Petrobrás: Orgulho Dos Acionistas E Desgraça Dos Aposentados

Publicado em: 25/12/2009 | Comentário: 2 | Acessos: 168

A Petrobrás em conluio com os Sindicatos,  acabam de “precificar” a vida dos aposentados em 4,36%.

Na minha idade provecta, falta-me ânimo e sobram-me doenças, herdadas por uma genética degenerada, que concorre, apenas e tão somente, com a sólida perfídia dos prepostos da Empresa e da incúria dos sindicalistas, pois, o reajuste imposto aos aposentados, denota de forma cabal e definitiva o limite do ultraje.

Não tenho direito à voz, e caso me outorgassem, emprestaria de Breno, general gaulês, a expressão: “vae victis” (‘Ai dos vencidos’), com a devida vênia ao general e a língua morta, o latim, concedo-me a licenciosidade de transladar para: “Ai dos aposentados”.

Lamento, principalmente, por essa legião de alienados, empregados da ativa, ou não, que transferem o exercício de um direito e de um dever (para com os seus) inalienável, para terceiros, que agem movidos por interesses escusos e sórdidos.

Esses não diferem da maioria dos políticos e comparando-os, somos impelidos, amarguradamente, a concluir:

 - são todos do mesmo ofício. Utilizam-se das representações que lhes são outorgadas como valhacouto às suas condutas marginais.

Quando um jornalista inglês perguntou se era difícil governar os italianos, Mussolini respondeu:

- "Não é difícil. É inútil”.

Por extensão, esse é o sentimento que perpassa pelas mentes dos aposentados que, por firmeza de caráter, não tiveram seus neurônios cooptados pelas falácias emitidas em profusão por esses áulicos de uma corte putrefata e tem o discernimento de compreenderem que:

- os sindicatos dos petroleiros, além de inúteis, são venais  e fratricidas.

Perdi a fé em Deus e nos homens.

Entretanto, isso não é empecilho para registrar uma passagem da Bíblia que faz menção as atitudes dos fariseus que ao ouvirem uma blasfêmia ou uma profanação da Lei, rasgavam suas vestes em sinal de protesto.

Hoje, quem está desnudado é o sindicalismo petroleiro (seus representantes), além de diversas associações, inclusive, a dos aposentados. Despidos moralmente por não exercerem suas funções precípuas e por serem representantes, exclusivos, de seus abjetos interesses pessoais, com o fito de locupletar-se.

 Certamente, não preciso escusar-me pelo que redijo, agravado por escrever mal, pois, os prepostos da Empresa, os sindicalistas e os ocupantes de cargos de diversas associações, vinculadas aos aposentados, que propalam sordidamente, lutar pelos seus associados, desconhecerão esse arrazoado ou, no máximo, assessores despreparados tomarão conhecimento e de forma protocolar, podem responder, questionar minhas observações com argumentos vazios ou hipócritas. Respeitosamente, peço que não o façam.

Prefiro manter-me rotulado com a alcunha que o velho bardo grego, Homero, na sua Rapsódia de Ulisses tornou definitiva, e que certamente, desconhecem:

- ao embebedar o Ciclope, para fugir da morte, Ulisses teve o cuidado de dizer ao monstro que seu nome era NINGUÉM.

Caso fosse o único NINGUÉM não questionaria, afinal não seria imposição, mas destino. Contudo, pela desídia dessas figuras nauseabundas, são milhares que possuem essa marca indelével, segmentados em aposentados, pensionistas e dependentes, graças a desonestidade intelectual desses indivíduos que tem a capacidade de denegrir a profissão e a  imagem dos bobos da Corte de outrora, afinal aqueles divertiam a realeza, sem jamais mercadejar suas inteirezas morais.

O lamentável é que as falácias da Empresa, dos Sindicados, das Associações encontram ressonância entre os incautos, pois somos compelidos a acreditar que essas Instituições tem alma, com a devida vênia à licença poética, ao atribuir uma possibilidade da pessoa humana a pessoas jurídicas.

Excepcionalidade a essas posturas torpes, obscenas, vergonhosas, vis, felizmente, existe. Confirma a regra, a da exceção.

Num momento reflexivo sobre as relações humanas, Mayevsky, meu paredro, chegou a seguinte conclusão: o mundo é composto de crápulas, cínicos e de crentes.

Abandonarei o rótulo de crente, mas não ingressarei no mundo dos crápulas e cínicos, abrirei uma dissidência à tese de Mayevsky, e serei um cético empedernido.

Movimentando-me das palavras a ação, estarei providenciado o meu desligamento de 2 (duas) associações que regiamente pago e obtenho como retorno, apenas propaganda enganosa e o registro em minhas retinas do aumento das vaidades de seus presidentes e diretores.

Do sindicado desliguei-me, quando da aposentadoria, meu único momento de lucidez, pois, nos quase 34 anos de empregado da Petrobrás, era sindicalizado.

Conclamo, aos possíveis leitores dessa nota que estabeleçam seus juízos de valores e avaliem o desperdício de esperança e de dinheiro investidos nessas Instituições (Sindicatos e Associações).

Não sou nefelibata e sei que essas inquietações sobre o destino dos aposentados e seus dependentes não fazem parte das preocupações dos prepostos da Empresa, dos Sindicatos e das Associações, pois a cultura desse país de deserdados da sorte é a do individualismo, entretanto, a ausência de recursos nas burras dessas Instituições pode gerar um mínimo de preocupação, de desconforto.

Permitam uma analogia, entre a venda de livros e empregados da Empresa. No que tange as edições de livros e seus preços abusivos, a argumentação é de que a maioria não lê por serem analfabetos, e os alfabetizados não o fazem por falta absoluta de recursos, logo, os preços são altos; os empregados da ativa (a maioria) não reivindicam a perda paulatina de seus direitos por serem comodistas e míopes (analfabetos); os aposentados são espoliados (alfabetizados), por não terem representatividade (ausência de recursos).

Em resumo: o somatório das partes forma um todo deplorável.

Com o avançar na escala do tempo, os empregados da ativa estarão aposentados em condições mais adversas, mais aviltantes, dos que hoje estão na inatividade.

Desejo que tenham a dignidade de manterem-se calados, como agora, e procurem sobreviver com os parcos metais dos futuros e incertos proventos de suas aposentadorias.

Não interpretem, de forma errônea, a retificação que farei em uma palavra utilizada no parágrafo anterior, ao invés de sobreviver, leiam: agonizar.

Recomendo, em razão da leniência do Judiciário brasileiro, que avoquem em suas defesas a “Convenção para a prevenção e a repressão do crime de genocídio”, adotada pela Assembléia Geral das Nações Unidas, em 09 de dezembro de 1948, ao denunciarem como ré (promotora do genocídio) a Petrobrás, pela vileza de levá-los a inanição e à morte, juntamente, com seus dependentes.

A Resolução no. 96 (I), de 11 dezembro1946, declarou que o genocídio é um crime contra o Direito Internacional contrário ao espírito e aos fins das Nações Unidas e que o mundo civilizado condena.

O Artigo II, da aludida Convenção, tem a seguinte dicção:

Na presente Convenção, entende-se por genocídio qualquer dos seguintes atos cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, como tal: (declinarei, apenas o item “c”)

(c) submeter intencionalmente o grupo a condições de existência capazes de ocasionar-lhe a destruição física total ou parcial.

É uma mera questão de tempo. Tempo que, felizmente, não viverei, mas vocês, lamentavelmente, se transformarão em rebotalhos humanos.

(Artigonal SC #1625046)

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    Fonte do artigo: http://www.artigonal.com/cronicas-artigos/petrobras-orgulho-dos-acionistas-e-desgraca-dos-aposentados-1625046.html

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    RINALDO BARROS

    Há cerca de três décadas que, no patropi, não se conhece análises consistentes sobre nossa experiência histórica recente. Tudo se passa como se um grande desalento houvesse tomado conta dos nossos intelectuais. E que a imprevisibilidade caracteriza o nosso tempo. Vou tentar traçar aqui um resgate do que foi esse processo em nosso país.

    Por: RINALDO BARROS l Literatura > Crônicas l 13/03/2010 l Acessos: 7
    Mabel Amorim

    E se pudéssemos voltar atrás para aproveitar uma chance, corrigir um erro cometido, engolir palavras que nunca deveriam ter sido pronunciadas? Seria mesmo a melhor maneira de viver?

    Por: Mabel Amorim l Literatura > Crônicas l 09/03/2010 l Acessos: 5
    RINALDO BARROS

    A conversa de hoje aponta para os perigos embutidos na existência de lideranças carismáticas. E compartilho com você, caro leitor, a minha convicção de que existe a verdade em oposição à falsidade, que ela pode ser alcançada se as pessoas desejarem, que vale a pena buscá-la, e que não é apenas a mais valiosa mas a mais aprazível das coisas no mundo. Valho-me da História para embasar minhas preocupações.

    Por: RINALDO BARROS l Literatura > Crônicas l 05/03/2010 l Acessos: 8
    Paulo Roberto Faria de Castro

    Protesto contra a extinção do Instituto Benjamin Constant (cegos) e do INES (Instituto Nacional de Educação dos Surdos), fundados por D.Pedro II e em dias desapareceriam por decreto do então, Presidente Collor. Os representantes de ambos Institutos, parentes, amigos, cegos e surdos-mudos resolvem protestar quando da vinda do aludido presidente, figura de triste lembrança. As consequências do protesto: afundamento crâneando, fraturas múltiplas, escoriações, entre os deficientes. Etc.

    Por: Paulo Roberto Faria de Castro l Literatura > Crônicas l 05/03/2010 l Acessos: 29
    Antonio Paiva Rodrigues

    Infelizmente os poderosos da mídia auferem tudo. Através da influência do vil metal eles conseguem dizimar um curso superior para proporcionar a gregos e troianos, o que se chamaria "Exercício Ilegal da Profissão".

    Por: Antonio Paiva Rodrigues l Literatura > Crônicas l 03/03/2010 l Acessos: 15

    O golpe - boa noite cinderela -, continua fazendo vítimas até mesmo nos dia de hoje.

    Por: odair ocanha totri l Literatura > Crônicas l 02/03/2010 l Acessos: 7
    Antonio Paiva Rodrigues

    A nossa pátria idolatrada passa por momentos jamais presenciados por brasileiros que conhecem bem a história política brasileira. O caos se instalou fez morada e não quer nos deixar. Tememos pelo futuro político de nosso querido Brasil, pois não vislumbramos líderes e nem cacife político nos dois pretensos concorrentes a presidência da República, José Serra e Dilma Rousseff. O presidente que ora governa o pais está envolto num mar de lamas e cego, pois em afirmações a mídia disse de nada saber.

    Por: Antonio Paiva Rodrigues l Literatura > Crônicas l 01/03/2010 l Acessos: 16

    Ele tinha a solução para os problemas do seu povo; ocorre que o seu povo não aceitava suas ideias/soluções. Mas ele é persistente. E vai continuar tentando

    Por: Jackson Fernandes Filgueiras l Literatura > Crônicas l 28/02/2010 l Acessos: 4
    Paulo Roberto Faria de Castro

    Protesto contra a extinção do Instituto Benjamin Constant (cegos) e do INES (Instituto Nacional de Educação dos Surdos), fundados por D.Pedro II e em dias desapareceriam por decreto do então, Presidente Collor. Os representantes de ambos Institutos, parentes, amigos, cegos e surdos-mudos resolvem protestar quando da vinda do aludido presidente, figura de triste lembrança. As consequências do protesto: afundamento crâneando, fraturas múltiplas, escoriações, entre os deficientes. Etc.

    Por: Paulo Roberto Faria de Castro l Literatura > Crônicas l 05/03/2010 l Acessos: 29
    Paulo Roberto Faria de Castro

    Indivíduo avesso ao trabalho, tornou-se ateu, em razão de uma frase bíblica e a leitura daquela frase nefasta, segundo sua ótica, fez surgir, imediatamente, em sua mente a concretização do atavismo que vem a ser o reaparecimento, em um descendente, no caso ele, de um caráter não presente em seus ascendentes imediatos, mas, sim, em remotos, no caso, seu tataravô.

    Por: Paulo Roberto Faria de Castro l Literatura > Crônicas l 04/02/2010 l Acessos: 22
    Paulo Roberto Faria de Castro

    A desfaçatez sem limites das nações mais ricas do mundo chegou à sordidez de explorar a miséria humana sob o viés de ações humanitárias, como as verificadas agora, entretanto, o leitmotiv (motivo condutor) é impedir que suas posições no mundo capitalista sejam fragilizadas em relações as demais.

    Por: Paulo Roberto Faria de Castro l Literatura > Crônicas l 18/01/2010 l Acessos: 84
    Paulo Roberto Faria de Castro

    A postura indigna da Petrobras em manipular e subtrair o direito dos aposentados, no que tange, aos reajustes diferenciados entre os empregados da ativa e inativos. A sordidez dos sindicatos de petroleiros, com rara exceção, na conivência com a Petrobras, em perpetuar a desigualdade. Além, de pseuda-Associações de Aposentados que agem de forma dúbia, no tema em causa. A alienação dos empregados da ativa, pois, estão avalizando suas misérias futuras quando de suas aposentadorias.

    Por: Paulo Roberto Faria de Castro l Literatura > Crônicas l 25/12/2009 l Acessos: 168 l Comentário: 2
    Paulo Roberto Faria de Castro

    A capacidade de discernimento acabou transformando aquele indivíduo até então, tolerante, em um ser de gênio irascível de primeira grandeza, face às iniqüidades perpetradas contra a humanidade em geral e especificamente contra os seus nacionais, os brasileiros. A qualidade de seu olhar era diferenciada para as coisas do mundo, não que achasse que a sua era melhor, longe disso, mas admitia que era uma percepção peculiar, própria, embasada num senso crítico mais severo. Num momento reflexivo sobre as relações humanas, chegou a seguinte e torpe conclusão: o mundo é composto de crápulas, cínicos e de crentes

    Por: Paulo Roberto Faria de Castro l Literatura > Crônicas l 10/12/2009 l Acessos: 34
    Paulo Roberto Faria de Castro

    A Petrobrás era uma empresa que tinha alma, com a devia vênia à licença poética, ao atribuir uma possibilidade humana a uma pessoa jurídica.A Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS) em tempos pretéritos era de excelência, hoje não passa de um espectro. A precarização é tamanha, chegando ao fundo do poço, não o de petróleo – o desejado - e sim, da desídia, da desumanidade com seus aposentados em idade provecta e acometidos de doenças terminais. A propalada Responsabilidade Social é uma artimanha astuciosa, desgraçadamente.

    Por: Paulo Roberto Faria de Castro l Literatura > Crônicas l 01/12/2009 l Acessos: 228 l Comentário: 4
    Paulo Roberto Faria de Castro

    Uma percepção sobre as diversas medidas e as reações provocadas pelas mesmas nas pessoas.

    Por: Paulo Roberto Faria de Castro l Literatura > Crônicas l 23/11/2009 l Acessos: 28
    Paulo Roberto Faria de Castro

    Comparação a atitude do imperador romano Calígula ao colocar seu cavalo predileto como senador e as mordomias que o aludido quadrúpede gozava em comparação com os senadores da República brasileira. Críticas aos senadores por suas desídias com o povo brasileiro. A colocação do autor em relação as Suas Excelências.

    Por: Paulo Roberto Faria de Castro l Literatura > Crônicas l 18/11/2009 l Acessos: 65

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    1. Roberto Barreto December 30, 2009
    Infelizmente o texto descreve com clareza a situação dos aposentados (ou apenados) da Petrobras, cujos salários estão sendo aviltados, e não tem a quem recorrer.
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    2. Edi January 01, 2010
    Interessante. Acredito que ao invés do "mero velho aposentado" assassinar a "lingua de Camões" poderia esclarecer melhor o seu ponto vista com fatos e dados para que nós, pobres mortais "não literários", pudéssemos realmente avaliar a penúria alheia dos valorosos aposentados da Petrobras.
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