Pagando Pra Ver

Publicado em: 12/19/2009 | Comentário: 0 | Acessos: 5

"Não queremos conquistar o mundo, mas torná-lo novo" (Frei Betto)

Neste início da estação da Luz, vou reservar este espaço para fazer uma reflexão sobre "o que há de novo sob o sol", aqui pelas terras de Poti; em contraponto com a situação das Alterosas.

Assim, pela aparência inicial, tudo indica (ou será apenas um desejo meu?) que teremos profundas mudanças até mesmo no modelo de Estado, a julgar pelas medidas (não) anunciadas pelos pré-candidatos a governador (a). Ou, não; como diria Caetano.

Pergunto eu: serão medidas fundamentadas numa nova filosofia de governo, nunca dantes tentada por nenhum governante potiguar? Teremos uma Reforma Administrativa?

É importante observar que não estou pensando em atos de perseguição, nem muito menos qualquer casuísmo nesta reforma administrativa.

Aliás, constata-se que a maior insatisfação está sendo gerada no seio dos correligionários da atual governadora. Fala-se que existem dois grupos digladiando-se nos intestinos governistas. Fenômeno inédito no Rio Grande do Norte. Haverá extinção de órgãos, e muita mordomia parasitária deixará de existir?

Atualmente, são cerca de três mil cargos de confiança e milhares de gratificações que são distribuídas com partidários da coligação que elegeu Wilma, em seu segundo mandato. Todavia, o vice-candidato Iberê Ferreira gradativamente também já inscreve o seu nome na história potiguar, influenciando a construção de um novo cenário.

A meu ver, a governadora nunca agiu concretamente contra a cultura política do fisiologismo, contra a tradição clientelista. Como sempre, a pressão deve ter sido violenta; donde se pode concluir que “o poder também é chantageado”.

A dúvida é se o (a) novo (a) governador (a) vai ter estrutura, vontade e coragem pessoal e política para implantar uma nova filosofia de governo.

Diversas lideranças políticas, formadas no estilo clientelista, devem estar bastante desconfiadas e ansiosas para saber como agirá o (a) novo (a) ocupante da governadoria. Afinal, o "normal" por aqui é vencer as eleições para arrumar a vida dos parentes e amigos, dos que trabalharam na campanha e dos adesistas.

O mérito de cada um e a eficácia da máquina do governo sequer são considerados nas indicações. Essa foi a lógica que sempre manteve no poder as oligarquias, há mais de meio século.

O (a) novo (a) governador (a) romperá com essa lógica?

Se decidir romper, vai precisar de muita coragem pessoal e política para se manter nesta trilha de rompimento com a lógica tradicional, coronelista.

O racional – e seria uma conquista histórica – seria minimizar o custeio do governo para aumentar os recursos para investimentos. Todavia, a opção tem sido contra essa lógica racional.

Em Minas Gerais, ao contrário, ocorreu o rompimento com a política dos coronéis. Detalhe: nas Alterosas, os coronéis pertenciam à família do governador eleito com idéias de modernidade, Aécio Neves.

O novo desenho do Executivo Estadual mineiro resultou de uma profunda análise das competências e responsabilidades do Governo do Estado, em harmonia com os novos critérios de concepção da administração, de tal modo que a estrutura organizacional pudesse trabalhar com sistemática avaliação de desempenho de cada servidor e de cada órgão estadual, sob regulação de metas e resultados; sem exceção alguma.

Com mais qualidade na Educação, com a rede pública de Saúde reconstruída e atendendo bem a população, com Segurança inteligente, com mais oportunidades de Trabalho e renda e com grandes investimentos na construção de moderna Infra-estrutura baseada em novas tecnologias da informação, no conhecimento científico e na defesa da diversidade cultural da população; a aprovação do governador Aécio pelo povo mineiro passa dos 90 por cento.

Aqui, no Rio Grande do Norte, o passado coronelista está vivo e bulindo. Não será fácil, a vida do (a) novo (a) governador (a), caso insista em introduzir no cenário político potiguar os gestos largos necessários à construção de um Estado eficiente e produtivo, sem empreguismo e sem casuísmos.

Cá do meu canto, fico torcendo para que o (a) futuro (a) ocupante do cargo de Chefe do Executivo consiga realmente inscrever o seu nome na história do Rio Grande do Norte, como o (a) introdutor (a) da modernidade com prosperidade para todos.

Mas, ainda estou pagando para ver.

(Artigonal SC #1602161)

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    Fonte do artigo: http://www.artigonal.com/cronicas-artigos/pagando-pra-ver-1602161.html

    Palavras-chave do artigo:

    estado; governo; reforma; lógica racional; oligarquias; casuísmo

    Mabel Amorim

    E se pudéssemos voltar atrás para aproveitar uma chance, corrigir um erro cometido, engolir palavras que nunca deveriam ter sido pronunciadas? Seria mesmo a melhor maneira de viver?

    Por: Mabel Amorim l Literatura > Crônicas l 03/09/2010
    RINALDO BARROS

    A conversa de hoje aponta para os perigos embutidos na existência de lideranças carismáticas. E compartilho com você, caro leitor, a minha convicção de que existe a verdade em oposição à falsidade, que ela pode ser alcançada se as pessoas desejarem, que vale a pena buscá-la, e que não é apenas a mais valiosa mas a mais aprazível das coisas no mundo. Valho-me da História para embasar minhas preocupações.

    Por: RINALDO BARROS l Literatura > Crônicas l 03/05/2010 l Acessos: 7
    Paulo Roberto Faria de Castro

    Protesto contra a extinção do Instituto Benjamin Constant (cegos) e do INES (Instituto Nacional de Educação dos Surdos), fundados por D.Pedro II e em dias desapareceriam por decreto do então, Presidente Collor. Os representantes de ambos Institutos, parentes, amigos, cegos e surdos-mudos resolvem protestar quando da vinda do aludido presidente, figura de triste lembrança. As consequências do protesto: afundamento crâneando, fraturas múltiplas, escoriações, entre os deficientes. Etc.

    Por: Paulo Roberto Faria de Castro l Literatura > Crônicas l 03/05/2010 l Acessos: 13
    Antonio Paiva Rodrigues

    Infelizmente os poderosos da mídia auferem tudo. Através da influência do vil metal eles conseguem dizimar um curso superior para proporcionar a gregos e troianos, o que se chamaria "Exercício Ilegal da Profissão".

    Por: Antonio Paiva Rodrigues l Literatura > Crônicas l 03/03/2010 l Acessos: 11

    O golpe - boa noite cinderela -, continua fazendo vítimas até mesmo nos dia de hoje.

    Por: odair ocanha totri l Literatura > Crônicas l 03/02/2010 l Acessos: 7
    Antonio Paiva Rodrigues

    A nossa pátria idolatrada passa por momentos jamais presenciados por brasileiros que conhecem bem a história política brasileira. O caos se instalou fez morada e não quer nos deixar. Tememos pelo futuro político de nosso querido Brasil, pois não vislumbramos líderes e nem cacife político nos dois pretensos concorrentes a presidência da República, José Serra e Dilma Rousseff. O presidente que ora governa o pais está envolto num mar de lamas e cego, pois em afirmações a mídia disse de nada saber.

    Por: Antonio Paiva Rodrigues l Literatura > Crônicas l 03/01/2010 l Acessos: 7

    Ele tinha a solução para os problemas do seu povo; ocorre que o seu povo não aceitava suas ideias/soluções. Mas ele é persistente. E vai continuar tentando

    Por: Jackson Fernandes Filgueiras l Literatura > Crônicas l 02/28/2010 l Acessos: 2
    laila cristina mady

    analiso a falta de perseverança do cidadão, frente a um obstáculo

    Por: laila cristina mady l Literatura > Crônicas l 02/27/2010 l Acessos: 13
    RINALDO BARROS

    A conversa de hoje aponta para os perigos embutidos na existência de lideranças carismáticas. E compartilho com você, caro leitor, a minha convicção de que existe a verdade em oposição à falsidade, que ela pode ser alcançada se as pessoas desejarem, que vale a pena buscá-la, e que não é apenas a mais valiosa mas a mais aprazível das coisas no mundo. Valho-me da História para embasar minhas preocupações.

    Por: RINALDO BARROS l Literatura > Crônicas l 03/05/2010 l Acessos: 7
    RINALDO BARROS

    Trata-se de um processo que vem minando o espírito da democracia constitucional, com a desmoralização das instituições, combinada com o incessante culto à personalidade do Lula, a um só tempo autoritário e popular. Governa através de medidas provisórias, massacra os aposentados e promove o endividamento das famílias, sob os aplausos da maioria da população. Lula não representa mais os trabalhadores (como antes), pertence ao sistema; tem fortalecido o capital e as oligarquias.

    Por: RINALDO BARROS l Literatura > Crônicas l 02/19/2010 l Acessos: 9
    RINALDO BARROS

    O déficit educacional brasileiro não é apenas um óbice para a realização do país do futuro, como muitos projetam. São atuais e altamente comprometedores os problemas de força de trabalho qualificada que o País enfrenta em diversos setores, como o da mineração, da metalurgia, do petróleo, da construção civil, da informática, entre muitos outros. Para construir o futuro, precisamos de educação de qualidade.

    Por: RINALDO BARROS l Literatura > Crônicas l 02/08/2010 l Acessos: 9
    RINALDO BARROS

    Lula, contrapondo-se ao seu próprio partido, e em que pese ter permitido o aparelhamento do Estado, a corrução e o “mensalão”, e confundir o conceito de Estado forte com Estado grande e gastador; manteve e ampliou um conjunto de políticas que: 1) mantém a ordem e; 2) promove a mudança. Curiosamente, a partir dessa aprovação extraordinária do Lulismo, constata-se uma mudança na qualidade do voto do brasileiro e uma perda do discurso de que “votar no PT é uma ameaça à ordem estabelecida”.

    Por: RINALDO BARROS l Literatura > Crônicas l 01/28/2010 l Acessos: 12
    RINALDO BARROS

    Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques. Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente. É preciso orgulhar-se de ser brasileiro! O (re) encantamento indispensável para a construção do futuro vai precisar de nossa auto-estima elevada.

    Por: RINALDO BARROS l Literatura > Crônicas l 01/16/2010 l Acessos: 22
    RINALDO BARROS

    Quanto mais diversa e criativa for a experiência, mais valiosa ela será. Na verdade, o que quero deixar claro é que a sustentabilidade não pode e nem deve ser pensada de acordo com padrões antigos. É uma nova lógica de atuação e por isso requer uma reinvenção do modus operandi das organizações, públicas e privadas. Mais do que reinventar, a humanidade precisa reconhecer e se espelhar nos processos naturais.

    Por: RINALDO BARROS l Literatura > Crônicas l 01/09/2010 l Acessos: 15
    RINALDO BARROS

    É palpável a evanescência de muitos outrora importantes movimentos sociais (como o de mulheres, por exemplo). É visível o declínio da força do sindicalismo, como conseqüência do novo padrão de acumulação do sistema e do desaparecimento de postos de trabalho e profissões, por força da automação. Preocupa-me também a tentativa governamental de censurar ou desqualificar o papel da imprensa, em meio a generalizada sensação de impunidade.

    Por: RINALDO BARROS l Literatura > Crônicas l 01/04/2010 l Acessos: 12
    RINALDO BARROS

    Temos grandes desafios herdados de nossa história injusta: 1) a proliferação do mercado informal, que já abrange a mais da metade das pessoas economicamente ativas; 2) o analfabetismo funcional (aquele que lê, mas não entende), atingindo cerca de setenta por cento da população. Somente será possível encontrar a saída através da prática de novos métodos pedagógicos e do investimento pesado para universalizar a educação básica profissionalizante

    Por: RINALDO BARROS l Literatura > Crônicas l 12/28/2009 l Acessos: 21

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