A Imprescindibilidade De Descortinar Fatores Prejudiciais Aos Deficientes Auditivos Na Escola

Publicado em: 07/06/2009 |Comentário: 0 | Acessos: 769 |

A IMPRESCINDIBILIDADE DE DESCORTINAR FATORES PREJUDICAIS AOS DEFICIENTES AUDITIVOS NA ESCOLA.

 A inclusão de deficientes auditivos no cenário educacional é um tema bastante complexo, no qual a situação necessita ser analisada como um todo, a partir da realidade de cada meio. Para conseguir analisar a situação largamente, é necessário conhecer melhor o universo dos surdos, levando em consideração sua situação cotidiana de inclusão/exclusão no meio social como um todo, discutir e repensar práticas e teorias tomando como base uma questão sociocultural (não apenas audiológica), onde o deficiente é um sujeito que possui uma língua natural, a Língua de Sinais (LIBRAS).  Segundo Marisa Faermann Eizirik (2000), "na inclusão o que está em jogo é a ruptura com o conceito estático do homem, de mundo, de conhecimento; é a necessidade de transpor experiências, de compartilhar caminhos, de compreender a complexidade e a diversidade através da abertura de canais para o diferente, o que não é meu, nem igual ao meu, mas por isso mesmo, merece respeito. E esse respeito descortina a possibilidade da descoberta de coisas. pessoas, situações, - insuspeitáveis, fascinantes. - É certo que esse caminho produz marcas pela insegurança, pela quebra de certezas, de normas estáveis." Há uma diversidade de fatores e experiências em cada indivíduo e, quando se fala de inclusão de surdos, além da diversidade, retrata-se o diferente (língua, cultura, tradições,...). Neste convívio, entre duas comunidades (surda e ouvinte), há sempre a situação de uma nova língua, ou seja, para o ouvinte, a língua de sinais e para o surdo, a língua portuguesa. Retratando da segunda língua, pode-se reportar à Poersch (1995), "há três fatores para o aprendizado de uma segunda língua:

 Motivacionais - fatores construídos no sujeito aprendiz devido ao contexto comunicacional lingüístico em que ele se insere; -

 Atenção - que é construída da motivação, isto é, dependerá da maneira como o aprendiz tem contato com a língua a ser aprendida (métodos e técnicas utilizadas no ensino, oportunidades e qualidades da utilização da língua); -

Memória - que provém da atenção e está relacionada à aptidão do indivíduo para o aprendizado de novas línguas".

Na inclusão, é importante lembrar-se de alguns fatores primordiais quando pensamos em surdos: Oportunizar o aprendizado favorecendo a diferença sócio-lingüística e valorizando a comunicação espaço/visual em todos os momentos deste processo, já que, segundo Skliar (1998), "... todos os mecanismos de processamento da informação, e todas as formas de entender o universo em seu entorno, se configura como experiência visual". A língua de sinais não pode nem deve ser vista pelo docente como um objeto de trabalho, mas sim, como parte da cultura da comunidade surda, sendo sua língua oficial. Portanto é relevante viabilizar o aprendizado do sujeito surdo valorizando a língua de sinais, se ao iniciar o trabalho de inclusão esta não for possível,  faz-se necessário utilizar todos os recursos de comunicação (não simultaneamente), para que a partir destes tenha-se a certeza de que o surdo pode desenvolver habilidades dentro dos seus parâmetros. Deste modo podemos nos reportar ao livro "O vôo da gaivota" da autora surda Emmanuelle Laborit (1996): "Utilizo a língua dos ouvintes, minha segunda língua, para expressar minha certeza absoluta de que a Língua de Sinais é nossa primeira Língua, aquela que nos permite ser seres humanos comunicadores. Para dizer, também, que nada deve ser recusado aos Surdos, que todas as linguagens podem ser utilizadas, a fim de se ter acesso à vida". Entende-se como integração, a possibilidade de que as pessoas com necessidades especiais devido a deficiência ou problemas em seu desenvolvimento viva e conviva com as demais pessoas de sua comunidade. Conforme Correia (1997:23), profissional ligado a educação, este viver e conviver em sua própria comunidade é um direito e uma questão de justiça.

É justo que o portador receba uma educação adequada às suas necessidades específicas, uma vez que a educação é um direito constitucional de todos os cidadãos. E entendemos que a educação é o passaporte para o futuro, logo não podemos privar qualquer cidadão de adentrar no mundo escolar independente de ser portador de deficiência ou não. O princípio de integração não nega o atendimento às necessidades educativas que o educando possa apresentar. Para a pedagoga Márcia Leite (1969:10), a sociedade é muito discriminadora, o que ocorre em muitos casos, é a criança ser discriminada pelos colegas, pela escola ou pela própria família, que não consegue aceitar a deficiência. Qualquer coisa que se desvie do padrão idealizado de normalidade da nossa sociedade, é discriminada. Então, esse conjunto de fatores pode resultar numa dificuldade de socialização, prejudicando o desenvolvimento do sujeito. Logo entendemos que a sociedade de modo geral deve pautar-se sobre como proporcionar aos deficientes mecanismos que proporcionem aos surdos o desenvolvimento de suas habilidades e competências para a realização de suas atividades dentro e fora do espaço escolar para que assim o sujeito surdo possa exercer seus direitos e deveres de cidadão comum.

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/a-imprescindibilidade-de-descortinar-fatores-prejudiciais-aos-deficientes-auditivos-na-escola-957917.html

    Palavras-chave do artigo:

    deficiencia

    ,

    inclusao

    ,

    escola

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    Aline Pereira Dutra Santana e Sabrina Celestino Soares, Orientadora: Profª. Ms. Josiane Fujisawa Filus

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    Por: Aline Pereira Dutra Santana e Sabrina Celestino Soares, Orientadora: Profª. Ms. Josiane Fujisawa Filusl Educaçãol 04/11/2009 lAcessos: 2,761 lComentário: 6
    Natália de Souza Cardoso

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    Por: Natália de Souza Cardosol Educação> Educação Infantill 22/08/2011 lAcessos: 1,700
    Rosana  Vidal

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    Por: Rosana Vidall Educaçãol 25/06/2009 lAcessos: 47,237 lComentário: 4

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    Por: Flainyl Educação> Educação Infantill 09/01/2014 lAcessos: 120
    Inez Kwiecinski

    A inclusão ou integração de crianças com necessidades educacionais especiais na rede regular de ensino é uma realidade imposta por várias diretrizes de políticas educacionais, porém ainda persistem muitas dúvidas e impasses sobre como deve ser o processo de escolarização desses alunos. Os portadores da Síndrome de Down são crianças que merecem especial atenção, a educação dessas crianças é um processo complexo e requer adaptações e, muitas vezes o uso de recursos especiais.

    Por: Inez Kwiecinskil Educação> Educação Infantill 25/01/2011 lAcessos: 4,519 lComentário: 1

    O presente artigo pretende discutir alguns aspectos relacionados à problemática da inclusão educacional, no ensino de Graduação de alunos portadores de deficiência

    Por: Vera Lucia Lina da Silval Educação> Educação Infantill 19/08/2010 lAcessos: 990
    Alessandro Neves de Araujo

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    Por: Alessandro Neves de Araujol Educação> Ciêncial 06/10/2011 lAcessos: 433
    Tania Maria da Silva Nogueira

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    Por: Tania Maria da Silva Nogueiral Educação> Educação Onlinel 09/12/2009 lAcessos: 2,031

    O presente artigo descreve a Família no Processo de Inclusão. Levou-se em consideração práticas responsáveis de valorização e respeito ao ser e ao pensar da dinâmica familiar para a promoção do desenvolvimento global e inclusão social desse indivíduo.

    Por: Iracilda Gabriell Educação> Educação Infantill 22/10/2011 lAcessos: 1,625

    Com o advento da globalização, a educação é tida como o maior recurso de que se dispõe para enfrentar essa nova estruturação mundial. Objetiva-se evidenciar a importância dos alunos encontrarem na escola não só evidências de seu próprio mundo, mas também aparato capaz de os "cunharem" para uma participação social plena e não "fatiada", como sugere o estudo por disciplinas. Jovens e adultos, público cada vez mais informatizado, exige que as disciplinas deixem de ser apresentadas de forma isolada.

    Por: KÁTIA CÉLIA FERREIRAl Educaçãol 18/12/2014

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    Por: KÁTIA CÉLIA FERREIRAl Educaçãol 18/12/2014

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    Por: Rosely dos Santos Ferreiral Educaçãol 17/12/2014

    As revela à existência de ações políticas e sociais que possam concretizar e promover a efetividade da inclusão social da pessoa com necessidade educacional especial. Vejo que a sociedade deve compreender como se dá o processo de ensino-aprendizagem da criança com Síndrome de Down na Educação Básica, as dificuldades enfrentadas e as possibilidades e mecanismos de reconhecimento e aceitação dessas limitaçõ

    Por: Rosely dos Santos Ferreiral Educaçãol 17/12/2014

    No processo de inclusão a escola propõe a conviver com o "diferente", aceitá-lo, auxiliá-lo, e muitas vezes aprender algo com essas crianças. Entretanto para oferecer uma inclusão verdadeira é preciso entender as particularidades das crianças, mediar a socialização de forma que todos trabalham para o aprendizado de cada uma delas, em benefício de todos. Pretendo contribuir com as discussões éticas e educacionais que envolvem a formação da criança Down por meio da educação.

    Por: Rosely dos Santos Ferreiral Educaçãol 17/12/2014

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    Por: Rosely dos Santos Ferreiral Educaçãol 17/12/2014

    Apresento algumas características que identificam a criança Down, o conceito de Educação Inclusiva e Educação básica, e da diversidade na educação. Relacionam-se aspectos positivos da inclusão da criança Down na Educação Básica e como deve acontecer essa inclusão, enumerando as dificuldades no processo de inclusão da criança Down na Educação Básica. Conceitua-se a Síndrome de Down e sua identificação, bem como o tratamento e a motivação para inserir a criança com deficiência na Educação Básica.

    Por: Rosely dos Santos Ferreiral Educaçãol 17/12/2014

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    Por: Luziane Da Silva Costal Educaçãol 15/12/2014 lAcessos: 11

    A ação docente sob a perspectiva dos gêneros do discurso é uma questão de construção de paradigmas que se direcionam a uma compreensão da linguagem como prática social.

    Por: Robson Silva dos Santosl Educaçãol 03/12/2009 lAcessos: 1,729

    A pesar da origem italiana foi na Espanha que o barroco conquistou maior expressividade, o estilo barroco retrata a instabilidade pós-renascentista e demonstra a angústia do homem demarcado entre a efemeridade do mundo material e a incerteza do mundo espiritua.

    Por: Robson Silva dos Santosl Literatural 26/11/2009 lAcessos: 615 lComentário: 2

    A verossimilhança, mascarada pela sátira, fez com que discursos políticos desconstruíssem a realidade e construíssem e reconstruíssem suas próprias determinações, alheias as reais condições do povo.

    Por: Robson Silva dos Santosl Notícias & Sociedade> Polítical 15/10/2009 lAcessos: 380

    E o que nos é perceptível é que a imprensa inventa, cria, recria, constrói e reconstrói, uma ou várias realidades a partir de suas narrativas. São discursos produzidos por pessoas que não observam a realidade de fora, como sujeitos privilegiados, mas, antes, se inserem nela com todas as subjetividades que os compõem. As narrativas são sempre híbridas no sentido de que se articulam em uma estrutura de outras narrativas que tomam posições no discurso de quem as configura.

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    Os resultados positivos da propaganda só se constroem a partir de uma matéria-prima básica que habita em noções rudimentares conscientes e inconscientes presentes na totalidade da população, ou em pontos sociais específicos.

    Por: Robson Silva dos Santosl Marketing e Publicidadel 22/06/2009 lAcessos: 634
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