A Imprescindibilidade De Descortinar Fatores Prejudiciais Aos Deficientes Auditivos Na Escola

Publicado em: 07/06/2009 |Comentário: 0 | Acessos: 767 |

A IMPRESCINDIBILIDADE DE DESCORTINAR FATORES PREJUDICAIS AOS DEFICIENTES AUDITIVOS NA ESCOLA.

 A inclusão de deficientes auditivos no cenário educacional é um tema bastante complexo, no qual a situação necessita ser analisada como um todo, a partir da realidade de cada meio. Para conseguir analisar a situação largamente, é necessário conhecer melhor o universo dos surdos, levando em consideração sua situação cotidiana de inclusão/exclusão no meio social como um todo, discutir e repensar práticas e teorias tomando como base uma questão sociocultural (não apenas audiológica), onde o deficiente é um sujeito que possui uma língua natural, a Língua de Sinais (LIBRAS).  Segundo Marisa Faermann Eizirik (2000), "na inclusão o que está em jogo é a ruptura com o conceito estático do homem, de mundo, de conhecimento; é a necessidade de transpor experiências, de compartilhar caminhos, de compreender a complexidade e a diversidade através da abertura de canais para o diferente, o que não é meu, nem igual ao meu, mas por isso mesmo, merece respeito. E esse respeito descortina a possibilidade da descoberta de coisas. pessoas, situações, - insuspeitáveis, fascinantes. - É certo que esse caminho produz marcas pela insegurança, pela quebra de certezas, de normas estáveis." Há uma diversidade de fatores e experiências em cada indivíduo e, quando se fala de inclusão de surdos, além da diversidade, retrata-se o diferente (língua, cultura, tradições,...). Neste convívio, entre duas comunidades (surda e ouvinte), há sempre a situação de uma nova língua, ou seja, para o ouvinte, a língua de sinais e para o surdo, a língua portuguesa. Retratando da segunda língua, pode-se reportar à Poersch (1995), "há três fatores para o aprendizado de uma segunda língua:

 Motivacionais - fatores construídos no sujeito aprendiz devido ao contexto comunicacional lingüístico em que ele se insere; -

 Atenção - que é construída da motivação, isto é, dependerá da maneira como o aprendiz tem contato com a língua a ser aprendida (métodos e técnicas utilizadas no ensino, oportunidades e qualidades da utilização da língua); -

Memória - que provém da atenção e está relacionada à aptidão do indivíduo para o aprendizado de novas línguas".

Na inclusão, é importante lembrar-se de alguns fatores primordiais quando pensamos em surdos: Oportunizar o aprendizado favorecendo a diferença sócio-lingüística e valorizando a comunicação espaço/visual em todos os momentos deste processo, já que, segundo Skliar (1998), "... todos os mecanismos de processamento da informação, e todas as formas de entender o universo em seu entorno, se configura como experiência visual". A língua de sinais não pode nem deve ser vista pelo docente como um objeto de trabalho, mas sim, como parte da cultura da comunidade surda, sendo sua língua oficial. Portanto é relevante viabilizar o aprendizado do sujeito surdo valorizando a língua de sinais, se ao iniciar o trabalho de inclusão esta não for possível,  faz-se necessário utilizar todos os recursos de comunicação (não simultaneamente), para que a partir destes tenha-se a certeza de que o surdo pode desenvolver habilidades dentro dos seus parâmetros. Deste modo podemos nos reportar ao livro "O vôo da gaivota" da autora surda Emmanuelle Laborit (1996): "Utilizo a língua dos ouvintes, minha segunda língua, para expressar minha certeza absoluta de que a Língua de Sinais é nossa primeira Língua, aquela que nos permite ser seres humanos comunicadores. Para dizer, também, que nada deve ser recusado aos Surdos, que todas as linguagens podem ser utilizadas, a fim de se ter acesso à vida". Entende-se como integração, a possibilidade de que as pessoas com necessidades especiais devido a deficiência ou problemas em seu desenvolvimento viva e conviva com as demais pessoas de sua comunidade. Conforme Correia (1997:23), profissional ligado a educação, este viver e conviver em sua própria comunidade é um direito e uma questão de justiça.

É justo que o portador receba uma educação adequada às suas necessidades específicas, uma vez que a educação é um direito constitucional de todos os cidadãos. E entendemos que a educação é o passaporte para o futuro, logo não podemos privar qualquer cidadão de adentrar no mundo escolar independente de ser portador de deficiência ou não. O princípio de integração não nega o atendimento às necessidades educativas que o educando possa apresentar. Para a pedagoga Márcia Leite (1969:10), a sociedade é muito discriminadora, o que ocorre em muitos casos, é a criança ser discriminada pelos colegas, pela escola ou pela própria família, que não consegue aceitar a deficiência. Qualquer coisa que se desvie do padrão idealizado de normalidade da nossa sociedade, é discriminada. Então, esse conjunto de fatores pode resultar numa dificuldade de socialização, prejudicando o desenvolvimento do sujeito. Logo entendemos que a sociedade de modo geral deve pautar-se sobre como proporcionar aos deficientes mecanismos que proporcionem aos surdos o desenvolvimento de suas habilidades e competências para a realização de suas atividades dentro e fora do espaço escolar para que assim o sujeito surdo possa exercer seus direitos e deveres de cidadão comum.

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/educacao-artigos/a-imprescindibilidade-de-descortinar-fatores-prejudiciais-aos-deficientes-auditivos-na-escola-957917.html

    Palavras-chave do artigo:

    deficiencia

    ,

    inclusao

    ,

    escola

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    Por: Aline Pereira Dutra Santana e Sabrina Celestino Soares, Orientadora: Profª. Ms. Josiane Fujisawa Filusl Educaçãol 04/11/2009 lAcessos: 2,732 lComentário: 6
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    Por: Natália de Souza Cardosol Educação> Educação Infantill 22/08/2011 lAcessos: 1,605
    Rosana  Vidal

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    Por: Rosana Vidall Educaçãol 25/06/2009 lAcessos: 46,891 lComentário: 4

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    Por: Flainyl Educação> Educação Infantill 09/01/2014 lAcessos: 77
    Inez Kwiecinski

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    O presente artigo pretende discutir alguns aspectos relacionados à problemática da inclusão educacional, no ensino de Graduação de alunos portadores de deficiência

    Por: Vera Lucia Lina da Silval Educação> Educação Infantill 19/08/2010 lAcessos: 974
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    O presente artigo descreve a Família no Processo de Inclusão. Levou-se em consideração práticas responsáveis de valorização e respeito ao ser e ao pensar da dinâmica familiar para a promoção do desenvolvimento global e inclusão social desse indivíduo.

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    Por: Thonny Siqueiral Educaçãol 17/09/2014
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    Por: Robson Silva dos Santosl Literatural 26/11/2009 lAcessos: 605 lComentário: 2

    A verossimilhança, mascarada pela sátira, fez com que discursos políticos desconstruíssem a realidade e construíssem e reconstruíssem suas próprias determinações, alheias as reais condições do povo.

    Por: Robson Silva dos Santosl Notícias & Sociedade> Polítical 15/10/2009 lAcessos: 375

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