O convívio familiar da pessoa idosa

Publicado em: 30/05/2013 |Comentário: 0 | Acessos: 194 |

                                   O CONVÍVIO FAMILIAR DA PESSOA IDOSA

Hellen Bessa de Oliveira¹

Anete Magno e Silva Alves²

Maria Mirts Muller da Silva²

Tereza Eleonora Carrilho Burlamaqui²

 

 

 

RESUMO

     A sociedade contemporânea apresenta um aumento crescente da população idosa, por isso, é de grande relevância um estudo sobre a velhice e família visualizando o convívio familiar da pessoa idosa, observando como a família se apresenta neste processo, compreendendo os aspectos socioeconômicos que incidem na qualidade de vida da pessoa idosa. Este trabalho proporciona uma análise e reflexão a respeito dos indicativos que possam contribuir para a construção do conhecimento profissional sobre o convívio familiar da pessoa idosa, como forma, de garantir o bem estar e a qualidade de vida dos idosos contemporâneos.

Palavras chave: Velhice e Família.

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¹ Assistente Social e Organizadora da Obra para Publicação.

² Assistentes Sociais e Autoras.

  

INTRODUÇÃO

     A sociedade contemporânea apresenta um aumento crescente da população idosa, por isso, é de grande relevância um estudo sobre a velhice e a família, visualizando o convívio familiar da pessoa idosa e, observando principalmente, como a família se apresenta nesse processo, analisando os aspectos socioeconômicos que incidem na qualidade de vida da pessoa idosa.

     Percebe-se que no Brasil ocorreu uma mudança considerável no perfil populacional. Este país que até alguns anos atrás era considerado de jovens, atualmente, expressa um quadro social em constante avanço, de pessoas idosas, cujas expressões sociais, emergem inúmeras discussões a respeito dos aspectos socioeconômicos que incidem no contexto do convívio familiar, um comprometimento da qualidade de vida do idoso.

     A referência familiar é o principal meio de estabelecer o convívio social da pessoa idosa, devido à relação entre os membros ser uma forma de socialização do indivíduo.

     Considerando, o contato afetivo entre os integrantes de uma mesma família, pode-se analisar que é fundamental na socialização do idoso que o identifica, através do seu papel no núcleo familiar e consequentemente na sociedade.

     Diante desta realidade, este trabalho tem como objetivo refletir sobre os aspectos socioeconômicos que incidem na qualidade de vida da pessoa idosa no seu contexto familiar; analisar o processo de envelhecimento e a importância da família nessa fase da vida; pontuar os aspectos socioeconômicos que podem comprometer a qualidade de vida da pessoa idosa no convívio família; eidentificar os cuidados que a família deve estabelecer para promover a qualidade de vida do idoso.

     Neste caso, foi utilizado como metodologia, um estudo bibliográfico, no qual, possibilitou analisar e posteriormente pôde disponibilizar informações para o processo da construção profissional do assistente social assim como, contribui e estimula também, formulações críticas a respeito dos aspectos abordados.

     Portanto, entende-se que o convívio familiar do idoso, e os condicionantes socioeconômicos, apresentam aspectos que ameaçam a qualidade de vida. Estes aspectos ainda são pouco discutidos em nossa realidade.

     Por isso, com base em informações de alguns autores, foi construído este trabalho, probabilizando uma efetiva análise dos aspectos levantados; a estruturação de um conteúdo específico para a discussão sobre o convívio familiar da pessoa idosa.

1.   Os aspectos socioeconômicos que incidem na qualidade de vida da pessoa idosa no seu contexto familiar a partir de autores que discutem esta temática.

1.1         O processo de envelhecimento: a realidade do idoso no contexto social

   Neste trabalho busca-se refletir sobre o processo de envelhecimento e a realidade do idoso no contexto brasileiro, afim, de proporcionar uma visão a respeito dos aspectos que compreendem a categoria do envelhecimento e o segmento idoso.

  A desinformação sobre o ser idoso e as particularidades do envelhecimento em nosso contexto social ainda é grande. Os idosos são populações ou indivíduos que podem ser assim categorizados em termos da duração do seu ciclo vital.

       No entanto, para além de critérios cronológicos, à medida que o ciclo vital da humanidade se alonga, aumenta substancialmente a heterogeneidade entre os idosos. Gênero, classe social, saúde, educação, fatores de personalidade, história passada e contexto sócio históricos, são importantes elementos que se mesclam com a idade cronológica para determinar diferenças entre os idosos, dos 60 aos 100 anos ou mais.

       A velhice é a última fase do ciclo vital e é delimitada por eventos de natureza múltipla, incluindo, por exemplo, perdas psicomotoras, afastamento social e restrição em papéis sociais. À medida que o ciclo vital humano se alonga, a velhice passa a comportar subdivisões que atendem as necessidades organizacionais da ciência e da vida social, sendo que hoje é comum falar em velhice inicial, velhice e velhice avançada.

       O autor Moragas (2004), discorre sobre o processo da velhice segundo o transcurso do tempo, ele relata que:

"... A velhice humana origina reduções na capacidade funcional devidas ao transcurso do tempo, como ocorre com qualquer organismo vivo, mas essas limitações não impossibilitam o ser humano de desenvolver uma vida plena como a pessoa vive, não somente, com o físico, mas sobretudo com o psíquico e o social ." (MORAGAS, 1997, p.19).

       O fato é que a velhice é um estado natural de todo ser humano, e está sujeito a limitações, mas também a possibilidades. O envelhecimento é o processo de mudanças universais pautado geneticamente para a espécie e para cada indivíduo, que se traduz em diminuição da plasticidade comportamental, em aumento da vulnerabilidade, em acumulação de perdas evolutivas e no aumento da probabilidade de morte.

       O ritmo, a duração e os efeitos desse processo comportam diferenças individuais e de grupos etários, dependentes de eventos de natureza genética-biológica, sócio-histórica e psicológica.

       Em nossa sociedade a velhice provoca medo e rejeição, a mudança no corpo, no rosto se opera de maneira contínua, o tempo passa de forma acelerada e isso faz com que as pessoas não se percebam nesse processo de envelhecimento. O que se vê, com grande surpresa e susto é a velhice e por esse motivo muitos não se aceitam, pois a sociedade não se prepara para fazer parte dessa categoria e nem para receber o idoso, havendo assim discriminação e distorção da figura do idoso.

      A velhice é um período de vida de todo ser humano, ao nascermos passamos por fases, é algo inevitável, não é apenas uma categoria de idade cronológica, nem de demência funcional, é uma fase diferente da vida, a aceitação do ingresso para essa fase do desenvolvimento humano não é espontâneo, há dificuldades para o indivíduo aceitar-se como idoso, principalmente pelo fato de estar mudando de aparência física.

      De acordo com Beauvoir (1990), o envelhecimento pode ser conceituado como um processo dinâmico e progressivo, no qual ocorrem modificações morfológicas, fisiológicas, bioquímicas e psicológicas, que determinam perda progressiva da capacidade de adaptação do indivíduo ao meio ambiente, ocasionando maior vulnerabilidade e maior incidência de processos patológicos, que terminam por levá-lo à morte.

       O processo de envelhecimento é geneticamente representado por marcas típicas, como cabelos brancos, calvície, rugas, diminuição dos reflexos, compressão da coluna vertebral, enrijecimento e tantos outros que ocorrem mais rápido ou mais lentamente entre todos os seres humanos. O envelhecimento transforma adultos saudáveis em pessoas frágeis, com redução das reservas funcionais e aumento exponencial da vulnerabilidade a muitas doenças e, conseqüentemente, à morte.

       Este processo se caracteriza por alteração progressiva, anatômica e funcional nos diversos órgãos e sistemas. Estudos realizados em todo mundo, com diversos grupos populacionais e sob diferentes condições ambientais e nutricionais, apontam que a partir da terceira década da vida humana há progressiva involução morfológica e funcional, sendo a mesma mais evidente em alguns indivíduos do que em outros (BEAUVOIR, 1990).

       O prolongamento da vida no mundo moderno é um fato novo e perturbador para a humanidade que, pela primeira vez convive com a realidade demográfica e social da velhice. Logo, a velhice delineia um grande desafio apresentando sensíveis alterações na estrutura etária da população, que vêm acontecendo em muitas sociedades e também na sociedade brasileira.

       O processo de envelhecimento populacional acontece nas diferentes partes do mundo. O rápido processo de envelhecimento da população brasileira vem sendo ultimamente enfatizado, particularmente no que se referem às suas implicações sociais e em termos de saúde pública. O Brasil enfrentará, nos próximos anos, perspectivas alarmantes, como o elevado custo na assistência à saúde e repercussões sociais com grande impacto social e econômico no país. Com o incremento da expectativa de vida, os problemas nos setores sócio-econômicos e de saúde devem agravar-se.

      Nas sociedades antigas os efeitos do envelhecimento biológico eram agravados pela falta de recursos médicos para atender problemas de saúde como a surdez, a falta de visão e infecções. Mais para o final da Idade Média, é que os médicos começaram a se preocupar com os problemas dos mais velhos.

      Como antigamente não se sabia as idades e a datação de nascimento, as populações eram avaliadas pela capacidade de trabalhar e guerrear. Os ricos eram protegidos, pelos seus guerreiros, dos assaltos e das quadrilhas, dos miseráveis que perambulavam pelos campos, daí viviam mais tempo que os pobres, sendo estes pouco assistidos por suas famílias, pois saíam a trabalhar ou fazer coisas da vida, próprias da época.

       O desenvolvimento das ciências biológicas e da medicina, além da evolução dos tratamentos e diagnósticos de doenças, foi responsável pelo aumento da perspectiva de vida da população mundial em geral. Os séculos XVII e XVIII são marcados por grandes avanços no campo da fisiologia, da anatomia, da patologia e da química.

       Destaca a autora Berzins (2008), que teremos no futuro uma sociedade bem mais velha:

"Segundo previsão da ONU, a continuar no ritmo acelerado que se processa o envelhecimento mundial, por volta do ano 2050, pela primeira vez na história da espécie humana, o número de pessoas idosas será maior que o de crianças abaixo dos 14 anos. A população mundial deve saltar dos 6 bilhões para 10 bilhões em 2050 No mesmo período, o número de idosos deve triplicar, passando para 2 bilhões, ou seja, quase 25% do planeta." (BERZINS, 2008, p.23).

       De acordo com Peixoto (1998), na França do século XIX, a questão da velhice se impunha essencialmente para caracterizar as pessoas que não podiam assegurar financeiramente seu futuro, o indivíduo despossuído, o indigente­, pois, as pessoas com certo patrimônio eram designadas (...) os patriarcas com experiência preciosa (...), que detinham certa posição social, administravam seus bens e desfrutavam de respeito. Esse recorte social da população de mais de 60 anos foi acompanhado de locuções diferenciadas para tratar cada grupo de pessoas da mesma idade: designava-se correntemente como velho (Vieux) ou velhote (Viellard) os indivíduos que não detinham status social; enquanto os que possuíam eram, em geral, designados idosos (Personne âgée).

       No Brasil, analisa Peixoto (1998), a conotação negativa do vocábulo velho seguiu um processo semelhante ao da França, porém em período mais recente. Os documentos oficiais publicados antes dos anos 60 denominavam as pessoas pertencentes à faixa etária de 60 anos (...) simplesmente de velhas (...). Segundo essa autora, foi no final da década que certos documentos oficiais e a maioria das análises sobre a velhice recuperaram a noção de "idoso". No Brasil, o conceito de idoso se refere aos velhos respeitados, pois, o termo velho, está associado à pobreza, à dependência e à incapacidade. Além disso, a designação terceira idade indica os velhos, aposentados dinâmicos como acontece na sociedade francesa (PEIXOTO, 1998).

      O envelhecimento da população tende a proporcionar, nas próximas décadas, desafios cada vez maiores aos serviços de saúde. Negar ou aceitar a velhice depende da cultura em que o indivíduo está inserido. Envelhecer em uma sociedade capitalista leva o idoso a ter sentimentos de fragilidade e medo de errar.

        Todo ser vivo apresenta um padrão genético que condiciona o desenvolvimento do envelhecimento. Além disso, o processo de envelhecimento sofre influência de inúmeros fatores do meio ambiente.

        Beauvoir (1990), ao escrever sobre a "Velhice", que é considerada, como o mais importante ensaio contemporâneo sobre as condições de vida dos idosos, observa que é impossível escrever uma história da velhice. Assim, torna-se difícil determinar a imagem da velhice e a sua condição nas diversas épocas e lugares. Destaca que:

"A imagem da velhice é incerta, confusa, contraditória. Importa observar que, através dos diversos testemunhos, a palavra "velhice" tem dois sentidos diferentes. É certa categoria social, mais ou menos valorizada, segundo as circunstâncias. É para cada indivíduo um destino singular ao seu próprio." (BEAUVOIR, 1990, p.109).

       A autora acima citada apresenta, ainda, que é o sentido que os homens conferem à sua existência, seu sistema global de valores, que define o sentido e o valor da velhice. Inversamente, através da maneira pela qual uma sociedade se comporta com seus velhos, ela desvela, sem equívoco, a verdade muitas vezes cuidadosamente mascarada de seus princípios e de seus fins.

      Percebe-se, então, que autores ao pesquisarem sobre velhice, no geral, apontam que, a velhice é muito pessoal, vai do estado emocional de cada um, diante das mudanças que lhe vão ocorrendo biologicamente, e que não há uma determinação cronológica igual para todos e que inclusive faz parte também da realidade brasileira.

       As definições do envelhecimento variam de acordo com as sociedades, levando-se em conta as condições e funções exercidas em cada grupo de idade, podendo as mudanças significativas e o seu reconhecimento vir acompanhados de certas características culturais por grupo etário específico.

       Na sociedade capitalista, na produção de bens de consumo, o idoso é estereotipado, pois, não o considera mais capaz de produzir economicamente, capacidade essencial no mundo capitalista, às funções sociais do idoso tornam-se reduzidas. Neste caso, percebe-se que essa situação acaba levando muitos idosos a trabalharem em ambientes físicos que não são apropriados às suas características: as atitudes negativas da sociedade para com o idoso são instauradas, levando a perder o respeito por si mesmo.

    

1.2 O idoso e o convívio familiar: os condicionantes socioeconômicos do convívio familiar do idoso

       O contexto atual apresenta inúmeros problemas sociais nos quais estão submersos também o idoso. Neste tópico será abordado sobre a realidade do idoso e o seu convívio familiar, assim como, os condicionantes socioeconômicos determinantes desse convívio familiar do idoso, como forma de identificar e compreender o que ocasiona esta problemática em sua mais complexa dimensão.

       Analisando o início do século XX, percebe-se que a realidade social apresenta muitas transformações em suas formas organizacionais, refletindo os resultados desse movimento social à pessoa idosa e ao seu convívio familiar.

       Destaca Borges e Castro (org, 2007), que as configurações atuais correspondem ao ritmo das mudanças sociais:

"A família exibe novas configurações, de acordo com o ritmo das mudanças sociais, que interatuam, e a partir de vivências internas, também subjetivas - de gênero e de gerações -, em relação aos ditames (convocações e exclusões) do mercado de trabalho e aos ecos da dimensão política (...)." (BORGES & CASTRO, 2007, p.115).

       Neste caso, o conseqüente impacto industrial avassalador, dos resultados impróprios obtidos das mudanças demográficas, que ocorreram no decorrer dos anos, ao surgimento da pílula anticoncepcional, a paternidade reconhecida através do exame DNA, realizado para reconhecer a paternidade negada, as duas grandes alterações na Constituição Federal de 1988 compreendendo a família, resultaram na fragmentação do âmbito familiar, atingindo consideravelmente o arranjo familiar tradicional proporcionando novos modelos identificados como família contemporânea (Acosta & Vitale, 2005, p. 25).

       Com o surgimento do DNA, foi garantido o reconhecimento de paternidade e amparo de alimentos. Quando uma mulher necessita da ajuda do pai de seu filho, mesmo não morando juntos, pode-se obter uma pensão de alimentos, este fato inclusive contribuiu ainda mais para a independência feminina, pois com a ajuda paterna obrigatória, a mulher genitora não necessita mais se submeter às certas implicações conjugais, sendo alguns casos, raras exceções.

        Essa autonomia da mulher, inclusive, gerou inúmeras discussões, devido às conseqüências emergida desse avanço social adquiridos pelo o gênero feminino, no qual, repercutido na condição reprimida do antigo chefe de família.

      Esta situação ocasionou os desentendimentos domiciliares, implicando números graduais de separações de casais. Muitos ainda no início do relacionamento com ou sem filho que muitas vezes surgem ainda no namoro, outros, depois de um tempo de convivência de várias tentativas mal sucedidas de uma vida conjugal, enfim, que não evitaram ainda mais a desestruturação familiar já invadida pelo sistema capitalista.

       Portanto, a saída da mulher para o mercado de trabalho, fragilizou todo o desenvolvimento afetivo, pois este laço competia à figura feminina que desempenhava o cuidado do lar, priorizando um modelo de família que visa à preocupação com o bem estar social de seus membros, inclusive da pessoa idosa.

       A partir dos conseqüentes resultados de toda essa movimentação social capitalista, e dos avanços tecnológicos, os membros familiares foram ganhando autonomia de sustento. Por isso, o chefe de família, representado pela figura do pai, foi perdendo sua força no núcleo familiar. Todavia, muitas mulheres assumiram este papel devido sua autonomia adquirida no lar. Isto provocou resultados negativos para o âmbito da pessoa idosa, pois a mulher cuidadora do lar desenvolvia duas fortes funções na sociedade, a de trabalhadora e a de cuidadora do lar. Apesar de desempenhar estas duas funções como uma atividade cotidiana, a mulher não dispõe de tempo suficiente para dar uma atenção maior aos membros de sua família.

      Partindo deste arranjo familiar, é possível observar a questão da inversão dos papeis (Acosta & Vitale, 2005, p. 29), onde a mulher ao assumir a autonomia de mantenedora do lar, realça a discussão da dependência da figura masculina nos tempos modernos. Para o homem que sempre foi o chefe de família em plena capacidade biológica, esta transformação significou um grande impacto social. Imagine para o idoso, que se encontra no processo evolutivo do envelhecimento, onde este processo resulta na perda da capacidade ocasionada pelo estado biológico ou por condições econômicas e psicológicas.      

       Ao analisar as condições econômicas focalizando a perda da produtividade do homem, que influi no seu papel social devido às mudanças ocorridas na sociedade, realçando a sua condição psicológica, é identificado, a perda física e mental decorrente do processo de envelhecimento.

       Então, possivelmente, estas condições pela qual a família passou, evidenciaram ainda mais o surgimento das famílias monoparentais. Este modelo de família demonstra expressões contemporâneas, identificadas por uma nova ideologia cultural influenciada pelos resultados dos avanços tecnológicos, que implanta a fecundação por meio de inseminação artificial, e também pela questão da responsabilidade social vinculada com a relação interpessoal entre os sujeitos com índices pessoais individualistas.    

      Concretamente a estrutura familiar fortalece o desenvolvimento social de um indivíduo, devido ser a base que sustenta, e promove as relações interpessoais, garantindo ao sujeito referência social (Pelzer & Fernades, 1997 apud Acosta & Vitale, 2005). Esta referência implica condições sociais ao sujeito inserido na sociedade, determinando uma postura de respeito entre as pessoas. Observando este contexto contemporâneo, entende-se que as famílias atuais apresentam aspectos diversificados, ou seja, as condições estruturais dos novos arranjos familiares podem ou não, favorecer o meio social dos sujeitos.

      Quando o arranjo familiar apresenta a referência afetiva fragmentada, probabiliza que os membros deste modelo de família absorvam abalos psicossociais, estruturando um modelo pessoal e conjunto de princípios distorcidos. Este discurso se refere às pessoas que apresentam na família comportamento agressivo, quadro de depressão, estado psicológico alterado, autoritarismo e até mesmo, desvio de conduta que muitas vezes está relacionada às drogas, ao crime ou até mesmo, aos maus-tratos à pessoa idosa.

       O conjunto de princípios, cuja função é infundir valores ao sujeito, a educação e a situação socio-econômica da família se relacionam com a idade e o gênero. É diante destas circunstâncias, emergem as pessoas que assumem o compromisso de cuidar, e as que são assumidas aparecem devido seu estado de dependência.      Ao destacar as pessoas que assumem o papel de cuidar, identifica-se expressões de modelos de famílias que mesmo diante desta complexa dinâmica social, apresentam uma forte relação afetiva, o que explica que independente do meio econômico, ainda existe vínculos familiares firmes.

       A força emotiva que move todo o relacionamento familiar fortalece o indivíduo em qualquer circunstância principalmente nos momentos difíceis. Com base nesta observação, pode-se dizer que a família significa ser o núcleo de toda representação comportamental e social de um indivíduo, favorecendo a referência da dimensão afetiva dos sujeitos numa sociedade, de acordo com Acosta & Vitale, (2005). A família é a fonte primária de suporte social informal, onde se almeja uma atmosfera afetiva comum, de competência e de interação entre os membros.

       Portanto o convívio familiar expressa a essência do bem estar emocional, indispensável ao idoso proporcionando inclusive, condição de melhor qualidade de vida.

      Observando o contexto da família contemporânea, as maiores parte da população idosa vivem em núcleos familiares, partilhando da companhia de esposa (no caso dos homens idosos), filhos e na maioria das vezes netos, sendo em grande parte, responsável pelos cuidados com eles.

       Segundo Borges e Castro (org, 2007), os nossos idosos em nosso contexto social atual, apresentam características alteradas de acordo com as mudanças ocorridas na sociedade:

"Os idosos já não são apenas os nossos avós, (...) Hoje são muitos, "fazem número", movimentam-se fora de casa, têm-se tornado mais e méis visíveis; entretanto, precisam ser considerados não apenas como alegres e dançantes grupos de "terceira idade' mas também como atores coletivos, como segmento populacional que pode pesar politicamente (...)". (BORGES & CASTRO, 2007, p.113).

       Estes idosos participam de forma ativa no comprometimento econômico e social da vida familiar, sendo boa parte das vezes o chefe ou um dos principais provedores do lar, ajudando a família, sobretudo, nas atividades fora de casa.

       Contudo, consideram as tarefas que realizam de muita responsabilidade e sentem-se satisfeitos com o grau de responsabilidade que elas lhes exigem. No entanto, suas opiniões são menos solicitadas que a dos mais jovens, muito embora a freqüência com que opinam nas decisões familiares seja considerada satisfatória pela maioria.

       Em geral, sentem-se à vontade com a família, sobretudo por considerá-la unida e harmônica. Uma boa parte recebe visita da família e de amigos semanalmente, enquanto a saída para visita a parentes e amigos é um pouco menos constante. A falta de regularidade de visitas de parentes ou mesmo a ausência delas é idêntica entre idosos e não idosos, e pode ser considerada baixa.

      De modo geral, encontram os amigos em casa ou em seus arredores (vizinhança), na igreja nos encontros religiosos e ao saírem para outras finalidades como a ida às compras ou a médicos.

       Percebe-se, indiscutivelmente que as expressões dos movimentos sociais surgidos no século XX, prorrogaram o impacto do sujeito mediante o processo industrial e dos avanços tecnológicos, onde modificaram o modelo familiar vigente, ou seja, a ordem capitalista e os avanços tecnológicos, atingiram todos os elementos que compõem o universo social da pessoa humana inserida numa sociedade, entre eles, a família, na qual, foi transformada pelo processo capitalista e avanços tecnológicos, como meio de adequá-la aos moldes sociais vigente.

       Partindo desta visão, identifica-se a origem das modificações familiares, que impulsionados por esta dinâmica capitalista e os avanços tecnológicos, romperam desordenamente os moldes familiares conservadores, implicando condicionantes socioeconômicos no convívio familiar da pessoa idosa, assim, influem na redução do número de membros de uma mesma família e o aumento de famílias com números reduzidos de membros, onde quase todas possuem idosos como mantenedores do lar, devido o idoso ser o único que possui renda fixa, neste processo com índice alto de instabilidade social.

       A dimensão econômica tem uma importância significativa na estabilidade do idoso, ter uma renda própria pode ser a garantia de uma melhor qualidade de vida na velhice. Estamos numa sociedade de inspiração capitalista, onde as pessoas são consideradas pelo que possuem.

       Nesta circunstância é fácil compreender a relevância de receber uma aposentadoria, começando com a sua conquista, um grande sonho. E dela deriva, em grande parte, o conceito de liberdade e expressão, não vai depender de ninguém, e isto é muito importante para o idoso, que poderá manter e alimentar a independência e a autonomia.

       Não estar aposentado, não ter uma renda própria na velhice é ressentido pela sociedade, e pelo próprio idoso, como uma condenação antecipada de não ter feito nada. Uma vida fracassada para aquele que não conseguiu assegurar uma aposentadoria digna, pois além de não possuir dinheiro, é visto pelos demais inclusive a família como um incapaz, um derrotado.

       Portanto, a conseqüência do crescimento significativo da população idosa será a quebra do Sistema de Previdência e Assistência Social, que atualmente não está preparado para atender tantas aposentadorias, e problemas semelhantes vêm preocupando governos do mundo todo, mas os que mais sofrerão, conforme prevê a Organização das Nações Unidas (ONU), serão os países em desenvolvimento, onde se inclui o Brasil.

 2. A qualidade de vida dos idosos e o convívio familiar

        Nesta parte do artigo será abordado sobre os elementos sociais que estão presentes no convívio familiar dos idosos destacando aspectos fundamentais para uma qualidade de vida do idoso nesse contexto.

     Partindo da concepção de que a família satisfaz a inúmeras necessidades de seus componentes (MORAGAS, 1997), entende-se que este convívio familiar é o mais propício para o idoso cujas necessidades extraem fatores que compreendem os aspectos fisiológicos, econômicos, psíquicos e sociais.

       A reflexão sobre estes fatores aponta para a identificação de aspectos que podem ameaçar ou melhorar a qualidade de vida e o convívio familiar da pessoa idosa.

     Tratando-se de fatores fisiológicos, no primeiro momento temos a alimentação, pois na velhice, é muito importante, principalmente quando as refeições ocorrem em família. Essa prática contribui na manutenção da qualidade de vida, no qual, não acontece frequentemente quando o idoso vive sozinho, porque, o idoso que vive sozinho raramente mantém uma alimentação equilibrada.

       O idoso que vive em família além de satisfazer uma necessidade fisiológica, tem a oportunidade de estar inserido no âmbito social, como também propícia saúde física por meio do controle e a qualidade da alimentação.

       Ainda como fator fisiológico, a habitação é uma necessidade de defesa em face ao meio ambiente. Contudo, o mercado imobiliário e o sistema de compras e de aluguel, não ajudam a encontrar melhores soluções para atender as necessidades de locomoção e prevenção de acidentes dos idosos.

     Entretanto, o que se vê constantemente são as condições socioeconômicas das famílias que muitas vezes moram em condições precárias, o que incide na qualidade de vida do idoso.

      Todavia, a resposta prioritária aos problemas de moradia tem sido a "residência geriátrica", ou seja, a melhor opção neste caso, para essas famílias acaba sendo instituições asilares, pois os condicionantes socioeconômicos que gravitam determinadas famílias, fragilizam a possibilidade de proporcionar uma qualidade de vida adequada ao idoso, que acaba sendo institucionalizado, para que receba um atendimento e tenha a estrutura propícia as suas necessidades.

       Portanto, a habitação apresenta aspectos que extraem da família um comprometimento para a garantia de qualidade de vida do idoso:

"(...) Família e habitação, na velhice, estão estreitamente ligadas, e os futuros esquemas residenciais deverão considerar isso. A iniciativa individual deu origem a diversas soluções nas quais podem de modo independente, com proximidade física, pais idosos e filhos, mantendo a autonomia pessoal, mas também a possibilidade de relação imediata, em caso de necessidade" (MORAGAS, 1997, p.124).

     Na saúde também influi a participação da família, devido inclusive ser o aspecto que mais se aproxima do ponto mais fraco da pessoa idosa.  Entende-se que a família tem o papel de intermediária na procura de recursos para a promoção da saúde do idoso. Até porque, está clara a debilidade na velhice e à complexidade dos sistemas modernos de atenção à saúde, realmente dificultam o acesso da pessoa idosa aos serviços de saúde. Por isso, à acessibilidade da pessoa idosa aos recursos do sistema de saúde são possibilitados pelos familiares que contribuem para a qualidade de vida da pessoa idosa, na medida em que é o intermédio do idoso ao sistema de saúde.

       Por isso, segundo Moragas (1997), essa pessoa-chave que se torna a responsável principal na tomada de decisões, geralmente são da família, respectivamente a filha ou a nora da pessoa idosa.

       Outro fator primordial condiz ao aspecto econômico, no qual, a família em particular os filhos, estabelecem como suporte a principal parte de ajuda econômica aos idosos. Identificada por Moragas (1997), como um ato de solidariedade, a ajuda econômica dos familiares faz parte da nossa cultura e é o reflexo de disposições legais como o direito a alimentos entre parentes, segundo o código civil.

     Mesmo diante de algumas manifestações de ajuda, ainda não é possível identificar a mais efetiva:

"(...) Ainda não existe consenso sobre a alternativa mais efetiva para fortalecer a solidariedade familiar, visto que a responsabilidade econômica se entrelaça com a afetiva, com a psíquica e com a social (...)." (MORAGAS, 1997, p.125).

       Outro aspecto da solidariedade econômica é a dos pais em relação aos filhos. Neste caso, a ajuda é promovida de forma inversa, ou seja, devido à melhora das pensões e ao aumento de renda disponível dos aposentados, alguns pais idosos ajudam economicamente filhos que possuem necessidades materiais cuja, situação é probabilizada pelo desemprego, crise matrimonial ou doenças.

      Esse tipo de solidariedade de acordo com Moragas (1997), nos dias atuais ocorre com maior freqüência, não somente em casos onde, o idoso recebe uma aposentadoria equivalente a manutenção da sua qualidade de vida, considerando aspectos de conforto, como também, em situações de cunho restritamente particular no qual, o idoso mesmo ganhando apenas o salário mínimo é o maior provedor econômico no núcleo familiar.

       Considerando este último aspecto, identifica-se como ameaçador à qualidade de vida de alguns idosos, pois, comprovadamente as necessidades de algumas pessoas idosas, são maiores que o valor do salário mínimo. Sendo assim, refletir sobre este aspecto, cuja especificidade emerge um provável caos, em algumas situações peculiares no âmbito econômico, possibilita identificar mais um condicionante socioeconômico probabilizado, pela alta taxa de desemprego, salários baixos insuficientes para a manutenção da qualidade de vida da família.

       Tratando-se do fator psíquico, temos como análise segundo Moragas (1997), os mecanismos de defesa e de equilíbrio da personalidade, que são ameaçados por inúmeras tensões.

      Assim como a família pode favorecer um meio agradável para manter a identidade pessoal do idoso e posteriormente evitar as agressões do meio ambiente. A família pode ser a maior mantenedora do auto-estima do idoso, quando os membros das jovens gerações reconhecem a importância do avô e do bisavô.

"(...) O afeto e o amor não são ensinados se não forem praticados habitualmente. Normalmente, os netos repetirão com os avós o que vêem os pais fazerem. A família de três gerações é aquela que, convivendo ou não, integra os avós dentro do seu ambiente, proporcionando-lhes oportunidades para encontrar o papel social que a sociedade não lhes outorga (...)." (MORAGAS, 1997, p.126).

       Neste sentido, entende-se que a família constitui um grupo social, devido à inclusão de todos os seus membros. Então, pode-se dizer segundo Moragas (1997), que, aprende-se o social na família, e as relações familiares constituem a preparação para as relações sociais na sociedade.    

       Portanto, a família que reconhece sua posição social proporciona ao idoso um espaço social menos competitivo e menos agressivo, e mais adequado às necessidades da pessoa idosa.

       Analisando algumas discussões sobre a qualidade de vida e o convívio familiar, identificamos que a família, mesmo apresentando necessidades econômicas ainda é a melhor opção para a manutenção do cuidado com o idoso.

       Visualizando a questão do idoso que sem referência familiar, devido inúmeros fatores particulares, tem que se institucionalizar em casas de cunho asilar, como forma de obter cuidados específicos a sua debilidade, apresentam neste caso, a situação da inclusão social do idoso que passa a ter neste convívio o contato com outros idosos.

       Porém, se o indivíduo tem sua família e encontra-se no processo evolutivo da velhice, onde ocorre à perda de capacidades físicas, não possui uma renda equivalente à manutenção adequada às suas necessidades e é institucionalizado em uma casa asilar, como solução para quem compete este cuidado, certamente, nesta situação, a família está promovendo uma agressão muito maior, devido os aspectos psíquicos serem abalados, cuja característica gera a perda do convívio familiar e a imigração do idoso para um ambiente não familiarizado.    

       O convívio familiar pode abstrair todos os aspectos necessários para uma qualidade de vida propícia ao idoso, devido socializar o idoso na família principalmente entre as gerações através do reconhecimento do papel da pessoa idosa na família, como também, pode estimular o auto-estima estabelecendo um suporte psíquico e econômico.

       Segundo Borges & Castro (2007), na medida em que a família tem um comportamento que valoriza a imagem do idoso, mesmo que existam outras gerações no mesmo lar, a família estabiliza uma condição social adequada ao idoso. "No momento em que a família fortalece o vínculo entre as gerações, desenvolve uma ulterior função social importantíssima (...)".

       Apesar de muitos conflitos existirem no convívio familiar, este ainda é o ambiente mais adequado para a residência do idoso. Acredita-se na criação e execução de uma política pública que possa estabelecer o acompanhamento das famílias que possuem idosos, como adequação de conduta por meio de orientações promovidas por profissionais preparados.

     De acordo com Borges & Castro, a sociedade não está representada eficientemente, devido uma política que não evolui. Diante dessa realidade, a família sendo o suporte social mais importante para o indivíduo, não passa de apenas mais um aspecto que compreende a sociedade:

"Para reconhecer à família toda sua relevância sociocultural e política, isto é, sua importância enquanto "subjetividade social", necessitamos de uma verdadeira catarse intelectual e civil. Não podemos considerá-la uma realidade monolítica que se reproduz sempre do mesmo modo, e tampouco um conjunto instável e polimorfo de indivíduos, como o faz hoje a cultura dominante (...)." (BORGES & CASTRO, 2007, p.39).

       As reflexões apresentadas, realmente têm o propósito de favorecer uma reflexão referente à qualidade de vida dos idosos entrelaçados com o convívio familiar, o suporte social, político, econômico e cultural da pessoa idosa.

2.1  Os cuidados que a família deve estabelecer para promover a qualidade de vida do idoso.

       O convívio familiar representa um determinante no desenvolvimento da qualidade de vida do idoso. Neste âmbito é exposta a diversidade de personalidade de cada componente, no qual, podem ou não favorecer um ambiente saudável para a promoção da qualidade de vida entre os sujeitos.

     Segundo Szymanski (2002), o sentimento entre os membros familiares proporciona o tom da relação:

"O estado de ânimo das pessoas reflete-se na metacomunicação e vai dar o tom da relação entre os membros de uma família. Nela, adultos e crianças reagem ao sentimento que o outro está transmitindo – às vezes, mais do que às suas palavras (...)." (SZYMANSKI, 2002, p.11).

          

     Contudo, essa troca de afetividade na família, imprime marcas que as pessoas carregam a vida toda, definindo direções no modo de ser com os outros afetivamente e no modo de agir com as pessoas.

     Ou seja, entende-se que esse ser com os outros, aprendido com as pessoas significativas, prolonga-se por muitos anos e frequentemente projeta-se nas famílias que se formam posteriormente. Isto significa que, a construção característica de cada indivíduo parte do âmbito familiar.

     Entretanto, se a direção tomada pelo indivíduo não apresenta aspectos saudáveis para uma relação social entre outras pessoas, isto pode acarretar o afastamento dos indivíduos comprometendo o convívio familiar e consequentemente a qualidade de vida do idoso:

"Numa família, a linguagem, a metalinguagem, o modo de compreensão das experiências vividas e as disposições afetivas predominantes orientam um ser com o outro que irá se configurar de diferentes maneiras. Esse modo de proceder entre os membros de uma família refere-se, numa perspectiva existencial, ao cuidado ou solicitude, que pode ser vivida tanto de modo deficiente como autêntico" (SZYMANSKI, 2002, p.12).

      A solicitude citada, nessa perspectiva, é orientada pela consideração, respeito, paciência, tolerância e esperança. Porém, também pode ser orientada pela forma deficiente, pelas desconsiderações, impaciência, intolerância ou negligência (SZYMANSKI, 2002).

     Então, independentemente do contexto socioeconômico, todos os indivíduos tem a possibilidade de promover um ambiente adequado para a promoção da qualidade de vida.

     O que muito se ouve falar e se observa, nesta dinâmica do contexto social, é a relação de pobreza & inconsciência. No sentido, de que a pessoa de baixa renda é inconsciente de seus atos, como se fosse diferente para as pessoas de classe social mais elevada.

     A falta de cuidado é inerente ao contexto socioeconômico, os indivíduos que cuidam uns dos outros estão presentes em todas as classes sociais, assim como, existem os que não cuidam.

     A inexistência da afetividade de uns com os outros pode ser emergida em alguns casos do núcleo familiar, isso não quer dizer que é um determinante, porém, acarretam significados peculiares a determinadas situações:

"(...) Uma família de uma pequena comunidade rural, com padrões de conduta moral estabelecidos a partir de uma ideologia incorporada ao longo de anos de submissão, vive as relações intrafamiliares de modo diferente de uma família paulista de classe média, adaptada aos padrões de individualismo, competitividade da vida social e no isolamento da família nuclear" (SZYMANSKI, 2002, p.14).

     Observa-se, que neste caso, os padrões de conduta estabelecidos por cada família é fundamental como condicionante do desenvolvimento da qualidade de vida entre os membros familiares.

     Todavia, se o núcleo familiar apresenta aspetos individualistas, os componentes dessa família possivelmente expressam o individualismo no cotidiano, até porque, no próprio sistema capitalista essa individualidade, é fecundada frequentemente no pensamento dos indivíduos.

     Considerando, os cuidados propícios à qualidade de vida da pessoa idosa, podem ser bem aplicados no cotidiano do idoso, se a família estiver consciente que está inserida numa atualidade na qual, expressa mudanças ocorridas na sociedade.

     A família atual, como responsável pelo idoso, passa por um processo onde são construídos novas relações humanas, assim, são instituídos também, a forma que as pessoas cuidam de sua vida familiar.

     Segundo Szymanski (2002), "as mudanças que ocorreram no mundo afetam a dinâmica familiar como um todo e, de forma particular, cada família conforme sua composição, história e pertencimento social". Essas particularidades podem favorecer os indicativos necessários para a compreensão, de como a família desenvolve os cuidados para a promoção da qualidade de vida do idoso:

"A estrutura familiar não é um determinante da forma como se dá a solicitude, ou do modo das pessoas cuidarem de sua relação numa família. Duas famílias com a mesma composição podem apresentar modos de relacionamento completamente diferentes. O que conta, nesse caso, são suas histórias, a classe social de pertencimento, a cultura familiar e sua organização significativa do mundo" (SZYMANSKI, 2002, p.17).

      Por isso, a relação com a história, e todos os aspectos que condizem à realidade social dos indivíduos, estabelecem o sentido das ações pessoais que cada sujeito possui, gerando uma forma de como desenvolvem o cuidado com a qualidade de vida neste contexto social.

     Com o fenômeno do envelhecimento, ficou mais evidente a preocupação para entender e identificar mecanismos que possibilitem uma vida mais digna e de qualidade à pessoa idosa.

     A qualidade de vida analisada no seu sentido específico, apresenta para cada área, uma definição característica, sendo que na área ligada à saúde, qualidade de vida aplica-se a pessoas doentes com certo grau de limitação e desconforto que a doença e/ou a sua terapeuta acarretam ao paciente e à sua vida (ROLIM & FORTI, 2006).

        Neste caso, os aspectos que compreende a promoção da qualidade de vida do idoso são: o cuidado com a saúde, o estado físico e mental, a habitação, o cuidado econômico e a alimentação.

     Percebe-se que estes aspectos já foram discutidos anteriormente com exceção ao estado físico e mental e, cada um deste aspectos, possui uma especificidade fundamental na manutenção da qualidade de vida da pessoa idosa.

     Compreendendo o estado físico, estão às atividades físicas como recurso no desenvolvimento da qualidade de vida:

 "A atividade física está associada com a melhora da saúde e com a redução da mortalidade, além de proporcionar melhoras nos aspectos psicológicos e sociais das pessoas que praticam regularmente" (DIOGO & NERI etal, 2006, p.61).

      A prática de atividades físicas, também favorecem uma maior integração e socialização e a inserção em um grupo social. E consequentemente por traduzir estes significados na vida social do idoso, é uma atividade benéfica na promoção de qualidade de vida.

     Tratando-se da "melhora estética corporal, a melhora da auto-estima e auto-imagem, a melhora da integração e socialização, a diminuição da ansiedade, a diminuição de alguns casos de depressão e a melhora de alguns aspectos cognitivos" fazem parte dos benefícios relacionados ao aspecto mental. (Diogo & NERI etal, 2006, p.61).

     Desta forma, caracteriza-se o cuidado que a família deve estabelecer no ato de suas decisões na promoção dos meios que favorecem a qualidade de vida do idoso, isto significa também, a afetividade que o familiar possui para se responsabilizar pela manutenção destas atividades no cotidiano do idoso.

     Ainda sob estes mesmos aspectos, vale ressaltar que o cuidado que a família deve estabelecer consequentemente fundamenta-se na história de vida da família, cultura, e ideologia, provocando assim, uma grande preocupação que pode ser possivelmente amenizada com o freqüente acompanhamento de orientação sobre a forma de cuidar, que devem estar presentes em todas as instituições que atendem os idosos.

     Mesmo que atualmente, existam muitos serviços de atenção à qualidade de vida do idoso, ainda não o suficiente para atender todos os idosos, até porque existem casos específicos e o cuidado é direcionado de acordo com a necessidade e capacidade da pessoa idosa.   

     O que se percebe é um amplo campo de atuação do Serviço Social, que não é instituído nestes âmbitos de acordo com a demanda local e muito menos regional, devido à imaturidade política brasileira. Enfim, não é sobre o processo político que se pretende aprofundar, mas sim, como a família pode estabelecer o cuidado para promover a qualidade de vida do idoso, independentemente do contexto socioeconômico.

     A qualidade de vida pode começar a partir da reflexão de como os membros familiares estão se relacionando com os seus idosos. Esta afetividade é primordial, para qualquer outro serviço, pois, tendo a existência de uma afetividade neste relacionamento, existirá o comprometimento com o cuidado com o idoso. Afinal, quem não cuida de que ama?  

     Os outros aspectos aparecem como subjetivos, mas também, necessários nesse processo. Segundo Diogo & Neri etal. (2006), a capacidade funcional tem sido utilizado como parâmetro para análise da qualidade de vida do idoso:

  "A qualidade das capacidades funcionais vem sendo usada como um parâmetro objetivo para analisar e verificar de que forma está a qualidade de vida, aferida através de diversos questionários criados pelas instituições e organizações que estudam esse assunto" (DIOGO & NERI etal, 2006, p.68).

  

     Portanto, o cuidado que a família deve ter com o idoso, já está podendo ser medido, dando assim, uma base maior de como se desenrola este comprometimento em determinadas localidades, sendo fundamental, que posteriormente a identificação da forma de como esta sendo realizado o cuidado, ser disponibilizada as orientações específicas para a adequação dos modos destes familiares no ato da promoção da qualidade de vida da pessoa idosa.  

     

CONSIDERAÇÕES FINAIS

     Com a queda na taxa de natalidade, a população passou a envelhecer. Inclusive, isso vem ocasionando o envelhecimento da população mundial, denominando o processo biopsicossocial, no qual, fatores biológicos, sociais e psicológicos interagem entre si.

     Neste caso, a base familiar, pode retirar o idoso do lugar do declínio e da decadência, cujas proporções edificam a dignidade da pessoa idosa.

     Portanto, a família, além de ser a primeira relação afetiva, também, é a melhor relação entre os sujeitos, é uma alternativa de bem estar, atribuído à qualidade de vida que pode se oferecido ao idoso.

     Durante todo o processo da construção deste trabalho, foi possível absorver informações específicas a partir de autores que discutem sobre a velhice e família.

     Estas informações ampliaram a visão profissional, como também, estimularam uma discussão e reflexão sobre o contexto social, econômico da pessoa idosa.

    Mesmo que alguns idosos fiquem mergulhado nas incapacitações e limitações trazidas pelo processo de envelhecimento, é com a ajuda da família, que ele supera o declínio e a decadência que envolve o idoso neste processo, devolvendo-lhe a dignidade, a capacidade de pensar, de desejar e de ser sujeito.

     A sociedade determina a cada idade funções adequadas que o indivíduo deve desempenhar, e os idosos estão passando por um momento de mudança cultural, onde as referências transformam-se: o indivíduo idoso começa a exercer um papel como ator social onde as expectativas da velhice alcançam novas dimensões.

     Por isso, a saúde e o gozo pleno das capacidades psicofísicas são, de fato, muito importantes para a pessoa idosa. Entretanto, os múltiplos problemas derivados desta freqüente dinâmica social que impulsiona fortes transformações, especificadamente na estrutura familiar quanto ao cuidado com pessoa idosa, está sendo uma forte preocupação, pois abrange o núcleo familiar e a existência da afetividade entre os membros.

     A família, mesmo que apresentando algumas dificuldades socioeconômicas e/ou afetivas ainda é a melhor relação afetiva entre os sujeitos, por isso o contato afetivo, é uma alternativa de bem estar, atribuído à qualidade de vida do idoso.        

     Tendo como objetivo refletir sobre os aspectos socioeconômicos que incidem na qualidade de vida da pessoa idosa no seu contexto familiar; analisar o processo de envelhecimento e a importância da família nessa fase da vida; pontuar os aspectos socioeconômicos que podem comprometer a qualidade de vida da pessoa idosa no convívio família; eidentificar os cuidados que a família deve estabelecer para promover a qualidade de vida do idoso, realçou e focalizou uma visão estratégica de determinantes que compreendem e podem ou não melhorar a qualidade de vida da pessoa idosa, de acordo com a especificidade dos aspectos a serem analisados.

     A metodologia utilizada possibilitou analisar e posteriormente disponibilizou informações para o processo da construção profissional do assistente social assim como, contribui e estimulou também, formulações críticas a respeito dos aspectos abordados.

     Portanto, o convívio familiar da pessoa idosa pode favorecer a superação do idoso mediante ao seu estado evolutivo na sociedade, como um elo entre a família e idoso e, seus respectivos cuidados, que podem melhorar a qualidade de vida do idoso.  

ABSTRACT

TO LIVE TOGETHER THE OLD-AGED FAMILIAR PERSON

     The contemporary society to present a crescent enlarging of the old-aged population, nevertherless it´s a big prominence one study about the oldness and family visualizing to live together the old-aged familiar person, observing how the family to present in this process, included the aspects society economics to happen quality life of the old-aged person. This job to provide an analyse and reflection about the respect of indicatives that to contribute for the construction of professional knowledge about to live together the old-aged familiar person how to guarantee the comfort and the quality life of old-aged contemporaries.

KEY  WORDS: Oldness and Family

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/desigualdades-sociais-artigos/o-convivio-familiar-da-pessoa-idosa-6618520.html

    Palavras-chave do artigo:

    velhice

    ,

    familia

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