ASSÉDIO MORAL NAS EMPRESAS

Publicado em: 21/05/2010 |Comentário: 0 | Acessos: 1,326 |

Muito se comenta sobre "Assédio Sexual", mas quase nunca se toca no assunto do que é "Assédio Moral" e muito deveria ser falado sobre esse assunto tão importante na nossa atualidade.

 

Assédio Moral no trabalho é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes, constrangedoras, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas. O objetivo é desestabilizar a relação da vítima com o ambiente de trabalho e à sua organização, podendo ser iniciada e manifestada por atos, palavras e gestos que venham atentar contra a dignidade física, psíquica e a auto-estima das pessoas.

 

Muitas vezes sofremos assédio moral e não nos damos conta de que estamos tendo nossa moral afesta. São inúmeras situações que os Tribunais do Trabalho estão revisando e com acerto estão punindo as empresas e por vezes fixando condenações pelos Danos acarretados.

 

São situações comuns a funcionários de bancos, a funcionários de áreas financeiras e fiscais, a vendedores, a frentistas, a controladores de acesso e a empregados domésticos, entre tantas profissões. Profissionais dessas atividades são colocados em situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.

 

E o caráter maléfico dessas atitudes é obvio: forçando o empregado a demitir, a Empresa deixará de recolher as multas do FGTS (40% para o trabalhador), além de ser obrigado a pagar o aviso prévio indenizado(1 mês de salário).

 

E os métodos altamente eficazes das empresas estão cada vez mais elaborados por políticas de Departamentos de Recursos Humanos procurando "ficar bem na fita"  com a Diretoria e minimizando os impactos do desligamento do funcionário, por vezes contratando um empregado mais barato que o anterior, no entanto, maximizando os efeitos na vida do trabalhador, gerando a longo prazo um passivo trabalhista para a empresa.

 

São os seguintes métodos comumente empregados:

 

  • Escolher a vítima e isolar do grupo.
  • Impedir de se expressar e não explicar o porquê.
  • Fragilizar, ridicularizar, inferiorizar, menosprezar em frente aos colegas de trabalho.
  • Culpabilizar/responsabilizar publicamente, podendo os comentários de sua incapacidade invadir, inclusive, o espaço familiar.
  • Desestabilizar emocional e profissionalmente. A vítima gradativamente vai perdendo simultaneamente sua autoconfiança e o interesse pelo trabalho.
  • Destruir a vítima (desencadeamento ou agravamento de doenças pré-existentes). A destruição da vítima engloba vigilância acentuada e constante. A vítima se isola da família e amigos, passando muitas vezes a usar drogas, principalmente o álcool.
  • Livrar-se da vítima que são forçados/as a pedir demissão ou são demitidos/as, freqüentemente, por insubordinação.
  • Impor ao coletivo sua autoridade para aumentar a produtividade.

 

Certamente o Judiciário Especializado da Justiça do Trabalho está coibindo essa prática, mas com cuidado, evitando assim que a indústria do dano moral invada os tribunais do Trabalho. A consulta a um bom advogado, centrado em suas ações e que trabalhe com seriedade no assessoramento do trabalhador fará a diferença, cumlinando com o sucesso.

 

De outro lado, as Empresas precisam se cercar de advogados com experiência em negociação e reestruturação de negócios. É necessário ainda rever os procedimentos, principalmente no que tange aos relacionamentos com os empregados da empresa e com suas obrigações trabalhistas, previdenciárias e fundiárias, enfim, ajudando as empresas a gestar o seu ativo e passivo trabalhista, bem como trabalhando de forma pró-ativa em face do quadro de instabilidade ético-financeira que assola nosso País.

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/doutrina-artigos/assedio-moral-nas-empresas-2421417.html

    Palavras-chave do artigo:

    assedio moral empresa

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    A presente pesquisa foi elaborada tendo por objetivo estudar o fenômeno assédio moral nas relações de trabalho educacional em face de sua relevância na sociedade. Desta forma pretende-se conhecer, analisar e compreender este mal que atinge as instituições de ensino, buscando contribuir para o esclarecimento do fenômeno, como preveni-lo e reprimi-lo.

    Por: Arianal Educação> Ensino Superiorl 02/04/2011 lAcessos: 1,294
    Antonio de Jesus Trovão

    A previsibilidade do tema do ponto de vista jurídico e normativo.

    Por: Antonio de Jesus Trovãol Direito> Doutrinal 01/09/2010 lAcessos: 515 lComentário: 1

    Sabidamente, o assédio moral no trabalho sempre existiu, porém, esse fenômeno somente foi estudado e identificado no final do Século XX. De maneira curiosa, é de se estranhar que uma situação tão prejudicial que sempre existiu tenha passado despercebido das legislações e jurisprudências mundiais. No Brasil, esse fenômeno apenas passou a ser tratado no Século XXI, pelo Poder Judiciário.

    Por: JOSÉ CARLOS MAIA SALIBA IIl Direito> Jurisprudêncial 21/02/2015
    Antonio de Jesus Trovão

    Um pequeno estudo sobre o assédio moral e suas repercussões no mundo social.

    Por: Antonio de Jesus Trovãol Direito> Doutrinal 01/09/2010 lAcessos: 268

    O artigo, resultado de pesquisa bibliográfica, destaca o assédio moral no trabalho, a ação do agente ativo e as conseqüências do comportamento sobre o trabalhador, com ênfase para as questões psicológicas de ambos os agentes. Aborda ainda a prática do assédio moral, na qual a vítima se vê por repetidas vezes submetida a situações constrangedoras e humilhantes, isolada e ridicularizada perante terceiros, durante a jornada de trabalho e dentro da própria empresa, gerando sequelas negativas não ape

    Por: Charline Rennerl Direitol 25/11/2009 lAcessos: 3,837
    Fred Filho

    Desde quando existe o trabalho, existe o assédio. Mas foi apenas no final dos anos 80 que ele começou a ser estudado e combatido.

    Por: Fred Filhol Direitol 12/01/2014 lAcessos: 28
    Raphael Freire Santos

    O presente artigo traz os principais conceitos referente a dois temas muito importante e pouco tratado na literatura administrativa: diversidade na organização e assédio moral e sexual. Sobral e Peci (2008) comentam o assunto com clareza em sua obra, principalmente quanto à diversidade e a políticas adotadas pelas organizações contra o assédio e o preconceito. Junto a estes, o texto também menciona Robbins, Judge e Sobral (2010), autores importantes da temática.

    Por: Raphael Freire Santosl Negócios> Administraçãol 26/01/2013 lAcessos: 398
    Karoline Gonçalves de Sousa

    O presente artigo vem com o propósito de mostrar como acontece, no ambiente de trabalho, a prática do assédio moral e as consequências que este traz àquele que o pratica. Demonstra o lado frágil da relação trabalhista e a influência que tem essa fragilidade para que esse tipo de ato torne-se frequente. Ainda, as formas de prevenção e como agir quando se vê diante dessa prática que leva o "alvo" a situações mais agravantes dentro e fora do ambiente de trabalho.

    Por: Karoline Gonçalves de Sousal Direitol 10/11/2014 lAcessos: 30

    O assédio moral é um dos fenômenos mais antigos, constitui na prática abusiva de situações humilhantes e constrangedoras que são submetidos os trabalhadores. As condições dignas de trabalho são reivindicações antigas e estão sendo esquecidas tendo em vista o olhar único na produção crescente e lucro.

    Por: Waléria Demoner Rossonil Direito> Doutrinal 14/03/2010 lAcessos: 277

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) editou a Resolução nº 200, em 03 de março de 2015, com o intuito de ampliar o alcance do inciso IV, do artigo 134, do Código de Processo Civil (CPC), e vedar situações em que o magistrado toma decisões influenciado por parentes que não aparecem de forma expressa no processo.

    Por: JOSÉ CARLOS MAIA SALIBA IIl Direito> Doutrinal 27/03/2015

    Não há que se negar que a história do homem, principalmente do homem moderno, está interligada ao surgimento e desenvolvimento do mercado. A empresa, desde os primórdios, alterou e influenciou o comportamento da sociedade em inúmeros aspectos: sociais, políticos, jurídicos e econômicos, e com o advento da Revolução Industrial o comércio passou a dar destaque à empresa e ao papel do empresário, exigindo do direito uma regulamentação que fosse capaz de atender as necessidades daquele momento.

    Por: STEPHANIE GIRALDIl Direito> Doutrinal 24/03/2015

    TRATA-SE DE TEXTO ACERCA DA ESCASSEZ DA ÁGUA,A POLUIÇÃO E AS CONSEQUÊNCIAS DESSA SITUAÇÃO,ALIADA À FALTA DE CONSCIENTIZAÇÃO DA POPULAÇÃO.

    Por: kellylisitaPeresl Direito> Doutrinal 23/03/2015 lAcessos: 13

    Advogado faz uma analogia ao Governo Dilma com referência ao contrato social de Rosseau.

    Por: João Clairl Direito> Doutrinal 21/03/2015

    o presente artigo científico procura estudar o conflito entre os tratados internacionais comuns e os tratados internacionais de direitos humanos e a ordem jurídica interna, destacando-se os posicionamentos doutrinárias e jurisprudenciais existentes acerca do assunto. Limita-se, pois, a investigar a relação existente entre o tratado e a ordem jurídica, bem como indicar os critérios utilizados pelo doutrina para resolver um possível conflito.

    Por: JANILE LIMA VIANAl Direito> Doutrinal 19/03/2015

    Será abordada a competência da Justiça do Trabalho para reconhecimento do tempo de serviço e os efeitos previdenciários dessa averbação, para, logo em seguida, estudar os requisitos exigidos pela legislação previdenciária para que o reconhecimento do tempo de serviço possa ser averbado pelo Instituto Nacional de Seguridade Social.

    Por: JANILE LIMA VIANAl Direito> Doutrinal 19/03/2015

    TRATA-SE DE TEXTO ACERCA DO DIREITO DE SUPERFÍCIE,PREVISTO NO ARTIGO 1369 DA LEGISLAÇÃO CIVIL PÁTRIA.

    Por: kellylisitaPeresl Direito> Doutrinal 19/03/2015

    O mínimo existencial encontra-se diretamente fundado no direito á vida e na dignidade da pessoa humana abrangendo, por exemplo, prestações básicas em termos de alimentação, vestimentas, abrigo, saúde ou os meios indispensáveis para a sua satisfação , assim designado mínimo sociocultural

    Por: Tcharles A. Scherer da Silval Direito> Doutrinal 18/03/2015

    O trabalho enfoca os cuidados com as obrigações acessórias no Estado de São Paulo e as penalidades que se sujeitam as empresas que não se adequam a estas exigências.

    Por: Erick Alfredo Erhardtl Direito> Direito Tributáriol 09/09/2010 lAcessos: 1,297 lComentário: 1

    Eestudo sobre a obrigatoriedade e consequencias da não abertura da CAT no prazo adequado pelo empregador; obrigatoriedade da SIPAT

    Por: Erick Alfredo Erhardtl Direito> Doutrinal 07/07/2010 lAcessos: 3,924 lComentário: 3

    Conceituação de mão de obra, adiantamento de pagamentos e retenção previdenciária na fonte, hipóteses de emissão de Nota Fiscal e Inidoneidade

    Por: Erick Alfredo Erhardtl Direito> Direito Tributáriol 05/07/2010 lAcessos: 7,608

    Notas Fiscais, cuidados e penalidades por má conservação

    Por: Erick Alfredo Erhardtl Direito> Direito Tributáriol 05/07/2010 lAcessos: 981

    A atenta adequação de procedimentos fiscais da empresa quanto aos estoques ilide penalidades fiscais.

    Por: Erick Alfredo Erhardtl Direito> Direito Tributáriol 03/07/2010 lAcessos: 3,731

    A pratica de repassar impostos ao consumidor é ilegal e fere o Codigo de Defesa do Consumidor

    Por: Erick Alfredo Erhardtl Direito> Direito Tributáriol 10/06/2010 lAcessos: 516
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