Detetive Froxô Investiga O Bolsa Família

21/10/2009 • Por • 171 Acessos

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AS AVENTURAS DO DETETIVE FROXÔ

JM Cunha Santos


Episódio de hoje:


Froxô investiga o Bolsa Família

- É o seguinte, detetive: os chefes não andam muito contentes com os resultados de suas investigações. Tive que me esforçar muito para que não fosses colocado em banho-maria, evitar uma suspensão. Consegui, entretanto, que te dessem uma última chance. Vás investigar o Bolsa Família. - Que diabos! É por isso que não dá certo. Porque eu tenho que investigar esse bando de pobre? Eles não têm nem o que roubar. - Pense detetive, pense. E trate de trabalhar. O detetive Froxô estava tenso. E quando estava tenso costumava mexer onde não devia. Depois de muitas idas e vindas tinha em mãos um calhamaço de papéis com os resultados da auditoria do Tribunal de Contas sobre o mais elástico programa social da história do país. Começou pelas contas bloqueadas, esmiuçou as revisões cadastrais, visitou algumas residências até que se desse por satisfeito. - E então, detetive? Qual o resultado das investigações? - Depende. O Bolsa Família de 1,5 milhão de beneficiários pode ser suspenso a qualquer momento. Mas tem os Bolsas das Famílias de Astrogildo Quental, Silas Rondeau e Ulisses Assad que vão muito bem, obrigado. - Mas do que diabos você está falando? - Se quer saber, o Bolsa da Família de Collor de Melo não vai muito bem. Eles não conseguem mais reunir R$ 2 milhões para restaurar aquele jardim. O Bolsa da Família de Renan Calheiros também ta ruim porque nunca mais nenhuma jornalista quis saber dele. Bom mesmo tá o Bolsa da Família de Sarney. Tem dinheiro pra Fundação, tem nomeação secreta, tem verba da Petrobrás, tem dinheiro pra arraial... - Froxô, não era pra investigar o Bolsa das Famílias! Principalmente DEEESSAS famílias. Era pra investigar o Bolsa Família. Ta suspenso!

Perfil do Autor

J M Cunha Santos

No município de Codó (Maranhão nasceu JM Cunha Santos, filho do jornalista, escritor e filósofo Durval Cunha Santos e Josefina Medeiros da Cunha Santos. Jornalista, poeta, escritor, jovem ainda escreveu o primeiro livro,\" Meu calendário em pedaços\". Desta época é o poema \"Mamãe máquina”, escrito aos 18 anos e que o destacou em os jovens poetas do Maranhão. Com este livro venceu o processo de seleção do serviço de imprensa e obras gráficas do estado – sioge. Participou do concurso Cidade de São Luis, da fundação cultural de São Luis, com o livro “PAQUITO O ANJO DOIDO”. Obras: Pesadelo (Contos) – Meu Calendário em Pedaços – Paquito O Anjo Doido – Odisséia dos Pivetes (Um longo poema sobre a infância) – Vozes do Hospício... Novela: A comunidade rubra. Musicas: Cris – Copacabana... Poema: Psicose - Motel - Cascas - Desconhecida...