O Direito e a Psicologia Jurídica

25/03/2010 • Por • 3,740 Acessos

Primeiramente os advogados, são sempre o Juiz da causa, são reconhecidos como o "instrumento do direito", bem como, os Promotores de Justiça, que lidam a todo o momento com os conflitos individuais e sociais, no entanto, juntos, colaboram com a missão de resolver os conflitos existentes.

Se pensarmos nas infinitas questões familiares: separação, divórcio, guarda e adoção, bem como, raiva, ciúme, medo de perder o bem amado, ódio, retaliação, síndrome da alienação parental (SAP) daí, logo veremos o manancial de problemas emocionais.

Todavia, podemos pensar primeiramente no Direito penal, (art.121 á 123 CP) começando pelos crimes e suas motivações, sendo que, todo crime é o resultado grave de alteração de comportamento humano, ou seja, de conduta. Ex.Homícido, Parricídio, Matricídio, Infanticídio etc.

E o que dizer dos delitos sexuais? nas personalidades pervesas pedofílias, nos crimes perpetrados por sádicos e masoquistas, por todos os lados, sempre veremos o mundo jurídico informando sobre as questões psicológicas.

Em seguida o que dizer da mulher violentada ou agredida, na maioria das vezes dentro de seu próprio lar, modalidade esta que viola a dignidade de toda a família, causando sempre sofrimento aos filhos. Ainda o que dizer do alcoolatra ou usuário de drogas, que deliberadamente recorrem a tais substâncias para cometerem seus crimes, ou seja, são considerados doentes porque seus crimes são cometidos por defeitos da mente e da personalidade.

Sendo assim, a pesquisa tem mostrado o quanto a enciclopédia jurídica é uma enciclopédia de Psicologia, ou seja, são duas discíplinas que nascem com os mesmos objetivos e compartem os mesmos objetos de estudos, que é o homem e seu comportamento, no entanto, ambas, estão destinadas a servir e a compreender o homem, promovendo um mundo melhor.

Portanto, a Psicologia é fundamental para o direito, bem como, essencial a Justiça, assim, não é mais preciso recorrermos aos argumentos, para mostrarmos que uma dos grandes erros judiciais decorrem da falta de conhecimento da Psicologia Jurídica.

                 

Pesquisas Bibliográficas:

Trindade_Prof.Jorge. PSICOLOGIA_Instituto. www.jorgetrindade.com.br/ www.sbpj.org

DOETZER_Lidiane Roehrig;PSICOLOGIA_Forense I; Curitiba:2002

 

Perfil do Autor

Raquel Nazário

Raquel Nazário, Acadêmica do curso de Direito - Faculdadde Metropolitana da Grande Recife, Jaboatão dos Guararapes - PE