A FENOMENOLOGIA DA DÍDATICA DO PROFESSOR
RESUMO
O presente texto visa discutir a construção do método fenomenológico elaborado pelo filosofo alemão Edmund Husserl, e como esse método pode ser aplicado na parte metodológica do professor no momento em que elabora sua didática em sala de aula. Por isso a importância de conhecer esse método pelos professores de qualquer área do conhecimento como uma possibilidade da utilização esse método para melhor elaborar a sua didática e possibilitar a construção do conhecimento do discente.
Palavras Chaves: Método Fenomenológico, Formação Docente, Didática
ABSTRAT
This paper aims to discuss the construction of the phenomenological method developed by the German philosopher Edmund Husserl, and how this method can be applied in the theoretical part of the teacher when they prepare their teaching in the classroom. Hence the importance of knowing this method by teachers in any area of knowledge as a possibility of using this method to better develop their teaching and to enable the construction of knowledge and learners.
Key Word: Mostrar romanizaçãoPhenomenological Method, Teacher Training, Didactics
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1- INTRODUÇÃO
A fenomenologia é um método elaborado por HUSSERL (1970) em que tinha como objetivo formular um novo método de analise para se conhecer a essência de todas as coisas, a sua base de reflexão foi influenciado pelo filosofo francês René Descartes que HUSSERL considerava um filosofo brilhante, mas que tinha uma limitação com seu método de conhecimento baseado do "cogito ergo sunt", no entanto para chegar a essa premissa Descarte duvidou de tudo que existe, e para HUSSERL essa é a limitação do pensamento cartesiano como pode ser observado na citação a seguir:
"Por outro lado, é de monta que as meditações tenham feito época na filosofia num sentido muito singular e, decerto, precisamente devido ao seu retrocesso ao ego. Descartes inaugura de facto, uma filosofia de tipo inteiramente novo. Esta, ao modificar todo o seu tipo inteiramente novo. Esta, ao modificar todo o seu estilo, empreender uma viragem radical do objectivismo ingénuo para um subjectivismo transcendental, que em tentativas novas e, no entanto, sempre insuficientes, aspira a uma forma final pura. Não deveria porventura, esta tendência continua de trazer em si um sentido eterno, para nós uma tarefa ingente, a nós imposta pela própria história, e na qual somos todos chamado a colaborar ". (HUSSERL 1970 p.11)
Para HUSSERL a dúvida universal é um ponto fraco no sistema filosófico cartesiano por isso ele propõe um novo termo para substituir o termo cartesiano da dúvida metódica que HUSSERL chama de epoché que significa uma suspensão provisória de todo o conhecimento que se tem para poder conhecer a essência da coisa em si, que HUSSERL chama de ideítica. Com esse método HUSSERL tinha como objetivo transformar a filosofia em Ciência. Esse método contribuiu para fazer analise de vários objetos de estudo apesar das várias críticas. Na dimensão da pesquisa educativa é feita umas experiências tanto na parte da didática como na parte curricular da formação dos professores como uma possibilidade de melhorar a formação dos futuros docentes das escolas em geral de todas as disciplinas.
2- A FENOMENOLOGIA NA CONSTRUÇÃO DO CURRÍCULO DO DOCENTE
Ante de se falar sobre a didática é importante saber qual é a essência de que professor que se construído nos quatro ou cinco anos na universidade, e esse objetivo que vai determinar as disciplinas a serem ministras e as competências e as habilidade que este vai adquirir com o tempo quando esse profissional vai para sala de aula.
CAPPELLETTI (1997) faz uma analise de dados sobre o significado da rede como analise do currículo da formação dos médicos, em que ajuda fazer uma reflexão de qual é a essência da formação dos médicos através de uma leitura fenomenológica que pode ser usado esse método de avaliar o currículo da formação dos docentes das diferentes áreas do conhecimento.
Um dos autores que ajuda na reflexão é SAVIANI (2007) diz que a filosofia da educação, como a história da educação ajuda os educadores repensar a educação, ou seja, ajuda assumir uma atitude de reflexão sobre a problemática educacional. Trabalha a questão da essência da formação do docente como as duas disciplinas e ajuda a enxerga segundo SAVIANI todos os educadores de diferente área do conhecimento.
Segundo DEMO (1996) a educação não é somente uma ação de treinar o estudante, a exercer uma atividade, mas defende a idéia que o educando vai construindo a sua autonomia por meio da pesquisa. Por isso a essência defendida na formação do futuro docente este deve ter como conceito de educação como ensino do sujeito que constrói o seu conhecimento com autonomia.
"Educação não é só ensinar, instruir, treinar, domesticar, é, sobretudo formar a autonomia do sujeito histórico competente, uma vez que, o educando não é o objetivo de ensino, mas sim sujeito do processo, parceiro de trabalho, trabalho este entre individualidade e solidariedade". (DEMO 1996 p 16)
Como um educador pode ajudar a esse estudante aprofundar seu estudo se esse na sua formação não é formado para pensar, mas somente reproduzir, e os estudantes desde sua tenra idade sempre vai reproduzindo aquilo que os professores dizem sem muitas vezes questionar o que está sendo lecionado.
Outro educador FREIRE (1996) diz que educação não deve ser uma mera transmissão de conhecimento, mas criar uma possibilidade do educando construir o seu próprio conhecimento baseado com o conhecimento que ele trás de seu dia-a-dia familiar.
"As condições ou reflexões até agora feitas vêm sendo desdobramento de um primeiro saber inicialmente apontado como necessário a formação docente, numa perspectiva progressista. Saber ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção". (FREIRE 1996 p 47)
FREIRE (1996) trabalha em uma perspectiva de trabalhar a realidade desses educandos de como se manifesta, e dessa maneira trabalhar a parte didática de acordo com esses alunos está inserido na realidade para que possam compreender melhor o conteúdo ministrado.
Por isso é importante saber quais as disciplinas ministradas na formação dos docentes nas universidades para que possam tenta observar melhor a realidade da sala de aula, e este professor tenha uma possibilidade de trabalhar melhor a didática em sala de aula que pode se observado na discussão de autores como DEMO e FREIRE.
3- A DITATICA NA FORMÇÃO DO DOCENTE
Após discutir um pouco sobre a formação do discente numa visão fenomenológica que visa buscar a essência de que educador se quer forma de diferente área. No entanto pode se perceber que nas universidades, de uma maneira especial das universidades públicas, há uma super valorização dos pesquisadores e deixando em segundo plano a formação do professores.
Isso ocorre, pois há uma valorização do conhecimento livrístico e uma desvalorização da parte prática do conhecimento. E isso influencia na formação do próprio docente por isso que nas universidades a parte didática fica sempre em segundo plano e isso prejudica a aprendizagem dos estudantes quando ingressam nas universidades. Sobre essa reflexão PINTO (1997) diz:
"Uma série de constatações, cuja aparente banalidade velava o seu significado, se torna, de repente, inquietante: o fazer didático usual nas disciplinas dos cursos de preparação de docentes substitui as situações reais da profissão pelo exercício de simulações. Não haveria de ser por que essas fossem mais eficazes, uma vez que é para aquelas que os professores se destinam, seja para mantê-las ou para modificá-las. A experiência é o de menos: o que importa é o conhecimento, ainda que este não ultrapasse o ‘mero pensar'"(…) (PINTO 1997 p 197).
Isso significa que as universidades não estão interessadas em aprofundar a melhor a formação dos professores e com isso não está preocupada na analise da essência de sua formação que muitas vezes fica sob a responsabilidade das instituições públicas, e quando o estudante vai para sala de aula muitas vezes os professores não da uma oportunidade que esses discentes aprendam a lidar com uma classe.
A didática é importante, pois esta é o paradigma que o professor tem sobre o objetivo da aula a ser alcançado e perceber a realidade que se manifesta para que o trabalho didático seja de acordo com a turma que se está trabalhando. Não esquecendo que a didática é vivencia do dia-a-dia, pois o professor deve ter consciência que o método utilizado em uma sala de aula, não vai funcionar com a mesma eficácia em outra.
Muitas vezes a didática é utilizada somente para preencher a carga horária e não a experiência cotidiana real de cada professor, e outro problema grave existente é divisão de bacharel e licenciado e isso fragmenta cada vez mais a formação do professor pesquisador . Como pode haver uma construção de um pensamento de autonomia dos estudantes se os professores não sabem pesquisar, e não incentivam os alunos a pesquisarem. A didática é a ponte que o educador tem da forma de melhor a autonomia de seus discentes.
4- CONCLUSÃO
Após a discussão sobre a formação didática do educador pode se perceber que os vários autores que trataram sobre esse conceito, como de suma importância para a transformação da realidade, e dependendo do ponto de vista, vai se trilhando um caminho para o aperfeiçoamento do ser humano, e como este pode conviver melhor com o outro. A forma que o professor tem sobre o que é o seu papel educação vai poder trabalhar melhor a sua didática.
EFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICA:
CAPPELLETTI, Isabel Franchi. A Rede de Significado como Instrumento num Processo da Avaliação de Currículo. IN Org. BICUDO, Maria Aparecida Viggiani e ESPÓSITO, Vitória Helena Cunha. A Pesquisa qualitativa em educação: um enfoque fenomenológico.
DEMO, Pedro. Educar pela Pesquisa. Campinas/SP, Ed. Autores Associados, 1996.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 34°ed. São Paulo. Ed. Paz e Terra, 1996.
HUSSERL, Edmund. Conferência de Paris. (Título Original Pariser Vorträge revisto por Artur Cardoso) trad. Antonio Fidalgo e Artur Mourão. Rio de Janeiro Edições 70. 1970
PINTO, Aloylson. A Experiência Didática: uma Abordagem Fenomenológica. IN Org. BICUDO, Maria Aparecida Viggiani e ESPÓSITO, Vitória Helena Cunha. A Pesquisa qualitativa em educação: um enfoque fenomenológico.
SAVIANI, Dermeval. Função do Ensino da Filosofia da Educação e da Historia da Educação. IN SAVIANI, Dermeval. Educação do Senso Comum a Consciência Filosófica. Campinas. Autores Associados. 2007. (p.31-41)
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