É Preciso Comemorar
Perante a disjuntiva de comemorar ou deixar passar "batido", sempre que possível, opte por comemorar, sem que esta decisão acarrete posteriores endividamentos, cuja ciranda ou bola de neve, ocasione mais dores de cabeça, preocupações e arrependimentos maiores que os motivos que originaram a folia e do que a comemoração como tal.
Falando de endividamento, não me refiro simplesmente à parte financeira. Esta, de uma forma ou outra, a gente faz planos, organiza as contas e consegue pagar um dia, mas as dívidas contraídas pelo esquecimento de convidar alguém que precisava participar, estar presente no evento, que não foi convidado e foi esquecido e como resultado ficou "eternamente" magoado, deveriam ser evitadas.
Há quem diz que amigos não alimentam mágoas, mas todo tem o seu limite. Não é recomendável abusar da filosofia: "Ele vai entender". Ninguém está obrigado a entender nada.
A amizade, neste mundo de competição acirrada, de perda de valores e de hostilidades a cada passo, torna-se artigo de luxo, ao tempo que sem preço, é impagável.
Há os amigos entranháveis, os que não albergariam traição alguma. Existem também os conhecidos e achegados, que se comportam e correspondem ao previsto e por enquanto não começarem "a dar defeito ou apresentarem falhas", é bom mantê-los por perto, com as melhores condições de relacionamentos.
Depois deste aparte sobre amizade e amigos, volto com o assunto principal: comemorar.
Só você sabe e tem idéia real, de quanto te custou uma vitória, uma conquista por pequena que pareça aos olhos alheios.
A comemoração não tem que ser necessariamente materializada com uma sentada num barzinho, regada a álcool e farra. Às vezes, dá para se deter uns instantes e reparar na grandeza da situação, no quanto representou para você o alcançado e assim no silêncio dos teus pensamentos ou compartilhando com aqueles que realmente se alegrariam com o teu sucesso, reconhecer, se propor novos objetivos, outras metas. Faça um simples brinde, durante a sua refeição.
Muitas vezes as conquistas chegam sem avisar, sem se planejar. Use-as para definir rumos. Provavelmente elas apareceram para te alertar sobre novos caminhos, para adotar posturas, etc.
Somos o resultado de uma criação, de uma estrutura (ou falta) familiar, social, que marcam o nosso proceder, mas observando e assimilando o que há de bom ao redor, nos permitem crescer e mudar, começar a dar importância a pequenos fatos, a detalhes quase que imperceptíveis e que nos farão conhecer melhor a si mesmos.
Venho de uma sociedade, onde, por exemplo, concluir um curso, uma formatura, não é mais do que mera obrigação para quem estuda, ou seja, nada além de um fato corriqueiro. Francamente e em honor à verdade, não chega a ser intranscendente, não é irrelevante, pelo contrário, mas também não é óbice para tanta algaravia.
Com o tempo, assimilando outras culturas e constatando os esforços de toda índole, - entenda-se dinheiro, tempo, dedicação -, feitos pelas pessoas e até por mim, para concluir determinados estudos de pós-graduação, aprendi a importância de se formar, a necessidade para a vida, da luta, do sacrifício e conseqüentemente percebi que este era um excelente motivo para regozijo, para festejar.
Um psicanalista amigo meu, em certa ocasião comentou-me sobre o bem que faria para as pessoas comemorarem os seus avanços. Chegar ao nível de um inconveniente e irresponsável "Festivaldo" não é o recomendado, mas estimular a alegria da alma faz muito bem para o corpo e à mente, ao tempo que facilita triunfar no desgastante caminho para a felicidade.
Para ele é inexplicável, que existam pessoas que não se animam e nunca comemoram o dia dos seus anos. Se para você o fato de haver nascido, de estar respirando e desfrutando de todas as coisas boas que a vida te traz não é primordial, então o que ficará para os outros, inclusive para os mais próximos, que tanto se orgulham da tua presença e de te ter por perto?
Certamente, o dia-a-dia proporciona também sensabores, mas devemos assumi-los como o que são, parte, às vezes, irremediável de um todo; atores coadjuvantes, mas nunca a estrela principal desta mega-produção que é a vida, propriamente dita.
As comemorações definem etapas, fecham e/ou iniciam ciclos, marcam períodos. E isto é bom que fique bem claro.
É importante saber separar, discriminar bem os fatos, as coisas. Uma mistura complicada e espessa de muitos componentes, alguns dos quais têm uma viscosidade e peso excessivos ou contam com um poder de fusão precário, é muito mais difícil de remover e pior ainda, tentar homogeneizá-la, é uma tarefa em extremo desnecessária.
Nós somos um e muitos, ao mesmo tempo. A mesma pessoa para lidar, receber, responder, lutar, gerenciar, etc., mas nos desdobramos em vários para agir, analisar, corresponder.
A relatividade associada aos motivos de comemorações é alta.
Dias atrás estava precisando redigir um documento, uma espécie de campanha de marketing, campo no qual nunca tinha incursionado, mesmo tendo recebido aulas e conhecimentos teóricos ao respeito, mas não deixava de ser uma questão em extremo acadêmica e tive a sorte de ser "apresentado" a um livro escrito, ou feito sobre idéias de um Guru do MKT. A alegria foi desbordante, na medida em que me adentrava naquele mundo de ensinamentos e experiências interessantes, quando me deparava com situações e análises, nos quais pela minha inexperiência no assunto, nunca tivesse reparado.
O resultado do que apresentei foi muito elogiado, muito além do que esperava. Neste caso senti a satisfação do retorno, mas o objeto da comemoração seria nem tanto o que apresentei, senão agradecer e "fazer um social" com quem me ofereceu esta ímpar oportunidade de me emprestar o citado livro, com idéias bem triviais, mas que simples mortais ou leigos, não são capazes de elaborar nem de prestar a devida atenção. Quem sabe: sabe.
Outra situação aconteceu durante um curto curso que finalizei recentemente, onde a primeira coisa a celebrar é o fato de ter tido disposição de entrar nele. É uma inclinação que talvez no meu subconsciente, estava latente, mas nunca tive a coragem nem de reconhecer, nem muito menos de me dispor a realizá-lo. Fiz uma grande descoberta. Gostei muito do que aprendi. Sai com a convicção de que investirei no tema.
Durante toda esta passagem houve muitos motivos para comemorar, desde a vontade expressa e materializada em matricular, comparecer e participar ativamente, de ter tido um excelente comunicador na minha frente e uns Colegas (com maiúscula), que me acolheram de uma forma impressionante. Lembro que no último dia, quando me despedi, tive que abandonar a sala um pouco antes de terminar a aula, por várias razões e ao sair, eles bateram palmas para mim, fiquei em extremo surpreso, porque era eu quem queria bater palmas e abraçar a cada um. Confesso que chorei por dentro de emoção e esta seria o motivo maior para comemorar, mais ainda do que o certificado abre-portas que conquistei.
A lista de fatos motivacionais para celebrações seria interminável.
Estou me devendo muitas comemorações. E você?
Perguntas e Respostas
A cada dia a motivação passa a ser um fator de extrema importância no ambiente organizacional. Quando motivados e identificados com a empresa, os colaboradores demonstram compromisso com o trabalho, engajam-se mais na busca de resultados e conseqüentemente, se empenham de forma eficaz na conquista e na satisfação própria, bem como de seus clientes. E neste cenário, o endomarketing surge quando o desempenho das empresas está ligado à mobilização de seus colaboradores.
RESUMO Vivendo em um mercado altamente competitivo, de busca constante por inovações, diferenciações e maiores ofertas, é comum que as empresas facilitem o poder de escolha de seus clientes, sendo assim, utilizam de suas ferramentas. O mercado se volta a estratégias de competição que visam o crescimento, posicionamento e lucratividade. Quando há a referência às estratégias não se deve esquecer as tão conhecidas e requisitadas marcas próprias, pois estas comprovam o sucesso em suas linhas de fabricação e venda (por seus preços, ou por sua qualidade), o que propicia benefícios e visão externa diferenciada em relação ao ponto de venda a que aquela determinada marca se destina. Quando a observação se volta à prática, os produtos com marca própria funcionam como ferramenta para conquistar a fidelização do consumidor, se garantindo como peças fundamentais e competitivas.
Esse artigo procura analisar a representação feminina no seriado A Grande Família, através da análise das personagens Nenê, Bebel e Marilda. Não se trata de uma descrição identitária, mas de se tentar entender como os enunciados – as falas, o figurino, o cenário – das personagens reproduzem a multiplicidade dos comportamentos da mulher contemporânea. Na primeira parte do artigo, serão tratados os conceitos de seriado e sitcom. A idéia é mostrar, através da exposição da linha narrativa dos seriad
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