Terceiro setor e questão social: organizações não governamentais em foco

Publicado em: 10/12/2012 |Comentário: 0 | Acessos: 150 |

INTRODUÇÃO

             Com a política neoliberal onde o Estado minimiza suas ações em detrimento da economia, voltando-se para a questão do livre comércio e privatizações, visando a maximização dos lucros e controle do mercado, surgem no Brasil as Organizações não governamentais. Por meio destas, a questão social deixa de ser responsabilidade do Estado passando a ser foco também da sociedade civil.

 Observa-se então, um retrocesso histórico na concepção de bem estar, que ao invés de ser prestado pelo Estado, passa essa responsabilidade para o âmbito privado, ou seja, às famílias, a comunidade, as instituições religiosas e filantrópicas, que devem estabelecer uma rede de "solidariedade" que possa proteger os cidadãos desassistidos pelo Estado.

 Os debates acerca dessa temática vêm ganhando espaço gradativamente, principalmente diante da afirmação de "parceria" com o Estado e por algumas instituições vir assumindo o papel substitutivo do mesmo. Segundo Montaño (2005, p.12) "É justamente esse caráter "substitutivo" e não complementar que desmascara as supostas "parcerias" entre o Estado e a sociedade".

No entanto, vale ressaltar que nada existe, em termos jurídico-legais, que garanta os compromissos do Estado com as ONG's, ficando a recém-criada organização à mercê dos humores do governo de plantão. Os projetos das organizações, não asseguram a responsabilidade pública pela ação sobre a questão social. Na medida em que os recursos advindos do setor privado são injetados nessas entidades, abre-se uma brecha para a ingerência dos interesses privados sobre a prestação dos serviços.

Essa pesquisa tem como propósito analisarmos o terceiro setor como um espaço em potencial para atuação profissional, porém levando em consideração como este espaço se configura atualmente, a quem de fato ele serve e como deve ser a posição do assistente social frente a estas instituições.

AS ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS E O TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL

A partir da década de 1980 o Brasil passou por transformações significativas, depois de um período escuro de nossa história, em que a repressão e a censura foram as palavras de ordem. Nasce com o fim do Regime Militar um momento de participação política da sociedade, que agora se conscientiza e luta por melhorias na qualidade de vida, através da pressão feita ao governo para elaboração de políticas públicas que assistisse a maioria da população. Nesse contexto, surgem novos atores sociais que passam a organizarem-se em sindicatos, associações científicas e comunitárias, novos partidos políticos e organizações não governamentais que começam a fomentar ações que estavam sendo desenvolvidas com negligência pelo Estado.

Com a intensificação da questão social e com a insuficiência das políticas públicas promovidas pelo Estado, desenvolvem-se programas básicos, amenizando as conseqüências da questão social; como é o caso daqueles realizados pelas ONG´s. Estas, por sua vez, fazem parte do Terceiro Setor:

Que é composto de organizações sem fins lucrativos criadas e mantidas pela ênfase na participação voluntária, num âmbito não-governamental, dando continuidade a práticas tradicionais de caridade, da filantropia e do mecenato e expandindo o seu sentido para outros domínios, graças, sobretudo, à incorporação do conceito de cidadania e de suas múltiplas manifestações na sociedade civil. (FERNANDES,1996.p.27)

Somente com a Constituição de 1988 configurou-se no Brasil, pela primeira vez, um pacto do Estado com a sociedade, apontando para a construção de "uma espécie de Estado de Bem-Estar Social". Entretanto, a partir das novas relações internacionais que estavam sendo estabelecidas naquele período, o país também inicia um lento e gradual processo de reestruturação capitalista fazendo cair por terra todo ideário do Estado de Bem-Estar apresentado pela Constituição Federal de 1988, para dar lugar a um programa de privatizações, com apoio financeiro à iniciativa privada através da redução das tarifas alfandegárias para importações, liberalização dos preços, uma política monetária com isenções fiscais e redução de impostos, dentre outros.

  Paralelamente, também foi instituído um Estado mínimo, através do corte com os gastos públicos para dar lugar à renegociação da dívida externa, sob um discurso conforme Montaño (2003) de que era preciso reformar urgentemente a administração pública, de forma a torná-la mais eficiente e de melhor qualidade a um custo menos.

Esse discurso tenta justificar a retirada do Estado do controle econômico e social das esferas de produção e comercialização, passando para o interesse privado a produção da energia elétrica, das telecomunicações, da exploração da riqueza mineral, desresponsabilizando-o também com as questões do financiamento de políticas, dos serviços sociais e assistenciais, assumidos pelo Estado brasileiro, quando na Promulgação da Constituição de 1988.

Todavia, torna-se evidente que esta parceria do Estado com as chamadas Organizações Sociais, instituída mediante a Lei nº. 9790 de 23 de março de 1999 foi uma estratégia adotada pelo Governo Neoliberal que representou, sobretudo, uma desresponsabilização do Estado perante a questão social e sua transferência para o setor privado, levando à verdadeira precarização e não universalização dos serviços sociais, na medida em que não estão acessíveis a todos os indivíduos. 

Nesse sentido, a caracterização de Soares me parece fecunda, quando diz que "o país foi pego a meio caminho na sua tentativa tardia de montagem de um Estado de Bem-Estar Social" (2000:35). Num processo que foi atropelado pelo ajuste neoliberal, alimentado pelo drama crônico brasileiro tão bem apanhado por Fernandes (1994), no qual a heteronomia e o conservantismo político se combinam para delinear um projeto antinacional, antidemocrático e antipopular por parte das classes dominantes, no qual a seguridade social ocupa um lugar concretamente secundário, à revelia dos discursos "neo-sociais" e dos solidarismos declarados.

Ainda, segundo Soares, o quadro de retrocesso social com aumento da extrema e da "nova" pobreza, é acompanhado de uma pauperização das políticas sociais, onde o aumento da demanda por benefícios e serviços vincula-se à produção de um Estado de mal-estar,  resultante da contenção/limitação/desintegração das incipientes experiências de seguridade na América Latina, com raras exceções, e no Brasil, em particular.

 Mota (1995), afirma que a ditadura militar, ao implementar um processo de modernização conservadora, gerou novas demandas para a seguridade social, que foram respondidas pela adoção de convênios, a exemplo da saúde, e pela terceirização, ou seja, pelo incremento de uma racionalidade privatizante, em detrimento do investimento nas políticas públicas.

Ao longo das últimas décadas, tem crescido o número de organizações e instituições que atuam no chamado Terceiro Setor, principalmente no âmbito da assistência social, educação e saúde, visando não só a sobrevivência dos seus assistidos, mas o seu bem-estar social. Estas instituições se tornaram um terreno fértil para a atuação de profissionais, entre eles os Assistentes Sociais. O Terceiro Setor, atualmente tem adquirido maior visibilidade, principalmente, em virtude das deficiências das políticas públicas, o que tem levado a uma abrangência do campo de atuação destes profissionais.

Diante da diversidade que configura estas entidades, torna-se relevante a atuação desses profissionais na construção de instrumentos e ferramentas adequadas para o atendimento das demandas, sempre tomando como base para sua intervenção profissional o Código de Ética Profissional, que tem em seus princípios fundamentais: "O reconhecimento da liberdade vinculada à autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais, além da defesa intransigente de direitos humanos no que se refere à consolidação da cidadania, democracia, equidade e justiça social" (PAIVA; SALES, 2007, p.181)

Como sabemos o objeto de trabalho do Assistente Social é a questão social, sobre o assunto, Iamamoto explica que esta:

É apreendida como o conjunto das expressões das desigualdades da sociedade capitalista madura que tem uma raiz comum: a produção social é cada vez mais coletiva, o trabalho torna-se mais amplamente social, enquanto as apropriações dos seus frutos mantêm-se privada, monopolizada por uma parte da sociedade. (2009, p.27)

Assim, o Assistente Social deve enxergar os usuários em sua totalidade, promovendo condições de vida mais condizentes com as necessidades dos indivíduos, uma vez que este profissional tem como objeto de trabalho a questão social, e apreende esta a partir de suas multifaces. Corroborando com Iamamoto (2009, p.28) é imprescindível "captar múltiplas formas de expressão social, de invenção e re-invenção da vida construída no cotidiano, pois é no presente que estão sendo recriadas formas novas de viver, que apontam um futuro que está sendo germinado."

Enfim, um dos desafios que o Assistente Social encontra em sua prática, é o fato do sistema neoliberal submeter o social ao econômico dando excepcional prioridade a este último, deste modo, consolidar os direitos sociais num ambiente que permite a restrição destes, não é uma tarefa fácil. Assim, ao mesmo temo que o Estado garante os direitos sociais pela Carta Magna de 1988, por outro lado restringe seu acesso por parte dos cidadãos.

TERCEIRO SETOR: UM NOVO ESPAÇO SOCIO-OCUPACIONAL?

De acordo com a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado e direito do cidadão a seguridade social, como consta no artigo 194: A Seguridade Social compreende "Um conjunto integrado de ações de iniciativa do poder público e da sociedade destinado a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência, e à assistência social". No entanto, o Estado não cumpre o dever que está na Constituição Federal, fazendo com que haja a necessidade da intervenção de outros órgãos no desempenho de tais papéis.

A política neoliberal favoreceu a efetivação dessa lacuna deixada pelo Estado, uma vez que ele tem a intenção de repassar para a sociedade civil, responsabilidades destinadas ao setor público. Para o enfrentamento dessa questão, surge o Terceiro Setor, que é conceituado primeiramente nos EUA, em 1978, por John D. Rockfeller III, chegando ao Brasil por intermédio de um funcionário da Fundação Roberto Marinho, sendo construído por intelectuais orgânicos do capital, sinalizando a íntima ligação com os interesses da classe dominante:

Assim, o termo é construído a partir de um recorte do social em esferas: o Estado (‘ primeiro setor'), o mercado (‘segundo setor') e a ‘sociedade civil' (‘terceiro setor'). Recorte esse, como mencionamos, claramente neopositivista, estruturalista, funcionalista ou liberal, que isola e autonomiza a dinâmica de cada um deles, que, portanto, desistoriciza a realidade social. Como se o ‘político' pertencesse à esfera estatal e o ‘econômico' ao âmbito do mercado e o ‘social' remetesse apenas à sociedade civil, num conceito reducionista. (MONTAÑO, 2005.p.53).

  Ainda, buscando mais definições para o terceiro setor, Carlos Simões afirma que:

O Terceiro Setor é o conjunto de entidades não-estatais sem fins lucrativos, que, isoladamente, ou em parceria com órgãos estatais ou empresas privadas, prestam serviços de interesse público, ou por meio do trabalho voluntário, do assalariado, ou pelo regime associativo. (2008, p.469).

Há uma grande diversidade de instituições que compõe o terceiro setor, sendo que iremos frisar com essa pesquisa as ONG´s e o papel que elas vêm desempenhando na dinâmica da sociedade em prol do processo de transformação da realidade social. Apesar das diferenças das áreas de atuação (assistência social, educação, saúde, meio ambiente, lazer etc.) estas prestam serviços às pessoas e às famílias, que estão à margem do processo produtivo ou fora do mercado de trabalho, em consonância com a defesa e a consolidação dos direitos dessa população. Têm como bases sustentadoras, segundo Costa (2001) "voluntariado forte, organizado e participativo; articulação e integração dos setores técnicos e administrativos; planejamento como meio principal de gestão participativa e o trabalho em rede".

Diante da configuração existente no Terceiro Setor, se faz necessário a atuação de diferentes profissionais para que ocorra uma ação interdisciplinar, com vistas ao caráter profissional e técnico dos serviços prestados por estas instituições.

Neste contexto, o papel desempenhado pelos Assistentes Sociais torna-se relevante e significativo, porém estas instituições não lhes fornecem suporte para uma prática eficiente e qualificada, uma vez que, não possui recursos; as demandas estão afastadas dos lugares onde estas instituições estão localizadas (em sua maioria nos grandes centros urbanos) e não se conhece claramente o seu real significado de origem (estratégia do Estado ou mobilização da sociedade civil). Desse modo, a intervenção profissional deve ser guiada por alguns parâmetros mencionados por Selma Costa (2001), em seu artigo "O Serviço Social e o Terceiro Setor", para que a prática profissional nesse novo espaço sócio - ocupacional do assistente social não seja um retrocesso ao assistencialismo, e nem uma ação fragmentada, sem fundamento. Dentre eles:

  1. Ter a visão da totalidade institucional, conhecendo o ambiente interno e externo da organização e, principalmente, o papel que pretende cumprir naquele determinado momento histórico e pelo qual deseja ser reconhecida;
  2. Conhecer a legislação atual que fundamenta a política de atuação junto ao segmento atendido pela instituição. Isso significa buscar nas leis pertinentes à ação institucional, respaldo legal para a um trabalho voltado para a garantia dos direitos da população atendida. A Constituição Federal de 1988; a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, a Lei Orgânica da Saúde, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB, etc., são exemplos do aparato legal que pode contribuir para garantir à ação do técnico, do Serviço Social ou de outras áreas, uma ação mais contextualizada, interdisciplinar e abrangente;
  3. Ter a concepção clara de que população atendida pela instituição é constituída por sujeitos de direitos e não meros objetos da ação profissional;
  4. Conhecer os determinantes da questão social brasileira e suas diferentes manifestações;
  5. Conhecer as políticas sociais setoriais para o enfretamento dessas manifestações;
  6. Implantar, no âmbito institucional, a Política de Assistência Social, conforme as diretrizes da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS /93) e Sistema Único da Assistência Social (SUAS /04), de acordo com a área e o segmento atendido pela instituição;
  7. Desenvolver pesquisas junto aos usuários da instituição, definindo o perfil social desta população, obtendo dados para a implantação de projetos sociais interdisciplinares;
  8. Identificar, continuamente, necessidades individuais e coletivas, apresentadas pelos segmentos que integram a instituição, na perspectiva do atendimento social e da garantia de seus direitos, implantando e administrando benefícios sociais;
  9. Estender o atendimento social às famílias dos usuários da instituição, com projetos específicos e formulados a partir de diagnósticos preliminares;
  10. Intensificar a relação instituição / família, objetivando uma ação integrada de parceria na busca de soluções dos problemas que se apresentarem;
  11. Participar, coordenar e assessorar estudos e discussões de casos com a equipe técnica, relacionados à política de atendimento institucional e nos assuntos concernentes à política de Assistência Social.

 Enfim, para nortear suas ações com relação aos usuários, o Assistente Social deve sempre seguir o Código de Ética, principalmente no que se refere ao Título III art. 5° e art. 6°, afinal, o foco e direção da ação profissional é o usuário, assim, independente da instituição o profissional tem o deve:

a) contribuir para a viabilização da participação efetiva da população usuária nas decisões institucionais;
b) garantir a plena informação e discussão sobre as possibilidades e conseqüências das situações apresentadas, respeitando democraticamente as decisões dos usuários, mesmo que sejam contrários aos valores e às crenças individuais dos profissionais, resguardados os princípios deste Código;
c) democratizar as informações e o acesso aos programas disponíveis no espaço institucional, como um dos mecanismos indispensáveis à participação dos usuários;
d) devolver as informações colhidas nos estudos e pesquisas aos usuários, no sentido de que estes possam usá-los para o fortalecimento dos seus interesses;
e) informar à população usuária sobre a utilização de materiais de registro audiovisual e pesquisas a elas referentes e a forma de sistematização dos dados obtidos;
f) fornecer à população usuária, quando solicitado, informações concernentes ao trabalho desenvolvido pelo Serviço Social e as suas conclusões, resguardado o sigilo profissional;
g) contribuir para a criação de mecanismos que venham desburocratizar a relação com os usuários, no sentido de agilizar e melhorar os serviços prestados;
h) esclarecer aos usuários, ao iniciar o trabalho, sobre os objetivos e a amplitude de sua atuação profissional.

Assim, cada vez mais o profissional deve ter como norte sua ética profissional,  visto que após os anos 1990, podem-se perceber várias reflexões acerca da condição da seguridade social brasileira, a qual engendra uma visibilidade nova para o universo da filantropia e congêneres. Essa visibilidade advém da implementação, de um novo projeto de intervenção sobre as múltiplas expressões da questão social, no qual o terceiro setor assume maiores responsabilidades, no mesmo passo em que o Estado repassa seus deveres, sob a pressão do ajuste fiscal.

Contudo, o esforço é o de delinear a relação entre contra-reforma do Estado e seguridade social, procurando situar de maneira crítica o lugar dessa miríade de organizações que passam a executar serviços e programas no campo da intervenção social.

Dessa forma, as possibilidades preventivas e até eventualmente redistributivas tornam-se mais limitadas, prevalecendo o trinômio articulado do ideário neoliberal para as políticas sociais, qual seja: a privatização, a focalização associada à seletividade e a descentralização. Em um país como o Brasil, com suas tradições político-econômicas e socioculturais antidemocráticas, coloca-se um quadro de grande complexidade, aridez e hostilidade, para a implementação da seguridade social preconizada pelo conceito constitucional.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por fim, vale mencionar que existem algumas contradições encoberta pelo discurso da não lucratividade, visto que muitas ONG's, não podem esconder seu claro interesse econômico por meio da venda dos seus produtos e até mesmo pelo incentivo fiscal de liberação de impostos. É necessário ainda chamar a atenção ao fato de que as organizações que compõem o terceiro setor têm suas atividades controladas de forma mista pelo Estado e pelo mercado.  O Estado controla mediante a legislação e o repasse de fundos, e a empresa mediante sua lógica administrativa.

A sociedade civil está cada vez mais consciente da importância de seu papel neste processo de luta contra as desigualdades sociais. E cabe também a esta, e principalmente ao Estado, fiscalizar as ações em que seu dinheiro está sendo utilizado, dificultando assim a atuação de pessoas e organizações corruptas disfarçadas de ONG's, que buscam tirar proveito da situação de exclusão e destruição causada pelo capitalismo. Essa situação é vista como um desafio em consolidar os direitos sociais.

 Assim, pode-se concluir que o terceiro setor é uma tendência geral de redução de direitos, sob argumento da crise fiscal, transformando-se as políticas sociais em ações pontuais e compensatórias daqueles efeitos mais perversos da crise. Nesse contexto, a inserção profissional, de acordo com Costa (2011, p.08) deve ocorrer "de forma equilibrada e cuidadosa, crítica e construtiva, discernindo claramente a contribuição que o assistente social pode trazer para um trabalho de qualidade social no âmbito do terceiro setor."

REFERÊNCIAS:

BRASIL, Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado, 2012.

________, Lei nº. 9790 de 23 de março de 1999. Dispõe sobre as Organizações Sociais.

COSTA, Selma Frossard. O Serviço Social e o Terceiro Setor. São Paulo. 2001. Disponível em:www.ssrevista.uel.br/c_v7n2_selma.htm.Acesso em 03 de janeiro de 2012.

CRESS. Assistente Social: Ética e Direitos. Coletânea de Leis e Resoluções. Rio de Janeiro, Cress 7ª Região, 2000.

FERNANDES, Rubem César. Privado, Porém Público.O Terceiro Setor na América Latina. 2ª ed. Rio de Janeiro: Relume Dumará,1996.

GIL, Antonio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4. ed. São Paulo: editora Atlas, 2007.

MINAYO, Maria Cecília de Souza. O Desafio do Conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 4. ed.São Paulo: HUCITEC-ABRASCO.1996.

MONTAÑO, Carlos. Terceiro Setor e Questão Social. 3ed. São Paulo: Cortez, 2005.

MOTA, Ana Elizabete. Cultura da Crise e seguridade social: um estudo sobre as tendências da previdência e da assistência social brasileira nos anos 80 e 90. São Paulo: Cortez, 1995. 

PAIVA; SALES. A Nova Ética Profissional: Práxis e Princípios. In: BONETTI. et al. Serviço Social e Ética: Convite a uma nova Práxis. 8ª ed. São Paulo: Cortez, 2007. p.174-208.

SIMÕES, Carlos. Curso de Direito do Serviço Social. 2ª ed. Rev. e Atual. São Paulo: Cortez, 2008.

SOARES, Laura Tavares. Os custos sociais do ajuste neoliberal na América Latina. São Paulo :  Cortez, 2000. Coleção Questões da Nossa Época.

Avaliar artigo
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 0 Voto(s)
    Feedback
    Imprimir
    Re-Publicar
    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/cotidiano-artigos/terceiro-setor-e-questao-social-organizacoes-nao-governamentais-em-foco-6347466.html

    Palavras-chave do artigo:

    terceiro setor

    ,

    servico social

    ,

    ong´s

    Comentar sobre o artigo

    Roger S Souza

    É a profissão que lida com o planejamento e a execução de políticas públicas e de programas para o bem-estar coletivo e para a integração do indivíduo à sociedade. O assistente social trabalha com questões que levam à exclusão social, analisando e propondo ações para melhorar as condições de vida de crianças, adolescentes, adultos e idosos.

    Por: Roger S Souzal Educação> Educação Onlinel 05/07/2013 lAcessos: 70

    O tema abordado no artigo foi resultado de pesquisas realizadas na tentativa de compreender a importância do pedagogo social nas ONGs. Ao finalizar a pesquisa percebemos a importância deste profissional nas organizações não governamental, pois, ele é um interventor na elaboração de projetos sociais e voluntários, como: educação, cultura, esporte, lazer e outros, buscando mecanismos metodológicos para que a ONG alcance os objetivos propostos perante a sociedade. Com isso, o pedagogo social é um a

    Por: Márcio Josél Educação> Ensino Superiorl 01/06/2012 lAcessos: 1,900
    Josiane Chemin

    O presente artigo tem por objetivo conhecer a análise mercadológica – através de pesquisas que buscaram referências de diversos autores renomados -, e verificar os serviços que os sites de e-commerce de varejo esportivo proporcionam aos seus consumidores - através da análise de conteúdo de quatro sites selecionados. Dentre as contribuições oferecidas por este artigo, está o detalhamento dos serviços oferecidos pelas empresas analisadas.

    Por: Josiane Cheminl Marketing e Publicidadel 29/03/2012 lAcessos: 864
    Gilberto Barros Lima

    Não são poucos os desafios no presente e no futuro, a extrema necessidade de rever conceitos e políticas industriais obriga também toda a sociedade mundial aderir a uma nova postura defronte a questão socioambiental.

    Por: Gilberto Barros Limal Notícias & Sociedade> Meio Ambientel 31/03/2011 lAcessos: 196
    André kohl

    Este estudo tem por objetivo verificar se a Indústria Alfa S/A, através do seu setor de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) de produtos, efetua uma análise de impacto ambiental para a fabricação de novos produtos, bem como identificar de que forma o tema sustentabilidade ambiental é tratado na organização. A metodologia utilizada na pesquisa caracteriza-se como um estudo de caso, de natureza exploratória, com abordagem quantitativa dos dados, realizado por meio de entrevistas e observação in loco.

    Por: André kohll Negócios> Administraçãol 07/01/2011 lAcessos: 942 lComentário: 1

    O combate ao trabalho infantil tem sido alvo de muitas discussões, tendo em vista a relação que é estabelecida, pelo senso comum, entre o mesmo e a marginalidade no âmbito brasileiro. Alguns acreditam que o trabalho seja uma forma de ocupação que desvia interesse por atividades ilícitas, no entanto, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho - OIT, Unicef e outros organismos internacionais, as crianças de até 14 anos de idade devem dedicar-se, exclusivamente, à escola.

    Por: Marisa Pigattol Educaçãol 14/05/2008 lAcessos: 7,997 lComentário: 2

    O estágio foi concebido no intuito de pesquisarmos conceitos, experiências, justificativas acerca do Desenvolvimento Regional Sustentável, visando o embasamento teórico e empírico para a concepção de curso de especialização em DRS. O Curso de Especialização em DRS visa à formação de profissionais: da administração pública e privada; do terceiro setor, e graduados interessados em atuar com agentes em DRS. Além de contribuir para aprofundar os aspectos teóricos e práticos do desenvolvimento.

    Por: FERNANDO ANTONIO DA SILVAl Educação> Ensino Superiorl 08/12/2011 lAcessos: 145

    RESUMO: Este estudo tem sua importância na crescente discussão sobre o aumento da utilização da Terceirização de mão-de-obra nos mais variados ramos de atuação organizacional, no enfraquecimento dos sindicatos, na crescente precarização do trabalho no Brasil, na responsabilidade social intrínseca a normas reguladoras vigentes que preconizam o Trabalho decente.

    Por: João Carlos Peixel Notícias & Sociedade> Polítical 02/08/2011 lAcessos: 759
    Adomair O. Ogunbiyi

    Estudo de Caso sobre o Conselho Municipal das Populações Afrodescendentes (COMAFRO) com enfoque nas políticas públicas e na gestão democrática. O artigo analisa como se dão as políticas públicas relativas à população afro-brasileira nas áreas da educação e da saúde, dentro do escopo de políticas universalistas da Gestão Pública Municipal, de São Luís, Maranhão – Brasil, durante o período de 2004 a 2008, cotejando-as com as propostas oriundas de uma instituição de controle social como o Conselho

    Por: Adomair O. Ogunbiyil Negócios> Gestãol 22/07/2011 lAcessos: 982

    O Ministério do Trabalho deve criar, nos próximos dias, um grupo de trabalho para estudar as melhores diretrizes para regularizar definitivamente as relações entre os profissionais autônomos da área da beleza e os locais onde os mesmos arrendam espaço para prestação de serviços – os salões

    Por: Central Pressl Notícias & Sociedade> Cotidianol 06/10/2014 lAcessos: 16

    O texto reflete sobre a obra Cibercultura do filósofo francês Pierre Lévy. Ele fala sobre como o ciberespaço está articulado com o território onde vivemos.

    Por: Fabio Rossol Notícias & Sociedade> Cotidianol 04/10/2014

    A equipe do Hospital Regional Público do Sudeste Dr. Geraldo Veloso, administrado pela Pró-Saúde e que fica em Marabá, no Pará, surpreendeu paciente e fez uma festa de debutante, com direito a coroa de princesa, bolo de aniversário e a companhia dos familiares.

    Por: Aline Limal Notícias & Sociedade> Cotidianol 03/10/2014
    Noivos de Fresco

    Precisa de dicas e ideias para o seu casamento? Casar no Ano Novo será sempre uma data memorável! Venha descobrir mais!

    Por: Noivos de Frescol Notícias & Sociedade> Cotidianol 01/10/2014
    José Souza Silva

    São Paulo ira receber os primeiros ônibus que possuem conexão 4G. Este tipo de tecnologia possibilitará os seus usuários a verem e-mail, acessarem sites, redes sociais e ouvirem músicas.

    Por: José Souza Silval Notícias & Sociedade> Cotidianol 26/09/2014 lAcessos: 13
    Daniel Paulo

    Quem busca maior qualidade de vida e mais saúde, normalmente busca a academia como principal auxílio, podendo este método ser sugerido por algum profissional da saúde, ou ainda passar a frequentar por vontade própria, no entanto, deve-se ter um objetivo.

    Por: Daniel Paulol Notícias & Sociedade> Cotidianol 20/09/2014

    Na sociedade hodierna, este tema milenar é mais que atual, pois, em todos os seguimentos encontramos esta inversão. O bem se transformou em mal, o bom, em ruim e a verdade em mentira. Enfim, este é um tema mundial, mas que em especial no nosso pais deveria ser passado a limpo.

    Por: Reinaldo Rodrigues Loureirol Notícias & Sociedade> Cotidianol 18/09/2014 lAcessos: 19
    Cibele Suzigan Randi

    Será que temos pensado em nossos dias? E se pensamos de que maneira isso acontece? Estamos sempre correndo, a mil por hora e pouco pensamos se isso está nos fazendo algum bem ou nos proporcionando algo. É isso que proponho ao escrever esse artigo.

    Por: Cibele Suzigan Randil Notícias & Sociedade> Cotidianol 16/09/2014 lAcessos: 12

    Tem-se como objetivo desse estudo entender a pratica do enfermeiro nos casos de Hanseníase na Estratégia de Saúde da Família do município de Fátima no Estado da Bahia. Foi realizada entrevistas com enfermeiras das unidades e com os primeiros pacientes com o diagnóstico da doença no município, sendo inclusive todos de uma só família.

    Por: cynthia mayaral Saúde e Bem Estarl 10/12/2012 lAcessos: 45
    Perfil do Autor
    Categorias de Artigos
    Quantcast