MERCADO DE CRÉDITO: PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS

18/11/2010 • Por • 5,305 Acessos

 

CERIOLI, Diego[1]

CÓRDOVA, Fábio Ricardo²

STREHER, Tatielle³

ZILLI, Carla Maria4

RESUMO

No atual cenário econômico, muitas vezes as empresas para se manterem competitivas no mercado, necessitam do aporte de capital advindo de terceiros para subsidiar suas atividades operacionais e, proporcionar a maximização do lucro, com base em um bom gerenciamento de seus recursos. Neste contexto, o presente artigo tem o objetivo de identificar quais produtos e serviços financeiros são mais utilizados pelas empresas e como ocorre o relacionamento destas com as instituições bancárias. Foi realizada uma pesquisa com três empresas de pequeno porte que atuam no ramo de confecções no município de Francisco Beltrão. Sendo assim, realizou-se uma pesquisa bibliográfica e um estudo de caso onde, para a coleta de informações foi utilizado um questionário. Verificou-se que as empresas utilizam um vasto número de produtos e serviços financeiros, realizam contato frequente com os bancos e, possuem um bom relacionamento com estes, tendo em vista que os gerentes demonstraram estar conscientes da importância do acesso ao crédito para a manutenção das atividades da organização.

 

PALAVRAS-CHAVE: Mercado de crédito; Reciprocidade bancária; Instituições financeiras.

1 INTRODUÇÃO

 

A crescente evolução da economia, conjuntamente com o desenvolvimento de novas técnicas de gestão está levando as organizações a mudarem seu comportamento em relação ao modo de gerenciar seus recursos financeiros.

Para se manterem competitivas no mercado, as empresas estão, cada vez mais, necessitando desenvolver suas atividades com um nível limitado de recursos. Sem poder trabalhar com reservas muito altas de recursos, para se prevenir de variações no mercado, a solução está em utilizar recursos de terceiros no momento em que surgir a necessidade.

Neste contexto, torna-se importante que o gestor tenha um conhecimento amplo sobre a constituição do mercado de crédito, para que possa tomar decisões mais consistentes sobre a política financeira da empresa e usufruir deste ambiente para gerar vantagem competitiva à organização.

Para facilitar a compreensão sobre o desenvolvimento do mercado de crédito, serão apresentadas, inicialmente, algumas considerações sobre como este é formado e como contribui no dia-a-dia das organizações. Também será apresentado como ocorre o relacionamento entre empresas e bancos e quais produtos e serviços as instituições financeiras oferecem às empresas.

Ao final, será apresentado o estudo realizado em três pequenas empresas do município de Francisco Beltrão, com o objetivo de identificar quais produtos e serviços financeiros são mais utilizados e como ocorre o relacionamento destas com as instituições bancárias que atuam na região.

2 MERCADO DE CRÉDITO

O mercado de crédito faz parte do mercado financeiro, é constituído por instituições financeiras. É onde ocorre a concessão e tomada de crédito, ou seja, onde há instituições emprestadoras e organizações que tomam recursos financeiros para atender necessidades de investimentos operacionais ou de capital.

Na concepção de Schrickel (2000), crédito é o ato de vontade ou disposição de alguém disponibilizar temporariamente parte de seu patrimônio a terceiros, objetivando que as parcelas voltem integralmente para o proprietário juntamente com as correções monetárias.

Matias (2007) descreve que crédito está ligado à troca de bens e serviços no presente, com promessas de recebimentos futuros das compensações financeiras.

A concessão de crédito pode ocorrer por meio da concessão de patrimônios materializados, dinheiro ou por outros bens. Entretanto, é indispensável que o patrimônio seja cedido pelo dono, ou com o consentimento do legítimo proprietário. As instituições financeiras são consideradas agentes intermediadores de riqueza, que atuam constantemente na captação e empréstimo de recursos para indivíduos e organizações necessitadas (SCHRICKEL, 2000).

De acordo com Assaf Neto e Silva (2002), o crédito é um acordo de troca, porém, para tempos diferentes. É uma aquisição de algum bem presente para proporcionar pagamentos futuros. Tal acordo pode ser expresso de várias maneiras, como por exemplo, duplicatas a receber, nota promissória, cheque pré-datado, entre outros. A concessão de crédito pode ser considerada um investimento de risco, haja vista que podem ocorrer problemas com a desvalorização da moeda, e até mesmo, o não pagamento.

Quando cedido patrimônio a terceiros, existe uma expectativa de retorno da parte cedida. Contudo, é essencial reconhecer a possibilidade de não recebimento, ocasionando o risco. Matias (2007) afirma que a gestão do risco se encontra junto à função financeira, pois todas as decisões tomadas em relação a ativos geram possibilidades de riscos e, a remuneração do risco é considerada como fator que impulsiona a geração de valor.

É importante salientar que a função de fornecer crédito não é exclusiva do sistema bancário, apesar de ser este o principal objetivo deste ramo de negócios (SCHRICKEL, 2000). Por isso, o ato da vontade de ceder o patrimônio a terceiros é uma decisão que necessita ser planejada pelo próprio concedente.

Segundo Assaf Neto e Silva (2002, p. 109), "as principais medidas financeiras de uma política de crédito são o investimento de capital, o investimento em estoques, as despesas de cobrança e as despesas com devedores duvidosos".

O mercado de crédito origina-se da captação de depósitos através de instituições financeiras, por meio de repasses de linhas de crédito oficiais ou externas, recursos próprios da organização com o objetivo de atender a demanda de crédito existente dos consumidores, pessoa física e pessoa jurídica (OLIVEIRA, 2010).

As principais medidas financeiras de uma política de crédito influi nos investimentos de capital, investimentos em estoques, despesas de cobrança e despesas com devedores duvidosos. Assim, Assaf Neto e Silva (2002) definem investimento de capital como medida financeira pelo fato de uma política de crédito afetar o volume de vendas, pois aumentando as vendas, provoca uma recuperação mais eficaz do investimento. Portanto, o investimento de estoque também se caracteriza como uma medida financeira por estar participando do processo do volume de vendas, já que, aumentando as vendas, haverá uma necessidade de inversões em estoques para poder continuar suas atividades. Após ocorrer as vendas, os gastos com o departamento da cobrança, incluído todos os tipos e meios na qual foi usado para comunicar os clientes, também se caracterizam como medidas financeiras, inclusive, as despesas com os devedores duvidosos, ou seja, a probabilidade de perda com algumas vendas de crédito.

A relação existente entre os tomadores de recursos e os aplicadores é devido aos aplicadores de recursos possuírem capital disponível, sem necessidade da sua utilização por um determinado período, e os tomadores de recursos necessitam de valores monetários para conseguir pagar suas obrigações (OLIVEIRA, 2010).

O aplicador de recursos, entretanto, exige retornos maiores, quanto maior for o grau de risco. Sendo assim, é fundamental conhecer o indivíduo bem, antes de conceder os recursos. Na visão de Schrickel (2000, p. 41) "emprestar é confiar qualquer coisa a alguém, para que possa fazer uso dela durante algum tempo, restituindo-a depois ao dono".

 

2.1 Formação do Mercado de Crédito

 

De acordo com Mellagi Filho e Ishikawa (2003), o mercado de crédito, faz parte do Sistema Financeiro Nacional. É formado por bancos, cooperativas, associações e outras sociedades, isto é, quem faz parte do mercado financeiro. Sendo assim, serão apresentados alguns dos principais agentes operativos que oferecem produtos e/ou serviços às empresas.

a) Bancos Comerciais: São bancos que captam recursos por meio de depósitos a vista.

b) Caixas Econômicas: São semelhantes aos Bancos Comerciais, entretanto captam recursos não apenas por depósitos, mas também por meio de operações ativas e prestações de serviços. Contudo, se difere por não ter como objetivo o lucro, e sim o bem-estar social.

c) Bancos de Desenvolvimento: Utilizam repasses públicos com o intuito de propiciar financiamentos de médio e longo prazo.

d) Bancos de Investimento: Oferecem financiamentos de médio a longo prazo objetivando suprir a necessidade de capital de giro das empresas.

e) Sociedade de Arrecadamento Mercantil: Realiza operações de leasing, pois se assemelha a uma locação que ao final do contrato o cliente pode renovar o contrato, adquirir o bem ou devolve-lo. O leasing para as empresas, constitui-se de uma modalidade de financiamento.

f) Agências de Fomento: Obtém recursos da União, Estados e Municípios buscando repassar às empresas para financiamento de capital de giro.

g) Bancos Múltiplicos: Para se caracterizar como banco múltiplo, a instituição necessita possuir no mínimo dois tipos de carteiras, podendo ser carteira comercial, de investimento, crédito imobiliário, de aceite, de desenvolvimento e de leasing.

h) Bancos Cooperativos: São Bancos Comerciais com participação de cooperativas e de cooperados.

 

2.2 Reciprocidade Bancária

 

Segundo Matias (2007), para a empresa obter crédito em uma instituição financeira é necessário que seja realizado uma análise do risco de crédito incluindo a análise das informações qualitativas, a análise das informações restritivas e a análise das informações financeiras. Sendo que estas informações serão determinantes para a concessão de crédito.

Para o autor, no relacionamento com os bancos, estes exigem reciprocidade bancária que é a maneira encontrada por estas instituições para conseguir elevar a rentabilidade de suas aplicações. Principalmente em períodos de escassez, onde as políticas monetárias de crédito passam por uma seleção mais criteriosa e seletiva no momento da análise da viabilidade do crédito.

2.2.1 Produtos e Serviços Financeiros

 

Matias (2007) comenta que as operações de empréstimos ocorrem por meio de contratos firmados entre tomadores e emprestadores de recursos, possuindo condições definidas por ambos e em condições legais. Segundo o autor, para dar mais segurança ao emprestador, existem garantias que o tomador de crédito pode oferecer para minimizar os riscos, podendo ser garantias pessoais, garantias reais e covenants. Nas garantias pessoais pode ser por meio de aval, que ocorre por meio de um terceiro que se compromete também por este empréstimo. Ou ainda, por fiança que o fiador se compromete a cumprir com as obrigações assumidas do afiançado. Já em garantias reais há hipoteca que seriam bens que são oferecidos como garantia de pagamento das obrigações. Existe o penhor, que exige a constituição de um fiel depositário. Há também caução, que seria a vinculação do dinheiro em depósitos na instituição financeira até a quitação das obrigações e também a alienação fiduciária, que é a transferência da propriedade ao emprestador até que durar a obrigação garantida. Os covenants são garantias indiretas que existem por um conjunto de obrigações contratuais.

Observando o mercado de crédito, pode-se verificar que as instituições financeiras disponibilizam uma infinidade de produtos e serviços financeiros que podem conter variações em função do ramo de atividade, porte e condições financeiras das organizações.

Devido à extensa gama de produtos e serviços, buscou-se abordar os que são oferecidos às micro e pequenas empresas e, que suprem as necessidades das empresas locais (região Sudoeste do Paraná). Para isto, foram coletadas informações de cinco instituições financeiras – Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, HSBC e Itaú -, extraindo dados disponibilizados nos sites destas instituições para a elaboração do relatório.

Pode ser observado que estas instituições oferecem uma ampla oferta de produtos e serviços às micro e pequenas empresas e, que pode ser adequado às diversas situações, resultando em produtos personalizados, que suprem de forma mais eficiente às necessidades dos mais diversos tipos de empresas. Sendo assim, são apresentadas definições de alguns produtos e serviços que são utilizados pelas pequenas empresas.

Com relação aos produtos financeiros oferecidos pelas instituições de crédito, observou-se que no dia-a-dia das organizações de pequeno porte, os mais utilizados são: títulos de capitalização, cartão de crédito e débito, consórcio de imóveis e de automóveis, aplicação financeira, financiamentos tais como limite de cheque especial disponibilizado na conta corrente de pessoa jurídica (LIS PJ), desconto de cheque, duplicatas e capital de giro, antecipação de recebíveis, previdência privada, poupança, seguros (empresa, vida, transporte, equipamentos e proteção financeira).

Já com relação aos serviços, os que mais se destacam são os disponibilizados em meios eletrônicos e que possibilitam maior comodidade às empresas, dentre os quais podem ser citados: internet banking, débito automático, pagamento eletrônico de salários, débito direto autorizado, depósito identificado, conta corrente, depósito à vista, boleto eletrônico, pagamento eletrônico e pagamento de impostos.

O internet banking é um serviço que possibilita a realização de consultas e movimentações, como extratos, aplicações, pagamentos, transferências, empréstimos, agendamentos, extrato por e-mail e diversos outros serviços. No caso do débito automático, trata-se de uma forma de agendar as faturas da empresa para que sejam debitadas automaticamente na conta corrente (CAIXA, 2010).

O pagamento eletrônico de salários proporciona comodidade, economia de tempo e mais segurança para a empresa e para os funcionários, pois os valores são depositados diretamente na conta bancária do funcionário e o débito direto autorizado é um sistema que permite o recebimento em meio eletrônico de boletos de cobrança, atualmente emitidos em papel (BANCO DO BRASIL, 2010);

O depósito identificado permite a identificação imediata dos depositantes, com caracteres numéricos e alfanuméricos. Proporciona facilidade para quem deposita e garantia de fluxo de caixa para quem recebe, pois o crédito é instantâneo na conta corrente da empresa (BRADESCO, 2010);

 

3 METODOLOGIA

 

A estrutura do trabalho consiste em duas etapas, sendo: a primeira composta por dados obtidos por meio de pesquisa bibliográfica, realizada com o auxilio de livros e materiais disponíveis em meio virtual; a segunda parte trata-se de estudo de caso, tendo como objetivo avaliar o comportamento das empresas locais em relação ao tema da pesquisa e, fazer o cruzamento da situação identificada com a teoria exposta.

O desenvolvimento da pesquisa bibliográfica que, segundo Silva (2009), é elaborada a partir de material já publicado, composto principalmente por livros, artigos de periódicos e, atualmente, com material disponível na internet, contribui para um melhor entendimento do tema estudado. Para o desenvolvimento desta pesquisa, foram consultados livros, artigos científicos disponíveis na internet e o site de algumas instituições financeiras atuantes no País.

Para a realização do estudo de caso, visando analisar os produtos e serviços utilizados pelas empresas locais, foi elaborado um questionário, o qual foi encaminhado por meio eletrônico aos gerentes de três empresas do ramo de confecções, com o objetivo de levantar as informações necessárias para a análise do tema.

O questionário foi composto por questões, tanto de caráter objetivo, como subjetivo, direcionados aos gerentes destas organizações. Foi estruturado em três etapas: a primeira consiste na identificação dos dados referentes à identificação da empresa, os quais não foram expostos neste relatório; a segunda teve como objetivo identificar quais são os produtos e serviços que as empresas abordadas utilizam junto aos bancos e; a terceira visou a verificação de como está o relacionamento destas empresas com as instituições bancárias.

4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE

A pesquisa, desenvolvida com o objetivo de identificar quais produtos e serviços financeiros são mais utilizados pelas empresas e como ocorre o relacionamento destas com as instituições bancárias que atuam na região, foi realizada no município de Francisco Beltrão, tendo como fonte de informações três empresas que atuam no ramo de confecções e caracterizam-se por serem empresas de pequeno porte.

Em relação aos produtos financeiros, verificou-se que os mais utilizados pelas empresas foram: cartões de crédito e de débito, LIS PJ, desconto de duplicatas e de cheques, empréstimo de capital de giro, pagamento eletrônico, pagamento de impostos e seguros (empresa, vida, transporte, equipamentos e proteção financeira).

Além destes, mais apontados nos questionários, também verificou-se a utilização de produtos como títulos de capitalização, consórcio para imóveis e automóveis, aplicações financeiras, financiamentos, e previdência privada.

Já na relação dos serviços, os mais utilizados são internet banking, pagamento eletrônico de salários, débito direto autorizado, depósito identificado, débito automático, conta corrente, depósito à vista e boleto eletrônico, os quais, segundo os empresários, proporcionam maior comodidade, segurança e rapidez.

Foi possível também, observar que as empresas pesquisadas utilizam com maior freqüência os produtos e serviços oferecidos pelas instituições que possuem maior destaque na região: Banco do Brasil, Banco Itaú, Bradesco, Caixa Econômica Federal e HSBC.

Também ficou evidente que o contato das empresas com os bancos é feito diariamente, tanto pessoalmente, quanto por meios de comunicação, como internet e telefone por oferecem maior praticidade no uso dos serviços.

Os gerentes consideram que as instituições fornecem informações suficientes sobre os produtos e serviços utilizados, pois avaliam que esta medida é uma condição essencial para que os bancos conquistem seus clientes. Outro fator importante constatado na pesquisa é que as empresas estão satisfeitas com a agilidade dos serviços prestados pelas instituições bancárias e que o Banco do Brasil recebe destaque quanto à confiança em relação ao desenvolvimento de suas atividades.

Além disso, segundo o gerente de uma das empresas, "o Banco do Brasil é uma instituição voltada ao desenvolvimento, assim ajuda a fomentar o crescimento com serviços e taxas com percentuais bem mais moderados que outros bancos".

Outra questão observada é que, de certa forma, as empresas sentem-se dependentes das instituições financeiras para a realização de determinados processos, pois como avalia um dos gestores: "de acordo com o porte da empresa, as instituições financeiras são fundamentais na prestação de serviços. Imagine como seria uma empresa importando ou produzindo internamente, e vendendo para o Brasil inteiro, sem usar os serviços bancários?".

Uma restrição observada na pesquisa, enfrentada pelas empresas no acesso ao crédito refere-se à dificuldade que as empresas, principalmente de pequeno porte, têm para apresentar um histórico consistente que comprove que possuem uma estrutura capaz de gerar bons resultados. Para minimizar o desafio do acesso ao crédito, torna-se fundamental que os gestores tenham conhecimento do negócio da empresa, direcionando-se ao banco de forma clara e demonstrando as reais necessidades da empresa e onde esta pretende chegar.

As principais mudanças ocorridas na forma de relacionamento com as instituições financeiras nos últimos cinco anos, segundo um dos gerentes, foi que melhorou a oferta de crédito para o desenvolvimento sustentável do país. Também há uma melhor avaliação quanto ao deferimento de crédito e um significativo aumento da oferta de serviços informatizados.

Constatou-se também que após a recente crise econômica mundial, houve retração na oferta de crédito às empresas, principalmente dos bancos estrangeiros. Desde então, há uma filtragem maior na concessão de crédito, onde a atividade econômica da empresa tem significativa influência sobre a liberação do crédito.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Tendo em vista a evolução do cenário econômico, cada vez mais globalizado e de concorrência acirrada, observa-se a importância de um bom relacionamento entre as organizações e as instituições bancárias vivenciada em três empresas do município.

É evidente que os agentes financeiros são muito importantes, pois as empresas precisam buscar recursos que viabilizem o desenvolvimento de suas atividades. No estudo observou-se que as empresas pesquisadas utilizam diversos produtos e serviços advindos de instituições financeiras com esse objetivo.

O papel do gestor é fundamental para que tais recursos sejam gerenciados de forma eficaz, objetivando a maximização da sua atuação no mercado. No entanto, a gestão inadequada desses recursos pode gerar problemas significativos na estrutura financeira da organização, ocasionando a insolvência da mesma.

Observou-se também que há um bom relacionamento entre as empresas e os bancos, com os quais mantêm relações de negócio. O contato entre ambas as organizações é feito de forma freqüente, principalmente através de meios eletrônicos, como telefone e internet. Também pode ser identificado um alto nível de confiança dos gerentes em relação à prestação de serviços dos bancos, por estes estarem satisfeitos com o atendimento oferecido e considerarem que as informações transmitidas sobre os produtos são satisfatórias.

REFERÊNCIAS

 

ASSAF NETO, Alexandre; SILVA, César A. T. Administração de Capital de Giro. 3ª ed. São Paulo: Atlas, 2002.

BANCO DO BRASIL. Empresa. Portal BB. Disponível em: . Acesso em: 09 jun. 2010.

BANCO ITAÚ. Pequenas empresas. Itaú. Disponível em: . Acesso em: 09 jun. 2010.

BRADESCO. Bradesco pessoa jurídica. Bradesco. Disponível em: . Acesso em: 10 jun. 2010.

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. Micro e pequenas empresas. Caixa. Disponível em: . Acesso em: 09 jun. 2010.

 

FACHIN, Odília. Fundamentos de metodologia. 4ª ed. São Paulo: Saraiva, 2003.

 

HSBC. Para sua empresa. HSBC. Disponível em: . Acesso em: 10 jun. 2010.

 

MATIAS, Alberto B. Finanças corporativas de curto prazo: a gestão do valor do capital de giro. Volume 1. São Paulo: Atlas, 2007.

 

MELLAGI FILHO, Armando; ISHIKAWA, Sérgio. Mercado Financeiro e de Capitais. 2 ed. São Paulo: atlas, 2003.

 

OLIVEIRA, Ivanira C. de. Material Didático utilizado em aula. 2010.

 

SCHRICHEL, Wolfgang K. Análise de crédito: Concessão e Gerência de Empréstimos. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2000.

 

SILVA, Edna Lúcia da; MENESES, Estera Muszkat. Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação. UFSC. Disponível em: . acesso em: 03 ago. 2009.

 

[1],2,3,4 Acadêmicos do 3º ano de Administração da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, campus de Francisco Beltrão, PR.

Perfil do Autor

Diego Cerioli

Diego Cerioli, 20 anos, Cursando 3º ano de Bacharel em Administração pela UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Campus de Francisco Beltrão.