A Importância Do Lazer Para O Coletivo

Publicado em: 01/11/2009 |Comentário: 1 | Acessos: 6,373 |

O lazer como hoje é conhecido é um problema urbano que é tipicamente característico das grandes cidades, mas isso não significa que fiquem restritos as grandes cidades, pois  como existe a mídia para divulgar para regiões  que não são tão urbanizadas, no entanto para  MARCELLINO (2006) vai apresentar o conceito de lazer fazendo relação a  duas idéias centrais entre espaço e equipamento.

“O espaço é entendido como suporte para os equipamentos. E os equipamentos são compreendidos como os objetos que organizam o espaço em função de determinada atividade. (...), conclui-se que é possível se exercer atividades de lazer sem um equipamento, mas é impossível fazer um lazer sem a existência de um espaço”. (MARCELLINO 2006 p 66)

MARCELLINO diz que importante se ter um espaço para se ter uma atividade de lazer, no entanto no meio urbano existe um desafio de se encontrar esse espaço para um processo de socialização, isso por causa do êxodo rural, existe uma aglomeração de pessoas no meio urbano, e os principais serviços em favor da população.

“Entretanto se verifica uma serie de descompassos em relação ao espaço e lazer. O crescimento de nossas cidades é relativamente recente, caracterizando-se pela aceleração e imediatismo. O aumento da população urbana, agravado pelo êxodo rural e pelas migrações das cidades menores para aquelas que constituem em pólos de atração, não foi acompanhado no que se refere à habitação e serviços urbanos, gerando desníveis na ocupação do solo e diferenciando marcadamente, de um lado as áreas centrais, concentrada de beneficio, e de outro, a periferia, verdadeiro deposito de habitações”. ( IDEM p 66-67)

É importante se fazer essa democratização do espaço para o lazer para um maior processo de socialização, mas não somente ter um espaço para o lazer, mas um espaço que ajude a também fazer construir a cidadania, algo que não é feito nas políticas públicas relacionada ao lazer feito tanto pelos governos federais, ou estaduais como é refletido por MARTINS (2006).

“Não obstante, as políticas de lazer, quando se voltam para as periferias, metropolitanas, não raro, se caracterizam pelo atendimento aos que não compõem a demanda solvável da indústria do lazer, proporcionando-lhes equipamentos e/ou atividades aos quais não teriam acesso economicamente. E, assim circunscritas, encontra-se desarticuladas, por exemplo, das questões afeitas à atuação das forças que consubstanciam o setor centralizado no lazer, bem como ficam ao largo das questões referidas ao processo geral de reprodução capitalista da riqueza”. (MARTINS 2006 p 105)

MARTINS (2006) diz que esse tipo de política pública foi construído devido à própria criação de cidadania construída ao longo dos séculos XVIII e XIX, por isso quando se tem uma política pública para o lazer, ela não está relacionada à construção da cidadania, mas somente uma utilização de um espaço sem a reflexão da atividade em que se está executando.

  1. “Penso amplamente medidas e explicações para que os fundamentos objetivos da realidade social continuem intocados pela política deve-se a limitações da cidadania moderna. Primeiro lugar, é certo (como próprio Marshall demonstrara em seu clássico trabalho) que os direitos sociais configuram uma participação na riqueza socialmente produzida, impondo modificações nas situações experimentadas pelas classes sociais, o que dificilmente seria acessível a partir das condições que determinam as próprias classes. Também sabemos que os direitos sociais, ao serem inscritos como deveres do Estado, impõem-lhe custos. Mais que isso poder-se-ia dizer que a constituição de um fundo público como base na qual se travam embates políticos perturba, com efeito, a geometria do poder(...) Mas ao mesmo tempo a cidadania constitui-se num umbral, num limite que condiciona a democracia , haja vista esta é mais que um regime jurídico-político cuja culminação residiria na configuração e a consolidação do Estado de direito onde estariam assegurada a prerrogativa da cidadania moderna, exercida através dos direitos (civis, sociais e políticos, tal como consagrados). (IDEM p105-106).

O lazer é uma das formas de socialização que todo ser humano tem de estar com o outro, de conhecer os outros saber um pouco da vida do mesmo e dessa forma tendo dialogo, e participando de atividade esportiva e educativa é uma forma de ganhar responsabilidade, além de ser uma forma de inclusão social, e é uma forma de diminuir a violência é aproveitar bem o tempo livre como é abordado por BACAL (1988):

“Não constitui, porém características da natureza humana a capacidade de manter constantemente ativa se o tipo de atividade em que se pensa é diretamente relacionado à idéia de trabalho. Por imposição da própria fisiologia, após o esforço físico despendido da realização do labor diário, o homem tem descansar. Além disso precisa alimentar-se, repousa-se (recuperar energia e distrair-se o que faz mediante jogos, festas entretenimento ou qualquer atividade gratuita). Para George Hourdin a festa é descanso a que se entregam os membros de uma coletividade porque sentem necessidade de comungar em sua fé no sobrenatural ou na alegria de um acontecimento ocorrido entre eles, e que enquanto a todos atinge também a todo transcende.Por seu turno, o jogo envolve as atividades fortuidas e de natureza competitiva a que se dedicam os homens durante o descanso de que dispõem ou no decurso das festas que celebram”. (BACAL 1988 p15)

Como BACAL apresenta acima que todo ser humano precisa de um tempo de descanso para se recompor do tempo de trabalho, é importante está na vida pública tenha uma grande qualidade, e isso só é alcançado através do bom aproveitamento do tempo de lazer, que é uma forma de socialização entre as pessoas, MORAIS (1981) vai discutindo sobre o principal motivo do surgimento da violência urbana que é o medo, pois “onde há medo, há ameaças; e onde estão às ameaças está à violência” (MORAIS 1981 p15).

E o medo que é a fonte da violência urbana, pois quando não se conhece o outro, tem a tendência de agredir, como uma forma proteger-se de um possível ataque do outro. E para que esse sentimento não surja é necessário que exista um processo de socialização onde cada pessoa possa conhecer um ao outro, o seu nome, onde mora, um pouco da sua história, e oportunidade de compartilhar o mesmo espaço, sem exclusão do outros.

Por  isso a importancia de criar mais políticas públicas voltadas para o desenvolvimento da prática esportiva, além de diminuir a violência entre os jovens, pois estes vão se sentir incluido na sociedade, vai também resolver casos de saúde pública. Muitas vezes a doença que uma pessoa tem é falta de relacionamento com outras pessoas.

Referência Bibliográfica

BACAL, Sarah S. Laser:Teoria e Pesquisa. São Paulo Editora Loyola, 1988.
MARCELLINO, Nelson Carvalho. O Lazer e os Espaços na Cidade. In IN ISAYAMA, Hélder e LINHALES, Meily Assbú (org). Sobre Lazer e Política: Maneiras de ver, maneira de fazer. Belo Horizonte Ed. UFMG. 2006, p. 65-92
MARTINS, Sérgio. Lazer, Urbanização e os Limites da Cidadania. IN ISAYAMA, Hélder e LINHALES, Meily Assbú (org). Sobre Lazer e Política: Maneiras de ver, maneira de fazer. Belo Horizonte Ed. UFMG. 2006, p. 93-116
MORAIS, Regis de. O que é violência urbana 13° ed. São Paulo Editora Brasiliense, Coleção Primeiros Passos 1997.
ODALIA, Nilo. O que é violência. 4° ed. São Paulo Editora Brasiliense Coleção Primeiros Passos, 1993.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/a-importancia-do-lazer-para-o-coletivo-1406978.html

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    lazer

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    Comentar sobre o artigo

    Valdec Romero Castelo Branco

    O trabalho procura destacar a atualidade do questionamento do padrão sistêmico de integração econômica difundido no pós-Segunda Guerra – a globalização. Discute-se os problemas do baixo dinamismo econômico no País na década de 1980 e 1990 e suas repercussões sobre os níveis de emprego. trata-se, também, do problema da educação como fator-chave na explicação da exclusão social no País. Na última parte analisa a questão demográfica e a sua inter-relação com a família.

    Por: Valdec Romero Castelo Brancol Educaçãol 20/07/2010 lAcessos: 3,535
    Adriana da Cunha Leocadio

    A Constituição Federal Brasileira de 1988 simboliza uma nova etapa e garante a todos o direito à saúde como obrigação do Estado, ad libitum da democracia no país. A saúde e sua proteção, estão abraçadas no ordenamento jurídico-constitucional, traduzindo uma miríade de aspectos que suscita pela sua relevância, impondo uma delimitação do âmbito do presente estudo.

    Por: Adriana da Cunha Leocadiol Direito> Legislaçãol 03/12/2010 lAcessos: 6,138

    Este estudo tratará do direito à saúde como direito fundamental encartado na Constituição Federal de 1988, por ser dever do Estado o fornecimento dos diversos meios para garantir a saúde da população de forma ampla, o trabalho tratará do direito à saúde, seu conceito histórico, a saúde como direito fundamental, a Lei 8.080/90, bem como a reserva do possível como garantia de cumprimento do preceito constitucional.

    Por: Mateus Blumel Direitol 23/09/2011 lAcessos: 385

    Este artigo é fruto de estudos realizados e de experiências profissionais vividas em instituição educacional de ensino especializado, buscando compreender a dinâmica do processo de (re) significação, ou consequente revisão, no campo das ideias, e quiçá, práticas, acerca da modalidade de educação especial e inclusiva no sistema de ensino brasileiro. Com efeito, tal artigo é adornado de reflexões com perspectivas híbridas sobre o fazer da educação especial na perspectiva da inclusão, fazendo valer, todavia, as contribuições da educação especial no processo de desenvolvimento sócio-educativo da pessoa com deficiência no ensino regular.

    Por: Marcos Matozinhos de Morais Munhósl Educaçãol 21/09/2009 lAcessos: 3,524 lComentário: 1
    Alessandro Neves de Araujo

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    Por: Alessandro Neves de Araujol Educação> Ciêncial 06/10/2011 lAcessos: 445

    No presente trabalho abordar-se-á a temática polêmica e delicada na sociedade atual, o direito à educação de pessoas que possuem algum tipo de deficiência, seja ela visual, auditiva, genética, mental, física, entre outras. No contexto escolar constantemente presencia-se cenas de descaso, marginalização e discriminação de crianças portadoras de necessidades educacionais especiais e/ou deficientes.

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    Michely Matias Lopes

    Esta obra tem como finalidade mostrar como os aspectos culturais, sociais, políticos e afetivos influenciam na prática da Educação Física escolar. E para fundamentar essa afirmação, trazemos ao longo do texto os conceitos que apontam para essa importância. As atividades com finalidades de lazer, expressão de sentimentos, afetos e emoções, manutenção da saúde e da qualidade de vida, atualmente são consideradas fundamentais para o desenvolvimento da cultura corporal.

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    As questões identitárias deste componente curricular educação física sempre se articulou sobre uma perspectiva do esporte e dos valores sociais, neste texto se buscou compreender as mudanças ocorridas no campo da legislação , mas principalmente quanto ao aspecto pedagógicos aos quais vem transformando a práxis do mesmo.

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    Este artigo tem por objetivo apresentar estudos aprofundados sobre a educação inclusiva dando ênfase à questão envolvida no que se refere ao trabalho do professor com alunos portadores de deficiência. No decorrer da produção serão expostos conceitos de Educação Especial e Educação Inclusiva pontuando o saber fazer e o aprender diante das dificuldades encontradas em trabalhar com alunos portadores de necessidades especiais, ressaltando ainda mostrar alguns dos recursos e as estratégias utilizados

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    Diante dos agravos causados pela violência doméstica, tais entraves se estendem também ao processo educacional da criança e adolescente. Por outro lado, esta situação nem sempre é conhecida pelos seus educadores no campo acadêmico, causando assim uma lacuna no campo da avaliação pedagógica que, muitas vezes, abrangem somente o campo intelectual. Este trabalho tem por objetivo fazer uma análise sobre os impactos da violência doméstica no processo ensino-aprendizagem.

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    ÁUREA MARIA SOARES LIMA

    A educação é um direito humano substancial, e como tal, precisa ser garantido universalmente. As conquistas das mulheres brasileiras em relação á educação, vêm crescendo consideravelmente e com isso, reduzindo significativamente o analfabetismo. O número de mulheres no mercado de trabalho cresceu gradativamente e isso ocorreu devido à determinação para conquistar seu espaço, milímetro a milímetro, dentro e fora de casa, e especialmente do empenho em subir novos degraus de instrução.

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    ÁUREA MARIA SOARES LIMA

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    Por: Carlos Henrique Araújol Educaçãol 03/02/2015 lAcessos: 12

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    Por: Vicente Vagner Cruzl Educação> Ensino Superiorl 01/04/2010 lAcessos: 966

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    taa * 21/02/2011
    a mano, eu tenho qe fazer um trabalho sobre essas coisas mais isso tá certo ? ? :S
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