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ANÁLISE COMPARATIVA DE JOHN MAYNARD KEYNES E SEUS ANTECESSORES
Por: Ágatha Sthefanini Silva Ferreira  | Publicado em: 22-02-2008 | Comentários: 0 | Acessos: 283 | Avaliação: (132) (?)
Keynes
ANÁLISE COMPARATIVA DE JOHN MAYNARD KEYNES E SEUS ANTECESSORES
Agatha Sthefanini [1]
Evânia Silva Almeida [2]
Flávia Almeida [3]
Gustavo Agnaldo de Lacerda [4]
Renata Grasielle Pereira [5]
Na intenção de concatenar idéias a ponto de vislumbrar John Maynard keynes como divisor d’água para o desenvolvimento da economia mundial, essa resenha foi divida em parágrafos com as teses dos destacados pensadores antecessores de Keynes juntamente a antítese de keynes a cada uma delas.
O primeiro, Adam Smith, economista e filósofo escocês que teve como cenário para a sua vida o século das Luzes, o século XVIII, é referenciado como o pai da economia moderna e é considerado o mais importante teórico do liberalismo econômico. Autor de A riqueza das nações (SMITH, 1776)[6], procurou demonstrar que a riqueza resultava da atuação de indivíduos movidos apenas pelo seu próprio interesse egoísta (self-interest), que promoviam o crescimento econômico e a inovação tecnológica. Como disse o próprio Adam Smith, “não é da benevolência do padeiro, do açougueiro ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas sim do empenho deles em promover seu próprio 'auto-interesse.”[7]. Assim, Smith acreditava que a iniciativa privada deveria agir livremente, com pouca ou nenhuma intervenção governamental. A competição livre entre os diversos fornecedores levaria forçosamente não só à queda do preço das mercadorias, mas também a constantes inovações tecnológicas, no entusiasmo de baratear o custo de produção e vencer os competidores. Ele analisou a divisão do trabalho como um fator evolucionário poderoso a propulsionar a economia. “(...) o mercador ou comerciante, movido apenas pelo seu próprio interesse egoísta (self-interest), é levado por uma mão invisível a promover algo que nunca fez parte do interesse dele: o bem-estar da sociedade”[8]. Como resultado da atuação dessa "mão invisível", o preço das mercadorias deveria descer e os salários deveriam subir. Esta teoria foi tida como verdadeira até que Keynes começa a combate-la e defender que o Estado deve intervir na organização da economia para que se controle a concentração de renda, causando uma revolução de conceitos na esfera econômica mundial.
Num momento pos Smith mas antes de keynes surgiram as teorias de David Ricardo e Stuart Mill. Num contexto econômico que salientava a importância da agricultura para o crescimento da economia, Ricardo discutia a formação da riqueza nacional e sua distribuição, os custos dos produtos produzidos pelos trabalhadores com a “Teoria das Vantagens Comparativas”[9]. Stuart Mill defendia a influência do processo técnico na agricultura, que o aperfeiçoamento e as inovações tecnológicas seriam fundamentais para o desenvolvimento econômico. Já Keynes, em uma época de flutuações e concentração de renda por causa da industrialização, viu que algumas nações se desenvolviam mais que outras e em razão disso defendia uma ação mais efetiva do Estado no direcionamento da economia.
Já um pouco diferente de D. Ricardo e S. Mill, os neoclássicos[10] apresentavam uma visão do processo de produção com ênfase nos problemas de mercado e na melhor alocação de recursos[11]. Consideravam o desenvolvimento um processo gradual, contínuo e harmonioso, derivado da acumulação de capital e diferente do pensamento Keynesiano, viam o desenvolvimento constituir-se por seus elementos fundamentais com a poupança e a taxa de juros. Historicamente, os neoclássicos serviram à política econômica dos paises capitalistas até a crise de 1929 quando então a noção de desenvolvimento passou a ser ligada à questão da distribuição de renda. Principalmente com Keynes a análise caiu sobre a macroeconomia do pleno emprego com o Estado tendo por função básica a regulação da economia, ou seja, diferente dos neoclássicos, Keynes voltou seu foco sobre a estabilidade social em conjunto com a econômica.
Keynes então, acreditava que a economia seguiria o caminho do pleno emprego, sendo o desemprego uma situação temporária que desapareceria graças às forças do mercado. Contrariamente, Karl Marx acreditava no processo de crescimento capitalista ocorrendo com o desemprego crescente dos trabalhadores, acompanhado da concentração de renda e de riqueza.
No inicio da década de 1910, Joseph Schumpeter apontou o dimamismo da oferta na explicação do crescimento econômico. Segundo ele, tudo se resumia no poder inovador do empresário que manipulava a oferta de produtos. São os efeitos de encadeamento nas mãos dos empresários. Diferente de keynes, a teoria shumpeteriana acreditava na economia de trocas numa trajetória cíclica: ascensão, recessão, depressão e recuperação.
Desse modo, keynes teve a oportunidade de refutar tais teses com um pensamento, definido pelo Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, como “moral-social”[12] cuja acumulação de riquezas não se daria pela acumulação de dinheiro e sim pelo fortalecimento da moeda.
Em outras palavras: “o objetivo da produção não é maximizar o volume e sim maximizar o valor unitário monetário”[13].
Portanto, correto é afirmar que Keynes foi quem de fato rompeu no modo de pensar a economia até 1930, já que, com a Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, de 1936[14]; o desenvolvimento se volta agora para a acumulação de força monetária e não mais sobre a forma de acumulação de bens reais e daí a necessidade do Estado vir a intervir diretamente na economia. Keynes assim, se preocupava com o aperfeiçoamento humano-social, mas acima de tudo, se preocupava com a reforma capitalista.
[1] Graduando em Direito.
[2] Graduando em Direito.
[3] Graduando em Comércio Exterior.
[4] Graduando em Direito.
[5] Graduando em Comércio Exterior.
[6] SMITH, Adam. A riqueza das nações: investigação sobre sua natureza e causas. Trad. Luiz João Baraúna. 2. ed. São Paulo: Nova Cultural, 1996. v. I e II (Os Economistas).
[7] SMITH, Adam. A riqueza das nações: investigação sobre sua natureza e causas. Trad. Luiz João Baraúna. 2. ed. São Paulo: Nova Cultural, 1996. v. I e II (Os Economistas)
[8] SMITH, Adam. A riqueza das nações: investigação sobre sua natureza e causas. Trad. Luiz João Baraúna. 2. ed. São Paulo: Nova Cultural, 1996. v. I e II (Os Economistas)
[9] Teoria das vantagens comparativas...
[10] Peter F. Drucker, Willian Newman, Ernest Dale, Ralph C. Davis, Louis Allen e George Terry.
[11] MUNHOZ, C.P.B. A evolução histórica do conceito de desenvolvimento. In.: CHESEN, M.T.C.S.; DI SENA JUNIOR, R. Comercio internacional e Desenvolvimento. São Paulo: Saraiva, 2004.
[12] Dados obtidos de entrevista televisinada pela Tv Cultura realizada em...
[13] Dados obtidos de entrevista televisinada pela Tv Cultura realizada em...
[14]. MUNHOZ, C.P.B. A evolução histórica do conceito de desenvolvimento. In.: CHESEN, M.T.C.S.; DI SENA JUNIOR, R. Comercio internacional e Desenvolvimento. São Paulo: Saraiva, 2004
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Perfil o autor:Estudante do 5º período de direito da Faculdade Pitágoras Campus Fadom no Estado de Minas Gerais.
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