessoas, mas apesar desse detalhe ainda deu ao homem o livre-arbítrio (escolha do bem e do mal). “O que ferir um homem, querendo matá-lo, seja punido de morte. O que ferir seu pai ou sua mãe seja punido de morte (Êxodo, 21; 12 e 15), mais uma vã afirmativa contida no Antigo Testamento onde o seu Jeová colocava as unhas de fora e fazia tudo ao bel prazer. Podes crer que o Antigo Testamento está recheado destas barbáries, com participações de Moisés e o próprio Elias que mais tarde viria a ser João Batista, no processo de reencarnação. Da mesma forma em que Elias mandou executar todos os profetas idólatras, decepando suas cabeças, João foi executado por Herodes da mesma maneira, a pedido de sua mulher Herodíades, que na encarnação passada foi à rainha Jezabel. E Herodes a do rei Acab”. A era de Jesus veio ensinar e exemplificar a verdadeira Lei de Deus. Surgiu, com o Cristianismo, a aurora de uma nova era. Jesus pregou o amor, o perdão e a tolerância. A partir de então, não mais se podia admitir a lei do “olho por olho, dente por dente, que tinha a contrapor-se-lhe a nova lei do “Amai-vos uns aos outros”“. Bem-aventurados os que encontram na vida o objetivo de sua própria vida. Bem-aventurados os que descansam na mansão da própria alma. Bem-aventurados os que viam a estrela de sua alma como o farol é visto d’além mar no porto. Bem-aventurados os inocentes que crêem e têm fé. Bem-aventurados os que temem magoar a outrem por pensamentos, palavras ou obras. Bem-aventurados os amigos desinteressados, assim como aqueles cuja norma de vida é uma constância. Bem-aventurados aos pobres de espírito. Meu Deus, diante de tantas prerrogativas ensinamentos, amor, fraternidade os insensatos numa associação de furor e ódio, por acharem que Jesus estava blasfemando, acharam ou julgarem-se Juizes para julgar aquele que veio ensinar as palavras de Deus e acusando-o de falso profeta, resolveram executá-lo de modo cruel e bárbaro, através da Crucificação. Realmente, é difícil doutrinar o homem. As várias personalidades que um só tem, aliadas a de outros milhões espalhados pelo mundo, juntando-se aos desencarnados que também possuem o livre-arbítrio, estaremos sujeitos a tudo, a todo instante a toda hora. Por isso advertimos cuidado com a fragilidade do homem, este ponto negativo pode torná-lo perigoso e cruel.
*CEL ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI-ALOMERCE E AOUVIR
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Fonte Artigos Gratuitos Online - Artigonal.com Perfil o autor:
Sou espírita, calmo, compreensivo, gosto de escrever crônicas, poesias, contos, faço resenha de livros, comento, faço novelas de rádio e agora pretendo compor letras de música, gosto de leituras e escrevo uma média de três matérias diárias e já tenho mais de 1.000 publicadas.
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