A Correlação Entre O Vo2 Máx, O Índice De Massa Corporal (Imc) E A Flexibilidade Em Crianças

Publicado em: 22/05/2009 |Comentário: 0 | Acessos: 5,899 |

 

A correlação entre o VO2 máx, o Índice de massa corporal (IMC) e a flexibilidade em crianças.

O objetivo desse artigo é correlacionar o VO2 máx, a faixa etária, o IMC com a flexibilidade de crianças de ambos os sexos de um Projeto Social da cidade de Itumbiara-Go, por meio de uma pesquisa de campo.

Segundo Costa (2001) os diferentes componentes corporais sofrem alterações durante toda a vida dos indivíduos, fazendo com que as características da composição corporal sejam extremamente dinâmicas, pois são influenciadas por aspectos fisiológicos, como crescimento e desenvolvimento, e aspectos ambientais, como estado nutricional e nível de atividade física.

Ramos (1999) relata que um dos principais interesses em se conhecer os aspectos da composição corporal está relacionado com a estimativa da quantidade de gordura corporal e sua possível relação com os efeitos maléficos para a saúde. Dentre esses efeitos pode-se citar a obesidade, o aumento do risco de várias doenças, dentre as quais podemos citar diabetes, aterosclerose, hipertensão, complicações articulares, distúrbios psicológicos e câncer.

No Brasil, dependendo da região e classe social, a obesidade infantil atinge entre 7% e 15% das crianças, pois o estilo de vida sedentário privilegia um gasto energético menor, como por exemplo, horas na frente da televisão e jogos de vídeo game, (VIUNISKI, 2004). A obesidade na infância tem como conseqüência a possibilidade de sua manutenção na vida adulta e gera fatores de risco para a saúde que geralmente só são detectados tardiamente. (SEGATTO e PEREIRA, 2003).

Nesse artigo abordaremos um item da capacidade motora, a flexibilidade e um item da aptidão física, o VO2 máx. e faremos a correlação com o IMC (Índice de massa corporal).     

O VO2 máx é a capacidade do organismo em absorver, transportar, entregar e utilizar o O2 nos tecidos, durante o exercício. Segundo Fernandes Filho (1999) o seu resultado permite avaliar a capacidade funcional do sistema cardiorrespiratório, a capacidade metabólica oxidativa serve para prescrever atividades físicas para sedentários, obesos e idosos. O VO2 máx pode ser mensurado, de forma direta (ergoespirâmetro), ou indiretamente através de ergômetros ou em testes de pista.

            Segundo Power (2000), o VO2 máx está ligado à capacidade funcional do sistema cardiovascular de liberar sangue aos músculos em atividade durante o trabalho máximo ou supra máximo prolongado à manutenção da homeostasia.

            Para validar o teste de ida e volta de 20m, no Brasil foi aplicado o teste em voluntários de ambos os sexos com idade de 15 e 25 anos para mulheres e de 21 a 43 anos para homens obtendo resultados satisfatórios para ambos os sexos (r = 0,75 entre mulheres e de r = 0,73 entre os homens) apresentando assim resultados aceitáveis. (Duarte e Duarte 2001) reforça que os testes de pista têm sido utilizados na avaliação de grandes grupos, devido à simplicidade da sua aplicação. 

            Poucos estudos têm analisado o nível de aptidão física em jovens. Entre os estudos podemos citar Borges, Matsudo e Matsudo, 2004 que objetivou verificar o perfil antropométrico e metabólico da aptidão física de adolescentes na fase púbere com a mesma idade cronológica, mas com diferentes maturação sexual, a amostra foi composta por 79 escolares do sexo masculino com idade de 13 anos da rede pública, foram verificados os níveis dos pêlos axilares, medidas antropométricas, peso, estatura, comprimento tronco-cefálico, dobras cutâneas, diâmetro do úmero e fêmur, circunferências de braço e perna, consumo máximo de oxigênio (VO2 máx) que foram obtidos por teste submáximo na bicicleta ergométrica. O estudo concluiu que, de acordo com os pelos púbicos, houve diferença significativa entre o peso corporal e não foram encontradas diferenças significativas no VO2 máx nos diferentes estágios maturacionais, tanto relacionado com desenvolvimento dos genitais nem com pelos axilares.    

            Uma boa aptidão cardiorrespiratória é fundamental para os humanos, tanto na saúde como no desempenho. Baixos níveis de aptidão cardiorrespiratória estão associados com o risco de se morrer de doença cardiovascular. Altos níveis de aptidão cardiorrespiratória tornam possível ao homem participar de muitas atividades da vida diária, ocupacionais e recreativas (TRITSCHLER, 2003).

Um estudo feito por Gonçalves (1995), que teve como objetivo analisar os níveis de crescimento e de desempenho motor em escolares de 7 a 14 anos de ambos os sexos de alto nível sócio-econômico, usando as variáveis antropométricas e testes motores pode concluir que os meninos obtiveram melhores resultados nos testes motores.

            Da mesma forma que uma boa função cardiorrespiratória está associada com riscos reduzidos de doenças cardiovasculares, ela também está associada com uma baixa incidência de diabetes mellitus não insulino-dependente e de obesidade. Um estudo recente de Lee et al. apud Tritschler (2003) determinou que a aptidão cardiorrespiratória pode ser mais importante para a saúde global do que a manutenção de um peso corporal normal (IMC < 25), demonstrando que os benefícios para a saúde de um peso corporal normal parece estar limitado para pessoas que possuem níveis moderados ou elevados de aptidão cardiorrespiratória.

O excesso de gordura corporal apresenta uma relação direta com algumas condições desfavoráveis para a saúde. Segundo Costa (2001) um bom nível de aptidão física pode trazer uma série de benefícios para a saúde de um indivíduo, além de prevenir doenças hipocinéticas, as quais estão relacionadas ao estilo de vida sedentário.

As alterações no VO2 máx durante o crescimento têm uma relação intimamente relacionada com a massa magra. (BORGES, MATSUDO E MATSUDO, 2004).

A flexibilidade é considerada uma capacidade motora muito utilizada no dia-a-dia das pessoas e como parte integrante do treinamento de atletas. De acordo com Weineck (1999), flexibilidade é a capacidade e a característica de executar movimentos de grande amplitude, ou sob forças externas, ou ainda que requeiram a movimentação de muitas articulações.

    A flexibilidade conforme Dantas (1999, p. 57) “é a qualidade física responsável pela execução voluntária de um movimento de amplitude angular máxima, por uma articulação ou conjunto de articulações, dentro dos limites morfológicos, sem o risco de provocar lesão”.

A flexibilidade relaciona-se, principalmente, à maleabilidade da pele e à elasticidade muscular que são poderosamente influenciadas por alguns fatores, tais como (DANTAS, 1999):

TABELA 1: Fatores que influenciam a flexibilidade

Fatores

 

Idade

Quanto mais idosa a pessoa, menor sua flexibilidade natural, os tendões e as fáscias musculares são particularmente susceptíveis de se espessarem devido à idade e à falta de exercício.

Sexo

A mulher é, em geral, mais flexível que o homem. Nota se que a flexibilidade das meninas é levemente superior à dos meninos desde a escola elementar. A partir do início do surto pubertório, no entanto, ao mesmo tempo em que aumentar a força dos meninos, vai diminuindo sua flexibilidade, conferindo progressivamente uma diferença mais acentuada nesta qualidade física em favor do sexo feminino.

Individualidade biológica

Pessoas do mesmo sexo e idade podem possuir graus de flexibilidade totalmente diversos entre si, mesmo mantidas estáveis todas as demais variáveis.

Somatotipo

Também influencia poderosamente a flexibilidade. As pesquisas mostram que a amplitude de movimento de flexão de pescoço, quadril e tronco é inversamente proporcional ao nível de endomorfina que a pessoa apresenta.

Estado de condicionamento físico

A elasticidade do tecido conjuntivo é reduzida pela inatividade. Este fenômeno pode ser constatado em sua completa magnitude,quando existe uma inatividade total, como a decorrente do engessamento de um membro.

Tonicidade muscular

 O tônus muscular poderá variar devido a alterações do componente ativo, fruto de influências sensoriais proprioceptivas intrafísicas aneloespiralados, ou do componente passivo (em decorrência de treinamento específico ou inatividade forçada).

Respiração

Os praticantes da hatha-ioga reputam a respiração como um dos fatores mais importantes na aquisição e manutenção da flexibilidade.

Concentração

Sem sombra de dúvida, este é o mais importante item, sendo imprescindível que se analise como se comporta o cérebro sob o ponto de vista da atividade elétrica, ao ser examinado por meio de um eletroencefalógrafo.

Hora do dia

Ao acordar, todos os componentes plásticos do corpo estão em sua forma original devido às horas em que o organismo esteve deitado, não sendo submetido à ação da gravidade no sentido longitudinal, mas sim no sentido transversal.

Temperatura ambiente

O frio reduz a elasticidade muscular com óbvios reflexos sobre a flexibilidade. A temperatura ambiente alta acarreta uma elevação da temperatura corporal com efeito inibitório sobre os motoneurônios gama e conseqüente relaxamento da musculatura e aumento da flexibilidade.

Exercício

A flexibilidade é poderosamente influenciada pelos exercícios que tanto provocam seu aumento quanto sua redução.

Exercício de aquecimento

Embora exista uma grande polêmica sobre se o aquecimento possui ou não influência na performance não há dúvida de que, se ele for realizado corretamente provocará: a) diminuição da viscosidade dos líquidos orgânicos; b) aumento de 12% a 13% da espessura da cartilagem articular pela penetração de fluido, permitindo o aumento da compressibilidade e a diminuição da pressão por área de superfície articular reduzindo, portanto, o risco de lesões na região considerada; c) diminuição do tempo de transição entre os estados de contração e relaxamento.

Fadiga

A flexibilidade acusa uma dependência em relação ao grau de fadiga. A causa disso consiste, por um lado, numa maior sensibilidade dos fluxos musculares e, por outro lado, na diminuição do ATP existente na musculatura.

Fonte: Adaptado Dantas(1999).

 

Metodologia

A amostragem para o presente estudo foi constituída de 100 alunos de ambos os sexos com faixa etária entre 10 a 15 anos de um Projeto Social da cidade de Itumbiara-Go.

Os dados sobre o índice de adiposidade foram levantados através das técnicas antropométricas de peso e estatura na qual esses valores forneceram os valores do IMC, que segundo Abeso (2004) é representada através da equação:

IMC= P/A2

Onde P é o peso corporal total em kg e A2 é a estatura elevada ao quadrado. 

                 Para analisar o peso corporal utilizamos uma balança de marca Filizola e a estatura foi verificada através de uma fita métrica fixa à parede.

   As crianças foram medidas descalças e com o mínimo de roupa possível, conforme Vasconcelos (1993) e Amorim, Silva, Dantas e Filho (2004).

Para classificar os indivíduos quanto à adiposidade foram utilizados os valores de cortes do IMC propostos pela Abeso (2004) conforme a tabela 2.

TABELA 2: CLASSIFICAÇÃO DO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL

Idade

Acima do Peso (Kg/m2)

Obeso(Kg/m2)

10

Feminino: 19.9

Feminino: 24.1

10

Masculino: 19.8

Masculino: 24

11

Feminino: 20.7

Feminino: 25.4

11

Masculino: 20.6

Masculino: 25.1

12

Feminino: 21.7

Feminino: 26.7

12

Masculino: 21.2

Masculino: 26

13

Feminino: 22.6

Feminino: 27.8

13

Masculino: 21.9

Masculino: 26.8

14

Feminino: 23.3

Feminino: 28.6

14

Masculino: 22.6

Masculino: 27.6

15

Feminino: 23.9

Feminino: 29.1

15

Masculino: 23.3

Masculino: 28.3

               FONTE: Adaptado Abeso (2004)

Para avaliação do consumo máximo de O2 foi utilizado o teste de vai-e-vem de 20 metros propostos por Lerger (1988), para realização do teste foi necessário um local de pelo menos 25 metros, toca fitas, CD do teste, fita crepe e o teste foi aplicado com um grupo de 10 crianças de cada vez, que correram juntas percorrendo um espaço de 20 metros delimitado entre duas linhas paralelas. A fita emitiu bips a intervalos específicos para cada estágio, sendo que a cada bip a criança que estava sendo avaliada deveria estar cruzando com os dois pés uma das linhas paralelas e retornando no sentido contrário, o término de cada estágio é sinalizado com 2 bips consecutivos e com uma voz avisando o número de estágios concluído, a duração do teste dependeu da aptidão cardiorrespiratória de cada criança, sendo assim máximo e progressivo, menos intenso no início e se tornando mais intenso no final. Cada estágio teve a duração de aproximadamente 1 minuto e em cada fase foram realizadas de 7 a 15 idas e vindas de 20metros. (DUARTE e DUARTE, 2001).

TABELA 3: CLASSIFICAÇÃO DO VO2máx

Estágios No

Velocidade

(km/h)

Predição do VO2máx de acordo com a velocidade e idade

Estágio

Km/h

10

11

12

13

14

1

8.5

39.1

37.2

35.2

33.3

31.4

2

9

41.5

39.6

37.8

35.9

34.1

3

9.5

43.9

42.1

40.3

38.5

36.7

4

10

46.3

44.6

42.9

41.2

39.4

5

10.5

48.7

47

45.4

43.8

42.1

6

11

51.1

49.5

47.9

46.4

44.8

7

11.5

53.4

52

50.5

49

47.5

8

12

55.8

54.4

53

51.6

50.2

9

12.5

58.2

56.9

55.6

54.2

52.9

10

13

60.6

59.4

58.1

56.9

55.6

11

13.5

63

61.8

60.6

59.5

58.3

12

14

65.4

64.3

63.2

62.1

61

               

Fonte: Adaptado de Duarte e Duarte (2001)

Para classificar os indivíduos quanto ao VO2máx foram utilizados os valores encontrados através da seguinte equação Y= 31.025 + 3.238X1 – 3.248X2 + 0.1536X1 X2.

Onde X1 é velocidade em Km/h, que é encontrada a partir do estágio em que a criança parou e X2 é a idade da criança em anos.

Após a classificação dos indivíduos de acordo com índice de massa corporal e a realização do teste do consumo máximo de O2, os resultados foram tabulados e analisados estatisticamente para verificar se existem diferenças significativas entre as variáveis que são objeto desse estudo.

O instrumento utilizado para avaliarmos a flexibilidade foi o teste de sentar e alcançar (TSA). O (TSA) é um método que objetiva medir a flexibilidade do quadril, dorso e músculos posteriores dos membros inferiores Wells e Dilon (1952). Consiste de uma caixa de madeira com dimensões de 3 x 30.5cm e, em um lado, com uma superfície de 56,5 cm de comprimento, que representa a parte superior. Neste lado da referida caixa há um cursor que se desloca por um sulco e sobre uma fita métrica (50 cm de comprimento e resolução de 0,1 cm) que servirá como fator de avaliação. O ponto zero de referência, de acordo com a proposta, fica posicionado na distância que coincide com o valor 23 cm; ponto, no qual, os pés do avaliado toca a caixa.

Foi confeccionada uma ficha para levantamento dos seguintes dados: peso, estatura, sexo, faixa etária, flexibilidade, e consumo máximo de oxigênio (Apêndice 1).

RESULTADOS

TABELA 4 - Quantidade de estudantes analisados, de acordo com faixa etária e sexo

Faixa etária

Sexo

Número de criança

10

Masculino

18

Feminino

11

11

Masculino

7

Feminino

10

12

Masculino

17

Feminino

8

13

Masculino

3

Feminino

6

14

Masculino

3

Feminino

9

15

Masculino

2

Feminino

6

 

Na tabela 4 descrevemos a quantidade de meninos e meninas separados por faixa etária, com 10 anos, são 18 meninos e 11 meninas, com 11 anos, 7 meninos e 10 meninas, com 12 anos, 17 meninos e 8 meninas, com 13 anos, 3 meninos e 6 meninas, com 14 anos, 3 meninos e 9 meninas e com 15 anos, 2 meninos e 6 meninas. Somando ao todo 100 alunos, sendo que a metade é de meninas e a outra metade de meninos.

 

TABELA 5 – Comparativo entre as médias de VO2 máx feminino e masculino

 

IDADE

MÉDIA FEMININA

MÉDIA MASCULINA

10

41,7

41.4

11

40,6

43,8

12

31,1

44,6

13

39,8

40,7

14

36,7

47,5

15

29,5

51,6

 

 Em relação às meninas podemos notar, na tabela 5, que o VO2 máx delas apresentaram variações com a idade, aos 10 anos foi 41,7, aos 11 anos 40,6, aos 12 anos 31,1, aos 13 anos 39,8, aos 14 anos 36,7 e aos 15 anos apresentaram menor média 29,5, ressaltamos que nas faixas etárias de 12 anos, uma avaliada não completou o primeiro ciclo e duas avaliadas de 15 anos também não completaram o primeiro ciclo. Em relação aos meninos o Vo2máx também apresentou variações com a idade, aos 10 anos 41,4, aos 11 anos 43,8, aos 12 anos 44,6, aos 13 anos 40,7, aos 14 anos apresentaram a maior média do VO2 máx, 47.5 e nos 15 anos 51.6.   

Observamos que em todas as idades os meninos apresentam maior média no VO2 máx exceto na faixa etária de 10 anos, em que as meninas apresentaram 41,7 e os meninos, média de 41,4.

 

 

TABELA 6 – Comparativo entre as médias de flexibilidade femininas e masculinas

 

IDADE

MÉDIA FEMININA

MÉDIA MASCULINA

10

25,3

27,1

11

27,4

28,3

12

25,1

27,4

13

26,2

28

14

29,7

29

15

24,0

28,1

 

Pudemos notar que, a média de flexibilidade das meninas variou entre 24 e 29,7 cm, sendo que as meninas de 10 anos tiveram média de 25,3 cm, as de 11 anos 27,4 cm, as de 12 anos 25,1 cm, as de 13 anos 26,2 cm, as meninas de 14 anos apresentaram melhor média, 29,7 cm e as de 15 anos menor média 24 cm. Já em relação aos meninos, os de 10 anos 27,1cm, os de 11 anos 28,3 cm, os de 12 anos 27,4 cm, os de 13 anos 28 cm, os de 14 anos, como as meninas dessa mesma idade, apresentaram melhor média de flexibilidade, 29 cm e os de 15 anos 28,1cm.

TABELA 7 – Comparativo entre as médias de IMC femininas e masculinas

 

IDADE

MÉDIA FEMININA

MÉDIA MASCULINA

10

20,0

18,4

11

19,9

18,4

12

21,8

17,3

13

20,9

18,8

14

23,1

22,3

15

24,2

17,6

 

Na tabela 7, observamos que as meninas em todas as idades obtiveram valores superiores aos dos meninos. As meninas de 10 anos apresentaram média de 20 kg/m2, as de 11 anos 19,9 kg/m2, as de 12 anos 21,8  kg/m2 ,  as de 13 anos 20,9  kg/m2 ,  as de 14 anos 23,1 kg/m2 e as 15 anos apresentaram maior média 24,2  kg/m2. Já os meninos de 10 anos obtiveram média de 18,4 kg/m2, os de 11 anos também 18,4 kg/m2, os e 12 anos 17,3 kg/m2, os de 13 anos 18,8 kg/m2, os de 14 anos 22,3 kg/m2 e os de 15 anos 17,6 kg/m2.

  GRÁFICO 1 – Percentagens de meninas classificadas pelo IMC em relação a idade

 

 

 

  1. Ao analisarmos o gráfico 1, observamos que as meninas de 11 anos apresentaram índice de obesidade mais acentuado, 20%, depois as de 10 anos 18,2%, em seguida as de 15 e 13 anos16,7%, as de 12 anos 12,5% e as de 14 não apresentaram obesidade. O índice de sobrepeso foi mais evidente aos 12 anos 37,5%, depois aos de 14 e 15 anos com 33,3%, em seguida nas 10 anos com 18,2%, as de 13 anos com 16,7% e, por último, as de 11 anos com 10%.      

 

GRÁFICO 2 – Percentagens de meninas classificadas pelo VO2 máx  , flexibilidade e IMC.

 

 

 

No gráfico 2 notamos que, as faixas etárias que apresentaram maior VO2máx apresentaram menores valores de IMC, no entanto concluímos que o VO2 máx   apresentou forte correlação com o IMC e ambos não apresentaram correlação com o grau de flexibilidade.

GRÁFICO 3 – Percentagens de meninos classificados pelo IMC em relação a idade

 

 

 

No gráfico 3 observamos que os meninos de 14 anos apresentaram índice de obesidade mais acentuado, 25%, depois os de 11 anos com 14,28%, os de 10 anos 10,52% e não constatamos obesidade nos meninos de 12, 13 e 15 anos. O índice de sobrepeso foi mais evidente aos 13 anos, com 33,33%, depois aos 14 anos com 25%, aos 10 anos com 21%, aos 12 anos com 17,6%, aos 11 anos com 14,2% e os meninos de 15 anos não apresentaram índice de sobrepeso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

GRÁFICO 4 – Percentagens de meninos classificadas pelo VO2 máx  , flexibilidade e IMC.

 

   

No gráfico 4 concluímos, que como no gráfico 2, o VO2 máx  apresentou forte correlação com o IMC e que ambos não apresentaram forte correlação com o grau de flexibilidade, pois nem todas as faixas etárias que apresentaram maior aptidão cardiorrespiratória e menores melhores médias de IMC apresentaram melhores graus de flexibilidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Nesse artigo pudemos observar a correlação entre o VO2 máx , o IMC e a flexibilidade que nos levou a concluir que, o  VO2 máx  apresentou forte correlação com os valores de IMC e ambas variáveis não apresentaram forte correlação com os graus de flexibilidade.  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  

 

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    Palavras-chave do artigo:

    vo2max

    ,

    indice de massa corporal imc e flexibilidade

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    Por: Sebastiana Bragal Educaçãol 27/10/2014
    Edjar Dias de Vasconcelos

    Sei o quanto. Tudo isso não significa nada. Apesar da interminável beleza dos universos. Contínuos. Sei do insignificado das coisas. Do delírio dos deuses. Das franquezas das razões não lógicas. A metafísica não indutiva.

    Por: Edjar Dias de Vasconcelosl Educaçãol 25/10/2014
    Amanda Souza Machado

    Este trabalho é uma continuação das discussões, pesquisas e reflexões ocorridas durante a elaboração do artigo científico sobre como os educadores exploram as fantasias das crianças, produzidas a partir dos programas de televisão. O artigo propõe-se a apresentar as influências da TV no imaginário das crianças e qual é o papel dos educadores neste momento.

    Por: Amanda Souza Machadol Educaçãol 23/10/2014

    O presente artigo é um estudo bibliográfico que tem como objetivo principal abordar conceitos educacionais e metodologias desenvolvidas em sala de aula usando o lúdico como alternativa de metodologia. O trabalho justifica-se pela necessidade de se entender e adequar a aprendizagem às atuais demandas da educação é necessário conhecer alguns caminhos já percorridos pelo ensino e que se levam a uma redefinição dos objetivos, conteúdo e metodológicos.

    Por: Graciele de Miranda Oliveiral Educaçãol 21/10/2014 lAcessos: 14
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