Carta Ao Planeta Terra

Publicado em: 21/11/2009 | Comentário: 0 | Acessos: 45

Carta ao Planeta Terra

Em pleno século XXI, a humanidade é dominada por uma economia dita de mercado que resulta da hegemonia e adoração do sistema capitalista selvagem. De Oriente a Ocidente, os padrões desta nova moral que recolhe os valores mais desumanos, constitui a violação mais grosseira dos mais elementares Direitos Humanos.

Após duas grandes guerras e inúmeros conflitos bélicos regionais, os actuais dirigentes mundiais, escudados por pseudo-democracias, fazem da terra o palco do mal, legitimando o seu poder por eleições ditas livres, onde os mais poderosos continuam a possuir meios e estratégias mais eficazes na manipulação das mentes.

A humanidade é um lugar inóspito onde a escravatura e o tráfico de todo o tipo constituem, a par dos negócios bélicos e dos grandes negócios promovidos por grupos económicos transnacionais, a maior tranche das transacções económicas e financeiras globais.

Todas as guerras e tragédias humanitárias não acontecem por fatalismo, são a consequência directa de iniciativas criminosas laboriosamente estudadas e testadas.

Nesta nova era, a dita civilização não é um local com marcas de humanidade e solidariedade.

Este tempo é o momento mais trágico que a humanidade atravessou.

O controle dos recursos energéticos por companhias mafiosas entrelaçadas no poder político é um fenómeno globalizado. A deliberação de reduzir a produção de bens e serviços para aumentar preços é uma estratégia típica da pureza das leis da oferta e da procura. A destruição de géneros alimentares para que os seus excedentes não façam cair os preços, constitui uma prática corrente e havida como boa nesta nova moral capitalista.

A decisão de iniciar guerras, sejam elas no Iraque ou no Afeganistão, constituem a expressão mais elaborada do exercício do poder económico e financeiro.

As guerras preventivas e em nome de valores e santidades maiores, são a forma mais primitiva e selvagem de dominar o Mundo.

Neste momento, os exércitos de desempregados permitem retirar todo o poder à força de trabalho, obrigando os trabalhadores activos são a aceitar miseráveis condições de trabalho e salários, apenas para poderem subsistir. As empresas de trabalho temporário são o expoente máximo desta revolução silenciosa que está a restaurar o novo esclavagismo de matiz tecnológica.

Enquanto as Bolsas negoceiam e os impérios decidem onde realizar a próxima guerra, mais de um Bilião de Pessoas morrem anualmente de fome ou estão em vias de morrer.

As grandes ditaduras chinesa e indiana surgem como paraísos esclavagistas para onde os grandes grupos económicos olham maravilhados com a hipótese de obter trabalho escravo, encontrando assim alternativas ditas de mercado aos países ditos democráticos. Há quem chame a este fenómeno deslocalização e busca de mercados competitivos quando se trata meramente de escravatura.

Em cada minuto, o Mundo fica mais pobre, as pessoas perdem os direitos e as expectativas conquistados nos últimos cinquenta anos. Os países ditos democráticos continuam a recrutar e contratar jovens para promoverem a guerra, mesmo sabendo que alguns deles vão morrer e outros vão ficar estropiados. Os estudos assim o revelam, os eleitores compreendem, mesmo quando o seu voto legítima e potencia uma sentença de morte para os seus próprios filhos.

É urgente tomar consciência do que nos retiraram e da forma como o estão a fazer, é urgente gritar bem alto e denunciar estes crimes e não acreditar nunca na existência de guerras boas…

(Artigonal SC #1488045)

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    Fonte do artigo: http://www.artigonal.com/cronicas-artigos/carta-ao-planeta-terra-1488045.html

    Palavras-chave do artigo:

    pobreza

    ,

    Morte

    ,

    fome

    ,

    capitalismo selvagem

    RINALDO BARROS

    Há cerca de três décadas que, no patropi, não se conhece análises consistentes sobre nossa experiência histórica recente. Tudo se passa como se um grande desalento houvesse tomado conta dos nossos intelectuais. E que a imprevisibilidade caracteriza o nosso tempo. Vou tentar traçar aqui um resgate do que foi esse processo em nosso país.

    Por: RINALDO BARROS l Literatura > Crônicas l 13/03/2010 l Acessos: 7
    Mabel Amorim

    E se pudéssemos voltar atrás para aproveitar uma chance, corrigir um erro cometido, engolir palavras que nunca deveriam ter sido pronunciadas? Seria mesmo a melhor maneira de viver?

    Por: Mabel Amorim l Literatura > Crônicas l 09/03/2010 l Acessos: 4
    RINALDO BARROS

    A conversa de hoje aponta para os perigos embutidos na existência de lideranças carismáticas. E compartilho com você, caro leitor, a minha convicção de que existe a verdade em oposição à falsidade, que ela pode ser alcançada se as pessoas desejarem, que vale a pena buscá-la, e que não é apenas a mais valiosa mas a mais aprazível das coisas no mundo. Valho-me da História para embasar minhas preocupações.

    Por: RINALDO BARROS l Literatura > Crônicas l 05/03/2010 l Acessos: 8
    Paulo Roberto Faria de Castro

    Protesto contra a extinção do Instituto Benjamin Constant (cegos) e do INES (Instituto Nacional de Educação dos Surdos), fundados por D.Pedro II e em dias desapareceriam por decreto do então, Presidente Collor. Os representantes de ambos Institutos, parentes, amigos, cegos e surdos-mudos resolvem protestar quando da vinda do aludido presidente, figura de triste lembrança. As consequências do protesto: afundamento crâneando, fraturas múltiplas, escoriações, entre os deficientes. Etc.

    Por: Paulo Roberto Faria de Castro l Literatura > Crônicas l 05/03/2010 l Acessos: 29
    Antonio Paiva Rodrigues

    Infelizmente os poderosos da mídia auferem tudo. Através da influência do vil metal eles conseguem dizimar um curso superior para proporcionar a gregos e troianos, o que se chamaria "Exercício Ilegal da Profissão".

    Por: Antonio Paiva Rodrigues l Literatura > Crônicas l 03/03/2010 l Acessos: 15

    O golpe - boa noite cinderela -, continua fazendo vítimas até mesmo nos dia de hoje.

    Por: odair ocanha totri l Literatura > Crônicas l 02/03/2010 l Acessos: 7
    Antonio Paiva Rodrigues

    A nossa pátria idolatrada passa por momentos jamais presenciados por brasileiros que conhecem bem a história política brasileira. O caos se instalou fez morada e não quer nos deixar. Tememos pelo futuro político de nosso querido Brasil, pois não vislumbramos líderes e nem cacife político nos dois pretensos concorrentes a presidência da República, José Serra e Dilma Rousseff. O presidente que ora governa o pais está envolto num mar de lamas e cego, pois em afirmações a mídia disse de nada saber.

    Por: Antonio Paiva Rodrigues l Literatura > Crônicas l 01/03/2010 l Acessos: 14

    Ele tinha a solução para os problemas do seu povo; ocorre que o seu povo não aceitava suas ideias/soluções. Mas ele é persistente. E vai continuar tentando

    Por: Jackson Fernandes Filgueiras l Literatura > Crônicas l 28/02/2010 l Acessos: 4
    Barão De Campos

    A decadência da civilização é uma consequência da globalização de um sistema político, social e económico, tutelado pelo capitalismo selvagem.

    Por: Barão De Campos l Literatura > Crônicas l 21/11/2009 l Acessos: 45
    Barão De Campos

    Poemas originais do autor, buscando o mais profundo do humano...

    Por: Barão De Campos l Literatura > Poesia l 17/06/2009 l Acessos: 590
    Barão De Campos

    Estamos perante um novo formato esclavagista, no qual as empresas do sector crescem desmesuradamente. Mais grave se torna quando um dos patrões das empresas de trabalho temporário é líder do partido governamental...

    Por: Barão De Campos l Literatura > Crônicas l 17/06/2009 l Acessos: 233 l Comentário: 1
    Barão De Campos

    Portugal comprometeu o processo democrático ao tornar-se refém das máfias financeiras...

    Por: Barão De Campos l Literatura > Crônicas l 17/06/2009 l Acessos: 54
    Barão De Campos

    Em pleno século XXI, contrariando as piores expectativas, o capitalismo selvagem tomou conta das economias mundiais, assumiu o poder e iniciou a nova era do esclavagismo travestido de democracia...

    Por: Barão De Campos l Literatura > Crônicas l 17/06/2009 l Acessos: 379

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