Uma Revolução É Preciso
Assuntando cá no meu canto e lembrei do tempo em que o fogo ingênuo da paixão ainda ardia em meu peito rebelde de estudante. Saudade danada.
Vivenciavam-se romanticamente idéias e sonhos revolucionários. Hoje, lamentavelmente, o conceito de Revolução soa como coisa antiga, ultrapassada ou brega.
O mundo mudou, tornou-se pós-moderno (onde tudo é descartável) e globalizado, gerando novas contradições. Vivenciamos todos agora, perplexos, a experiência novíssima da sociedade da informação, com desafios novos frente a problemas herdados historicamente.
Como conseqüência do êxodo rural, em função da mecanização das atividades no campo, a partir da década de 60, a sociedade brasileira urbanizou sua população muito rapidamente, mesmo tempo em que a família, a escola e a igreja sofreram impactos desintegradores.
Frente a essa nova realidade urbana, a atual geração foi atingida pela massificação das informações, pelo consumismo, pela competição individualista, pela facilidade de acesso ao consumo de drogas e, principalmente, pelo desemprego estrutural, resultante do novo padrão de acumulação do sistema econômico.
Paralelamente, tudo indica que a escola tem assumido um papel meramente instrumental: preocupa-se muito em preparar o jovem para o "êxito profissional" e muito pouco em abrir espaços para compromissos sociais e em estimular uma visão crítica sobre a vida.
Por outro lado, o mundo do Dever Ser, ou seja, a legislação, o Judiciário e Sistema Penitenciário a cada dia se tornam mais distantes do mundo real vivenciado pelos milhões de jovens brasileiros (entre 14 e 25 anos), os quais, sem horizonte, não se intimidam com a duração da pena. Talvez intimidasse, se fosse instituída a obrigatoriedade do trabalho para todos os apenados. Mas, hoje, a lógica do submundo associa a prisão apenas a uma hospedagem gratuita.
Penso que podemos resumir a complexidade do mundo contemporâneo em duas ameaças terríveis: 1) a exclusão crescente de grandes massas humanas, aprofundando o fosso da desigualdade social, gerando violência, corrupção, delinqüência juvenil, impunidade e, pior que tudo, fortalecendo o crime organizado e; 2) o risco de extinção da espécie humana, como conseqüência da ganância irresponsável a partir da agressão cotidiana, em escala industrial, ao meio ambiente de todo o planeta: poluição, desertificação, desmatamento, desperdício de água, matança de animais, aquecimento global, aumento do volume dos oceanos, entre outros crimes.
Como exemplo, registro o resultado de um estudo recente realizado pela ONU: Daqui a 20 anos, vai faltar água para 60 por cento da humanidade.
Pois bem. Essas ameaças terríveis não poderão ser enfrentadas apenas com pequenos gestos pontuais ou tentativas isoladas de planejamento ou simples atualização da legislação penal em vigor. Quase ninguém tomará conhecimento sobre as novas leis, assim como desconhecem as leis em vigor.
Estou convicto de que somente um extraordinário movimento revolucionário focado na disseminação do conhecimento, aliado a disciplina e ao autocontrole como conseqüência da transmissão de valores éticos e universais, assimilados e praticados por todas as forças vivas da sociedade será capaz de enfrentar estes desafios. É preciso inaugurar uma nova era!
Esta nova era pressupõe uma imensa oportunidade de disseminar massiva e democraticamente as informações, utilizá-las para gerar conhecimento novo que nos leve em direção a uma sociedade mais justa e, repito, baseada em valores éticos universais.
Pressupõe uma idéia fora de moda, uma revolução: a Revolução da Educação.
Ao invés de reduzir a idade penal, aumentar o tempo que os jovens passam na escola, e mudar a escola através de uma reforma radical nos projetos pedagógicos, nos currículos e nas atitudes. Com a cumplicidade de toda a mídia impressa e televisada.
Disseminar o conhecimento é a única forma de mudar a nossa história!
(Artigonal SC #865406)
Palavras-chave do artigo:
revolução; educação; escola; conhecimento; valores;
A educação é um direito de todos, o conhecimento não deve ser fragmentado, é necessário desenvolver o gosto pela pesquisa e o conhecimento científico, tendo assim autonomia intelectual para expor suas idéias. Ensinar a pensar é a finalidade fundamental da educação, cabe ao professor incentivar o aluno para que ele seja mais pró-ativo e criativo, levar o aluno a refletir sobre a realidade, as mudanças e as transformações do mundo globalizado, respeitando as diversidades, aprendendo que aprender é uma competência que exige esforços e capacidade. Numa sociedade competitiva do capitalismo é preciso buscar caminhos que levem a soluções para o conhecimento do aprender a aprender.
A educação como arte suprema no processo cognitivo consolida a prática da convivência através de metodologias flexíveis e participativas na construção civil, elevando em alto nível as atividades comportamentais entre os funcionários, integrando-os na cultura e filosofia da empresa. Estas organizações empresariais, fruto dos anseios de uma ética profissional de caráter humanístico, facilitam a eficácia dos serviços, mão-de-obra e satisfação pessoal de todos os seus partícipes. Ao privilegiar a ab
Este trabalho aborda aspectos do ensino de música na educação formal, como acontece a aquisição do conhecimento, o desenvolvimento de habilidades específicas levando em consideração o desenvolvimento psicológico da criança, através de pesquisa em políticas educacionais desenvolvidas no Brasil nos últimos 78 anos, tendo como objetivo pesquisa em materiais didáticos que atendam a nova LDB, e na elaboração de propostas pedagógicas para música.
Este artigo faz uma reflexão sobre a história da educação escolar de pessoas em condição de deficiência no Brasil. Analisamos o final do século XVIII até as atuais discussões sobre o processo inclusivo. Observamos que os conceitos de deficiência e a ênfase na limitação da pessoa acompanharam os educadores no decorrer dos anos e têm influenciado a prática deles até hoje. Concluímos que uma educação de qualidade a todos ainda não é uma realidade, mas é preciso o trabalho de todos para que aconteça
Trata-se de um texto que produzi para orientar minhas reflexões no 2♂ Painel - Família e Educação Cidadã, no XX ENCONTRO ESTADUAL DE POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO DA EDUCAÇÃO, realizado em fortaleza/Ce. Tema: Escola, Família e Educação Cidadã. Período: 16 a 18/09/2009 2º Painel: Família e Educação Cidadã.
Este trabalho tem como objetivo apresentar um estudo sobre concepção de infância e Educação Infantil, demonstrando a evolução histórica do sentimento de infância e sua repercussão no atendimento às crianças pequenas. As transformações ocorridas no campo da Educação Infantil estão estritamente ligadas à visão que se tem da criança. De um quase anonimato, a criança passa a ser percebida de uma forma romântica e evolui para um sujeito histórico-cultural, com status de cidadão. Diante desse panorama, a Educação Infantil teve que acompanhar as novas especificidades no tratamento destinado às crianças, originando um novo perfil de educador, que tem que se apropriar dos pressupostos pedagógicos necessários para o desenvolvimento de uma prática docente de qualidade.
As novas funções da escola e o conceito de aprendizagem se formam a partir de uma necessidade. Necessidade essa, suscitada pela pós-modernidade e todas as revoluções pelas quais a sociedade tem passado, notadamente a revolução tecnológica; o que por sua vez, exige mudanças no processo educacional que garantam a integração das pessoas à sociedade, bem como uma nova atitude do professor frente ao ato investigativo e a busca pela continuação de sua formação.
Há cerca de três décadas que, no patropi, não se conhece análises consistentes sobre nossa experiência histórica recente. Tudo se passa como se um grande desalento houvesse tomado conta dos nossos intelectuais. E que a imprevisibilidade caracteriza o nosso tempo. Vou tentar traçar aqui um resgate do que foi esse processo em nosso país.
E se pudéssemos voltar atrás para aproveitar uma chance, corrigir um erro cometido, engolir palavras que nunca deveriam ter sido pronunciadas? Seria mesmo a melhor maneira de viver?
A conversa de hoje aponta para os perigos embutidos na existência de lideranças carismáticas. E compartilho com você, caro leitor, a minha convicção de que existe a verdade em oposição à falsidade, que ela pode ser alcançada se as pessoas desejarem, que vale a pena buscá-la, e que não é apenas a mais valiosa mas a mais aprazível das coisas no mundo. Valho-me da História para embasar minhas preocupações.
Protesto contra a extinção do Instituto Benjamin Constant (cegos) e do INES (Instituto Nacional de Educação dos Surdos), fundados por D.Pedro II e em dias desapareceriam por decreto do então, Presidente Collor. Os representantes de ambos Institutos, parentes, amigos, cegos e surdos-mudos resolvem protestar quando da vinda do aludido presidente, figura de triste lembrança. As consequências do protesto: afundamento crâneando, fraturas múltiplas, escoriações, entre os deficientes. Etc.
Infelizmente os poderosos da mídia auferem tudo. Através da influência do vil metal eles conseguem dizimar um curso superior para proporcionar a gregos e troianos, o que se chamaria "Exercício Ilegal da Profissão".
O golpe - boa noite cinderela -, continua fazendo vítimas até mesmo nos dia de hoje.
A nossa pátria idolatrada passa por momentos jamais presenciados por brasileiros que conhecem bem a história política brasileira. O caos se instalou fez morada e não quer nos deixar. Tememos pelo futuro político de nosso querido Brasil, pois não vislumbramos líderes e nem cacife político nos dois pretensos concorrentes a presidência da República, José Serra e Dilma Rousseff. O presidente que ora governa o pais está envolto num mar de lamas e cego, pois em afirmações a mídia disse de nada saber.
Ele tinha a solução para os problemas do seu povo; ocorre que o seu povo não aceitava suas ideias/soluções. Mas ele é persistente. E vai continuar tentando
Há cerca de três décadas que, no patropi, não se conhece análises consistentes sobre nossa experiência histórica recente. Tudo se passa como se um grande desalento houvesse tomado conta dos nossos intelectuais. E que a imprevisibilidade caracteriza o nosso tempo. Vou tentar traçar aqui um resgate do que foi esse processo em nosso país.
A conversa de hoje aponta para os perigos embutidos na existência de lideranças carismáticas. E compartilho com você, caro leitor, a minha convicção de que existe a verdade em oposição à falsidade, que ela pode ser alcançada se as pessoas desejarem, que vale a pena buscá-la, e que não é apenas a mais valiosa mas a mais aprazível das coisas no mundo. Valho-me da História para embasar minhas preocupações.
Trata-se de um processo que vem minando o espírito da democracia constitucional, com a desmoralização das instituições, combinada com o incessante culto à personalidade do Lula, a um só tempo autoritário e popular. Governa através de medidas provisórias, massacra os aposentados e promove o endividamento das famílias, sob os aplausos da maioria da população. Lula não representa mais os trabalhadores (como antes), pertence ao sistema; tem fortalecido o capital e as oligarquias.
O déficit educacional brasileiro não é apenas um óbice para a realização do país do futuro, como muitos projetam. São atuais e altamente comprometedores os problemas de força de trabalho qualificada que o País enfrenta em diversos setores, como o da mineração, da metalurgia, do petróleo, da construção civil, da informática, entre muitos outros. Para construir o futuro, precisamos de educação de qualidade.
Lula, contrapondo-se ao seu próprio partido, e em que pese ter permitido o aparelhamento do Estado, a corrução e o “mensalão”, e confundir o conceito de Estado forte com Estado grande e gastador; manteve e ampliou um conjunto de políticas que: 1) mantém a ordem e; 2) promove a mudança. Curiosamente, a partir dessa aprovação extraordinária do Lulismo, constata-se uma mudança na qualidade do voto do brasileiro e uma perda do discurso de que “votar no PT é uma ameaça à ordem estabelecida”.
Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques. Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente. É preciso orgulhar-se de ser brasileiro! O (re) encantamento indispensável para a construção do futuro vai precisar de nossa auto-estima elevada.
Quanto mais diversa e criativa for a experiência, mais valiosa ela será. Na verdade, o que quero deixar claro é que a sustentabilidade não pode e nem deve ser pensada de acordo com padrões antigos. É uma nova lógica de atuação e por isso requer uma reinvenção do modus operandi das organizações, públicas e privadas. Mais do que reinventar, a humanidade precisa reconhecer e se espelhar nos processos naturais.
É palpável a evanescência de muitos outrora importantes movimentos sociais (como o de mulheres, por exemplo). É visível o declínio da força do sindicalismo, como conseqüência do novo padrão de acumulação do sistema e do desaparecimento de postos de trabalho e profissões, por força da automação. Preocupa-me também a tentativa governamental de censurar ou desqualificar o papel da imprensa, em meio a generalizada sensação de impunidade.

