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A Violência Em Nossas Cidades Por: Diogo Luís Alencasto da Silva
“Acabei de ler uma notícia chocante no site globo.com. - Assassinato de dirigentes de uma ONG no Rio de Janeiro - desvio de recursos financeiros. A violência está enorme, atinge a todos…”
A mensagem pipocou em meu desktop, trazida pelo google talk. Era a Juliana, minha colega de trabalho que se mostrava chocada com mais uma notícia registrando a tragédia em que se transformou o dia-a-dia dos brasileiros que moram na cidade do Rio de Janeiro, desta vez, porém, se abatendo sobre os dirigentes de uma Ong, talvez por isso, sua manifestação em “choque”. O que dizer ou fazer em relação a este tipo de notícia, quando sabemos todos que: “os bens das três pessoas mais ricas do mundo já superam o PIB de todos os países menos desenvolvidos, com os seus 600 milhões de habitantes” Que este é um modelo também reproduzido em nosso País. O que esperar de nosso miserável povo? Não há como sublimar os sonhos e aplacar a fome de uma população composta por mais de 30 milhões de miseráveis, que anda pelas ruas do Brasil, sem perspectiva de qualquer política que verdadeiramente busque promover a distribuição de renda, ou, ao menos oferecer condições dignas de vida para toda essa massa. Sem alternativas ou perspectiva, o que lhes resta, diria o grande poeta Cazuza, é uma NAVALHA, na forma de cartão de crédito. Mesmo assim, não mais do que migalhas é que lhes será possível alcançar. Para piorar esta condição que lhes é imposta, entre a minoria abastada de nossa população, há ainda, os que desfrutam com deboche, seu luxo e sua riqueza, e, mesmo assim, não satisfeitos, apropriam-se desavergonhadamente do quase nada que é oferecido a “patuléia”. Exemplos destes, são muitos, mas, talvez o que mais agride à todos é o do ignóbil “Lalau” que mesmo depois do que aprontou, ainda onera os bolsos dos contribuintes em pelo menos R$ 1.400,00 por dia para que seja “protegido” enquanto cumpre a pena que lhe foi imposta, pelo roubo de milhões de Reais dos cofres públicos. Com esses exemplos, como esperar boas ações dos filhos da miséria e da desesperança? Assim, redigi este opúsculo, imaginando que de alguma forma estaria contribuindo para mitigar o ”choque” vivido pela Juliana. Ilusão! Ao invés, me dou conta, ofereço, não mais que uma receita para síndrome do pânico…
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Fonte Artigos Gratuitos Online - Artigonal.com Perfil o autor:Bacharel em Direito. Especializado em Gestão da Responsabilidade Social Empresarial. Consultor para o Terceiro Setor.
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