Triste Carta A Papai Noel
Papai Noel,
Escrevo esta carta com esperança de ser lido novamente daqui a alguns anos, pelos meus netos Pedro, Maria Clara e Isabella, os quais chegaram a este Mundo agora muito recentemente; e ainda estão aprendendo as letras.
Todavia, espero que aí por volta de 2030, a geração dos meus netos possa avaliar se, enfim, triunfou a estupidez humana, ou se conseguimos, pelo menos, manter viva a esperança.
Ando angustiado porque tenho um entendimento de que, neste início de Milênio, não estamos atravessando apenas mais um momento de turbulência. Estamos dentro do olho do furacão.
A história contemporânea nos levou ao término da onda industrial, à drástica diminuição do Estado, à universalização da sociedade da informação (dominada pelo grande capital financeiro internacional), ao crescimento extraordinário dos fundos de previdência e aos lucros astronômicos das grandes instituições financeiras, fenômeno que fez explodir o estoque de recursos financeiros disponíveis, dos quais uma boa parte tem se destinado a perigosas especulações de curtíssimo prazo.
Falo do “capital volátil”. Um dinheiro sem pátria, ganancioso, sem coração, que quer ganhar muito e, se possível, muito rapidamente. Algumas fontes chegam a estimá-lo em mais de 30 trilhões de dólares. Com um poder diabólico.
Nada deste dinheiro é investido para melhorar a qualidade de vida, não há interesse em acabar com a fome, nem preservar o meio ambiente do nosso planeta, nem desenvolver qualquer economia, além de ser incontrolável. É a especulação pura e simples.
Além disso, Papai Noel, é preciso não esquecer a virulência da política externa da (por enquanto) maior potência do planeta, agora estimulada pela “vitória” na guerra contra inimigos que não existiam: o Iraque e o Afeganistão.
Para manter os lucros do complexo industrial-militar, e para conquistar reservas estratégicas; já estão preparando também a invasão do Irã.
Relembro: para depor Saddam Hussein, Bush mentiu e sacrificou, além das vidas de milhares de iraquianos (mártires, na visão árabe); desrespeitou a ONU, a OTAN (aliança militar ocidental), a coalizão antiterror; comprometeu a imagem dos EUA diante do mundo; destruiu monumentos e milhares de relíquias do berço da civilização e a própria noção de que a humanidade progride, ou deveria estar evoluindo.
Bush inaugurou a barbárie contemporânea. E o elegante Barack Obama, agora Prêmio Nobel da Paz, salvou o sistema financeiro, e vai mantendo o dedo no gatilho.
Aparentemente, o mundo caminha, perigosamente, sob uma estúpida hegemonia, no médio prazo, para a barbárie de alta tecnologia.
Será o início do indesejado triunfo da estupidez humana?
Desconfio que as conseqüências desta globalização imperialista serão desastrosas, pois o que se vê é a concentração de riquezas, ao lado do crescimento da miséria, da exclusão social, e da violência urbana.
Papai Noel, na estação futuro, Pedro, Maria Clara e Isabella poderão tirar a limpo se valeu a pena este avô haver sonhado com a Estrela da Manhã; ou se a estupidez humana triunfou.
Por favor, não me culpe por não gostar mais da sua imagem de bom velhinho. Saiba o senhor que torço e vibro para que, com os pés bem firmes no chão, toda a geração dos meus netos possa ter os olhos, o coração e a mente nas estrelas.
Ingenuamente, talvez, como queria Agostinho (354 a 430 d.C), eu persisto com a Esperança, ao lado de suas duas filhas lindas: a Indignação e a Coragem de continuar lutando por um mundo melhor.
E que Pedro, Maria Clara e Isabella possam encontrar motivos para continuar gostando de sua pessoa.
Eu, de minha parte, não consigo mais gostar do senhor. Mudei, porque mudou o Natal.
Se quiser ainda me encontrar, procure-me no olhar triste das crianças de rua.
(Artigonal SC #1602226)
Palavras-chave do artigo:
história; capital volátil; complexo industrial-militar; estupidez humana
A Igreja Católica, ao propor o debate sobre a questão colocada por Mateus, segundo a qual "não se pode servir a Deus e ao dinheiro", pondo em prática sua própria Ética cristã; a meu ver, se choca frontalmente com os postulados da ideologia vigente em todas as formações sociais capitalistas. Pergunto: A Igreja Católica está declarando guerra ao capitalismo? Será?
Dois tratados tiveram importância fundamental para o avanço do capitalismo comercial no mundo. O tratado de Saragoça em 1529 e o tratado das Tordesilhas em 1494. O império colonial português foi até os idos de 1580, enquanto o espanhol durou até 1580. Em 1580 aconteceria a unificação dos dois impérios sob a coroa da Espanha. Até 1640. A conquista de Gibraltar, na costa espanhola, um simples rochedo onde vivem aproximadamente 27 mil cidadãos britânicos, é um fato intrigante e repudiado até os dia
BALZAC COMPARA NOIVOS E MARIDOS A UM ORANGOTANGO TENTANDO TOCAR VIOLINO.SAIBA PORQUE!
Há cerca de três décadas que, no patropi, não se conhece análises consistentes sobre nossa experiência histórica recente. Tudo se passa como se um grande desalento houvesse tomado conta dos nossos intelectuais. E que a imprevisibilidade caracteriza o nosso tempo. Vou tentar traçar aqui um resgate do que foi esse processo em nosso país.
E se pudéssemos voltar atrás para aproveitar uma chance, corrigir um erro cometido, engolir palavras que nunca deveriam ter sido pronunciadas? Seria mesmo a melhor maneira de viver?
A conversa de hoje aponta para os perigos embutidos na existência de lideranças carismáticas. E compartilho com você, caro leitor, a minha convicção de que existe a verdade em oposição à falsidade, que ela pode ser alcançada se as pessoas desejarem, que vale a pena buscá-la, e que não é apenas a mais valiosa mas a mais aprazível das coisas no mundo. Valho-me da História para embasar minhas preocupações.
Protesto contra a extinção do Instituto Benjamin Constant (cegos) e do INES (Instituto Nacional de Educação dos Surdos), fundados por D.Pedro II e em dias desapareceriam por decreto do então, Presidente Collor. Os representantes de ambos Institutos, parentes, amigos, cegos e surdos-mudos resolvem protestar quando da vinda do aludido presidente, figura de triste lembrança. As consequências do protesto: afundamento crâneando, fraturas múltiplas, escoriações, entre os deficientes. Etc.
Infelizmente os poderosos da mídia auferem tudo. Através da influência do vil metal eles conseguem dizimar um curso superior para proporcionar a gregos e troianos, o que se chamaria "Exercício Ilegal da Profissão".
A Igreja Católica, ao propor o debate sobre a questão colocada por Mateus, segundo a qual "não se pode servir a Deus e ao dinheiro", pondo em prática sua própria Ética cristã; a meu ver, se choca frontalmente com os postulados da ideologia vigente em todas as formações sociais capitalistas. Pergunto: A Igreja Católica está declarando guerra ao capitalismo? Será?
Há cerca de três décadas que, no patropi, não se conhece análises consistentes sobre nossa experiência histórica recente. Tudo se passa como se um grande desalento houvesse tomado conta dos nossos intelectuais. E que a imprevisibilidade caracteriza o nosso tempo. Vou tentar traçar aqui um resgate do que foi esse processo em nosso país.
A conversa de hoje aponta para os perigos embutidos na existência de lideranças carismáticas. E compartilho com você, caro leitor, a minha convicção de que existe a verdade em oposição à falsidade, que ela pode ser alcançada se as pessoas desejarem, que vale a pena buscá-la, e que não é apenas a mais valiosa mas a mais aprazível das coisas no mundo. Valho-me da História para embasar minhas preocupações.
Trata-se de um processo que vem minando o espírito da democracia constitucional, com a desmoralização das instituições, combinada com o incessante culto à personalidade do Lula, a um só tempo autoritário e popular. Governa através de medidas provisórias, massacra os aposentados e promove o endividamento das famílias, sob os aplausos da maioria da população. Lula não representa mais os trabalhadores (como antes), pertence ao sistema; tem fortalecido o capital e as oligarquias.
O déficit educacional brasileiro não é apenas um óbice para a realização do país do futuro, como muitos projetam. São atuais e altamente comprometedores os problemas de força de trabalho qualificada que o País enfrenta em diversos setores, como o da mineração, da metalurgia, do petróleo, da construção civil, da informática, entre muitos outros. Para construir o futuro, precisamos de educação de qualidade.
Lula, contrapondo-se ao seu próprio partido, e em que pese ter permitido o aparelhamento do Estado, a corrução e o “mensalão”, e confundir o conceito de Estado forte com Estado grande e gastador; manteve e ampliou um conjunto de políticas que: 1) mantém a ordem e; 2) promove a mudança. Curiosamente, a partir dessa aprovação extraordinária do Lulismo, constata-se uma mudança na qualidade do voto do brasileiro e uma perda do discurso de que “votar no PT é uma ameaça à ordem estabelecida”.
Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques. Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente. É preciso orgulhar-se de ser brasileiro! O (re) encantamento indispensável para a construção do futuro vai precisar de nossa auto-estima elevada.
Quanto mais diversa e criativa for a experiência, mais valiosa ela será. Na verdade, o que quero deixar claro é que a sustentabilidade não pode e nem deve ser pensada de acordo com padrões antigos. É uma nova lógica de atuação e por isso requer uma reinvenção do modus operandi das organizações, públicas e privadas. Mais do que reinventar, a humanidade precisa reconhecer e se espelhar nos processos naturais.

