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Não Meta O Seu Nariz No Poder Judiciário!!!

Por: Aline de Freitas Queiroz Louzich Ranking do Autor Azul | Publicado em: 28-04-2008 | Comentários: 0 | Acessos: 76 | Avaliação:  (79) Ranking do Artigo Azul (?)

‘A sociedade está desacreditada com o Judiciário!’ Não é possível mensurar o quão esse desabono é decepcionante para um operador do direito.
Isso porque, apesar de reconhecer nossas limitações, conhecemos nosso potencial, e somos capazes de enxergar o quanto nosso país é dependente desse Poder.
O Brasil não andaria sem o Judiciário. Mas é perfeitamente compreensível, ouvir uma pessoa dizer que a justiça não anda, que é injusta, falha ou cega. Não estamos negando isso.
Porém, é preciso reconhecer que a lentidão tem causa, e não começa no Judiciário, mas sim no sistema. Aliás, o problema está justamente aí, na sobrecarga que um sistema falido deposita sobre o único Poder que ainda detém um pouco de decoro e hombridade.
Mas apesar disso, somos maldosamente taxados. Necessário lembra-los que recentemente o Líder do Poder Executivo disse que o Poder Judiciário não deveria “meter o nariz” onde não é chamado. Seria cômico, se não fosse trágico.
Oras, meus caros colegas, é preciso lembrar a esse “Senhor” que o judiciário mete-se para o bem de uma sociedade abandonada por um Governo cego, surdo e mudo (quando não fala demais). É preciso lembra-lo, de que, além do seu papel típico, o Judiciário exerce a função de legislador, quando, por incompetência, lassidão, desatenção ou desinformação, o Legislativo deixa lacunas ou antinomias estampadas em leis tardiamente promulgadas, verdadeiras incógnitas para uma sociedade, infelizmente, ignorante.
Ou quando o Executivo não desempenha cabalmente suas funções típicas, quanto mais as atípicas, deixando-as a cargo de “sabe-se lá quem”, bem como, quando os “Digníssimos” se esbaldam naquilo que é do povo em proveito próprio, preocupando-se apenas em como esconder o rombo causado nos cofres públicos.
Não se pode olvidar ainda, que se o Estado não desempenha suas funções, se seus órgãos não fiscalizam, não interferem e não punem, o Judiciário é quem tem que fazer isso.
Além de julgar, esse Poder ainda tem que administrar, legislar, decidir, debater, fiscalizar, punir, coibir, reprimir e muitos outros encargos que são exercidos por uns poucos servidores e uma estrutura deficitária.
Fica, portanto, evidenciado aqui, que é pelas incompetências de “outros” Poderes que os escaninhos do Judiciário estão abarrotados e a justiça morosa. Problemas que causam prejuízos incalculáveis a moral da sociedade, mas principalmente, causa prejuízos materiais a todo um País.
O judiciário intervem sim, não por altivez, ou para meramente “meter o nariz”, mas porque luta para desempenhar bem as funções para a qual foi criado, e honrar a confiança depositada por um povo carente de heróis, que se ilude facilmente nos anos eleitorais, e ainda, para tentar carregar nas costas o peso da culpa pelos prejuízos causados por um sistema ‘incompetentemente’ derruído.
Não será, uma opinião rude, ou um pensamento mesquinho, que intimidará o Poder Judiciário, pois, enquanto este país for uma República Federativa e um Estado Democrático, o nosso Poder seguirá zelando pela “moral e bons costumes”, persistirá, mesmo que mancando pelo o peso da irresponsabilidade alheia, desempenhando suas funções “típicas e atípicas”, e continuará “metendo o nariz” naquilo que é do interesse do povo pelo qual existe e defende!

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Tags do Artigo: Política, Poder, JUDICIARIO

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Aline de Freitas Queiroz LouzichPerfil o autor:

Aline de Freitas Queiroz Louzich, graduada em Direito pela Universidade de Cuiabá, atualmente é Professora das disciplinas de Direito Constitucional e Direito do Consumidor, para o curso de Direito na Faculdade de Colíder – FACIDER.

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