A Importância da Literatura Para a Construção da Leitura

Publicado em: 19/11/2011 |Comentário: 0 | Acessos: 1,482 |

1 INTRODUÇÃO


O presente artigo abordará assunto relacionado ao ensino da literatura na educação infantil, mostrando a origem da literatura, sua expansão e a importância que ela tem para o desenvolvimento social, como emocional e cognitivo das crianças. A educação ao longo dos anos vem formando os indivíduos para viver em sociedade formandos sujeitos críticos honestos e cumpridos seu deveres, mas para isso faz-se necessários que as escolas também acompanhem as inovações que até então vem ocorrendo e utilizar-se desses novos meios para buscar melhorar a leitura, a escrita, a linguagem oral e também a visual ao posto que para desenvolver essas competência é de fundamental importância que o ensino da literatura esteja presente desde os primeiros anos de vida e seguindo nas series iniciais pois é nessa fase que deve ser despertado na criança o habito pela leitura.

             Mas, como despertar na criança o hábito da leitura? Além do prazer de entrar num mundo imaginário, a leitura iniciada na infância pode ser a chave para um bom aprendizado escolar. Para isso é necessário que o incentivo parta primeiramente do próprio lar já que a família constitui o grupo social com o qual ela inicia suas primeiras experiências de partilha e posteriormente venha á ser aperfeiçoado na escola, pois é na infância que a criança desenvolve a imaginação, as emoções, e sentimentos de forma prazerosa e significativa. Já na fase pré-escolar é de suma relevância a apresentar as crianças livros com bastantes ilustrações e menos textos, pois, assim elas criarão suas próprias histórias. E de acordo com o grau de desenvolvimento, ofertar a elas livros com menos ilustrações e mais textos para facilitar a aprendizagem da leitura, com isso, à medida que ela cresce irá adquirir o gosto pela leitura.

            Mediante isso, sentimos a necessidade de produzir este trabalho com o objetivo de averiguar como vem ocorrendo o incentivo a leitura na educação infantil, possibilitando aos familiares e aos profissionais de ensino a investigar maneiras diversificadas de desenvolver competências, tornando o ser um sujeito ativo, responsável e que consiga compreender o mundo que o rodeia, podendo modificá-lo de acordo com suas necessidades. Diante disso percebi-se que ensino da literatura infantil, é de fundamental importância na vida do ser humano, porém deve ser trabalhada de maneira adequada, pois assim ela poderá contribuir de maneira positiva na família, nas instituições de ensino e para formação de cidadãos.  

            A presente pesquisa é qualitativa, de cunho bibliográfico, onde a mesma será publicada e socializada por mesa redonda, com intuito de contribuir com acadêmicos, professores e pesquisadores no contexto da ciência em prol do social.

A pesquisa pauta-se nos termos indispensáveis para uma melhor compreensão do objeto de estudo: como despertar na criança o gosto pela leitura; a participação da família no incentivo a leitura; a importância da leitura na escola, Como trabalhar a literatura infantil, Como escolher as histórias, Como apresentar as histórias. E importante frisar que este somará com a ciência e ao mesmo tempo dará inúmeras oportunidades para descobertas cabíveis no campo de investigações diacrônicas e sincrônicas.

 

2  CONCEITO DE LITERATURA

                             

            A literatura infantil surgiu durante o século XVII, época em que as mudanças na estrutura da sociedade desencadearam repercussões no âmbito artístico, que persistem até os dias atuais. O aparecimento da Literatura Infantil tem características próprias, pois decorre da ascensão da família burguesa, do novo "status" concedido à infância na sociedade e da reorganização da escola. Sua emergência deveu-se, antes de tudo, á sua associação com a Pedagogia, já que as histórias eram elaboradas para se converterem em instrumento dela.

            A partir do século XVIII, a criança passa a ser considerada um ser diferente do adulto, com necessidades e características próprias, para que ela pudesse diferenciar-se dos mais velhos e receber uma educação especial, e que a preparasse para uma vida adulta. O caminho para a descoberta da Literatura Infantil, em nosso século, foi aberto pela Psicologia Experimental que, relevando a Inteligência como um elemento estruturador do universo que cada indivíduo constrói dentro de si, chama a atenção para os diferentes estágios de seu desenvolvimento (da infância à adolescência) e sua importância fundamental para a evolução e formação da personalidade do futuro adulto.

            Os primeiros livros literários eram direcionados de acordo com as classes sociais, ou seja, as crianças da nobreza liam os grandes clássicos e as mais pobres liam lendas e contos folclóricos, e somente depois é que a literatura atinge o publico infantil onde os clássicos sofreram adaptações e os contos folclóricos serviram de inspiração para os contos de fada. Os primeiros livros surgiram no século XVIII. Autores como La Fontaine e Charles Perrault escreviam suas obras, enfocando principalmente os contos de fadas. Desde então a literatura infantil foi ocupando seu espaço. Com isso novos autores foram surgindo, como Hans Chistian Anderson, os irmão Grimm Jacob, Wilhelm  e Monteiro Lobato, como afirma o autor:

 

A Literatura Infantil tem um grande significado no desenvolvimento de crianças de diversas idades, onde se refletem situações emocionais, fantasias, curiosidades e enriquecimento do desenvolvimento perceptivo. Para ele a leitura de histórias influi em todos os aspectos da educação da criança: na afetividade: desperta a sensibilidade e o amor à leitura; na compreensão: desenvolve o automatismo da leitura rápida e a compreensão do texto; na inteligência: desenvolve a aprendizagem de termos e conceitos e a aprendizagem intelectual". (apud RUFINO e GOMES, 1999, p.11).

 

 Até as duas primeiras décadas do século XX, as obras didáticas produzidas para a infância, apresentavam um caráter ético-didático, ou seja, o livro tinha a finalidade única de educar, apresentar modelos, moldar a criança de acordo com as expeditivas dos adultos. A obra dificilmente tinha o objetivo de tornar a leitura como fonte de prazer, retratando a aventura pela aventura. Havia poucas histórias que falavam da vida de forma lúdica, ou que fazia pequenas viagens em torno do cotidiano, ou a afirmação da amizade centrada no companheirismo, no amigo da vizinhança, da escola, da vida.

             A década de 70 ficou conhecida como a época do "bom" da literatura infantil. Com a consolidação do mercado editorial, e a crescente dependência

do livro com a escola, aumentou expressivamente o numero de autores produzindo para a infância. Surgem escritores marcantes como Ana Maria Machado, Sylvia Orthof, Ruth Rocha e outros.

            A consolidação dos livros na forma física em que ele ainda apresenta não chama a atenção dos alunos, porém cabe ao professor fazer este livro se tornar um grande amigo dos pequenos leitores na pré-escola Freire (1999).

            Percebe-se que está nas mãos do professor o sucesso do aprendizado escolar. Segundo Meirelles (2010), num país como o Brasil, a escola tem um papel fundamental para garantir o contato com os livros, desde a primeira infância: manusear as obras encantar-se com as ilustrações e começar a descobrir o mundo das letras. É nas salas de educação infantil que o professor, deve apresentar os diversos gêneros a turma. Nessa fase o que importa é deixar-se levar pelas histórias sem nenhuma preocupação em ensinar literatura.

            Percebe-se que a importância de se contarem histórias para as crianças é enorme, pois ao ouvir uma história elas vibram e se emocionam com as personagens, assim elas começam a desenvolver a sua capacidade criadora de brincar, de inventar e de se expressar através de várias situações que aparecem nas histórias. 

 

Para contar história, o professor poderá levar as crianças para um local fora da sala de aula, ao ar livre, ou a biblioteca; sentar-se com elas no chão deixando-o bem à vontade. Algumas gostam de se sentar ou mesmo recostar-se. Durante uns cinco minutos, as crianças terão tempo de acomodar-se com as outras. Finalmente, o professor anuncia que vai contar uma história, muito bonita, e diz o nome da história, mostra a capa, os personagens, diz também o nome do autor (ANTUES, 2000 Pag. 56).  

 

O professor antes de ler as histórias para seus alunos deve preparar um ambiente adequado para essa pratica, após as leituras, é fundamental que os mesmos abram um espaço para discuti-la, pois quando há um momento para as discussões, surgem às possibilidades de inúmeras interpretações e assim, começam a desenvolver a curiosidade e o desejo de ir além.

            Segundo Junqueira (2010) diz ser muito comum cada sala de educação ter um cantinho de leitura, com uma pequena estante. O ideal é que todo o acervo fique ao alcance das crianças (perto do chão e sem obstáculos entre obras e leitores). É nessa fase de escolarização que o educador deve ensinar os cuidados básicos que devem ter com os livros. Uma vez que ao manusear matérias (livros jornais, cartazes, jornais, revistas, entre outros.), a criança passa a observar as produções escritas e assim ela vai conhecendo de forma gradativa as características formais da linguagem. E isso é percebível quando ela, ao folhear um livro imite sons e faz gestos como se estivesse realmente lendo.

            Segundo Maricato (2005, pag. 26) Para trabalhar literatura com as crianças é preciso possibilitar a elas o contato com dois materiais: aquele que é para ser lidos (livros, revistas, jornais, entre outros) e, aqueles que são para ser rabiscado (folha sulfite, caderno de desenho, lousa, chão). De acordo com Coelho, (2000), o espaço da escola pode ser dividido em dois ambientes um seria estudo programado (sala de aula, biblioteca, entre outros.) e outro espaço que seria de atividades livres (sala de aula, recanto de invenções, laboratório de criatividades, entre outros.). Nesses dois ambientes, o aluno assimila as informações e conhecimentos, e ao mesmo tempo, é estimulado a liberar suas potencialidades especificas em cada um dos ambientes, pois quanto mais cedo as crianças tiverem contato com histórias orais e escritas, maiores serão as chances de gostarem de ler.

Para que o professor de educação infantil possa começar a despertar nas crianças o gosto pela leitura, primeiramente ele deve preparar dentro da sala de aula o cantinho da leitura e começar a trabalhar com elas a responsabilidade, ou seja, os cuidados que devemos ter para não danificar os livros. É importante frisar que as obras literárias devem ficar sempre ao acervo da criança e não inibi-las de tocá-las, pois caso isso aconteça, poderá bloquear o interesse pela leitura.

Segundo Maricato (2005, pag. 18) Esta postura do professor de restringir o acesso ao livro acaba fazendo com que os alunos vejam o livro como algo chato, uma vez que não pode ser tocado. 

Segundo Silva (1999,) O bibliotecário escolar deve (...) dedicar-se menos às atividades mecanizadas; e muito mais a programas de incentivo à leitura, junto aos alunos, com o apoio de outros educadores, como os professores e os especialistas.

Dessa forma a biblioteca deve estar com o acervo atualizado, pois só assim o bibliotecário será capaz de cativar e estimular nos alunos o interesse em utilizar o material disponível dentro da leitura, entretanto, não deverá o bibliotecário se dedicar apenas a arrumação do acervo, mas ao desenvolvimento de práticas de leitura que visem à mediação da leitura para a construção de leitores.

Segundo Ribeiro (1994) A diz que a biblioteca escolar: Possui as funções educativas e culturais. A primeira auxilia a ação do aluno e a do professor e, a segunda complementa a educação formal, ao oferecer possibilidades de leitura, colaborando para que os alunos ampliem os conhecimentos e as idéias acerca do mundo.

            Segundo Carvalho (1968) A literatura é a arte de ouvir e de dizer, logo nasce com o homem, suas origens se assimilam com o uso das palavras: filogeneticamente o homem aprendeu a falar, dizer antes de ler e escrever como ontogeneticamente acontece com a criança: portadora de bagagem lingüística. Essa capacidade de ouvir e de dizer é o ponto de partida da literatura.

          Segundo Freire o aprendizado da leitura se dá a partir das experiências pessoais, devemos, entretanto ir além deste contexto individual. A curiosidade é impulsionada do processo de aprendizado, vindo a se transformar em necessidade e esforço para "alimentar" o imaginário, desvelar os mistérios do mundo e permitir ao leitor desenvolver um autoconhecimento através de como e o que lê. O processo de leitura acontece, coletando experiências na medida em que se organizam os conhecimentos adquiridos, se estabelece as inter-relações entre essas experiências e no processo de resolução dos problemas que se nos apresentam. A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquela.   

Segundo Abramovich ressalta (...). Ah, como é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas, muitas histórias... escutá-las é a formação de qualquer criança ouvir muitas, muitas histórias... escutá-las é o início da aprendizagem para ser leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo... Podemos, assim, começar a compreender a importância da Literatura Infantil no desenvolvimento cognitivo das crianças. Ser leitor é o meio para conhecer os diferentes tipos de textos, de vocabulários. É uma forma de ampliar o universo lingüístico.

          Segundo Coelho (1995) A literatura infantil vem sendo criada, sempre atenta ao nível do leitor a que se destina... e consciente de que uma das mais fecundas fontes para a formação dos imaturos é a imaginação – espaço ideal da literatura. É pelo imaginário que o eu pode conquistar o verdadeiro conhecimento de si mesmo e do mundo em que lhe cumpre viver.

Segundo Candido (1989) chamaremos de literatura de maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade; em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos de folclore, lenda, chiste, e até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações.

De acordo com Pires, (2000, p. 34) A literatura infantil torna-se deste modo, imprescindível. Os professores dos primeiros anos da escola fundamental devem trabalhar diariamente com a literatura, pois esta se constitui em material indispensável, que aflora a criatividade infantil e desperta as veias artística da criança. Nessa faixa etária, os livros de literatura devem ser oferecidos às crianças através de uma espécie de caleidoscópio de sentimentos e emoções que favoreçam a proliferação do gosto pela literatura, enquanto forma de lazer e diversão. A leitura é um meio enriquecedor para a criança desenvolver a sua cultura e seus saberes acumulados e assim ela vai adquirindo informações e construindo novos conhecimentos.

 

 3  COMO DESPERTAR NA CRINAÇA O GOSTO PELA LEITURA

 

            Percebe-se que na atualidade, há inúmeros indivíduos com dificuldade de leitura, isto se da pelo fato da ausência de incentivo que estes tiveram quando crianças. Desenvolver o interesse e o habito pela leitura e um processo constante que deve iniciar no lar, aperfeiçoa-se nas instituições de ensino e permanecer ao longo da vida. Pois como afirma Freire (2002, pag. 25) "Não há

docência sem discência (...). "Quem ensina aprende ao ensinar, e quem aprende ensina ao aprender". Portanto, o educador deve se policiar para que sua postura seja a de mediador do saber e não detentor do mesmo.

                                                                                                              

 3.1 A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NO INCENTIVO A LEITURA

            A leitura é de fundamental importância na vida de qualquer criança em qualquer idade, por isso antes mesmo de ser encaminhada a escola os pais devem fazer com que seus filhos entrem em contato com os livros, tocando-os e sentindo sua textura. Nos primeiros meses de vida, por exemplo, os pais já podem começar a fazer isso, escolhendo livros com materiais resistente, com o passar dos tempos, assim que a criança vai crescendo, os pais devem conta histórias com temas mais atraentes, é importante que seja lida em voz alta e dramatizando assim ela pedira outros livros para que alguém os leia e mais tarde ela mesma poderá ler. Pois já é sabido que as crianças seguem exemplos se virem seus pais lendo, farão o mesmo.

 

3.1.1 A importância da literatura infantil na escola 

 

            Para trabalhar a literatura na educação infantil não é necessário que os professores se preocupem em ensinar literatura basta que os mesmo disponibilizem livros apropriados para as crianças de acordo com sua faixa etária, trabalhando com história que possibilitem a criança a viajar num mundo de encanto e cheios de surpresas, além de propiciar aos alunos bons momentos e novos conhecimentos; deve-se também criar a "Hora do conto" onde as crianças terão a oportunidade de ler histórias, fazer empréstimos de livros nas bibliotecas, mostrando que a leitura não deve ser vista como uma tarefa escolar, mas como um hábito que fará parte da sua vida.

 

3.1.2 Como trabalhar a literatura infantil

 

            Sabemos que os conteúdos que os livros apresentam servem tanto para divertimento como também para explorar temas os mais diversos, ligados direta ou indiretamente às áreas de conhecimentos e aos temas transversais, conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais. Trabalhar com histórias permitem as crianças viajar num mundo imaginário, alem de propiciar bons momentos e novos conhecimentos.

            Trabalhar com a "hora do conto" é uma ótima opção em virtude de a criança ter a oportunidade de ler histórias, emprestar livros e também dramatizar as histórias lidas, por isso é de fundamental importância criar este momento no âmbito escolar. Ao escolher o livro deve ser aproveitado o tema de um projeto que esteja sendo trabalhado e também dar a oportunidade para que os próprios alunos escolham o livro de suas preferências. Ou escolher um livro que eles não conheçam, pois, sendo uma novidade, estará criando um tema de suspense.

 

3.1.3 Como escolher as histórias

 

            Alguns aspectos devem ser levados em consideração com relação ao conteúdo, enredo, linguagem, texto, personagem e gênero de preferência. Pois, o professor deve trabalhar os tipos de histórias que as crianças preferem e de acordo com a faixa etária. Até quatro anos a preferência é pelo gênero de histórias de vida real, os textos têm que ser bem curtos, com poucas palavras e, de preferência, com expressões repetidas.

Quando o professor trabalhar a metodologia por meio de gravuras deverá ser bem grande, porque as crianças pequeninas ainda têm dificuldade em perceber detalhes. As gravuras devem predominar sobre o texto. Entre quatro e cinco anos, ainda é grande o interesse pela história da vida real que apresentem aspectos da vida do lar e da família, mas a preferência pelas histórias de bichinhos humanizados começa a se manifestar claramente. O texto ainda dever ser curto e com muitas expressões repetidas. Já entre cinco e seis anos o gênero de preferência é notadamente o de bichinhos humanizados, mas surge o interesse da história de vida real. Nesta fase começa a manifestar-se o interesse pelo o mundo da fantasia e histórias de encantamento, entre essa faixa etária a criança começa a manifestar grande predileção por textos ritmados e adoram ouvir, acompanhar o professor e repetir sozinhas histórias ritmadas, principalmente se humorísticas.  

 

3.1.4 Como apresentar as histórias

 

A apresentação da história deve ser variada, usando-se, no entanto, com freqüência, o próprio livro. A variação objetiva enriquece a experiência da criança, colocado-a em contato com diversos tipos de material e despertando-a para diferentes tipos de expressão. Devem-se levar em conta as variedades mais comuns que são: livros com ilustrações, historietas ritmadas, livros de argolas, projeção de transparência, flanelógrafo, teatrinhos, histórias com interferência, cineminha, entre outros mais usados no processo aulístico.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

            No âmbito educativo é relevante o professor trabalhar de forma integrativa com o aluno, onde este tenha o cuidado de despertar o interesse e o hábito pela leitura, que é uma tarefa constante, e que deve ter início desde a infância; a começar em casa, aperfeiçoando-se, no entanto, na escola e continuar ao longo da vida. Já é sabido que as crianças que ouvem histórias desde cedo e que tem contato direto com os livros, ou seja, são estimuladas desde cedo, terão mais possibilidade de desenvolver um bom vocabulário e de tornarem-se futuros leitores.

            O sucesso do aprendizado dos alunos não depende apenas da escola, mas também, da família que deve somar-se a ela para que juntas conduzam a criança à literatura, a escrita, a reflexão a criatividade e o desejo de ir mais além. Assim, esta pesquisa foi de muito proveito, pois ela nos possibilitou fazer um estudo minucioso sobre a importância da literatura para a construção da leitura na educação infantil, através dela, conseguimos analisar as possibilidades e as oportunidades de fazer com que nossos filhos e nossos alunos vejam a literatura como algo permanente. A partir daí, afirmamos que a pesquisa é verdadeira, pautada na hipótese e nos objetivos, onde está levamos a acreditar que a literatura na construção da é de grande relevância para o desenvolvimento intelectual da criança no processo de ensino-aprendizagem.

Mediante esse expositivo, sugerimos novas pesquisas: A literatura infanto-juvenil mediante o uso de palavras locais; A literatura infantil a partir da literatura de par lenda amapaense. Como forma de contribuir com a ciência no mundo educativo.

 

REFERÊNCIAS

 

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 1997.

CÂNDIDO, Antônio. In, FESTER, A, C, Ribeiro (org.), Direitos Humanos e Literatura. São Paulo: Braziliense, 1989.

 

CAVALCANTE, Seheilha Cristina; BERNARDINO, Maria Cleide Rodrigues; SOUZA, Maria Jane Keiley. A Importância da Leitura Escolar Como Crescimento e Formação de Leitores. Artigo.

 

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CARVALHO, Bárbara Vasconcelos. A literatura Infantil. 6ª edição. São Paulo: Global, 1989.

 

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FREIRA, Paulo. Pedagogia da Autonomia - saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2003. P. 25

 

FREIRE, Paulo. Educação e Mudança. 23 ed. Rio de janeiro: Paz e Terra, 1999.

 

MEIRELLES, Elisa, Leitura, muito prazer. Revista Nova Escola, agosto, 2010, p. 48-51.

 

MARICATO, Adriana. O prazer da leitura se ensina. Criança. Brasília. s/ v, n. 40, p. 18-26, set. 2005.

 

PIRES, Diléa Helena de Oliveira. "Livro...Eterno Livro..." In: Releitura. Belo Horizonte: 2000.

 

MEIRELLES, Elisa, Leitura, muito prazer. Revista Nova Escola, agosto, 2010, p. 48-51.

 

PINTO, Gerusa Rodrigues & PINTO, Frances Rodrigues. Dia a dia do professor, volume 2, 14ª edição, pag. 50, 51, 58, 60, Minas Gerais: Editora FAPI, 2000. p. 34.

 

RIBEIRO, Maria Solange Pereira. Desenvolvimento de coleção na biblioteca escolar: uma contribuição à formação crítica sócio-cultural do educando. Transinformação. São Paulo, v. 6, n. 1/2/3, p. 60 – 73, Jan./Dez.1994.  

 

RUFINO, C.; GOMES, W. A importância da literatura infantil para o desenvolvimento da criança na fase da pré-escola. São José dos Campos: Univap, 1999.

 

SILVA, Waldeck Carneiro da. Miséria da biblioteca escolar. 2. ed. São Paulo:

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SILVA, Veriana Maria; LEITE, Dinalva G. Ponce Leite. A Literatura Infantil no Contexto Escolar. 25 de N0vembro de 2009.

 

http//revista.facela.com.br/índex/reped.

 

 

 

 

 

 

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/cronicas-artigos/a-importancia-da-literatura-para-a-construcao-da-leitura-5410651.html

    Palavras-chave do artigo:

    ensino escola familia incentivo literatura

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    A presidente Dilma que tanto criticou o programa de seu opositor nas eleições de 2014, Aécio Neves do PSDB, agora quer implantar em seu segundo governo, algumas propostas defendidas em campanha eleitor pelo Senador tucano. Em seu programa eleitoral, Dilma Rousseff mostrou famílias passando fome e atribuía aquele cenário à possibilidade de entregar aos banqueiros um grande poder de decisão sobre a vida das famílias brasileiras. Ao iniciar a montagem do seu novo ministério, especialmente,...

    Por: Antonio Paiva Rodriguesl Literatura> Crônicasl 11/12/2014

    A renovação para o homem é uma medida salutar e de muita importância para a sua evolução. Tanto materialmente como espiritualmente. O homem não deve se assoberbar de ações daninhas, principalmente quando a ética e sua honorabilidade estão em jogo. A ética, o comportamento e os bons princípios levam ao homem a titularização de cidadão. Sinonimizar cidadão não é muito difícil, pois se trata do indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado...

    Por: Antonio Paiva Rodriguesl Literatura> Crônicasl 10/12/2014

    É de espantar, é de estarrecer como a maioria dos nossos representantes no parlamento ou no Congresso Nacional só pensa na locupletação. A Polícia Federal tem tido um trabalho ferrenho, para descobrir as falcatruas e levar os culpados e envolvidos em corrupção às barras da justiça. O que lamentamos são as penas brandas que os criminosos de colarinho de branco têm recebido por atos insanos e prejudiciais a sociedade brasileira.

    Por: Antonio Paiva Rodriguesl Literatura> Crônicasl 08/12/2014
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