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5ª Série – Uma Questão Escolar. O Drama Da Transição

Por: João do Rozario Lima Ranking do Autor Ouro Autor nos TOP 100 | Publicado em: 05-04-2008 | Comentários: 0 | Acessos: 630 | Avaliação:  (358) Ranking do Artigo Bronza (?)

5ª SÉRIE – UMA QUESTÃO ESCOLAR. O DRAMA DA TRANSIÇÃO.

Elza de Souza Tomita

Maria da Gloria dos Santos



Resumo: Com base no pressuposto de que o psicopedagogo tem, por objetivo, conduzir o estudante ou a escola a inserir-se, a reciclar-se em uma escolaridade saudável dentro das possibilidades individuais tentaremos desenvolver neste artigo uma análise psicopedagógica da problemática referente “as 5ª séries do ensino fundamental”, no município de Seringueiras. Tal problemática envolve indisciplina, falta de atenção, baixo aproveitamento dos conteúdos, situações que deixam os professores absolutamente inseguros.

Palavras-chave: 5º série, adolescência, afeto, escola, transição.

Introdução:

Vamos partir da premissa de que tanto o aluno como os professores estão inseridos em uma instituição – a escola e que essa escola faz parte de um sistema mais amplo que é a sociedade, que atua e reproduz as relações de autoridade e relação nela presentes. Lembrando uma paráfrase da parábola da criação de Abramovich (1985):

“No primeiro dia, o sistema criou a escola, para que todos tivessem o mesmo pensamento sobre O PRESENTE, O PASSADO e O FUTURO”.

No segundo dia, o sistema criou o orçamento global e destinou uma pequena fatia para a educação sem levar em conta a importância deste setor.

No terceiro dia, o sistema criou a centralização escolar afastando totalmente o perigo da criação dos órgãos de representação e participação.

No quarto dia, o sistema criou:

• a televisão;

• a revista em quadrinhos;

• a música estrangeira;

• a pornochanchada, para completar a educação escolar.

No quinto dia, o sistema criou os instrumentos pedagógicos de motivação, para sustentar os estudantes na escola:

• a merenda escolar;

• a nota;

• a estrutura rígida;

• os jogos;

No sexto dia, o sistema disse: façamos o professor ‘à nossa imagem e semelhança’:

-que ele domine os alunos;

-que ele viva correndo de uma escola para outra para poder sobreviver;

-que ele não procure se organizar;

-que ele viva sempre só e com medo.

No sétimo dia, o sistema descansou e viu que tudo era muito bom...” (p. 65).

A partir das relações estabelecidas na escola, o jovem vai aprendendo a estabelecer as relações de poder e submissão que regem a sociedade mais ampla e se refletem na sociedade mais próxima: a sua cidade, seu bairro, etc. Assim, colocar a escola como foco deste trabalho é uma tentativa de explicitar seu papel em relação aos envolvidos no ensino-aprendizagem.

Procuraremos definir esta clientela a partir de alguns postulados de Freud, Piaget e Vygotsky, no que diz respeito ao desenvolvimento e a aprendizagem.

A 1ª referencia a considerar é que a criança ingressa na primeira série do ensino formal, por volta dos 7 anos, assim, com mais ou menos 11 anos encontra-se na 5ª série. Idade que corresponde “a puberdade, ou seja, o inicio da adolescência”.

“Adolescência”;

O período de desenvolvimento entre a infância e a fase adulta. Em algumas sociedades apresenta formas de ritos de passagem, mas na cultura ocidental ela se estende do inicio da puberdade, em torno dos 11 anos, até os 17 ou 18 anos.

A pesquisa sobre a adolescência tem enfatizado quatro áreas do desenvolvimento: competência, individuação, identidade e auto-estima. (Stratton e Hayes,1993,p.4)

A adolescência, fase da vida que medeia a infância e a idade adulta é caracterizada por intenso desenvolvimento nos campos biológico, psíquico e social. Alem de disso, também inaugura um drama profundo: a ruptura com o universo infantil e o surgimento de um individuo desorientado de quem se requer uma série de novas adaptações.

A Puberdade se caracteriza pelo rompimento da relativa tranqüilidade adquirida, ao colocar o sujeito frente ao mais forte dos impulsos enfrentados até então. A puberdade aparece como o momento de um requestionamento e não como reedição dos equilíbrios já adquiridos (Chazand, p. 73).

Assim, o período que vai dos 11 ao 15 anos de idade, mais ou menos, se caracteriza por profundas transformações intelectuais, que de acordo com Piaget, tem origem em estruturas intelectuais anteriores:

Enquanto a criança de até 11 anos aproximadamente, ao usar seu raciocínio lógico, permanecia presa aos objetos e eventos concretos (classificando-os, seriando-os, enumerando-os, etc), o adolescente, ao contrario, pode subordinar o real ao possível. Desta propriedade Piaget retira todas as demais que caracterizam o pensamento formal. (Parra, 1983, p. 15).

E o pensamento formal, aquele que o individuo adulto que passou por processo de escolarização deve ser capaz de desenvolver-se caracteriza por:

A propriedade mais distinta do pensamento formal é a inversão da direção entre a realidade e a possibilidade; em lugar de derivar um tipo rudimentar de teoria dos dados empíricos, como é feito nas inferências concretas, o pensamento formal começa com uma síntese teórica, concluindo que certas relações são necessárias e, assim, prosseguindo na direção oposta (Imhelder e Piaget, 1979, p. 251)

De acordo com a teoria freudiana, o individuo, por volta dos 11 anos, encontra-se saindo do período de latência e iniciando o desabrochar da sexualidade própria dessa fase:

O período de latência: na teoria freudiana, o período que vai do fim da fase edipiana em torno de 6 anos até o início da puberdade e o começo da sexualidade genital. Freud considertou este como um período relativamente calmo do desenvolvimento infantil. (Stratton e Hayes, 1993, p.174)

Um dado marcante neste momento de vida do jovem é que passa a ter uma vida escolar mais complexa, com muitas matérias de estudo, professores de ambos os sexos e múltiplos contatos com meninos e meninas. Ele esta numa boa fase de desenvolvimento cognitivo, de linguagem e social e se interessando muito pelo mundo dos adultos.

Essa descentralização que acontece na pré-adolescência tem a função de liberar o pensamento infantil do concreto e imediato e direcioná-lo para o abstrato e o futuro, ou seja, transformando o pensamento em instrumento cientifico.

Enfim, o jovem quintanista é um ser em transformações, suas referencias necessitam de novas estruturações. Ele perdeu a referencia familiar e encontra-se mais voltado para os aspectos sociais e dos grupos de amigos.

Vygotskj entende que há uma transformação do homem enquanto ser biológico em homem ser social. Transformação esta que ocorre através de processos de internalização de suas atividades, de seu comportamento e dos símbolos que adquire ao longo de sua relação com a cultura. Daí a importância da escola no desenvolvimento social, afetivo e intelectual do jovem, pois:

Na internalização, todos os processos intrapsiquicos -as formas de Funcionamento cognitivo dentro do sujeito-se constroem a partir dos processos interpsiquicos, ocorridos pela vivencia entre sujeitos do mesmo grupo cultural. O que faz com que, paulatinamente, haja um processo de construção de estruturas lingüísticas e cognitivas pelo sujeito o que é mediado pelo grupo... os fatores sócios- culturais têm um peso acertadamente significativo no pensamento intelectual do sujeito (Silva, 2005 p.8).

Neste momento, percebemos que se estabelece um impasse. O adolescente perde nas referencia infantis, esta desestruturando e necessita que a escola supra esta lacuna. Mas, como ser referência para o aluno quando a própria escola encontra-se perdida quanto a seu papel e sua função?

Na aparência, a escola é percebida como o lugar onde buscamos conhecimentos para ‘’ progredir’’ na vida. Progredir na vida traz embutida a noção de ascensão social, que é uma representação ideológica. E como representação ideológica ela é imaginaria, já que nem todos os que vão a escola sobem na vida. ‘’ (Boch, 1984, p. 245).

A ideologia, sistema de representações e crenças que encobrem a realidade falseando-a e não permitindo que percebamos e questionemos as contradições de nossa sociedade, também esta pressente na escola. Isto se verifica quando se atribui ao próprio aluno a ‘’ culpa’’ da má educação: ‘’ eles não gostam de estudar, ou as suas famílias: ‘’ são irresponsáveis. Porque não cuidam de seus próprios filhos”.Esquece a escola que em uma sociedade complexa como a nossa as famílias não dão conta de todo o processo de socialização. A escola sendo, então, uma importante agencia de socialização, sendo também responsável pela reprodução de normas e valores sociais e conseqüentemente mantenedora do contexto social.

Que sociedades querem manter?

Uma sociedade baseada em valores ideológicos que prega liberdade e produz repressão, que prega preceitos morais e induz o aluno a ‘’ colar’’, pratica arraigada na cultura geral. ‘’ Quem cola não sai da escola’’. Uma escola que veicula a interdisciplinaridade, mas ensina por ‘’ matérias’’. Tudo isso, sem falar nas condições físicas da escola publica, sucatada.

Para exemplificar essa realidade, e, à guisa de conclusão, apresentaremos o caso do aluno de nome fictício Gisa.

“Gisa, aluna que se destaca desde o primeiro contato, pela vivacidade, amorosidade e sociabilidade estuda na 5ª serie do período vespertino da E.E.E.F e M. Osvaldo Piana. A turma conta com 37 alunos matriculados, que estudam numa sala com ar condicionado, os vidros quebrados e uma porta que não fecha direito, mesmo assim, quando a energia está boa, fica suportável. Porém, no ano de 2005 a falta de energia foi muito freqüente e o calor um problema difícil de ser superado”.

Durante este ano as trocas de professores aconteceram em quase todas as disciplinas, e Gisa foi se tornando cada vez mais inquieta, não querendo ficar na carteira, passeava pela sala, a todo o momento queria sair, tomar água, ir ao banheiro, chegando a chorar quando proibida.

Contudo, Giza sempre se saia bem nas avaliações, o problema era somente indisciplina. Acontece que, em uma semana, ela foi encaminhada “a supervisão” todos os dias, com queixas de diferentes professores. Na terceira ou quarta vez a supervisora, que não sabia mais o que fazer, a fez prometer que não daria mais ‘trabalho’ até o fim da semana. Fizeram um acordo, que Gisa se propôs a cumprir.

No dia seguinte, lá pela 3a aula ela chega chorando na supervisão e com o dedo sangrando. O que houve? A intenção de colaborar e respeitar as regras eram verdadeiros, mas estas eram tão cruéis naquele ambiente e naquela situação que, para ela poder se manter quieta começou a morder um anelzinho de bijuteria, foi mordendo e torcendo a ponto de entortar tanto, que lhe cortou o dedo. Foi preciso serrar o anel para poder tirá-lo de seu dedo, enquanto ela chorava de dor e frustração.

Enfim, é exatamente isso que as escolas produzem nos jovens em seu processo de socialização e aprendizagem dor e frustração.

Ora tu sabes que, em qualquer empreendimento, o mais trabalhoso é o começo, sobretudo pra quem for novo e tenro? Pois é, sobretudo nessa altura que se é moldado, e se enterra a matriz que alguém queira imprimir numa pessoa? (Platão, 2000. p 65)

O que se pode observar é que na 5ª série essa matriz começa a ser fixada, tem início o processo de impressão do tipo de indivíduo que a sociedade pretende criar. Esse momento funciona como um rito de passagem da criança ao adolescente, que é quando ele ingressa de modo abrupto na complexidade do mundo adulto. Que mundo ele está deixando?

O tempo de meninice, tempo de descobertas e de prazer no aprender, e apreender a si e ao mundo, como o equilíbrio – andar de bicicleta, ou a dor de cair e a alegria de se levantar. Nesta fase, mesmo a escola pode ser mais uma experiência de ampliação de horizontes, aprender a ler e a escrever, a se relacionar com um mundo mais amplo e conhecer novas pessoas.

O relacionamento dos pequenos sob a supervisão de um adulto, geralmente uma professora, vai acontecendo de modo mais suave, devido em parte à fragilidade dos pequenos que torna a mestra mais “maternal”, mais acolhedora. Até a 4a série a criança, de certo modo, está mais protegida, por uma estrutura que corresponde mais ás suas vivências de até então.

Não pretendemos com essas considerações tecer juízos de valor e dizer que a escola nesses primeiros anos é boa ou é ruim, apenas estabelecer o padrão de ruptura que se verifica na passagem da 4a para a 5a série.

Neste momento, o jovem – não mais é visto como criança – perde, principalmente na questão do apego ao professor. Os vínculos, que se estabeleciam a cada ano, às vezes mais de amor em outras mais de ódio, ligavam-nos necessariamente à figura de um mestre. Agora são vários, um para cada matéria, sem contar as freqüentes trocas no decorrer do ano letivo. Qual a mensagem que está sendo passada a esse aprendiz?

Que deste momento em diante ele se tornou parte em uma grande engrenagem, que vai além de sua capacidade de compreensão. E, que os laços afetivos devem ser deixados em segundo plano, pois, o que contará a partir de então será o desempenho intelectual.

Estabelece-se um corte entre o eu pensante e o eu que sente. Padrão na sociedade, que prega que não se deve levar problema de casa para o trabalho ou escola e vice-versa, como se as pessoas fossem compartimentadas e pudessem se dividir se cindir em dois ou mais. Essa ruptura é entendida pela teoria do apego como algo nocivo à estrutura da pessoa, visto que o apego pressupõe: uma propensão do ser humano para formar fortes vínculos afetivos com outros seres humanos; as várias formas de perturbação emocional que ocorrem quando esses vínculos são ameaçados ou rompidos; a construção ao longo da infância de modelos mentais de si próprio, do outro e da possibilidade de relacionamento interpessoal; e, maneira como esses modelos se tornam componentes centrais da personalidade, regulando a percepção, o sentimento e o comportamento do ser humano.(Castilho, 1994. p. 44).

Comportamento este, em estreita ligação com regras da escola que visam o controle do corpo – não sair da sala de aula para ir ao banheiro ou tomar água fora dos horários determinados, apenas em algumas aulas. Não se leva em conta a situação desconfortável de calor ou alguma necessidade do aluno, ele tem de aprender a se controlar. Tudo, enfim, girando em torno do controle, o professor controla o aluno, a escola controla o professor e esta é controlada por outras instâncias do poder público e é assim desde sempre.



Assim, resta ao aluno ignorar as emoções, controlar o corpo e se dedicar com afinco à esfera mental e assimilar conteúdos neutros, científicos e que por isso mesmo são destituídos de significado para ele. Qual a saída? Atribuir valor/nota, investir o professor de autoridade/ domínio de sala, ter à mão um sistema de punições que vai da suspensão ‘a expulsão ou reprovação, “prender” o aluno pelo medo e não pelo afeto?

Apesar de todo conhecimento que se tem sobre aprendizagem, desenvolvimento, motivação, de tudo que já se estudou sobre o afeto e a afetividade, a escola segue com um modelo que mais lembra o período medieval, com noções dogmáticas subjacentes a um discurso de modernidade, que tem em suas entranhas um modelo de educação ainda rígido e cerceador.

Pode-se entender o que leva um aluno como Giza a violentar-se na tentativa de se adequar a um sistema que, tanto seu sentimento como seu corpo não conseguem aceitar. O que ela está dizendo é que não é uma aluna problema, mas sim, está gritando que a escola tem problema.

Poderíamos neste ponto propor: faça-se assim... A escola poderia destinar um professor responsável por cada turma de 5º série. Este trabalharia um número maior de disciplinas ficando com menos turmas, tendo, assim, mais tempo e disponibilidade para acompanhar com proximidade aqueles alunos sob sua responsabilidade. Esse professor manteria um vínculo mais forte com os alunos, facilitando o entrosamento com os demais professores, ou seja, far-se-ia uma passagem mais suave e menos frustrante no mundo dos adultos. Um vínculo de apego seguro poderia sanar grande parte dos problemas de comportamento em sala de aula desses adolescentes.

Talvez essa pudesse ser uma solução, mas não queremos dar que seria mais uma em meio a tantas. Não pretendemos apresentar uma solução, apenas nos colocar no nosso papel de educadores que refletem sobre a educação e nessas reflexões alguns caminhos podem se delinear.

Pois... quando olho para alguém não posso olhá-lo como se fosse plano, tenho de vê-lo com toda a complexidade. E quando me junto a outros para discutir, procuro saber se eles têm a mesma mirada que eu. E assim se organizam as escola”. (Castilho, 1994. p.15)

A complexidade de cada escola deve ser pensada por seus educadores, encerramos, então, com a pergunta de Deleuze: “cada educador não deve ele mesmo refletir sobre sua prática educativa?”. (Neto, 2005. p.9)

Mas, para que essa complexidade seja pensada, faz-se necessário um certo grau de organização, sem o que:

“Não haveria nem um pouco de ordem nas idéias, se não houvesse também nas coisas”. “E, enfim, para que haja acordo entre coisas e pensamento, é preciso que a sensação se reproduza, como garantia ou testemunho de seu acordo”. (Deleuze, 1992. p. 259).



Assim, entendemos que organização por parte das escolas e o sentimento e a emoção de todos os envolvidos na transição da 4ª para a 5ª série, numa atitude de contínua observação e reflexão, pode minimizar as dificuldades dessa fase. Não fazer do ensinar um ato mecânico, mas um processo de reflexão constante.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BOCH, Ana M. Bahia, FURTADO, Odair & TEIXEIRA, Maria de Lourdes T. Psicologias. São Paulo: Editora Saraiva, 1995.

CASTILHO, Tai. Temas em terapia familiar. São Paulo: Editora Plexus, 1994.

CHAZAUD, Jacques. A personalidade, suas dimensões e seu desenvolvimento. São Paulo: Editora IBRASA, 1987.

DELEUZE, Gilles e GUATTARi, Felix. O que é filosofia? São Paulo: Editora 34, 1992.

DORIN, Lannoy. Psicologia do desenvolvimento.São Paulo: Editora do Brasil, 1982.

GOULART, Íris Barbosa. Piaget. Rio de Janeiro: Editora Vozes Ltda, 1985.

HANNAS, Maria Lucia; FERREIRA, Ana Eugenia. Saboja, Marysa. Psicologia do ajustamento. Rio de Janeiro: Editora Vozes Ltda, 1983.

INHELDER, Barbel. Da lógica da criança à lógica do adolescente. São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1979.

NETO, Francisco Estácio. Deleuze e a filosofia da educação. Cacoal: FACIMED, 2005.

PARRA, Nélio. O adolescente segundo Piaget. São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1973.

PLATÃO. A República. São Paulo: Editora Martin Claret, 2000.

SILVA, Claudenir Leite da. Desenvolvimento dos processos cognitivos. Cacoal: FACIMED, 2005.

STRATTON, Peter; HAYES, Nicky. Dicionário de psicologia. São Paulo: Editora Pioneira, 1993.

TELES, Maria Luiza Silveira. Uma introdução à psicologia da educação. Rio de Janeiro: Editora Vozes Ltda, 1975.

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João do Rozario LimaPerfil o autor:

João do Rozario Lima. Filho de Athaydes Martins de Lima e Zita do Rozario Lima. Nasceu e São Gabriel da Palha no Estado do Espirito Santo. Graduado em Pedagogia e Pós Graduado em Psicopedagogia Clinica e Institucional. Atua como Professor das Séries Iniciais no Municipio de Seringueiras no Estado de Rondonia. telefone 069 3623 3196.

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