A Eficácia Das Novas Tendências Do Marketing: Interação Entre Design Gráfico E Publicidade

Publicado em: 12/11/2008 |Comentário: 0 | Acessos: 18,038 |

1 INTRODUÇÃO



                   Uma das necessidades do mercado e do profissional de marketing, atualmente, é a fluente dinâmica de trabalho entre as diversas áreas necessárias para o desenvolvimento de uma comunicação eficaz dentro de um ambiente afetado por um bombardeio de informações.



                   Conceituar design gráfico é uma necessidade latente hoje no mercado. O artigo apresenta uma análise do termo design gráfico, uma atividade regida por métodos, aspectos funcionais, visuais e simbólicos, que tem como objetivo o desenvolvimento de solução para determinado problema dentro do contexto comunicativo.



                   O design gráfico pode ser visto como elemento de renovação para uma comunicação já saturada e de caráter generalista. O design gráfico propõe uma solução visual baseada em conceitos e estruturas visuais que seguem metodologias focadas no objetivo de comunicar de forma mais adequada, eficaz e esteticamente agradável.



                   Porém, o design gráfico, apenas, não cumpre a tarefa de criação de uma mensagem eficaz, determinada pelo composto de marketing. Entra nessa dinâmica a publicidade que, através do domínio e manipulação das palavras, convence e seduz os consumidores através do uso da linguagem. Essa área também deve estar sempre adequada ao contexto da sociedade onde está inserida, para trabalhar as palavras de forma a atingir o público com eficiência e cumprindo com o objetivo pretendido.



                   Através da fluente dinâmica entre as duas áreas, o composto de comunicação de marketing ganha outras perspectivas, frente a um ambiente que se torna cada vez mais tecnológico e diverso. Novas possibilidades de comunicação devem ser exploradas de forma inovadora e eficaz, aumentando a divulgação da imagem e posicionamento das empresas e atendendo às necessidades e desejos dos consumidores que são cada vez mais ouvidos e incentivados a interagir no processo interdisciplinar.



2 DESIGN GRÁFICO: DESEMPENHO DA LINGUAGEM ESTÉTICA



                   Design gráfico, de acordo com a ADG - Associação dos Designers Gráficos do Brasil, é o processo técnico e criativo que utiliza imagens e textos para comunicar mensagens, idéias e conceitos, com objetivos comerciais ou de fundo social. Porém, essa é uma definição que, muitas vezes, nem mesmo os próprios profissionais da área concordam, uma vez que ela não dá um significado completo ao termo. Inclusive essa questão é tema de várias publicações de autores como André Villas-Boas, Rudinei Kopp e Lígia Fascioni.



                   A conceitualização do termo é de fundamental importância para o posicionamento da atividade e de seus profissionais perante a sociedade, que acaba tendo dificuldade para entender o que é design gráfico, que é uma atividade profissional focada no desenvolvimento de soluções visuais para fins comerciais e não artísticos. (VILLAS-BOAS, 2007).



                   O termo design se refere a uma atividade projetual que organiza e estrutura elementos estéticos e funcionais, através do desenvolvimento e avaliação de projetos, analise das possibilidades e busca de soluções para a produção de um produto que atinja objetivos pré-estabelecidos de uso e reprodução (KOPP, 2004). O Conselho Federal de Educação, no parecer 62/87, de 29 de janeiro de 1987, prioriza a atividade projetual na própria definição da profissão de desenhista industrial:



O desenhista industrial é o profissional que participa de projetos de produtos industriais, atuando nas fases de definição de necessidades, concepção e desenvolvimento do projeto, objetivando a adequação destes às necessidades do usuário e às possibilidades de produção. (ABRAMOVITZ apud VILLAS-BOAS, 2007, p. 38).



                   A partir dessa última definição de design, que já delimita a disciplina em uma posição fora do caráter artístico, artesanal e indica uma estrutura bem mais metodológica, podemos caminhar para um melhor entendimento do que é o design gráfico.



                   Como apresenta Villas-Boas (2007), uma das habilitações do design é a programação visual, que é um conjunto de atuações que se objetivam na organização estética e visual, de elementos textuais ou não, para a comunicação. O design gráfico é uma sub-área dentro desse conjunto que também agrega o informacional, o de identidade, de sinalização corporativa, editorial, promocional, de interface e o design hipermídia.



                   Já o profissional denominado designer não se limita a tais sub-áreas em seu dia-a-dia. Ele busca fundamentos conceituais e projetuais em diferentes momentos ou projetos. “Obviamente, não podemos imaginar que um logotipo, a título de exemplo, não será utilizado em todas as formas possíveis de expressão midiática”, exemplifica Kopp (2004, p.43).



                   André Villas-Boas (2007) define design gráfico através de quatro aspectos: formais, funcionais, metodológicos e simbólicos. Relativo aos dois primeiros, mais comumente usados, ele apresenta conceitos que abrangem a atividade de forma muito superficial o que não delimita o real campo de trabalho e conhecimento.



(...) design gráfico é uma atividade de ordenação projetual de elementos visuais textuais e não-textuais com fins expressivos para reprodução por meio gráfico, assim como o estudo desta atividade e a análise de sua produção. (...) no aspecto funcional, são peças de design gráfico todos aqueles projetos gráficos que têm como fim comunicar por meio de elementos visuais uma dada mensagem para persuadir o observador, guiar sua leitura ou vender um produto. (VILLAS-BOAS, 2007, p. 31-32)



                   O design gráfico, além do aspecto formal e funcional apresentados pelo autor, está também permeado de metodologias, conceitos e valores que apresentam um caráter mais profissional e social.



                   Para a formação acadêmica de um designer, são necessários estudos sobre da história da arte e do design, teoria das cores, metodologias de projetos, ergonomia, semiótica, técnicas, materiais e processos. Todos esses conhecimentos adquiridos por um designer são base para uma atuação concisa e fundamentada em métodos e processos que são imprescindíveis para o desenvolvimento de projetos para soluções que atinjam um objetivo.



                   André Villas-Boas (2007, p.38), defende que “para que uma peça seja de design gráfico, ela, necessariamente, tem de obedecer à metodologia que é a própria razão de ser do design”. Entendendo essa necessidade profissional da execução do design gráfico, sempre lembrando de eliminar a idéia de que para criar peças se exijam design gráfico, basta apenas conhecimento sobre recursos tecnológicos, seguimos o raciocínio para compreender o que é design gráfico.



                   O aspecto social desta área está diretamente ligado ao surgimento das sociedades industrializadas de massa, no qual o não funcionamento da comunicação intimista e o surgimento do pensamento do valor de troca criaram uma necessidade de comunicação diferente.



2.1 Proposta de renovação: a simbologia



                   O design gráfico surge como forma de renovação da comunicação para alcançar os objetivos de estruturação da mensagem, através de uma linguagem simbólica, que aperfeiçoa a assimilação da mesma pelo público definido em questão. Esse surgimento, de acordo com Fascioni (2007), possibilita uma legitimação de modelos utilizados que valoriza e aprimora o trabalho do designer.



                   Outra ligação do design gráfico com os aspectos histórico-sociais se dá através da busca por desenvolvimento de linguagens e simbologias que se conectam diretamente às referências experimentais das pessoas e ainda assim são ou não vistas como inovadoras, cumprindo a função de inovação das estratégias dos profissionais da área.



                   O objetivo de se explicitar o que é design gráfico, tão profundamente, é a necessidade de uma maior autonomia dos profissionais no exercício de suas funções e também no reconhecimento de que são peças-chave no processo de desenvolvimento de projetos eficazes de comunicação.



                   Diferentes autores buscam responder o que é design gráfico, usando diferentes raciocínios e abordagens. Alguns buscam simplificar suas análises a fim de reflexões sobre uma determinada área de atuação do designer. Um exemplo disso é a descrição que Kopp (2004) faz, limitando-se apenas às características exclusivamente ligadas à área de produção e reprodução gráfica.



A atividade do design gráfico, materialmente, une: tipográfica, fotográfica, ilustração, arte-final, superfícies de impressão ou fixação da informação, tratamento de imagens, processos industriais de impressão gráfica, entre outros. Sob o aspecto projetual e de concepção visual das peças, o designer deve ter em mente: o público ao qual se dirige, possibilidades financeiras, limitações de tempo para execução do material, tecnologia disponível, objetos da empresa/marca/instituição contratante, identidade visual, qualificação profissional do pessoal envolvido, padrões de qualidade exigidos, que são agregados ao material gráfico (KOPP, 2004, p. 42-43).



                   Como o profissional do design gráfico trabalha em diversas áreas de atuação dentro da totalidade da programação visual, a descrição acima exemplifica que, mesmo quando se foca em uma das possibilidades de atuação não é possível deixar em segundo plano os conceitos, relações com o público, objetivos e outros elementos contextuais do projeto a ser desenvolvido. Isso reforça o posicionamento do designer como um profissional capacitado para a apresentação de soluções visuais trabalhadas com embasamento de processos e metodologias.



                   E é essa falta de posicionamento pelos próprios designers que também auxilia o desconhecimento das pessoas sobre o design gráfico. Os profissionais não se apresentam como portadores de um conhecimento exclusivo e dotados de capacidades específicas de produção. Eles próprios levam seu público a entender o design gráfico como ferramenta tecnológica, plausível de um aprendizado rápido ou conhecimento generalizado.



                   Fascioni (2007) apresenta uma descrição de um profissional que se apresenta como designer graduado, porém, devido a seu posicionamento, transparece a imagem de um profissional que apenas possui bom conhecimento dos softwares de desenvolvimento, as reais ferramentas que um designer usa em sua função.



Mas está cheio de designer com diploma que acerta tudo de boca, não explica seu trabalho direito, mal sabe contextualizar o que fez, não entende nada de teoria das cores e muito menos semiótica, atrasa todas as entregas e senta com a perna aberta mascando chicletes falando “tipo” a cada três palavras. Comporta-se como um artista temperamental, tudo o que faz é na base da intuição. Método projetual ele desconhece, fez assim porque achava que ficaria legal. (FASCIONI, 2007, p. 20)



                   No mercado, esse tipo de comportamento trouxe uma imagem do designer que causou o aparecimento dos chamados “micreiros”, que são pessoas que trabalham no desenvolvimento de peças de design gráfico através, apenas, do uso de software, sem nenhuma consideração da fundamentação teórica necessária para a criação delas. Esse cenário transformou a visão do design gráfico de uma disciplina projetual para uma forma de desenvolvimento banal de criações visuais, embasadas em gosto pessoal, estética tendenciosa e falta de objetividade e resultados.



                   O design gráfico deve e precisa voltar a ser reconhecido como um importante elemento de desenvolvimento de soluções visuais para possibilitar uma comunicação eficaz e focada em resultados, como apresenta André Villas-Boas (2007):



Design gráfico é necessariamente uma prática comunicativa que denota sofisticação do universo comunicativo no qual se insere. (...) Esta sofisticação se relaciona ao desdobramento histórico de uma dada formação social que leva à exigência de intermediações para que a comunicação consiga alcançar seu(s) público(s) e principalmente, relaciona-se à recorrência necessária a um aparato simbólico que codifique os objetivos traçados para a eficiência do projeto enquanto prática comunicativa. (VILLAS-BOAS, 2007, p. 45)



                   A partir dessa abordagem, o design gráfico tem a possibilidade de trabalhar dentro de todas as sub-áreas da programação visual para uma melhor eficácia da comunicação, através do desenvolvimento de soluções específicas para cada projeto e com uma função complementar para as outras formas de comunicação existentes.



                   Comunicação é um processo e, como apresenta Terence A. Shimp (2003), ele pode ser entendido como desenvolvimento de um sentido comum de uma unidade de pensamento entre um emissor e receptor. “Sentido comum de pensamento significa que deve existir um relacionamento compartilhado entre o remetente (um anunciante, por exemplo) e o receptor (o consumidor)” (SHIMP, 2003, p. 113).



                   As formas de comunicação mais ligadas ao design gráfico são a publicidade e propaganda, que são definidas, de acordo com Nelly de Carvalho (2000), como forma de linguagem específica para convencimento de um público através de recursos lingüísticos e estilísticos.



3 PUBLICIDADE E PROPAGANDA: CARÁTER ÉTICO E SOCIAL



                   Publicidade e propaganda são duas palavras muitas vezes usadas como sinônimos, porém existe uma diferença entre elas. Propaganda é a forma de linguagem onde se objetiva transmitir uma mensagem de caráter ético e social sem o objetivo básico de se seduzir o receptor a uma escolha comercial por produtos ou serviços. Já a publicidade, é a forma de linguagem utilizada, baseada em desejos e necessidades, com o intuito de se seduzir e induzir o indivíduo a tomar uma ação de decisão entre produtos ou serviços. (MUNIZ, 2004)



                   A publicidade, de acordo com Nelly de Carvalho (2000, p.11), é uma linguagem que reforça o panorama da tecnologia moderna, “a mensagem publicitária cria e exibe um mundo perfeito e ideal”.



Essa mensagem, contudo, não se limita ao mundo dos sonhos. Ela concilia o princípio do prazer com o da realidade, quando normativa, indica o que deve ser usado ou comprado, destacando a linguagem da marca, o ícone do objeto (QUESNEL apud CARVALHO, 2000, p. 11).



                   Uma passagem que reforça esta definição de publicidade é citada no artigo escrito por Eloá Muniz (2004):



(...) em uma manhã de primavera, um pedestre, ao atravessar aquela ponte, pára diante de um mendigo que em vão estendia seu chapéu à indiferença geral. Num cartaz, esta inscrição: sou cego de nascença. Emocionado por este espetáculo, dá sua esmola e, sem nada dizer, vira o cartaz e nele rabisca algumas palavras. Depois se afasta. Voltando no dia seguinte, encontra o mendigo transformado e encantado, que lhe pergunta por que, de repente, seu chapéu se enchera daquela maneira. É simples, responde o homem, eu apenas virei o seu cartaz e nele escrevi: É primavera e eu não a vejo. (LEDUC apud MUNIZ, 2004)



                   Seguindo essa estrutura de pensamento, a publicidade busca a elaboração de uma mensagem que consiga atingir, através do uso de recursos da própria língua que lhe serve de veículo, seu público-alvo.



                   A publicidade, para a sociedade atual, é uma forma de comunicação, totalmente ligada ao escopo do comércio, como apresenta Nelly de Carvalho:



(...) é tão importante na sociedade atual, ocidentalizada e industrializada, que ela pode ser considerada a mola mestra das mudanças verificadas nas diversas esferas do comportamento e da mentalidade dos usuários/receptores (CARVALHO, 2000, p. 10).



                   Perante os conceitos mercadológicos, entende-se que a publicidade precisa atender a um ou mais objetivos, dentre eles: gerar desejo pela categoria, criar consciência de marca, melhorar atitudes, influenciar intenções de compra e facilitá-la (Rossiter & Percy apud SHIMP, 2003).



                   Podemos encarar a publicidade como a venda, inicial, de um produto sem que este esteja fisicamente ao alcance do receptor da mensagem. Todos os seus objetivos podem ser relacionados a técnicas de vendas que são aplicadas por profissionais do ramo, como apresenta Pereira (2004):



Compradores se sentem mais confortáveis, lidando com pessoas que agem como eles (...) O engenheiro de vendas (esse termo é um nome-fantasia e não se associa à Engenharia como profissão) deve ter a habilidade de perceber como o cliente é (...) O objetivo dele deve ser o de identificar pontos de afinidade com o cliente, de forma a levá-lo a se sentir bem.(...) Este sentimento de conforto deve ser garantido ao seu cliente cada vez que ele interagir com a sua empresa.(...)Venda é relação. (PEREIRA, 2004, p. 22-23)



                   Seguindo este raciocínio, passamos a entender o panorama atual da publicidade e o seu desafio. Busca-se disseminar uma mensagem específica a um público diariamente bombardeado por informações diversas, de forma a atrair sua atenção, gerando um impulso de consumo do produto ou serviço, objeto da mensagem, apenas utilizando-se a língua como veículo.



3.1 A linguagem como veículo sedutor



                   A palavra, para um profissional de comunicação, “deixa de ser meramente informativa e é escolhida em função de sua força persuasiva, clara ou dissimulada” (CARVALHO, 2000, p.18). Dwight Bolinger defende que a linguagem, com o uso de simples palavras, pode transformar “um relógio em jóia, um carro em símbolo de prestígio e um pântano em paraíso tropical” (BOLINGER apud CARVALHO, 2000, p.18).



                   “Palavras são emblemas culturais, símbolos com significados sociais, que conservam a experiência da atividade humana” (PETERSON apud CARVALHO, 2000, p.102). E é a partir deste trecho apresentado por Nelly de Carvalho (2000), que a linguagem publicitária pode ser aproximada à linguagem do design gráfico, que também usa como base estrutural da mensagem elementos simbólicos e que se objetivam ao aperfeiçoamento da assimilação da mesma pelo público, que também influi diretamente na forma estrutural e estética tomada.



                   Ambas as áreas trabalham sinais, verbais ou não, para o desenvolvimento de uma comunicação em que a mensagem é estruturada de forma que, como descreve Shimp (2003, PAG 114-115), “maior será a probabilidade de que os sinais sejam decodificados pelo receptor da maneira pretendida pelo emissor”.



                   Essa comunicação é a manipulação das percepções humanas, que são impressões, emoções, sensações e reações das pessoas, através de significados dados aos estímulos sensoriais recebidos. O mundo do design e da publicidade, como cita Fascioni (2007, p. 49), “é decididamente um mundo onde as coisas quase nunca são o que parecem ser.” O designer deve lidar com os fatores, tanto externos como intensidade, contraste e movimento, quanto internos como motivação e experiência, que levam os receptores a perceber algo.



O designer tem que trabalhar muito bem com essas armas poderosas, pois o produto deve conversar e se entender com quem vai usá-lo. Essa linguagem tácita, íntima, próxima, quase secreta, que serve de instrumento de interação entre uma pessoa e uma imagem (que pode ser um cenário, um objeto, uma mensagem, em meio físico ou virtual), precisa ser conhecida e dominada por quem quer dela se servir para ser excelente no que faz (FASCIONI, 2007, p. 50).



                   A publicidade, por outro lado, lida com o manejo da palavra.



Os recursos lingüísticos têm o poder de influenciar e orientar as percepções e pensamentos, ou seja, o modo de estar no mundo de estar no mundo e de vivê-lo, podendo permitir ou vetar determinados conhecimentos e experiências. (CARVALHO, 2000, p. 19)



                   Verifica-se que o design e a publicidade trabalham com elementos diferentes, porém com o mesmo objetivo. Elementos estes que, se trabalhados de forma sinérgica, resultam em uma comunicação mais eficaz através da criação de percepções diretamente ligadas ao contexto do receptor.



O design, por sua vez, trabalha com o lado racional, com a semiótica, a ergonomia, com métodos sistemáticos de resolução de problemas. Seus projetos têm caráter mais permanente. (...) Já os publicitários podem e devem usar marcas gráficas em suas criações, trabalhar para consolidá-las e gravá-las na mente das pessoas. Só eles têm o talento e formação adequada para fazer a conexão entre essas marcas e as emoções que elas precisam comunicar. (FASCIONI, 2007, p. 51-52)



                   O design e a publicidade são áreas que se estruturam seguindo as tendências da sociedade. Elas trabalham sempre em coerência com o momento estético e social do período em que estão inseridos. Kopp (2004) apresenta um trecho sobre esta ligação do design com o contexto social.



O design espelha o contexto social no qual está inserido. Resultado da combinação entre técnicas artísticas, tecnologias de produção/reprodução e objetivos mercadológicos, o design gráfico é tão inovador ou retrógrado quanto a sociedade que representa. (KOPP, 2004, p. 124)



                   Sobre a publicidade e sua forma de adaptação da linguagem ao público alvo, Carvalho (2000) cita:



A função persuasiva na linguagem publicitária consiste em tentar mudar a atitude do receptor. Para isso, ao elaborar o texto o publicitário leva em conta o receptor ideal da mensagem, ou seja, o público para o qual a mensagem está sendo criada. (CARVALHO, 2000, p. 19)



                   As duas áreas, por fim, podem ser consideradas complementares, porém com abordagens diferentes, nas quais o design trabalha com métodos, semiótica e ergonomia para a resolução de problemas e a publicidade trata do despertar de desejos, sedução, emoções através do uso da linguagem; ambas buscando o desenvolvimento de um processo de comunicação que seja eficaz em todas suas etapas (FASCIONI, 2007).



4 MARKETING: ENTRECRUZAMENTO SEMIÓTICO



                   A semiótica, palavra que é derivada do grego semeion, que significa signo, engloba o estudo da linguagem humana e verbal. Estuda também a linguagem dos animais e de todo e qualquer sistema de comunicação, seja ele natural ou convencional. A semiótica, de acordo com Fascioni ( apud Peirce, 2007, p.6), possui três formas de análise do signo:



1. O signo em si mesmo, ou seja, a sua capacidade de significar. Por exemplo, o quanto o desenho de uma flor é reconhecível com a representação de uma flor. (...) 2. A referência àquilo que ele indica ou representa. Por exemplo, a relação entre o desenho e a flor. A flor é a idéia, o desenho é uma forma de comunicá-la. (...) 3. Os efeitos que o signo produz em quem está sendo impactado por ele. Por exemplo, a sensação que a pessoa tem quando vê o desenho da flor. (FASCIONI, 2007, p.63)



                   O signo, então, a partir de tais análises, são categorizados respectivamente como: ícones, que são os signos em relação de analogia com o objeto representado; índices, que são os signos enquanto representação de idéias ou relações de causa, espaço e tempo; e símbolos, que são os signos analisados a partir de uma relação convencional já pré-disposta e delimitadora do significado.



                   Como apresenta Shimp (2003), significado é a percepção das pessoas sobre sinais, onde o significado é algo subjetivo, interno, que é definido principalmente pela experiência de vida e possibilidade de decodificação dos sinais.



                   Segundo Kotler (1998, p. 527), “o ponto de partida do processo de comunicação é providenciar uma auditoria de todas as interações que os consumidores-alvo-- podem ter com o produto e a empresa”. Assim é apresentada a comunicação para o marketing, uma dinâmica onde existe troca de dados entre personagens que são denominados emissores e receptores. Essa dinâmica que é comumente ilustrada como linear, atualmente já não apresenta esta característica devido à inundação de outros dados diversos que pairam no cotidiano dos receptores. As mentes das pessoas não estão mais em condições de lidar com toda essa gloriosa informação (TROUT, 1996).



                   As pessoas se acostumaram a receber milhares de mensagens contendo informações diversas e de formas inimagináveis. Foi criado um ambiente de sobrecarga, assim o público-alvo de certa mensagem pode não recebê-la por razões que Kotler (1998) lista como, atenção seletiva, distorção seletiva e retenção seletiva.



                   A atenção seletiva leva o receptor da mensagem a escolher entre as várias que lhe são enviadas, uma que ele realmente decodificará como informação. A distorção seletiva é quando o receptor decodifica a mensagem acrescentando ou nivelando os dados apresentados para o recebimento de uma informação que ele espera recebe. Por fim, a retenção seletiva é quando o receptor registra apenas um fragmento dos dados, que lhe é importante, da mensagem em seu subconsciente.



                   Para o desenvolvimento de uma comunicação eficaz que minimize a perda de informações direcionadas ao mercado, os profissionais de comunicação se armam de técnicas e conceitos para o desenvolvimento de mensagens que buscam do receptor, interesse, emoções, experiências passadas, ligação com o cotidiano e ou uma idéia de notícia, como apresenta Jack Trout (1996). O objetivo é atacar a memória do receptor através de um destes canais, para que a informação fique armazenada em sua mente.



Imagem é o conjunto de crenças, idéias e impressões que uma pessoa mantém em relação a um objeto. As atitudes e as ações de uma pessoa em relação a um objeto são altamente condicionadas pela imagem desse objeto. (KOTLER, 1998, p. 529)



                   Porém, com a revolução digital, os meios de comunicação se fundiram e deixaram de ser explorados separadamente. Um exemplo claro disso é a Internet, que une as três esferas da comunicação (texto, imagem e som), conforme divisão proposta por Moraes (2005).



                   Com um contexto novo, onde a mensagem deve atender globalmente a esses três universos, prevalecer frente às outras e ainda atacar a memória do receptor, fixar o posicionamento da empresa se tornou uma tarefa ainda mais árdua.



Posicionamento é o ato de desenvolver a oferta e a imagem da empresa, de maneira que ocupem uma posição competitiva distinta e significativa nas mentes dos consumidores-alvos. (KOTLER, 1998, p. 265)



                   A comunicação sempre foi vista como a ferramenta mais atingida com a evolução do marketing frente à evolução digital. Richers (1996) apresenta isto da seguinte forma: “Das funções, a que provavelmente será a mais atingida deve ser a comunicação, tanto ao que se refere à força de vendas, quanto à publicidade e promoção” (RICHERS, 1996, p.279).



                   O mesmo autor cita que o elo entre o marketing e a tecnologia é o design.



Ao desenvolver um produto, pense no usuário a partir do design. (...) Para poder desenvolver produtos/serviços que atendam a esta predileção do consumidor, mas que ao mesmo tempo, não se tornem demasiadamente complicados no uso diário (...) (RICHERS 1996, p.274).



                   Mesmo falando desta específica passagem do design de produtos, a idéia para a comunicação é a mesma, levando em conta que a mensagem hoje é um produto das agências que as criam perante as empresas que as encomendam.



                   O design, que é o estudo e desenvolvimento de soluções funcionais e visuais de elementos gráficos que servem de para a comunicação de diversos tipos de mensagens, de modo a trazer conforto visual, segurança, credibilidade e satisfação do consumidor sobre o que é oferecido, deve ser elemento presente na adequação da comunicação frente à evolução tecnológica. (PEREIRA, et al, 2008)



                   A publicidade, que usa a linguagem como forma de persuadir seu público, também deve trabalhar para a adequação dos elementos verbais e não-verbais, no intuito de manter a mensagem atrativa, informativa e direcionada ao público.



                   Um projeto de comunicação que utiliza a linguagem publicitária, aliado a um estudo de design gráfico, cria a possibilidades favoráveis ao desenvolvimento de uma mensagem com alto índice de absorção pelo público alvo. Isso porque ela segue o objetivo de se fixar na mente do receptor e está elaborada de tal forma que transmite o conceito desejado com o uso de uma linguagem direcionada, formas, cores, tipografia e imagens adequadas. Shimp (2003), descreve a forma com que a comunicação pode influenciar o significado da marca do produto para o consumidor.



A propaganda trabalha como um método potencial de transferência de significado ao trazer o produto de consumo e uma apresentação do mundo culturalmente constituído para dentro da estrutura de um determinado anúncio (...) Assim, as propriedades conhecidas do mundo culturalmente constituído passam a residir nas propriedades desconhecidas do produto de consumo, e a transferência de significado do mundo para o produto (de consumo) é atingida. (MCCRACKEN apud SHIMP, 2003, p. 115)



                   Além disso, um ponto que merece atenção é o fato do consumidor ser pré-disposto a sofrer uma mesma influência de forma diferente. O público-alvo de uma mensagem procura, de certa forma, o conteúdo dentro do seu meio cultural e contextual. Segundo Giglio (2005), a estimulação é tanta que somos obrigados a escolher e a selecionar as experiências conforme experiências anteriores ou a situações do momento.



                   Quando uma mulher engravida, começa a perceber todos os outdoors sobre artigos infantis que já estavam na rua, mas que ela não via. Tanto o profissional de design gráfico quanto o de publicidade, estudam o público-alvo da mensagem, assim adequando os elementos verbais e visuais às experiências que levam o receptor a captar mais facilmente a informação a ser passada.



                   Essa soma de forças entre publicidade e design gráfico, pode suprir a necessidade de adequação das mensagens ao novo modelo de mercado que é global, sempre se relacionado à experiência dos clientes, visando à melhoria da forma de divulgação do produto, que não é mais estática, está em constante mutação. Como apresenta Richers (1996, p.3), “ligue-se emocionalmente ao consumidor: procure descobrir o que ele sente e pensa ao usar seu produto”.



                    “Marketing é um processo social e gerencial pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam através da criação, oferta e troca de produtos de valor com outros.” (KOTLER, 1998, p. 27) As melhorias que partem dos desejos e necessidades do público são desenvolvidas mesmo antes do público as demonstrar. Assim a comunicação dos mesmos deve seguir essa proposta, buscando com o design gráfico e a publicidade um melhor desenvolvimento da comunicação e valorização da marca.



                   O marketing atual busca aperfeiçoar o processo de resposta dos consumidores e a pesquisa. Levados cada vez mais em consideração, aumentam possibilidade do desenvolvimento de uma mensagem que tenha uma linguagem contextualizada e que seja trabalhada visualmente de forma a melhor se relacionar com o público-alvo.



Para uma mensagem ser eficaz, o processo de codificação do emissor deve estar engrenado com o processo de decodificação do receptor. Assim, as melhores mensagens são, essencialmente, sinais que sejam familiares ao receptor. Quanto maior o campo de experiência do emissor coincidir com o do receptor, maior será a probabilidade de a mensagem ser eficaz. (KOTLER, 1998, p. 528)



                   Uma tendência atual é a busca de novos canais interativos de comunicação, onde o receptor possa escolher qual mensagem irá receber ou até mesmo recebê-la apenas por já ter interagido com outro produto ou serviço semelhante. É necessária uma forma marketing direto cujo diferencial seja atingir o público-alvo no momento que ele está mais propenso a decodificar a mensagem, com toda sua estrutura direcionada para que isto aconteça sem a perda de nenhum dado relevante da informação a ser transmitida.



5 CONCLUSÃO



                   Caminhamos para um cenário no qual a tecnologia nos proporciona as mais diversas e novas possibilidades de canais para comunicar. Sem a interação entre a publicidade e o design gráfico, as mensagens ficarão obsoletas dentro de um novo contexto de comunicação. A linguagem publicitária deve se adaptar aos novos canais de comunicação disponíveis e se adequar ao novo contexto da comunicação interpessoal que é mutável e evolui com a sociedade. O design gráfico, através de sua metodologia e processos, deve sempre estruturar a solução visual adequada para a busca do resultado esperado perante o público escolhido.



                   Dessa forma, espera-se que o composto de comunicação de marketing sempre se mantenha atualizado dentro dos padrões de eficiência designados pelos próprios consumidores.



REFERÊNCIAS



CARVALHO, Nelly de – Publicidade a linguagem da sedução. 3ª Ed. São Paulo: Editora Ática, 2000. 175p.



FASCIONI, Lígia – O design do designer. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna, 2007. 174p.



GIGLIO, Ernesto Michelangelo – O comportamento do consumidor. 3ª Ed. São Paulo: Pioneira Thompson Learning, 2005. 254p.



KOPP, Rudinei – Design gráfico cambiante. 2ª Ed. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2004. 135p.



KOTLER, Philip – Administração de marketing. 5ª Ed. São Paulo: Atlas, 1998. 725p.



MORAES, Dênis de (org.) – Por uma outra comunicação. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 2005. 414p.



MUNIZ, Eloá – Publicidade e propaganda origens históricas. Publicado no Caderno Universitário, Nº 148, Canoas, Ed. ULBRA, 2004.



PEREIRA, Aisa – Vendendo software. São Paulo: Novatec, 2004. 160p.



PEREIRA, Aline, NAWA, Karen, WERNIK, Luana, WEISS Patrícia – Experimente design estrategicamente. Disponível em: http://www.adegraf.org.br/cartilha. Acesso em: 20 de outubro de 2008.



RICHERS, Raimar – Surfando as ondas do mercado. 3ª Ed. São Paulo: RR&CA, 1996. 310p.



SHIMP, Terence A. – Propaganda e promoção: aspectos complementares da comunicação integrada de marketing / Terence A. Shimp; tradução Luciana de Oliveira da Rocha. 5ª Ed. Porto Alegre: Bookman, 2002. 540p.



TROUT, Jack – O novo posicionamento / Jack Trout e Steve Rivkin; tradução de Ernesto Yoshida; revisão técnica Francisco Alberto Madia de Souza. São Paulo: Makron Books, 1996. 208p.



VILLAS-BOAS, André – O que é [e o que nunca foi] design gráfico. 6ª Ed. Rio de Janeiro: 2AB, 2007. 112p.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/design-grafico-artigos/a-eficacia-das-novas-tendencias-do-marketing-interacao-entre-design-grafico-e-publicidade-639820.html

    Palavras-chave do artigo:

    comunicacao

    ,

    linguagem

    ,

    marketing

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    A sociedade em rede de Castells se faz presente em nosso dia a dia, transformando nossos relacionamentos pessoais em relacionamentos virtuais, relegando a segundo plano a essência do ser humano, a interação. Diante desta nova perspectiva que se configura, este artigo analisa os impactos causados pelas tecnologias da comunicação e informação nos relacionamentos interpessoais dentro das organizações, bem como o papel da comunicação interna como agente transformador dessas relações.

    Por: Évelim Wroblewskil Negócios> Administraçãol 07/08/2013 lAcessos: 133
    Antonio Cunha

    O presente trabalho de pesquisa tem por objetivo principal demonstrar que a linguagem afeta sobre maneira a qualidade do processo decisório, considerando as circunstâncias temporais, análise ambiental, relacionamento inter-pessoal e aspectos políticos inerentes ao contexto em que são tomadas. O processo decisório envolve cognição, e a linguagem é especializada para cada campo de conhecimento, como na Administração e Direito aqui apresentada. Correlações sob diferentes aspectos foram coletadas no desenvolvimento teórico da pesquisa, assim como buscou-se informações num bairro curitibano, conhecido como Cabral. Dez empresas em que se consultou empregadores e empregados sobre problemas relacionados com o uso da linguagem.

    Por: Antonio Cunhal Negócios> Gerêncial 10/08/2009 lAcessos: 5,052 lComentário: 1
    EDUARDA CAVALCANTI VALENÇA

    Este artigo trata-se da análise do discurso da Polishop. Será abordado os aspectos gerais da linguagem, enfatizando a linguagem publicitária. Outro ponto de análise é o discurso televisivo, fazendo referência ao formato dos infomerciais como sendo um tipo de comercial com diálogo cotidiano, ou seja, um novo estilo de venda, a interatividade na TV. Para compor a análise, dentre outros fatores, também será explanada a construção de sentido dos infomerciais, através da ideologia.

    Por: EDUARDA CAVALCANTI VALENÇAl Marketing e Publicidadel 09/11/2010 lAcessos: 1,403

    A advocacia atual vive um processo de modernização e adaptação à nova realidade social, oferecendo sistematicamente novas soluções jurídicas, com o objetivo de atender necessidades, expectativas e exigências que surgem a cada dia na sociedade. No entanto, apesar de estar ocorrendo esta importante e necessária adaptação, o setor continua utilizando métodos antigos e, em muitos casos, ultrapassados, no seu processo de prestação de serviços.

    Por: Ari Limal Negócios> Atendimento ao Clientel 15/09/2010 lAcessos: 359
    Robinson Vander de Carvalho

    : Este estudo sobre comunicação interna para a gestão de produção cuidou de esclarecer pontos fundamentais nos sucessos e fracassos da transferência de informações. Os canais utilizados podem ser eficientes dependendo do público a ser atingido e da intenção da organização e cultura existente. Mas o que fica claro é que os meios de comunicação interna devem ser bem planejados e constantemente aplicados, para se estabelecer a prática da formalidade, dando segurança e criando confiança entre as par

    Por: Robinson Vander de Carvalhol Carreira> Recursos Humanosl 06/08/2014 lAcessos: 34

    Um dos pressupostos mais importantes do marketing pessoal é a nossa capacidade de interagir e de influenciar positivamente através da comunicação interpessoal.

    Por: Ari Limal Marketing e Publicidade> Marketing Pessoall 28/09/2010 lAcessos: 301
    Elisângela da Silva Pereira

    Para alcançar lucratividade é necessário que exista mercado consumidor, ou seja, é preciso que haja pessoas interessadas em usufruir os produtos ou serviços que as empresas ofertam no mercado. Atrair e conquistar pessoas são objetivos do marketing, que quando usado de forma eficiente dá para garantir o sucesso no desempenho das empresas.

    Por: Elisângela da Silva Pereiral Negócios> Administraçãol 17/07/2014 lAcessos: 14

    Como fazer uma boa campanha no meu site? Atenção desde a sua construção pois isso realmente é bastante importante. Não basta ter somente dinheiro para investir no google.

    Por: marx leninel Internet> Marketing na Internetl 15/03/2010 lAcessos: 142
    Regilandio Martins

    O presente artigo pretende explorar o processo de construção histórica do forró, assim como seu papel na cultura de massa e suas diversas expressões. O olhar sobre as relações de gêneros e a industrialização para o mercado consumidor, adequando assim o forró ao seu tempo e vendo as modificações no aspecto da dança e da música.

    Por: Regilandio Martinsl Arte& Entretenimento> Músical 27/06/2012 lAcessos: 444
    Stile Embalagens

    Desenvolvida em polietileno de baixa densidade (Material translúcido), agrega valor à sua marca e estabelecimento. O brilho natural da sacola Alça Camiseta PEBD valoriza a impressão dando mais evidência para a logomarca

    Por: Stile Embalagensl Marketing e Publicidade> Design Gráficol 21/09/2014
    Stile Embalagens

    No mercado existem diversos modelos de sacolas personalizadas para lojas e eventos, sacolas com designs arrojados e sofisticados.

    Por: Stile Embalagensl Marketing e Publicidade> Design Gráficol 27/08/2014
    Josue Santana

    Em um mundo globalizado, ter um site na internet não é mais um luxo para poucos, e sim uma regra geral para empresas que querem sobreviver em um mercado cada vez mais agressivo. Ter uma página na internet se tornou indispensável para empresas de todos os tamanhos: grande, médio ou pequeno porte.

    Por: Josue Santanal Marketing e Publicidade> Design Gráficol 20/08/2014
    Lívia Ferraz

    Logotipo, logo e logomarca são termos bastante difundidos, embora muitos ainda tenham dúvidas sobre seus significados. Este texto aborda as questões que cercam a utilização destas palavras e até mesmo algumas polêmicas envolvem o uso delas.

    Por: Lívia Ferrazl Marketing e Publicidade> Design Gráficol 06/06/2014 lAcessos: 34

    Esse artigo fala das principais extensões de arquivos que se deve usar ao enviar um serviço para gráfica. É um resumo para leigos e profissionais na área gráfica que visa facilitar a comunicação entre gráficos e diretores de arte.

    Por: rodney barbosal Marketing e Publicidade> Design Gráficol 06/06/2014 lAcessos: 81
    Janaína Nogueira

    Saiba o que é o Fotolito e como funciona esse processo para impressão de produtos gráficos.

    Por: Janaína Nogueiral Marketing e Publicidade> Design Gráficol 30/05/2014 lAcessos: 25
    RF Impressão Digital

    Pense em utilizar foto em banners de promoção para despertar mais a atenção de seu cliente

    Por: RF Impressão Digitall Marketing e Publicidade> Design Gráficol 29/05/2014 lAcessos: 15
    Klebson

    O primeiro passo a definir é a cor do layout para o cartão, já que cada tonalidade é capaz de transmitir uma sensação diferente para quem está vendo, de modo que deve combinar com o segmento de atuação. Por exemplo, se você trabalha como advogado, uma boa opção é optar por um cartão de fundo azul, pois segundo a psicologia das cores, o azul transmite ideia de credibilidade e confiabilidade.

    Por: Klebsonl Marketing e Publicidade> Design Gráficol 31/01/2014 lAcessos: 41
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